sexta-feira, 22 de março de 2013

PROGRAMAÇÃO DA PARÓQUIA SANTA RITA NA SEMANA SANTA

 
24/03( DOMINGO DE RAMOS )= Saída plano Inclinado (da Piqueira)

26/03( TERÇA -FEIRA )= Santos Óleos -as 18h na Catedral

27/03( QUARTA -FEIRA SANTA )= MISSA DO ENCONTRO- (jovens levarão o cartaz da campanha da fraternidade saindo do abrigo as 18h45) missa será em frente a dona Nirinha.

28/03( QUINTA-FEIRA SANTA )= CEIA DO SENHOR as 19h30 na santa rita com o lava pés (2 jovens de cada grupo jovem) FICAMOS COM A II LEITURA.
 

29/03( SEXTA-FEIRA SANTA )= 5h da manhã caminhada penitencial 16h30 celebração. A partir das 9h da manhã terá adoração até a hora da missa as 16h30. O Nosso horário é das 11h até as 12h. E as 16:30 a Celebração da Paixão.
 

30/03( SABADO SANTO )=VIGILIA PASCAL, Saida do Mirante de D Zezé ás 18:30
 

31/03( DOMINGO )= PASCOA DA RESSURREIÇÃO as 7h missa no abrigo, e 18h30 Santa Rita.

sábado, 9 de março de 2013

Prefeito e bispo de Ilhéus conversam sobre temas do centenário da Diocese.



O prefeito Jabes Ribeiro, recebeu em seu gabinete nesta quinta-feira, 7, o bispo Dom Mauro Montagnoli, que tratou da programação comemorativa dos 100 anos de existência da Diocese de Ilhéus, criada oficialmente no dia 20 de outubro de 1913. Além de agradecer ao prefeito pelo apoio às atividades da Diocese, o religioso também falou sobre o “Aleluia Ilhéus Festival”, evento cujas atividades do dia 29 deste mês (Sexta-Feira da Paixão) serão compatibilizadas com a programação anual diocesana.
Montagnoli aproveitou a visita para apresentar ao chefe do Executivo ilheense o empresário Jary Mendonça, proprietário da empresa Reviver, que desenvolveu um novo conceito de cemitério parque. Em área vendida pela Diocese, a Reviver iniciará, no prazo máximo de 60 dias, a construção de uma unidade no quilômetro três da rodovia Jorge Amado, envolvendo capela, floricultura, lanchonete e administração 24 horas.
Centenário – Segundo Dom Mauro Montagnoli, os objetivos da celebração do centenário da Diocese de Ilhéus são aumentar a consciência de diocesanidade, firmar compromissos da ação evangelizadora da Igreja e divulgar ações sociais que constroem cidadania.
Depois da abertura oficial do centenário, ocorrida em novembro do ano passado, a programação ainda contemplará diversos eventos, como a Semana Missionária Jovem, de 17 a 20 de julho, em todas as paróquias ilheenses; o Dia do Padre, no dia 4 de agosto, em Ubaitaba, Zonal Leste; a Semana Social Diocesana, dentro da 5ª Semana Social Brasileira, de 19 a 21 de setembro, em Ilhéus, zonais Centro Sul e Centro Norte (CTL) e a Celebração do Centenário, no dia 20 de outubro, na praça Dom Eduardo, em Ilhéus.

Secretário de Turismo apresenta o Projeto do Festival Aleluia Ilhéus ao Bispo Dom Mauro Montagnoli


O Secretário de Turismo da nossa cidade apresentou ao Bispo Diocesano Dom Mauro Montagnoli o projeto do Aleluia Ilhéus, que é um festival de artes integradas e negócios. O Bispo afirmou que durante a Semana Santa, o Católico deveria participar das atividades na Igreja, e após poderia participar da Feira. O Bispo gostou do modelo do evento que tem a sociedade civil organizada envolvida, grandes empresas, artistas, pequenos agricultores, artesãos etc. No dia 28 de março será realizado o show do Padre Fábio de Melo que será uma homenagem ao Centenário da Diocese de Ilhéus. O secretario voltou a afirmar o apoio do prefeito Jabes Ribeiro ao projeto, mas também confirmou a decisão do prefeito de não colocar recursos públicos municipais no evento, que será patrocinado pela Secretaria de Turismo do Estado, Sebrae, Bahia Pesca, Bahia Gás, Nutricau, Ebda, Car, Desenbahia, etc



Conclave começa dia 12, próxima terça-feira

O Conclave que elegerá o próximo Papa terá início dia 12 de março. A Sala de Imprensa Vaticana informou a data às 17h40 (13h40 no horário de Brasília), desta sexta-feira, 8. Na parte da manhã, será celebrada a tradicional missaPro Eligendo Pontifice e à tarde, os cardeais ingressam na Capela Sistina.

Confira mais informações no especial papa.cancaonova.com 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

ONDE ESCUTAR JESUS?


Entre todos os métodos possíveis de ler a Palavra de Deus está sendo revalorizado cada vez mais, em alguns setores cristãos, o método chamado lectio divina, muito apreciado em outros tempos, sobretudo nos mosteiros. Consiste numa leitura meditada da Bíblia, orientada diretamente para suscitar o encontro com Deus e para a escuta de sua Palavra no fundo do coração. Esta forma de ler o texto bíblico exige diversos passos.

            O primeiro passo é ler o texto procurando captar o seu sentido original, para evitar qualquer interpretação arbitrária ou subjetiva. Não é legítimo fazer a Bíblia dizer qualquer coisa, tergiversando seu sentido real. Precisamos compreender o texto empregando todas as ajudas que tivermos à mão: uma boa tradução, as notas da Bíblia, algum comentário simples.

            A meditação implica um passo a mais. Agora trata-se de acolher a Palavra de Deus meditando-a no fundo do coração. Para isso começa-se por repetir devagar as palavras fundamentais do texto, procurando assimilar sua mensagem e torná-la nossa. Os antigos diziam que é necessário “mastigar” ou “ruminar” o texto bíblico para “fazê-lo descer da cabeça ao coração”. Este momento pede recolhimento e silêncio interior, fé em Deus que me fala, abertura dócil à sua voz.

            O terceiro passo é a oração. O leitor passa agora de uma atitude de escuta a uma postura de resposta. Esta oração é necessária para que se estabeleça o diálogo entre o crente e Deus. Não é preciso fazer grandes esforços de imaginação nem inventar belos discursos. Basta perguntar-nos com sinceridade: “Senhor, que queres dizer-me através deste texto? A que me chamas concretamente? Que convicção queres semear em meu coração?”

            Pode-se passar a um quarto momento, que costuma ser chamado de contemplação ou silêncio diante de Deus. O crente descansa em Deus, calando outras vozes. É o momento de estar diante dele, ouvindo apenas seu amor e sua misericórdia, sem nenhuma outra preocupação ou interesse.

            Por último, é necessário recordar que a verdadeira leitura da Bíblia termina na vida concreta e que o critério para verificar se ouvimos a Deus é nossa conversão. Por isso, é necessário passar da “Palavra escrita” para a “Palavra vivida”. São Nilo, venerável Pai do deserto, dizia: “Eu interpreto a Escritura com minha vida”.

 (Pagola, J. Antonio, O Caminho aberto por Jesus, Petrópolis, RJ: Vozes,2012,  p. 160-161)


ENVIADO PELO NOSSO BISPO DOM MAURO

MEDITAÇÃO SOBRE A TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR


                                                            ESCUTAR SOMENTE JESUS

A cena é chamada tradicionalmente de “transfiguração de Jesus”. Não é possível reconstruir com certeza a experiência que deu origem a este surpreendente relato. Só sabemos que os evangelistas lhe dão grande importância, pois se trata de uma experiência que deixa entrever algo da verdadeira identidade de Jesus.

            Num primeiro momento, o relato destaca a transformação de seu rosto e, embora venham conversar com Ele Moisés e Elias, talvez como representantes da Lei e dos Profetas respectivamente, só o rosto de Jesus permanece transfigurado e resplandecente no centro da cena.

            Ao que parece, os discípulos não captam o conteúdo daquilo que estão vivendo, porque Pedro diz a Jesus; “Mestre, como é bom estarmos aqui! Faremos três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Ele coloca Jesus no mesmo plano e no mesmo nível que os dois grandes personagens bíblicos. A cada um sua tenda. Jesus não ocupa ainda um lugar central e absoluto em seu coração.

            A voz de Deus vai corrigi-lo, revelando a verdadeira identidade de Jesus: “Este é meu Filho, o eleito”: aquele que tem o rosto transfigurado. Não deve ser confundido com os de Moisés ou Elias, que estão apagados. “Escutai-o”. E a ninguém mais. Sua Palavra é a única decisiva. As outras nos devem levar até Ele.

            É urgente recuperar na Igreja atual a importância decisiva que teve em seus inícios a experiência de ouvir, no seio das comunidades cristãs, o relato de Jesus recolhido nos evangelhos. Estes quatro escritos constituem para nós uma obra única que não devemos equiparar ao resto dos livros bíblicos.

            Há algo que só neles podemos encontrar: o impacto causado por Jesus nos primeiros que se sentiram atraídos por Ele e o seguiram. Os evangelhos não são livros didáticos que expõem doutrina acadêmica sobre Jesus. Tampouco são biografias redigidas para informar detalhadamente sobre sua trajetória histórica. São “relatos de conversão” que convidam à mudança, ao seguimento de Jesus e à identificação com seu projeto.

            Por isso pedem ser ouvidos em atitude de conversão. E nessa atitude devem ser lidos, pregados, meditados e guardados no coração de cada crente e de cada comunidade. Uma comunidade cristã que sabe escutar cada domingo o relato evangélico de Jesus em atitude de conversão começa a transformar-se. A Igreja não tem um potencial mais vigoroso de renovação do que aquele que se encerra nestes quatro pequenos livros.

(Pagola, J. Antonio, O Caminho aberto por Jesus, Petrópolis, RJ: Vozes,2012,  p. 156-158)

ENVIADO PELO NOSSO BISPO DOM MAURO

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Saiba como participar da Jornada Mundial da Juventude.

    
CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL      
 Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato



Setor Juventude

Diocese de Ilhéus – Subregião Pastoral 06/RNE III 


“Ide e fazei discípulos entre todas as nações.” (Mt 28,19)


Paz e Bem!

Tendo em vista a realização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), entre os dias 23 a 28 de julho do corrente ano na cidade do Rio de Janeiro, vimos por meio deste socializar algumas informações com relação ao encontro.
A JMJ teve início no ano de 1986 em Roma e foi idealizada pela papa João Paulo II. Nela ocorrem diversos momentos como catequeses, adoração do Santíssimo, missas, palestras, partilhas e shows. Faz-se um convite especial aos jovens católicos para que vivenciem este momento.
Nós, do Setor Juventude, estamos em parceria com a diocese de Itabuna para viabilizar a ida dos nossos jovens para a JMJ. Segue então algumas informações:

Saída dia 22∕07∕13 às 07 hs. da cidade de Itabuna
Retorno dia 28∕07∕13
Valor: R$ 940,00 – carnê (sendo a última parcela paga até o dia 08 de junho) ou R$ 990,00 – cartão de crédito.

Este valor inclui a inscrição com direito a alimentação, hospedagem e visita ao Cristo Redentor e o transporte.
Salientamos ainda que cada paróquia ou grupo pode organizar sua caravana, desde que a inscrição seja feita em grupo.
Lembramos que entre os dias 17 a 20 de julho do corrente ano realizaremos a Semana Missionária, evento que antecede a JMJ e acolhe os peregrinos estrangeiros no nosso país. Nossa diocese está disposta a acolher de 2.000 peregrinos. Solicitamos que cada paróquia nos informe a quantidade de peregrinos que pode acolher. Temos que buscar pessoas que possam ser tradutoras a fim de facilitar a comunicação.

Convocamos todas as paróquias para uma reunião no dia 02 de março às 09 hs no salão da Igreja São Jorge. Por favor, enviem pelo menos 01 representante para que organizemos melhor as nossas atividades.

À disposição para maiores esclarecimentos.

Setor Juventude da Diocese de Ilhéus



Contatos: Pe. Gilvan 8134-9624      Távila 9998-8918∕8828-1247∕9120-4098
                Pe. Valdir 8876-0367       Lamônia 8804-0409


                                    http://www.pj.org.br/jmj/
                                    http://www.rio2013.com/pt

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Tá chegando a hora!!!!!FOLIA COM CRISTO E BEM MELHOR!!!!


**O bloco veio mostrar que nós católicos, também podemos curtir um carnaval saudável, sem drogas e nem violência, louvando a Jesus Cristo e evangelizando, espalhando a alegria do católico para todo o mundo ver.

DIA 08 /02 COM MELHOR ANIMADOR " COSME " NA AVENIDA SOARES LOPES, PIPOCANDO TUDO!!!!

--Adquira seu AbaCristo
Paroquias Nomes Telefones:
Iguape= Filipe- 8181-2960 Kelly- 8151-0457
Barra= Karlla- 8139-2618 Leandro- 8845-1115
Malhado= Beto- 8132-9626 Tiago- 8803-5742
Conquista= Odilon- 8179-9050 Amanda – 8819-713
Urbis= Dea- 8888-4415.


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Encontro reuniu mais de 300 assessores da Pastoral Juvenil



Jovens Conectados
O encontro foi uma oportunidade para discutir os desafios e as oportunidades da evangelização dos jovens.
Mais de 300 assessores da pastoral juvenil de todo o país se reuniram em Brasília entre os dias 30 de novembro e 2 de dezembro para discutir os desafios e as oportunidades da evangelização dos jovens.
Organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o evento contou com a presença do cardeal Stanislaw Rilko, presidente do Pontifício Conselho para os Leigos (PCL); do núncio apostólico Dom Giovanni D’Aniello; padre Eric Jacquinet, responsável pelo Setor Juventude no PCL e integrantes do Comitê Organizador Local da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013; entre outros convidados especiais.

Na primeira noite do encontro, os participantes discutiram a nova evangelização e suas perspectivas em três diferentes realidades: no meio universitário, nas comunicações e entre os mais fragilizados. A ideia de que o cristão deve anunciar o Evangelho, mas além disso, vivê-lo e dar testemunho dele com seus atos, foi a mensagem que perpassou as falas de todos os palestrantes.

O formador-geral da Comunidade Canção Nova, padre Wagner Ferreira, fez uma colocação no primeiro dia do evento. Ele refletiu sobre a "realidade da fé no mundo da comunicação digital", a partir dos pronunciamentos dos Papas Bento XVI e o Beato João Paulo II, e apresentou o modo de vida dos jovens da Canção Nova e o exemplo do fundador da instituição, monsenhor Jonas Abib.

No segundo dia, o arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha, falou sobre o Ano da Fé e explicou que a nova evangelização pressupõe confessar a fé, celebrar a fé na liturgia e testemunhar a fé, sobretudo através da caridade.

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, Dom Eduardo Pinheiro, lembrou que no próximo ano, quando será focada na Juventude, a Campanha da Fraternidade estará completando 50 anos. Ele explicou que a CF 2013 apresentará como o jovem de hoje vive a mudança de época pela qual o mundo está passando.

Jornada Mundial da Juventude
Vários integrantes do Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Rio2013 também participaram do encontro. Eles explicaram detalhes da preparação, falaram das expectativas e esclareceram dúvidas dos assessores da pastoral juvenil a respeito do evento. A Semana Missionária, período que antecederá a Jornada, foi explicada pelo assessor nacional da Juventude, Padre Carlos Sávio Ribeiro, e pelo padre Jefferson Araújo, do COL.

O cardeal Rilko falou sobre os frutos que as jornadas mundiais da juventude. Segundo ele, “As jornadas têm se tornado uma força propulsora para a solicitude pastoral da Igreja em favor dos jovens. Vamos formar uma geração de operadores de pastoral que estão sabendo extrair boas inspirações para os jovens”.

Os trabalhos de evangelização da juventude depois da JMJ também estiveram no centro dos debates durante o encontro. Padre Antônio Ramos do Prado, assessor nacional da Comissão para a Juventude, comandou a reflexão sobre o tema e informou que os regionais da CNBB, além de outras instâncias, estão sendo consultados sobre a aplicação das linhas de ação propostas no Documento 85, sobre Evangelização da Juventude.

No diálogo inter-religioso, Igreja usa "armas de paz e perdão"



Arquivo
Dom Francesco é bispo na Diocese de Volta Redonda/Barra do Piraí e membro do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso
Criado em 1988 pelo Papa João Paulo II, o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso tem a missão de auxiliar o Santo Padre na promoção de relações de amizade com seguidores de religiões não-cristãs espalhadas por todo o mundo.
Dom Francesco Biasin, recentemente nomeado membro do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, acredita que a relação da Igreja Católica com religiões não-cristãs é boa. Para o bispo, não há maiores embates entre elas, mas sim, diálogos construtivos.
“A Igreja prefere continuamente um caminho de diálogo construtivo que favoreça a paz entre todos os povos, construída, inclusive através de um relacionamento amistoso,” disse.
Dom Francesco lembra que embora haja pessoas dispostas a construir a paz, ainda há fundamentalistas exacerbados. Neste caso é necessário um cuidado para que não haja conflitos, nem guerras, nem violência.
É preciso distiguir bem entre uma religião e quem as pratica, disse o bispo. Da mesma forma que existem extremistas nas Igrejas Cristãs, o mesmo acontece em outras religiões.

A mídia acompanha os recentes conflitos na Faixa de Gaza, entre o grupo palestino Hamas e as forças armadas de Israel. Estes conflitos não partem de todo o povo islâmico, mas de extremistas, o que acontece da mesma forma com Israel.
De acordo com Dom Francesco, a Igreja combate o extremismo com  “armas de paz e de perdão". “Diante de situações de violência e de perseguição, por parte de extremistas, a Igreja procura ser prudente, manter sempre uma presença que não seja provocatória. E, quando ela mesma sofre violência e perseguição e no seus membros até a morte, a Igreja usa a arma de Jesus que é o perdão. Essa é a maneira que pode enfrentar situações limites,” disse o bispo.

Católicos e muçulmanos
Em mensagem para o encerramento do 8º Colóquio entre o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso e o Centro Islâmico para o Diálogo Inter-religioso, o Santo Padre pediu que se prosseguisse no caminho de diálogo autêntico e fecundo entre católicos e muçulmanos.
Dom Francesco acredita que o caminho para este diálogo autêntico e fecundo se dá no favorecimento das relações interpessoais com os representantes das religiões. Depois, seria importante reconduzir os diálogos aos textos sagrados, como a Bíblia e o Alcorão.

Um caminho para a boa relação
Para Dom Francesco, encontrar pontos comuns entre as religiões pode ser uma alternativa para crescer do diálogo inter-religioso.
Um ponto sugerido pelo bispo é a salvaguarda da obra da criação. “Todo esforço que as religiões fazem para guardar o meio ambiente, a casa do homem, é um esforço que une. Portanto, guardar a natureza é um ‘chão comum’ onde nós podemos trabalhar pacificamente.”
Outro ponto trata do reconhecimento de um “Pai comum”. “Pode se chamar com nomes diferentes, mas muitas religiões acreditam num ser subremo que criou todas as coisas por amor.”
Por fim, Dom Francesco sugere que as reflexões sejam feitas em torno da valorização da pessoa humana, por se tratar de um  âmbito que muitas religiões conhecem e que pode ser aproveitado para se estabelecer uma boa relação. 

Beatificação de leigo indiano alegra Bento XVI



Gaudium Press
Devasahayam Pillai foi beatificado nesse domingo, 2, na Índia
O Papa Bento XVI anunciou, ao final do Angelus desse domingo, 2, que "em Kottar, na Índia, foi proclamado beato Devasahayam Pillai, fiel leigo que viveu no século XVIII e morreu mártir".

O Santo Padre demonstrou contentamento e esperança pelo fato, e afirmou: "nos unimos à alegria da Igreja na Índia e rezamos para que o novo Beato sustente a Fé dos cristãos nesse grande e nobre país".

Em suas palavras em inglês, Bento XVI não deixou também de destacar a figura do leigo Pillai, convertido do hinduísmo e agora proclamado Beato, e expressou sua alegre saudação "ao povo de Kottar que celebra hoje [domingo] a beatificação de Devasahayam Pillai".

O Papa quis assinalar ainda, diante de milhares de peregrinos na Praça de São Pedro, que o testemunho do Beato "é um exemplo da esperança diante na vinda de Cristo, que lembra este primeiro domingo do Advento".

Devasahayam Pillai, pai de família, foi assassinado em 1752 por ter se convertido ao catolicismo. O rito de beatificação foi presidido pelo cardeal Ângelo Amato, prefeito da Congregação das Causas dos Santos, em nome do Papa Bento XVI.

Encontro discute oportunidades na evangelização dos jovens



Jovens Conectados


Jovens Conectados
O encontro vai até o próximo domingo, 2 e reúne responsáveis pela juventude de diversos organismos da Igreja Católica no Brasil.
Começou nesta sexta-feira, 30, na paróquia Santo Antônio, o segundo dia de Encontro para os Assessores da Pastoral Juvenil Nacional. Durante a manhã, as oportunidades e os desafios para a evangelização da juventude foram os principais assuntos abordados.
O dia começou com a Missa, às 7h30, celebrada pelo núncio apostólico no Brasil, Dom Giovanni D’Aniello. Concelebravam a Missa Dom Odelir, referencial da juventude no Nordeste; Dom Bernardino Marchío – mais conhecido como “Dom Dino” –, bispo de Caruaru (PE) e membro da Comissão para a Juventude, da CNBB; e Dom Eduardo Pinheiro, presidente da Comissão. Além deles, cerca de 40 padres assessores concelebraram.
Logo no início da Missa, Dom Eduardo afirmou a necessidade, no Brasil, de haver pessoas que trabalhem com a juventude de forma responsável e acolhedora. Para Dom Giovanni, a opção preferencial da Igreja pelos jovens atualmente já seja uma realidade, e é necessário que se continue aproveitando as oportunidades que estão surgindo. Segundo ele, a próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro, é a principal chance de se aproximar dos jovens.
“Nós somos Igreja jovem. Vocês, jovens, mostram que têm o desejo de ficar com Deus. E devem mostrar ao mundo esse amor, porque é o que o mundo precisa. Precisamos ser capazes de espalhar este amor que Deus nos deu. Temos a missão de espalhar a Palavra de Deus, que é Palavra de amor”, afirmou o Núncio.
Dom Giovanni D'Aniello se referiu à JMJ como um grande começo para a nova evangelização, e para o chamado aos jovens.
“A JMJ não é um ponto de chegada, mas sim de partida. Como diz o hino da Jornada, o Senhor nos convida a ser missionários, porque o mundo precisa de nosso testemunho; precisamos mostrar aos outros o quanto é importante pertencer a Deus”, destacou.

Vivência da Fé
O testemunho e a vivência da fé de forma madura também foram pontos levantados por Dom Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília, em sua palestra sobre o Ano da Fé, tempo que deseja uma evangelização nova, “reproposta”. De acordo com ele, propõe-se uma criatividade pastoral para suprir a necessidade de evangelizar.
Segundo o arcebispo, o documento Porta Fidei - carta em que o Papa Bento XVI proclama o Ano da Fé - não trata de novos conteúdos, mas sim de novas formas para anunciar a Palavra de Deus. Para isso, a Igreja pede que três pontos sejam cumpridos: confessar a fé, celebrar a fé na liturgia e testemunhar a fé, sobretudo através da caridade.
“A fé não pode ser puramente pressuposta. Todo o esforço do Ano da Fé é para tornar a fé mais consciente e mais madura.”
Como a juventude, atualmente, é o grande tema para a Igreja no Brasil, uma as proposições finais do Sínodo dos Bispos, ocorrido em 2012, foi expressamente dedicada à juventude. O trecho diz que os “jovens não são apenas o futuro, mas também o presente, seja da Igreja, seja da humanidade”.
Segundo Dom Sergio, deve-se refazer a experiência da samaritana, que vai ao poço e dá água aos que têm sede. Segundo ele, “temos de nos alimentar de Jesus Cristo e, depois, alimentar a quem tem sede de água viva”, principalmente por meio do protagonismo juvenil na Igreja, de forma a valorizar o jovem.
Após a palestra, os participantes dividiram-se em grupos, segundo a divisão em regionais da CNBB, e debateram os temas expostos na manhã desta sexta-feira,30.

A nova evangelização ajuda a destronar ídolos modernos, diz Papa


Reflexões sobre a atual condição dos direitos humanos, o papel da nova evangelização neste contexto. Essas foram algumas das questões abordadas pelo Papa Bento XVI em audiência com membros do Pontifício Conselho para a Justiça e a Paz. Estes estiveram reunidos para sua 27ª Assembleia Plenária.

“A partir de uma nova evangelização da sociedade pode derivar um novo humanismo e um renovado empenho cultural e projetivo. Essa ajuda a destronar os ídolos modernos, para substituir o individualismo, o consumismo materialista e a tecnocracia, com a cultura da fraternidade e da gratuidade, do amor solidário”.

O Papa lembrou que os direitos e deveres do homem não se fundamentam única e exclusivamente na consciência social dos povos, “mas dependem primeiramente da lei moral natural, inscrita por Deus na consciência de cada pessoa, e também em última instância da verdade sobre o homem e sobre a sociedade”. 

E mesmo que a defesa desses direitos tenha feito progressos, Bento XVI ressaltou que a cultura de hoje, caracterizada, entre outros, pelo individualismo, tende a desvalorizar a pessoa. 

“Se, por um lado, continua-se a proclamar a dignidade da pessoa humana, por outro, novas ideologias – como aquela hedonística e egoísta dos direitos sexuais e reprodutivos ou aquela de um capitalismo financeiro desregulado que prevalece na política e desconstrói a economia real – contribuem para considerar o trabalhador e o seu trabalho como bens “menores” e a minar os fundamentos naturais da sociedade, especialmente a família”. 

Mas, para o Cristianismo, conforme lembrado pelo Papa, o trabalho é um bem fundamental para o homem, tendo em vista o processo de socialização, a formação da família, a contribuição para o bem comum e a paz. “ Por isso mesmo, o objetivo do acesso ao trabalho para todos é sempre prioritário, também nos períodos de recessão econômica (cfr Caritas in veritate, 32)”, disse.

O Santo Padre lembrou que a Igreja não tem a tarefa de sugerir, do ponto de vista jurídico e político, questões concretas para a ordem internacional. No entanto, ela orienta os devidos responsáveis com critérios de julgamento para que possam garantir o bem comum. 

Mas Bento XVI destacou que, para essa ação, não se deve imaginar um superpoder, concentrado nas mãos de poucos e que tire proveito dos mais fracos. “... toda autoridade deve ser entendida, antes de tudo, como força moral, faculdade de influir segundo a razão (cfr Pacem in terris, 27), isso é, como autoridade de propriedade, limitada por competência e pelo direito”. 

ADVENTO



No domingo, dia 2 de dezembro, iniciamos mais um ano litúrgico com o tempo do Advento.
Advento, ou o “dia da vinda”, é um tempo de preparação para receber o Senhor que vem e se manifesta a nós. Sua manifestação tem dois aspectos:
1. Sua manifestação em nossa carne ao nascer, e constitui a sua 1ª vinda.
2. Sua manifestação em glória e majestade no final dos tempos, e constitui a 2ª vinda.
Rezamos na oração do Prefácio I: “Revestido da nossa fragilidade, ele veio a primeira vez para realizar seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da salvação. Revestido de sua glória, ele virá uma segunda vez para conceder-nos em plenitude os bens prometidos que hoje, vigilantes, esperamos”.
O tempo de advento tem dupla estrutura: advento escatológico e advento natalício. O primeiro compreende o tempo que vai do 1° domingo do advento ao dia 16 de dezembro; o segundo vai do dia 17 a 24 de dezembro, que é o tempo de preparação mais imediata para a festa do natal.
É importante compreender bem esta distinção para se poder celebrar com mais proveito para a nossa vida espiritual o tempo de advento. Infelizmente já estamos focados na festa do natal com todos os enfeites, sons e cores e nos esquecemos da preparação do coração e da mente. Sendo assim, devemos deixar para colocar os enfeites natalinos, inclusive a montagem do presépio, para o tempo do advento natalício, depois do dia 16 de dezembro.
"A celebração da vinda do Senhor no tempo do advento vem ao encontro de nossa busca fundamental. Somos seres de desejo, inacaba­dos, sempre ‘em devir’, assim como a realidade social e cósmica da qual fazemos parte. Elementos rituais próprios deste tempo litúrgico expres­sam e nos ajudam a incorporar esta dimensão do mistério de nossas vidas: leituras bíblicas, cantos, a prece “Vem Senhor Jesus”, a cor roxa ou rosada, a coroa de advento, as antífonas do Ó. Ouvindo a promessa da plena realização do Reino de Deus, cresce a expectativa e podemos afir­mar confiantes: “um outro mundo é possível”. Cheios de esperança suplicamos: “Venha a nós o vosso Reino” e atendemos ao convite para a vigilância e a espera ativa, preparando os caminhos do Senhor". (Ione Buyst)
No primeiro domingo somos convocados a atitudes bem concretas diante da vinda do Filho do Homem: levantar, erguer a cabeça, tomar cuidado, ficar atentos. Ou seja, é preciso ficar de pé diante do Filho do Homem.
São Bernardo, abade (sec. XII), num de seus sermões, dizia: “Conhecemos uma tríplice vinda do Senhor. Entre a primeira e a última há uma vinda intermediária. Aquelas são visíveis, mas, esta não. Na primeira vinda, o Senhor apareceu na terra e conviveu com os homens. Foi então, como ele próprio declara, que o viram e não o quiseram receber. Na última, todo homem verá a salvação de Deus (Lc 3,6) e olharão para aquele que transpassaram (Zc 11,10). A vinda intermediária é oculta e nela somente os eleitos o vêem em si mes­mos e recebem a salvação. Na primeira, o Senhor veio na fraqueza da carne; na intermediária, vem espiritualmente, manifestando o poder de sua graça; na última, virá com todo o esplendor da sua glória. Esta vinda intermediária é, portanto, como um caminho que con­duz da primeira à última; na primeira, Cristo foi nossa redenção; na última, aparecerá como nossa vida; na intermediária é nosso repouso e consolação”. (Liturgia das Horas, vol. I, p. 137-138)
O Senhor virá e a melhor maneira de manter a espera vigilante é por meio do amor e da oração constante. A vigilância é uma atitude existencial e libertadora que se manifesta na esperança ativa, na fé no trabalho, nas relações humanas de cada dia, no compromisso para com a justiça do Reino. É apelo a viver um amor universal transbordante, que leva a construir um mundo novo de paz e fraternidade.
A comunidade de fé, movida pela esperança, reza e clama: “venha a nós o vosso Reino”, “vinde Senhor Jesus”. Na verdade ele já está no meio de nós, mas nos comprometemos como Ele para que tudo possa ser plenamente transformado, segundo a vontade de Deus.
É na tensão do “já” e do “ainda não” que celebramos, alimentando-nos da Palavra e da Eucaristia para termos coragem de erguer do chão tudo o que está abatido.

Dom Mauro Montagnoli
Bispo diocesano de Ilhéus

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Nosso Deus não é um Deus castigador

Preciso lhe explicar que a ligação entre pecado e doença não é aquela que a nossa cabeça nos mostra. Quantas pessoas pensam que estão doentes porque Deus as castigou. Quem nunca pensou que as doenças e males da sua vida e do mundo são frutos do castigo divino?

O nosso Deus não é um Deus castigador! O que acontece é que infelizmente os nossos pecados, muitas vezes, diretamente já nos causam doenças e problemas. Por exemplo, a pessoa que nutre raiva e rancor acaba com seu fígado, seu estômago, seu sistema circulatório. É uma ligação direta, porque não fomos feitos para odiar.

Você entendeu? Não é Deus que nos castigou, mas nós que, ao vivermos sentimentos e atitudes negativas, damos brecha para o inimigo entrar.

Por isso, vamos nos decidir: Pecado na minha vida, nunca mais! Se eu pecar, não vou ficar nenhum dia em pecado. Vou reconhecer logo a minha culpa e vou me apresentar ao Senhor. Vou me apresentar ao meu Deus, meu Senhor, que é amor, misericórdia e perdão. E na hora em que eu reconhecer isso e me apresentar a Ele eu serei perdoado. É claro que se for um pecado grave, será preciso passar pelo sacramento da confissão. Dessa forma, eu tenho não somente o perdão de Deus, mas um "documento" que prova que Deus me perdoou. A confissão garante o perdão que você adquire ao reconhecer seu pecado. 

Não perca tempo. Reconheça-o o mais rápido possível e receba do Senhor a plena purificação dos seus pecados. Apresente-se ao Senhor para viver uma vida nova.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Zumbi dos Palmares: um herói brasileiro. História do Dia Nacional da Consciência Negra


Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.




Importância da Data
A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os descendentes dos povos negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.
A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.
Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca, aliada a invisibilidade dos personagens negros. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados heróis nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira, pela Lei 10639/03.
O processo de cidadania geradora do desenvolvimento da pessoa toda e de todas as pessoas é aquele que considera a dignidade da pessoa circunstanciada na cultura, raça, religião, cor, história, lugar social, desde a sua realidade original – Imagem e Semelhança de Deus – até a sua original contribuição na construção da história da sociedade.

Como muito bem falou o Papa João Paulo II, aos afroamericanos, em 1992, em Santo Domingo: "A estima e o cultivo dos vossos valores Afro-americanos, enriquecerão infalivelmente a Igreja."

Em outras palavras, a novidade que a Igreja quer e merece é a inclusão em sua Ação Evangelizadora, das riquezas culturais e espirituais que emanam do Patrimônio africano e do afro-descendência.
O processo de Cidadania do povo negro é (precisamos insistir muito) uma dimensão essencial da vida e da Missão da Nossa Igreja Católica Apostólica Romana, que, neste Novo Milênio, a Palavra de Cristo, sublinhada pelo Papa, quer avançar em águas mais profundas.
A Igreja Católica no Brasil, fiel à missão de Jesus Cristo, está presente nesses importantes acontecimentos por meio de seus representantes e de suas orações. Exorta a todo o Povo de Deus a colocar-se a serviço da vida e da esperança, "acolher, com abertura de espírito as justas reivindicações de movimentos - indígenas, da consciência negra, das mulheres e outros - (...) e empenhar-se na defesa das diferenças culturais, com especial atenção às populações afro-brasileiras e indígenas" (CNBB, Doc. 65, nº 59).


PASTORAL AFRO-BRASILEIRA DA CNBB

DECRETO DO JUBILEU


Eu, Mauro Montagnoli,
Por mercê de Deus e da Sé Apostólica,
Bispo da diocese de Ilhéus,

A todos e todas, saudação, paz e bênção em nosso Senhor Jesus Cristo!

Com a bula Majus animarum bonum (Para o maior bem das pessoas), de 20 de outubro de 1913, o papa São Pio X criou as dioceses de Barra, Caetité e Ilhéus, desmembrando-as da diocese de São Salvador da Bahia.

Diz o papa: “Tendo no coração o bem maior das almas e a difusão da religião cristã, o atual bispo da diocese do Santíssimo Salvador da Bahia, república do Brasil, faz pouco tempo que nos enviou insistente e suplicante solicitação para que a muito extensa e muito populosa diocese dele seja demarcada por território menor e que  de maneira conseqüente sejam constituídas outras três novas dioceses. Nós, na realidade, não temos preocupação maior do que aumentar sempre mais as ajudas espirituais e os meios necessários para os fiéis de Cristo, esparramados pelo mundo...” 

A criação de uma nova Igreja sempre é fonte e origem de renovada esperança. De fato, muitos frutos podem ser colhidos nesses cem anos, expressão do empenho de muitos leigos e leigas, consagrados e consagradas, padres e bispos que deram sua vida no serviço da evangelização, de modo especial, o nosso predecessor, Dom Frei Valfredo Bernardo Tepe, OFM.
Com o intuito de dar novo ânimo e vigor e fomentar uma ação pastoral mais intensa em toda a diocese de Ilhéus, havemos bem decretar, como de fato o fazemos pelo presente, Ano Jubilar, novembro de 2012 a outubro de 2013, com tema “O que vimos e ouvimos nós anunciamos“(cf. 1Jo 1,3)
Que todas as forças vivas da nossa diocese, leigos e leigas, religiosos e religiosas, sacerdotes, empenhem-se para que a celebração do Jubileu de Ouro de nossa diocese possa se constituir em um tempo de graça para todo o povo de Deus desta Igreja Particular.

Ilhéus, 11 de novembro de 2012

Dom Mauro Montagnoli
Bispo diocesano de Ilhéus

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Bispo destaca importância dos cidadãos no combate à criminalidade



Da Redação, com Serviço de Informação do Vaticano

Arquivo
'Na aliança e na solidariedade entre cidadãos e forças da ordem se realiza o melhor bastião de resistência à criminalidade', destacou Dom Mamberti
Os cidadãos são os primeiros “anticorpos” no combate à criminalidade. Essa foi uma das considerações feitas pelo secretário para as Relações com os Estados, Dom Dominique Mamberti, durante a 81ª sessão da Assembleia Geral da Interpol, nesta segunda-feira, 5. A reunião, realizada em Roma, traz como tema “A polícia diante dos desafios da violência criminal contemporânea”.

Dom Mamberti lembrou que o dever moral de contribuir para que a violência não surja e nem se desenvolva é um dos aspectos incluídos na luta contra cada forma de violência.

“Aqueles que trabalham no interior das instituições de segurança pública, como a polícia que os senhores representam, estão conscientes de que os primeiros anticorpos para cada forma de criminalidade são os próprios cidadãos de cada País. Na aliança e na solidariedade entre cidadãos e forças da ordem se realiza o melhor bastião de resistência à criminalidade”.

E entre as ações necessárias para estabelecer um contexto social voltado ao bem comum, o arcebispo enfatizou a retirada daquilo que origina e alimenta a injustiça. De acordo com ele, a educação, inspirada pelo respeito da vida humana em todas as circunstâncias, deve ter seu papel reconhecido.

“Sem essa (educação) não é possível de fato realizar um tecido social forte e coeso nos valores fundamentais, capaz de resistir às provocações da violência extrema”.

Ao citar a educação, o arcebispo também destacou o papel da família, um lugar “primitivo do fazer-se homem”. “Nessa (na família), faz-se a experiência das primeiras formas de justiça e de perdão, cimento das relações intra-familiares e base para a adequada inserção na vida social”.

Em sua intervenção, Dom Maberti afirmou ainda que as características da ação criminal evoluíram de modo preocupante, agravando a agressividade e a crueldade das ações. Ele lembrou que esse aumento substancial do fenômeno criminal se deu tanto na questão quantitativa como em termos das manifestações de violência.

“As características da ação criminal evoluíram de modo preocupante, sendo perigosamente agravada a agressividade e a crueldade dos episódios. Além disso, as atividades criminais se articulam em um nível global, com sistemas de coordenação e pactos criminosos que superam as fronteiras do Estado”. 

Bento XVI faz duas nomeações para dioceses do Brasil



CNBB
Dom Jorge Alves Bezerra e Padre Eraldo Bispo da Silva
A Nunciatura Apostólica no Brasil comunica que o Papa Bento XVI, nomeou para a diocese vacante de Paracatu (MG), Dom Jorge Alves Bezerra, transferindo-o da sede episcopal de Jardim (MS), e o padre Eraldo Bispo da Silva como novo bispo da diocese de Patos (PB), também vacante.

Dom Jorge Bezerra

Dom Jorge Alves Bezerra nasceu no dia 23 de abril em 1955, em São João do Meriti (RJ). Cursou filosofia na Universidade Estadual do ceará e Teologia no Instituto Teológico São Paulo (ITESP).

Em Roma, fez sua especialização em teologia Moral na Academia Alfonianum. Ao ser nomeado, era Mestre dos Noviços para a América Latina dos Sacramentos.

O bispo exerceu diversas atividades antes do episcopado. Entre 1986 e 1996, foi pároco da paróquia “São Benedito”, na Arquidiocese de Fortaleza (CE); foi, também, vigário paroquial da Catedral da “Boa Viagem”, na arquidiocese de Belo Horizonte (MG), entre outras.

No campo acadêmico atuou lecionando Teologia Moral no Curso Seminarístico de Teologia. Seu lema é: “Totus dei” (todo de Deus).

Padre Eraldo da Silva

Padre Eraldo Bispo da Silva nasceu em 13 de agosto de 1966, em Monteiro (PB). Na diocese de Barreiras (BA) exerceu inúmeras atividades. Foi vigário paroquial de Santa Rita de Cássia (BA), em 1993, e administrador paroquial de São Desidério (BA), entre 1994 e 1999.

O padre, dentre outras funções, coordenou o Vicariato IV, (entre 1994 e 1996, e entre 2008 e 2009), também foi coordenador diocesano de Pastoral (entre 1997 e 1999, e entre 2003 e 2004).

O padre cursou Filosofia, no Seminário de Santa Cruz de Goiânia (GO); e cursou Teologia no IFITEG de Goiânia.

Entre 2001 e 2002, também cursou Metodologia da Formação Presbiteral e Religiosa para Formadores na UCSAL, em Salvador (BA), e, em 2002, foi diplomado em Direito Canônico no ITEPAL, em Bogotá, na Colômbia.

Desejo do ser humano por Deus é tema de reflexão do Papa



Arquivo
'Quando no desejo se abre a janela para Deus, isto já é sinal da presença da fé na alma', disse Bento XVI na Catequese desta quarta-feira, 7
Na Catequese desta quarta-feira, 7, o Papa Bento XVI prosseguiu suas reflexões propostas para o Ano da Fé e focou sua meditação no desejo que o ser humano tem de Deus, um desejo misterioso que o homem traz em si. Como está escrito no Catecismo da Igreja Católica, este é um desejo que “está inscrito no coração do homem”.


Bento XVI lembrou que, através do amor, o homem e a mulher experimentam a grandeza e a beleza da vida e da realidade. “Se isso que experimentam não é uma simples ilusão, se de fato quero o bem do outro como via também do meu bem, então devo estar disposto a descentralizar-me, a colocar-me ao seu serviço, até a renúncia a mim mesmo”, disse.

O Santo Padre destacou também como as experiências humanas, como amizade e a experiência do belo, mostram que cada bem experimentado pelo homem vai em direção ao mistério que envolve o próprio homem; “cada desejo que tem vista para o coração humano se faz eco de um desejo fundamental que não é nunca plenamente satisfeito”.

O Papa lembrou ainda que o dinamismo do desejo está sempre aberto à redenção, mesmo quando ele caminha em caminhos extraviados.  “Mesmo no abismo do pecado não se apaga no homem aquela faísca que lhe permite reconhecer o verdadeiro bem, de saboreá-lo, e de começar assim um percurso de subida, no qual Deus, com o dom da sua graça, não faz nunca faltar a sua ajuda”.

E todos são, de acordo com o Papa, peregrinos para a pátria celeste. Isso, no entanto, não significa sufocar o desejo que está no coração do homem, mas sim libertá-lo. “Quando no desejo se abre a janela para Deus, isto já é sinal da presença da fé na alma, fé que é uma graça de Deus”.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Festival da Juventude está com inscrições abertas


O Festival da Juventude está com inscrições abertas para apresentações culturais do Brasil e do mundo. O evento é uma oportunidade de encontrar Deus por meio da arte, dentro da programação da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013.
- O evento promove um intercâmbio cultural por meio da evangelização dos jovens nesta grande festa de fé, que será realizada no Rio de Janeiro, de 23 a 28 de julho do próximo ano. Para participar, basta fazer a inscrição no site www.rio2013.com/pt/festival-da-juventude.
- Segundo a secretária Executiva do setor de Atos Culturais do Comitê Organizador Local da JMJ Rio2013, Paloma Lladó, o Festival da Juventude é uma forma de encontrar Deus nas apresentações artísticas. 
- “Uma alma contente é uma alma que canta”, diz. “Queremos mostrar a alegria de ser povo de Deus por meio da música, teatro, dança, exposições”. 
- O Festival da Juventude terá apresentações de músicas, peças teatrais, danças e exposições. No site da JMJ, estão disponíveis três formulários para música, artes cênicas e exposição. Os grupos interessados em se apresentar podem preencher um dos formulários. Estas apresentações poderão acontecer em um dos palcos da JMJ, espalhados por toda a cidade do Rio de Janeiro, em auditórios, teatros, museus.
- As inscrições vão até o dia 15 de dezembro de 2012 e estão sob a responsabilidade do Setor de Atos Culturais do Comitê Organizador Local (COL).
- Na seleção, serão contemplados, como critérios principais, a coerência com o Magistério da Igreja, a qualidade técnica e a adequação ao espírito jovem da JMJ. 
- Para apresentações musicais, serão aceitas as cristãs, em qualquer ritmo. As bandas, grupos e exposições vão se apresentar em diversos teatros da cidade e em palcos distribuídos pelos bairros. Os participantes dos grupos que forem aprovados para participar do Festival da Juventude não precisam ser peregrinos. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail festival@rio2013.com.