domingo, 22 de abril de 2012

Igreja Católica está aberta ao diálogo com todas as Igrejas

Dom Francisco Biasin é o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso
Membros da Igreja Presbiterana, Anglicana, Luterana, Pentecostal, Ortodoxa Síria entre outros se encontram com os Bispos da Igreja Católica em Aparecida (SP), na noite desta sexta-feira, 20, para uma celebração ecumênica.

Como salientou o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso, Dom Francisco Biasin, durante a coletiva de imprensa nesta tarde, a Igreja Católica está aberta ao diálogo com todas as Igrejas.
“O ecumenismo não é Eclesiocêntrico, isto é, não tem uma igreja central, mas é Cristocêntrico; é a pessoa de Jesus que atrai a conversão de todas as igrejas para si. E quanto mais os raios são atraídos para o centro, mais estão atraídos entre eles”, explica.
A Igreja Católica está atualmente em diálogo com o Pentecostalismo. Todos os anos, no Brasil, fiéis de outras igrejas se encontram, conta Dom Biasin. Para ele, mais que discutir questões teológicas, o importante é que os fiéis de diferentes crenças estejam unidos para orar, celebrar e encontrar caminhos de unidade na busca da santidade, isto é, de uma renovação pessoal que possa renovar  suas igrejas.
O Brasil ainda é um país onde a fé, mais que a pertença a uma ou outra Igreja, está muito presente na vida das pessoas. Para saciar esta sede de Deus- destaca o bispo- está crescendo o número de paróquias e igrejas católicas.
Neste sentidos, todas as religiões estão unidas para combater a ausência de Deus na sociedade e a melhor resposta para isso é o testemunho pessoal de unidade.
“Que nós possamos pastores e padres, pessoas de várias igrejas, sentar juntos na mesma mesa, fazer uma refeição, nos relacionar como irmãos, e depois celebrar a Palavra e sobretudo deixar de lado os fundamentalismos, derrubar barreiras que nos dividiram e iniciar este caminho de retorno, isso atrai todo mundo”, salienta o Dom Biasin.
O Papa Paulo VI sonhava com a unidade dos cristãos e neste sentido, o Concílio Ecumênico Vaticano II foi um grande passo na história de todas as Igrejas.
Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
Em todo hemisfério sul, acontecerá, entre os dias 20 e 27 de maio, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC). O tema deste ano é “Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo”, baseado na primeira carta do apóstolo Paulo aos coríntios.
Para Dom Biasin, mais que grandes manifestações, o importante é que os fiéis busquem a comunhão, os diálogos bilaterais, conhecer e valorizar o que é positivo na religião do outro.
“Onde há dificuldades nesse diálogo, orem pela unidade”, aconselha o bispo.

Mais informações no blog - semanadeoracaopelaunidade.blogspot.com.br - da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.

A arte é forma de louvar a Deus, diz Papa em Concerto no Vaticano

As comemorações no Vaticano pelo aniversário de 85 anos de Bento XVI se estenderam por toda a semana. Nessa sexta-feira, o Santo Padre participou de um concerto em sua homenagem com a Orquestra do Gewandhaus, de Lipsia, na Alemanha.


Referindo-se à Sinfonia número 2 “Lobgesang” apresentada durante o concerto, o Santo Padre disse tratar-se de um “hino de louvor a Deus”, e agradeceu aos músicos pelo presente. Bento XVI lembrou que essa peça foi criação de Mendelssohn para comemorar o 4º centenário da invenção da imprensa, e que foi apresentada pela primeira vez na igreja frequentada po Johan Sebastian Bach, em Lipsia, justamente pela orquestra da Gewandhaus.

Em seguida, o Papa ressaltou que a arte como louvor a Deus - Beleza suprema, está na base do modo como compõe Mendelssohn. “Eu gostaria – disse o Pontífice – de ver todas as artes, em particular a música, a serviço Daquele que a deu a nós e a criou”

Jesus está presente entre nós na Palavra e Eucaristia, diz Papa



O Evangelho de São Lucas e o mistério da Ressurreição estiveram no centro da mensagem do Regina Coeli, dirigida pelo Papa Bento XVI aos fiéis presentes na Praça São Pedro, neste domingo, 22.
O Papa destacou a passagem bíblica de Lucas 24,35-48, onde Cristo Ressuscitado se apresenta aos discípulos, e eles incrédulos e tomados pelo medo, pensam estar vendo um fantasma.
Para explicar esse acontecimento, o Santo Padre recorre ao filósofo italiano Romano Guardini que destaca as características dessa mudança de Jesus: “O Senhor mudou. Não vive mais como antes. A sua existência não é compreensível. No entanto, é corpórea, inclui toda a sua vida, o destino percorrido, a sua paixão e morte. Tudo é realidade. Modificada, no entanto, mas sempre tangível realidade”.
Bento XVI descreveu como Jesus convenceu os Apóstolos de que não era um fantasma: "Visto que a Ressurreição não apaga os sinais da crucificação, Jesus mostra aos Apóstolos as mãos e os pés. E para convencê-los, pede até mesmo algo para comer. Assim os discípulos ofereceram uma porção de peixe assado; que Ele aceitou e comeu diante deles".
Devido a esses sinais muito reais, os discípulos superaram a dúvida inicial e se abriram ao dom da fé, explicou o Papa. Fé que os permite entender as coisas escritas sobre Cristo “na lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”.
A passagem de São Lucas destaca ainda que Jesus abriu a "inteligência dos discípulos" para que eles compreendessem melhor o que havia acontecido e que estava além de suas razões humanas.
Superando qualquer dúvida da presença de Jesus Cristo entre nós, Bento XVI esclareceu como e quando Ele se faz presente:
"O Salvador nos assegura de sua presença real entre nós, por meio da Palavra e da Eucaristia. Por isso, como os discípulos de Emaús reconheceram Jesus ao dividir o pão, assim também nós encontramos o Senhor na Celebração Eucarística", afirmou.
Ao citar São Tomás de Aquino, o Papa disse que “é necessário reconhecer, de acordo com a fé católica, que o Cristo por inteiro está presente neste Sacramento… porque nunca a divindade deixou o corpo que assumiu".
Por fim, lembrou de um momento muito importante na vida dos jovens e convidou os envolvidos a se dedicarem a esse Sacramento. "Caros amigos, no tempo pascoal a Igreja, frequentemente, administra a Primeira Comunhão às crianças. Exorto, portanto, os párocos, os pais e os catequistas a preparar bem esta festa da fé, com grande fervor mas também com sobriedade. Este dia permanece na memória como o primeiro momento em que se percebe a importância do encontro pessoal com Jesus”.
Bento XVI pediu ainda a intercessão da Virgem Maria, para que ela "nos ajude a escutar com atenção a Palavra do Senhor e a participar dignamente do Sacrifício Eucarístico", para assim nos transformarmos "em testemunhas da nova humanidade".

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Como diferenciar a voz de Deus da voz do mundo?


 Como discernir se é realmente Deus que nos fala? Como separar a voz de Deus de nossas próprias inclinações? Como separar o que vem de Deus e o que procede de nossa vontade carnal? Como descobrir se estou sendo influenciado pela voz do espírito humano ou pelo espírito maligno? Como separar estes três tipos de sopros que podem existir dentro de nós?
É muito importante para o músico saber separar estes três tipos de sopros, pois então deste modo ele estará executando realmente um canto vindo do coração de Deus. [...]
O modo mais eficaz para ter discernimento é sendo íntimo de Deus. Se fôssemos íntimos de Deus, descobriremos facilmente a Sua voz e a saberemos diferenciar de todas as vozes que gritarem ao mesmo tempo querendo nos influenciar e dirigir.

Muitas vezes, servimos e não sabemos o que Deus quer, pois não O buscamos na oração, não treinamos nossos sentidos espirituais para escutar a voz d'Ele.
Isso é discernimento: Discernimento é saber diferenciar a voz de Deus da voz do mundo.
 É difícil para o músico escutar, a maioria é dispersiva. Na hora em que o Senhor quer falar, muitas vezes, ele está afinando o instrumento ou cochilando. Grande parte dos músicos, no momento da escolha das músicas, em vez de escutar o Senhor, prefere seguir seu gosto musical, deixando assim de apresentar o que o Senhor quer. Satisfazem o desejo humano e atrapalham a obra de Deus Pai.
 O músico precisa ficar atento, escutando com amor amor as palestras, com os sentidos espirituais aguçados para a letra das canções, estando prontos para apresentar o canto certo no momento certo. Isso só acontecerá se ele [músico] se tornar íntimo de Deus, se não se deixar levar pelos impulsos da emoção.[...]
 O servo de Deus na música que procura o discernimento saberá trabalhar eficientemente com os carismas. Saberá usar os dons de Deus de acordo com o que Ele quer. Não adianta sermos instrumentos de cura divina se não temos o discernimento. Não adianta termos um dom de pregar que deixe todos suspensos, se não usarmos este dom com discernimento; ele fará mais males do que bem. O dom divino, quando usado sem discernimento, mais atrapalha do que ajuda, mais destrói do que constrói. Basta que olhemos um pouco para o início da nossa conversão: no afã de fazermos com que nossos parentes e amigos experimentassem a Deus, em vez de os convertermos nós os espantamos e criamos barreiras para Deus entrar, barreiras estas que talvez persistam até hoje. Nossa falta de discernimento quanto ao uso dos dons no início da nossa conversão pode ter feito mais estragos que pensamos. [...]
 Existem muitos ministérios que não fizeram uma parada séria para saber o que Deus quer deles. Fazem toda uma programação anual sem consultar o Senhor. Escolhem suas atividades segundo suas vontades. Tocam e cantam a música divina sem ligar para o Autor delas. Reúnem-se para ensaiar e nem lembram de buscar a oração, o que é mais necessário: a presença de Deus. Existem muitos ministros de músicas causando mais confusão do que construindo um canto cristão ordeiro e frutuoso.
Por isso é preciso que todo aquele que serve a Deus na música pare um pouco.
 Pare! Faça uma reflexão a respeito de sua vida de intimidade com o Senhor. Faça também um retiro espiritual com todo o seu conjunto musical cristão sobre sua programação, seu objetivo de vida, seu serviço na Igreja. Busque o discernimento para sua vida pessoal para o serviço comunitário.

Comece agora, antes que seja tarde!


Diante dos perigos é preciso buscar Deus na oração, diz Papa

Na Catequese o Papa Bento XVI retomou o tema da oração, abordando um texto dos Atos dos Apóstolos em que Pedro e João deixam o cárcere após terem sido presos por pregar o Evangelho (cf. Atos 4). Os dois encontram a comunidade, que unida, ouve o que aconteceu e começa a rezar. Esta comunidade não quis reagir ou se defender, nem adotar alguma medida especial, mas simplesmente rezar. E o fez numa oração unânime e concorde, pois “o vivido por um irmão é vivido por todos”.

“Sustentados pela oração, agregados e unidos assim como o Senhor no Getsêmani, eles confiavam na presença, na ajuda e na força de Deus", acrescentou o Papa.
Bento XVI destacou que os apóstolos leram a Escritura e receberam a luz do Ressuscitado, compreendendo sua própria história dentro do projeto divino. "A comunidade não quis ser imune do perigo, nem que os culpados fossem castigados, mas pediu coragem para anunciar a Palavra de Deus e que ele acompanhasse este anúncio com sua mão poderosa”, disse.

Atitude que, segundo o Santo Padre, deve encorajar os cristãos diante dos desafios. "O comportamento de fundo dos cristãos diante de perigos, dificuldades e ameaças, deve ser como o da primeira comunidade cristã, que não tenta elaborar estratégias para se defender, mas se coloca em contato com Deus na oração”.
Por fim, Bento XVI explicou que depois de Pentecostes, o Espírito Santo guiou os passos da Igreja, mas Pentecostes não foi um evento isolado. Nos Atos dos Apóstolos, São Lucas narra outras intervenções do Espírito Santo em momentos difíceis da Igreja nascente.
 Antes de conceder a benção apostólica, o Papa fez pequenos resumos de sua Catequese em vários idiomas. Em português, falou:

“Queridos irmãos e irmãs,

O capítulo quarto dos Atos dos Apóstolos mostra a Igreja nascente em oração unânime e concorde, depois de ouvir da boca de Pedro e de João as ameaças feitas pelo Sinédrio. Nas perseguições sofridas por causa de Jesus, a comunidade não se assusta nem se divide, mas permanece profundamente unida na oração. Não é só a oração de Pedro e de João, cujas vidas estiveram em perigo, mas de toda a comunidade, porque aquilo que os dois passaram não diz respeito só a eles, mas a toda a Igreja. E que pede a Deus a comunidade? Não pede o fim das provações nem o castigo dos perseguidores, mas a graça de poder anunciar a Palavra de Deus com toda a confiança.
 No fim da oração, o Espírito Santo, que, entretanto lhes falara através da Sagrada Escritura, irrompe na casa e enche o coração de todos aqueles que invocaram o Senhor. Este é o fruto da oração unânime que a comunidade eleva a Deus: a efusão do Espírito Santo, dom do Ressuscitado que sustenta e guia o anúncio livre e corajoso da Boa Nova até aos confins do mundo.
 Aos peregrinos de língua portuguesa, especialmente aos grupos vindos de Minas Gerais, as minhas boas-vindas a todos vós, com votos de que esta peregrinação a Roma seja ocasião para uma maior consciência e escuta do Espírito Santo, que vos fará fortes na fé e corajosos no testemunho cristão. Sobre vós e sobre a vossa casa e comunidade cristã, desça a minha Benção”.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Missa de sétimo dia do Pe. Píndaro será realizada nesta quarta (18)




Após quase uma semana da morte que abalou o município de Barra do Rocha e região, a comunidade católica convida a todos os fiéis, colegas e amigos para participarem da missa do sétimo dia em homenagem ao do Pe. Píndaro do Carmo Coutinho, que faleceu na noite de quinta-feira (12) em um acidente automobilístico na BA – 120, próximo ao município de Gongogi-BA. 

A celebração acontecerá nesta quarta-feira (18) na Igreja de São Sebastião, situada na Praça João Pessoa, centro de Barra do Rocha. Vale ressaltar que a missa será celebrada pelo Pe. Nilton, pároco da paróquia de São Roque (Ipiaú), a partir das 19hs.  

O portal BR News teve a confirmação durante o sepultamento do padre e cantor seresteiro na sua cidade natal Andaraí-BA, de que familiares do sacerdote estariam no município para participarem de mais uma homenagem a quem transformou a religião em Barra do Rocha. É provável que sua irmã Perla Coutinho e sua mãe Lucia do Carmo estejam presentes, já que outros assuntos precisam ser tratados na Paróquia local. 

Com certeza ouviremos mais uma vez a música que marcou sua despedida "Minha mãe" em mais um momento de muita comoção e dor!


FONTE: DIOCESE DE ILHÉUS E BARRA DO ROCHA NEWS

Jesus entre nós


A fé em Cristo nos transforma


Fazemos mais uma trajetória acompanhando o tempo da Páscoa. Uma das expressões que aparecem sempre no meio dos cristãos – quando lhes é dito: “O Senhor esteja convosco” – é: “Ele está no meio de nós!”. Isso é um fato de fé, que vai além dos conhecimentos simplesmente racionais e científicos. É a presença de Alguém que passou pela experiência da morte e agora está vivo.

Essa realidade da presença de Jesus Cristo foi provada e testemunhada pelos primeiros cristãos, pois o próprio Cristo comprovou Sua identidade de ressuscitado aparecendo para os diversos grupos reunidos em Seu nome. É o maior dado da fé, fundamentado nas palavras dos textos bíblicos, com destaque especial nos Atos dos Apóstolos e escritos do Novo Testamento.

Acreditar na presença viva de Cristo implica consequências para as comunidades cristãs. Uma delas é estar diuturnamente alimentando sua fé. Não basta que ela seja dom de Deus, recebida no batismo, mas tem que ser trabalhada e atualizada na prática dos relacionamentos, na partilha e na solidariedade. Além disso, a fé em Cristo vivo e presente tem que ser transformadora da sociedade.
A ressurreição de Cristo não exclui o lado humano, mas isso é assumido por Ele de forma determinada. Sua divindade foi caminho de resgate e de elevação de toda a humanidade, dando possibilidade às pessoas de participar da vida divina. Entendemos isso como um processo de transformação e de ascensão na atuação e na vida comunitária. O dom da vida divina passa a ser uma conquista a partir da decisão e da atuação concreta de cada pessoa na construção do Reino de Deus.

Tomé não estava presente no grupo dos apóstolos quando Jesus ali aparece como ressuscitado. Ele não quis acreditar, exigindo ver para crer. Essa é atitude de uma sociedade de marca positivista, que só acredita naquilo que pode ser tocado e comprovado pelos sentidos. Mas Cristo revida dizendo “felizes aqueles que acreditam sem ter visto”. Logicamente que isso supõe atitude de abandono nas palavras de Deus e na convicção de fé.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo eleito de Uberaba - MG

Cônego explica legado social da JMJ Rio 2013



Dentro de pouco mais de um ano, o Rio de Janeiro vai sediar a Jornada Mundial da Juventude, um evento de grandes proporções que tem reunido milhões de jovens pelos países onde tem sido realizado. Grupos de voluntários já trabalham na organização do evento, que deve trazer contribuições para a sociedade.

O vigário episcopal para a Caridade Social da Arquidiocese do Rio de Janeiro, cônego Manuel de Oliveira Manangão, explicou que, nos dias de hoje, o mundo das drogas envolve a juventude diretamente no consumo e no tráfico, colocando-a em situações de risco permanente. Segundo ele, o problema também atinge as pessoas que vivem ao redor dessa juventude, como familiares, professores e amigos.

Diante dessa realidade, o cônego acredita que a Jornada quer deixar um legado social que abrangerá três dimensões. Uma delas é o trabalho de prevenção, atuando em todos os ambientes. Outra ideia é referente a uma rede de entidades, envolvendo as organizações da sociedade civil, que possa ser facilmente acessada como apoio aos que se envolvem no uso de drogas e seus familiares. A terceira dimensão é o fortalecimento ou criação de centros que possam acolher aqueles que precisarem de imediato atendimento.

O cônego citou ainda um trecho do Documento de Aparecida, segundo o qual a droga é um problema que ataca a todos, “países ricos e pobres, crianças, jovens, adultos e idosos, homens e mulheres” (DA nº 422). O documento relata ainda que a Igreja não pode permanecer indiferente a esse problema. “Precisamos ser para eles, jovens e familiares, farol da esperança. Este será o nosso desafio e o nosso legado”, enfatizou o cônego.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

50ª ASSEMBLÉIA DA CNBB



Entre os dias 18 a 26 de abril de 2012 acontece a Assembléia Geral da Conferência dos Bispos do Brasil – CNBB, no Santuário Nacional de Aparecida. O tema central do encontro será: “A Palavra de Deus na vida e missão da Igreja”.

            Vários assuntos estarão em pauta: Comemoração dos 50 anos do Concilio Vaticano II; 20 anos da promulgação do novo Catecismo da Igreja Católica; 27ª Jornada Mundial da Juventude, em 2013; e o 13° Sínodo dos Bispos sobre a “Nova Evangelização”, que se realizará no Vaticano. Além de outros temas eclesais como liturgia, doutrina, solidariedade entre as Igreja e, também, análise da conjuntura social.
            A CNBB congrega os Bispos da Igreja Católica no Brasil. Ela foi criada no dia 14 de outubro de 1952, há exatos 60 anos.
            O bispo é o responsavel por uma Diocese ou Prelazia., parcela da Igreja de Cristo presente no mundo. “Onde está o bispo aí está a Igreja” (S. Inácio de Antioquia, sec. II). Ele exerce o serviço de “pastorear” a comunidade, animando-a na fé e conduzindo-a como Igreja peregrina nesta terra, rumo à pátria celeste. Como Cristo Bom Pastor, sua missão é governar, ensinar e santificar a Igreja que lhe foi confiada. Realiza esse serviço colegialmente, em unidade com o Papa, o primeiro no colégio dos apóstolos e os demais bispos.
            A Assembleia anual da CNBB manifesta esta comunhão entre os pastores do Povo de Deus. Dela participam bispos, assessores e representantes de organismos da Igreja católica, num total de 450 participantes. É momento especial de encontro, estudo, oração e de celebração da fé, animados pelo Espírito Santo de Deus. Os temas tratados transformam-se em subsídios para a orientação de toda a Igreja no Brasil.
            Com a Assembleia deste ano de 2012, somam-se 50 assembleias realizadas: a primeira foi no ano de 1953, em Belém do Pará. Na cidade de Indaiatuba, SP, bairro de ltaici, foi celebrado o maior número delas, trinta e três assembleias, entre os anos de 1977 a 1999 e, também, de 2001 a 2009. Em São Paulo, SP, aconteceram duas assembleias, em 1969 e em 1973. No Rio de Janeiro, foram outras duas, 1962 e 1968. Em Brasília, realizaram-se as assembleias de 1970 e 2010. Em Roma, na Itália, aconteceram as de 1964 e 1965. Outras cidades brasileiras também tiveram a graça de receber a CNBB: Serra Negra, SP (1956); Goiânia, GO (1958); Belo Horizonte, MG (1971) e Porto Seguro, BA (2000).
            A cidade de Aparecida, SP acolheu os bispos do Brasil em três oportunidades: a segunda assembleia, em 1954; a oitava, em 1967; e a quadragésima nona, no ano passado. Agora também recebe a assembleia jubilar, a quinquagésima.
            A sede oficial das assembleias da CNBB, a partir do ano de 2011, transferiu-se definitivamente da Vila Kostka, em Indaiatuba, SP, para a ‘Cidade do Romeiro”, em Aparecida, SP. Vários são os motivos que levaram os bispos a transferir esse importante encontro episcopal ao Santuário de Aparecida, alguns de ordem prática e outros pelo significado de estar na Casa da Mãe. Em Aparecida bate o coração católico do Brasil.
            Os Bispos também manifestaram o desejo de celebrar e refletir mais próximos do povo durante as assembleias anuais. Estando no Santuário Nacional, esse desejo se concretiza, pois, é sempre grande a presença dos romeiros que visitam a Casa da Mãe e estarão unidos com todos os que acompanham as celebrações pela TV, Rádio e lnternet, especialmente por meio da Rede Aparecida de Comunicação. Assim, os Pastores darão testemunho de unidade, rezando, estudando e dirigindo pastoralmente a Igreja no Brasil, em comunhão com todo o Povo de Deus, na Casa da Mãe Aparecida.
            Contamos com a oração de todos para que a assembléia traga frutos de vivência da fé cristã católica e nos irmane sempre mais na tarefa de construção do Reino de Deus, e “que a saúde se difunda sobre a terra” (cf. Eclo 38,8)

Dom Mauro Montagnoli
Bispo Diocesano de Ilhéus               



FONTE: DIOCESE DE ILHÉUS

domingo, 15 de abril de 2012

Bento XVI explica sentido do Domingo para os cristãos




O Papa Bento XVI rezou neste domingo, 15, o tradicional Regina Coeli, antífona mariana recitada durante o tempo da Páscoa.
O Santo Padre concentrou o seu discurso na explicação sobre o Domingo, tido como 'Dia do Senhor' desde o evento da Ressurreição de Cristo, o qual teria acontecido no primeiro dia da semana, de acordo com as Escrituras.
"De fato, a celebração do Dia do Senhor é uma prova muito forte da Ressurreição de Cristo, porque somente um acontecimento extraordinário e envolvente poderia levar os primeiros cristãos a iniciar um culto diferente em relação ao do sábado hebraico", explicou.
O Papa salientou que o culto cristão não é somente a comemoração de eventos passados, mas se trata de uma experiência nova com o Cristo Ressuscitado, experiência esta vivida pelo apóstolos.
"Através destes sinais nós vivemos aquilo que experimentam os discípulos, isto é, o fato de ver Jesus e ao mesmo tempo de não reconhece-lo, de tocar o seu corpo, um corpo verdadeiro, mas livre das ligações terrenas", disse.
O Pontífice também explicou sobre a saudação "A Paz esteja convosco" proferida por Jesus em várias de suas aparições aos apóstolos , a qual, de acordo com o Papa, toma um novo sentido após o extraordinário evento da Ressurreição.

FONTE: CANÇÃO NOVA

Pe. Fabio- Grande é o poder da misericórdia divina

“Feliz a alma que confiou na vossa bondade. E submeteu-se inteiramente à Vossa Misericórdia! Essa alma está repleta da paz, do amor, em toda parte eu a defendeis, como Minha filha. Ò alma quem quer que sejas no mundo, ainda que seus pecados sejam negros como a noite. Não temas a Deus, tu frágil criança, porque grande é minha misericórdia. ” (Diário Faustina nº 1652). Hoje você pode substituir a palavra alma, pelo seu nome.

Entre minha morte e a eternidade existe um abismo de amor, do amor de Deus. Deus é um Pai amoroso que está sempre de mesa posta para acolher os que tem fome.
A parábola do filho prodigo, quebra todo paradigma, entender a misericórdia de Deus é para uma vida interira. Você que se sente “estrupiado”, longe de Deus e rejeitado.
O primeiro movimento da misericórdia de Deus em nós, é criar dentro do nosso coração a capacidade de amar e ser amado. E misericórdia é isso, ter um coração que ainda tem condição de acolher.
Deus coloca em nós a dignidade humana, é o elo que nos prende a Ele. Caminhamos na certeza que Deus está em mim. A opção de Deus por mim é definitiva. Precisamos responder a essa misericórdia.
João Paulo II viveu experimentou e viveu a dinâmica da misericórdia. Ele deve ter lutado para ser o bom filho, um bom seminarista, um bom padre, e um bom papa. Qual a diferença entre nós e João Paulo II, João entendeu que quanto mais ele tinha Deus, mais ele precisava ter. E Deus não acumulamos como as coisas. A cada dia é uma experiência nova, a única diferença que a experiencia de hoje levará a base do cristão de amanhã.
Quem não caminha não chega a lugar nenhum: dê passos!

Cuidado, para você não confundir misericórdia com preguiça, não ache que Deus vai ficar passando a mão na sua cabeça. Mas Deus fará no imperativo: “Sai desta vida! Esforça-te!”
Viver a misericórdia é viver o esforça de sermos melhor. A aprovação da lei que foi aprovada na semana passado é só inicio. A misericórdia do senhor me motiva a ser cada dia mais um vitorioso. O amor de Deus pode até doer, mas é uma dor de trás redenção".
Hoje no dia da misericórdia, não podemos negar a realeza de ser filho de Deus.
O caminho de salvação é feito todos dias. O coração de Jesus está disposto a nos conduzir do Egito para terra prometida. Qual é seu Egito? È seu esposo? Um doença? Espera, caminhe rumo a terra prometida!
Quem não caminha não chega a lugar nenhum: dê passos! Não desanime! Não se curve aos destrato que o mundo quer te dar.

FONTE: CANÇÃO NOVA

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O último adeus ao Pe. Píndaro, fieis e amigos lotaram a Igreja de São Sebastião para


Verdadeiramente a Igreja de São Sebastião nunca esteve tão lotada como na tarde desta sexta-feira (13), onde fieis, amigos e colegas participaram da celebração religiosa ministrada por Mauro Montagnoli, Bispo da Diocese de Ilhéus-Ba com o auxilio de diversos padres pertencentes a região.  

Durante a celebração, Dom Mauro referiu-se ao Pe. Píndaro como um jovem sacerdote dedicado que trabalhava com dedicação e cativa as pessoas por onde passava, o que talvez seja a explicação para presença de todos aqueles admiradores que não continham a emoção, deixando cair lágrimas de dor pela perda precoce de um padre, cantor, conselheiro, revolucionário, político, e acima de tudo amigo de toda comunidade. 


Após celebração corpo foi  liberado para visitação em frente a Paróquia Local, onde todos os presentes teve a oportunidade de aproximar-se do religioso que marcou a história católica do município de Barra do Rocha. Apenas por volta das 16:30h o corpo de Píndaro seguiu para o município de Andaraí, onde acontecerá o sepultamento na manhã deste sábado (14).

"Como pai na fé, choro pelo meu filho que ordenei, mas temos que ter a certeza de que ele está junto de nós, intercedendo ao nosso Deus para que possamos continuar nossa missão enquanto tivermos na condução desse povo. Que todos fiquem fortalecidos pela certeza da ressurreição de Jesus e que continuemos fiéis para nos encontramos na gloria de Deus, preparada para todos aqueles que são fiéis. Que Deus fortaleça a todos, os bispos, os padres, fiéis e amigos; e que fique na mente de cada um apenas a imagem alegre do nosso Pe. Píndado", disse Montagnoli.

BARRA DO ROCHA: MUITA COMOÇÃO NA CHEGADA DO CORPO DO PE PÍNDARO



A cidade de Barra do Rocha e região parou para prestar a última homenagem póstuma ao Padre Píndaro Coutinho na tarde desta terça-feira (13), onde uma multidão sob lágrimas, comoção e sentimentos de pesar pelo triste acontecimento que vitimou o líder católico da comunidade barrochense. Centenas de fiéis e amigos do Pároco saíram de suas residências para aplaudir mesmo num momento tão difícil, aproveitando também a oportunidade para dar o último adeus.  


A população presente ficou aguardando a chegada do corpo na BR-330 e seguiu numa grande passeata até a Paróquia de São Sebastião ao som de músicas cantadas na voz do Padre falecido, comovendo jovens, adultos, crianças, enfim, toda a população presente foi contagiada. Outra multidão aguardava a chegada na Praça da Igreja Católica juntamente com inúmeros Padres e líderes religiosos.

Pe. Píndaro Coutinho (29), além de Padre da Paróquia de São Sebastião, há aproximadamente 2 anos, também era o responsável pela Comunidade Católica do Distrito de Tapirama e cantor seresteiro. Com certeza os fiéis irão sentir demais a sua falta. Para o ex-jogador de futebol Valdélio "o Pe Píndaro ficará marcado na comunidade barrochense. Ele revolucionou a igreja católica de nossa cidade e fez um grande trabalho".




Após a realização da missa, o corpo do Pe. seguirá até a sua cidade natal Andaraí e, segundo informações, o sepultamento acontecerá na manhã deste sábado (14), no cemitério local. Caravanas de fiéis de Barra do Rocha e região deverão acompanhar o translado fúnebre, inclusive o Prefeito Jonatas Ventura que deu total apoio neste ato de solidariedade.



O Bispo e os Padres Diocesanos


FONTE; Tesouras Notícias

MENSAGEM DO DIA =Você não imagina como será bela a vinda de Jesus!




O príncipe deste mundo será precipitado no abismo. A vitória já está decidida. Deus esperou todo esse tempo para que o Seu Reino atingisse a cada um de nós. Ele não interveio antes porque faltava você. Há quanto tempo você se converteu? Quantos se converteram no ano passado? Neste ano? Quantos se convertem hoje? E quantos ainda precisam se converter? “O chefe deste mundo já está condenado” (Jo 16,11).
Quando o dragão for precipitado nos abismos, fechado e lacrado para não mais de lá sair, então o Senhor virá, como Rei, como o Senhor, com a glória e o poder de um Cristo, que foi crucificado, de um Messias que morreu numa cruz. Ele resplandecerá por Sua obediência ao Pai, por Suas chagas, que nos compraram, e todos os olhos O verão. Mesmo aqueles que O crucificaram verão Suas chagas gloriosas. Cada chaga de Jesus Cristo brilhará como o sol.
Você não imagina como será bela a vinda do Filho de Deus, que é também o Filho do Homem, o Filho de Maria, o nosso Irmão. O que não tivemos, teremos agora. Neste momento, não podemos entender, mas em breve entenderemos que o plano de Deus foi repleto de misericórdia, glorioso, lindo.
Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

No Estado laico, direitos fundamentais podem ser desrespeitados?



Estaco Laico. Você com certeza já ouviu falar dele, afinal, você vive em um país que é governado a partir dos princípios da chamada 'laicidade'.
A laicidade vivida por um determinado Estado, o qual é oficialmente neutro em relação às questões religiosas, também garante a liberdade de cada indivíduo em relação à escolha de sua crença e da sua filosofia de vida.
"O Estado brasileiro é caracterizado como Estado laico pois está disposto na Constituição Federal :  “Art. 5º, VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias” e, em seu art. 19, I, proíbe à União, aos Estados, ao Distrito Federal  e aos Municípios, “estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.”, ressaltou o magistrado e professor universitário aposentado, Dr. Manoel de Lima Júnior.
Estado laico e direitos fundamentais= Mas tal liberdade previamente garantida concede ao indivíduo o direito de desrespeitar os direitos fundamentais do outro? Até que ponto cada cidadão pode viver sua 'laicidade' sem ferir os direitos coletivos? O jurista também explica que, de fato a Constituição já possui normas muito claras e precisas no que diz respeito à salvaguarda da dignidade de cada ser humano.
 "Todos têm direito à vida. É uma garantia fundamental constitucionalmente prevista. Não tenho qualquer dúvida de que a descriminalização do aborto constitui um atentado à vida, direito fundamental previsto na Constituição de 1988. A questão do aborto não é e nunca foi uma questão religiosa; é uma questão da própria natureza humana. Não é necessário apelar a princípios religiosos para repudiar a prática e a descriminalização do aborto. É cientificamente indiscutível que a vida começa com a concepção e que o aborto é um atentado contra a vida humana", disse o magistrado.
 Estado laico e herança cultural=  Quando se fala em laicidade, naturalmente as questões ligadas a aborto, união homoafetiva, divórcio e o uso de símbolos religiosos se transformam em pauta de debate. No caso do Brasil, cuja história desde os seus primórdios está profundamente ligada à religião católica, por exemplo, até que ponto é lícito retirar os símbolos religiosos dos espaços públicos? Tal prática não estaria indo contra a identidade cultural do país?
 "Desse fato mesmo "de ser a religião um fato social, emerge, 'ipso facto', a ingente dificuldade de distinguir, em fronteiras nítidas, se as coisas tidas como da religião, como seus símbolos, pertencem apenas aos domínios do campo religioso ou se amalgamam e difundem pelos domínios da cultura, da tradição, do costume”. E tanto "as coisas são assim que Arnold Toynbee, o grande historiador inglês, chegou a sustentar que as próprias civilizações se desenvolvem nas linhas conceptuais de uma religião fundamental e entram em agonia quando se esvai o poder vital dessas religiões" (Parecer no Pt. n. 48723/07, de 27.8.2007)", salientou.

MENSAGEM DO DIA- O Reino de Deus precisa acontecer em sua vida



Toda a pregação de Jesus é voltada para "O Reino": "O Reino de Deus é semelhante…", "O Reino de Deus é comparado…", "O Reino de Deus…". Trata-se de um Reino onde, naturalmente, há um rei e existem leis. Há ainda um povo, ou seja, pessoas que obedecem e soldados que lutam por esse Reino. Você se lembra da palavra de Jesus? "A partir dos dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência, e violentos procuram arrebatá-lo" (Mt 11,12). São os violentos! Quer dizer: são os fortes que o conquistam. Estamos num período de implantação do Reino. O Reino de Deus acontecerá e mais do que nunca Deus já está separando as águas. De que lado você ficará?

Por enquanto, o príncipe deste mundo está reinando. E, sabendo que pouco tempo lhe resta, veio com todo furor e ira contra nós. Por isso nosso sofrimento aumentou – a maldade, a corrupção, a deslealdade, o ódio, a destruição, a violência, a agressividade, os assassinatos, os roubos, os vícios, o despudor. Estamos perdendo nossos filhos, nossas famílias… "É agora o julgamento deste mundo. Agora o chefe deste mundo vai ser expulso [...]" (Jo 12,31).

Estamos agora numa batalha decisiva. Ou ficamos de um lado, lutamos e damos de tudo por Deus, ou fatalmente caímos para o outro lado.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

CNBB lamenta decisão do STF sobre aborto de bebês anencéfalos




A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), logo após a conclusão do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira, 12, sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54, que descriminaliza o aborto de bebês anencéfalos, emitiu nota oficial lamentando a decisão.
No texto, os bispos afirmam que "Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso".

Leia a íntegra da nota: Nota da CNBB sobre o aborto de Feto “Anencefálico”

Referente ao julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB - lamenta profundamente a decisão do Supremo Tribunal Federal que descriminalizou o aborto de feto com anencefalia ao julgar favorável a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54. Com esta decisão, a Suprema Corte parece não ter levado em conta a prerrogativa do Congresso Nacional cuja responsabilidade última é legislar.
Os princípios da “inviolabilidade do direito à vida”, da “dignidade da pessoa humana” e da promoção do bem de todos, sem qualquer forma de discriminação (cf. art. 5°, caput; 1°, III e 3°, IV, Constituição Federal), referem-se tanto à mulher quanto aos fetos anencefálicos. Quando a vida não é respeitada, todos os outros direitos são menosprezados, e rompem-se as relações mais profundas.
Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso. A ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não aceita exceções. Os fetos anencefálicos, como todos os seres inocentes e frágeis, não podem ser descartados e nem ter seus direitos fundamentais vilipendiados!
A gestação de uma criança com anencefalia é um drama para a família, especialmente para a mãe. Considerar que o aborto é a melhor opção para a mulher, além de negar o direito inviolável do nascituro, ignora as consequências psicológicas negativas para a mãe.   Estado e a sociedade devem oferecer à gestante amparo e proteção
Ao defender o direito à vida dos anencefálicos, a Igreja se fundamenta numa visão antropológica do ser humano, baseando-se em argumentos teológicos éticos, científicos e jurídicos. Exclui-se, portanto, qualquer argumentação que afirme tratar-se de ingerência da religião no Estado laico. A participação efetiva na defesa e na promoção da dignidade e liberdade humanas deve ser legitimamente assegurada também à Igreja.
A Páscoa de Jesus que comemora a vitória da vida sobre a morte, nos inspira a reafirmar com convicção que a vida humana é sagrada e sua dignidade inviolável.
Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, nos ajude em nossa missão de fazer ecoar a Palavra de Deus: “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19).


Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB


Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

Padre Píndaro( Diocese de ilhéus ) morre em acidente de carro


COMUNICO COM PESAR QUE NESTA MADRUGADA PADRE PÍNDARO DO CARMO COUTINHO SILVA, SOFREU ACIDENTE DE AUTOMÓVEL NA ESTRADA PARA A CIDADE DE GONGOGI-BA, E VEIO A FALECER.

ELE IRIA COMPLETAR TRINTA ANOS EM JUNHO, E TRÊS ANOS DE SACERDÓCIO EM NOVEMBRO DESTE ANO. 

SERÁ CELEBRADA MISSA DE CORPO PRESENTE EM BARRA DO ROCHA-BA, ONDE ELE EXERCIA SEU MINISTÉRIO COMO ADMINISTRADOR PAROQUIAL E EM SEGUIDA O CORPO SERÁ TRANSLADADO PARA SUA CIDADE NATAL ANDARAÍ-BA, ONDE SERÁ SEPULTADO.

PEÇO SUAS ORAÇÕES PELO SEU DESCANSO ETERNO E A TODOS NÓS, FAMILIARES, IRMÃOS NO PRESBITERATO E AMIGOS O CONFORTO QUE NOS VEM DO CRISTO RESSUSCITADO.

DOM MAURO MONTAGNOLI
BISPO DIOCESANO

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Papa abençoa símbolo do Encontro Mundial das Famílias

Bento XVI abençoou um mosaico representando a Sagrada Família, o ícone é o símbolo do Encontro Mundial das Famílias, em Milão

O Papa Bento XVI abençoou nesta quarta-feira, 11, antes da audiência geral concedida aos peregrinos, um mosaico representando a Sagrada Família.
O ícone é o símbolo do Encontro Mundial das Famílias, que será em Milão, de 30 de maio a 3 de junho. Foi entregue em mãos a Dom Erminio De Scalzi, Presidente da Fundação Milão Famílias 2012 e bispo auxiliar de Milão.
A obra é de autoria de Padre Marko Ivan Rupnik, artista, teólogo e jesuíta esloveno que já realizou trabalhos em toda a Europa, inclusive alguns mosaicos da Capela Redemptoris Mater, no Vaticano. Depois de ser exposto na Basílica de Santo Ambrósio, o ícone da Sagrada Família empreenderá uma peregrinação nas sete áreas pastorais da Arquidiocese.
Na Praça São Pedro estavam presentes também cerca de 6 mil adolescentes da Arquidiocese de Milão, que levaram ao Papa uma faixa de 20 metros com a escrita “Bento, te esperamos em Milão”.
O Papa chegará a esta cidade do norte da Itália dia 1º de junho às 17h, e logo em seguida, terá um encontro de oração com a cidadania na Praça da Catedral. À noite, assistirá a um concerto em sua homenagem no Teatro alla Scala.
No dia seguinte, na Catedral, rezará a oração das Laudes com a participação de sacerdotes, religiosos e religiosas. No final da celebração, Bento XVI irá ao Estádio San Siro, para um encontro com os crismandos. No final da tarde, no Arcebispado, está previsto um encontro com as autoridades civis. À noite, haverá a Festa dos Testemunhos na vigília com as famílias.
Por fim, no último dia, domingo, 3 de junho, o Pontífice presidirá a Eucaristia no Parque do Aeroporto de Bresso e rezará a oração do Angelus.
Antes de retornar ao Vaticano, no Arcebispado, o Papa saudará os Membros da Fundação Milão Famílias 2012 e os organizadores da visita.


FONTE : CANÇÃO NOVA

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Amor de Deus dá sentido à vida, exalta Papa

'Deixai-vos encontrar por Cristo Ressuscitado', exaltou o Papa na Catequese desta quarta-feira
Nesta primeira Catequese depois da Páscoa, o Papa Bento XVI enfatizou que a confiança em Cristo Ressuscitado “tem o poder de dar a vida, a liberta do medo, dá a ela firme esperança, a torna animada por aquilo que doa sentido à existência, o amor de Deus”. 
Aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, Bento XVI falou da experiência dos primeiros discípulos e como ela faz refletir sobre o sentido da Páscoa. 
“A paz que Jesus traz é o dom de salvação que Ele havia prometido durante os seus discursos de despedida: ‘Vos deixo a paz, vos dou a paz. (Jo 14,27). Neste dia da Ressurreição, Ele a doa em plenitude e ela se torna para a comunidade fonte de alegria, certeza de vitória, segurança no apoiar-se em Deus. ‘Não se turbe o vosso coração, e não tenhais medo’ (Jo 14,1) diz também a nós”, salientou o Papa nesta quarta-feira, 11.


Também hoje o Ressuscitado, explica o Papa, entra nas casas e nos corações, apesar de, às vezes, as portas estarem fechadas. Só Ele pode atravessar estas portas e fazer retomar o caminho a quem vive desanimado e sem esperança. Foi isto que experimentaram os dois discípulos de Emaús.
O Santo Padre salienta que por meio da escuta da Palavra e do gesto de partir o pão, os discípulos reconheceram a Jesus. Assim, “também nós, escutando a palavra de Deus e participando na Eucaristia, experimentamos Cristo presente junto de nós, dando-nos alegria e paz, vida e esperança”.
 “Deixai-vos encontrar por Cristo Ressuscitado, pois só Ele tem o poder de dar a vida e fazer renascer como filhos de Deus: Ele libertar-vos-á do medo e dará pleno sentido às vossas vidas”, disse o Pontífice especialmente aos peregrinos de língua portuguesa.

FONTE: CANÇÃO NOVA

terça-feira, 10 de abril de 2012

Liberte-se para uma vida nova


Você já passou dias, semanas, meses e até anos carregando consigo sentimentos negativos em relação a pessoas ou situações? Creio que todos nós já passamos por isso alguma vez na vida. O mais interessante a observar é que sentir coisas “más” nos faz carregar um peso ainda maior do que a situação em si. Como cristãos, não admitimos alguns desses sentimentos, fazemos de conta que não existem. Um passo muito importante é assumir nossos sentimentos e a possibilidade de tocar nestas emoções e desabafar.
Mas de que forma eu posso fazer este desabafo? O perdão é uma decisão, mas não apenas uma decisão simples: é um processo contínuo, que gera memórias, dores, ativa ressentimentos, e, acima de tudo, gera libertação. Libertamo-nos dos sentimentos maus para que o novo seja gerado em nós. Libertamo-nos para uma vida nova!
Esse tipo de sentimento, guardado em nosso interior, é como um alimento estragado na geladeira; aos poucos, contamina todos os outros produtos e deixa aquele cheiro mau. Imagine você assim, cheio de coisas estragadas dentro de si. Logo, as dores começam a aparecer, assim como doenças estranhas, sentimentos maus, humor deprimido. Esses são nossos “venenos emocionais”: venenos que nos entristecem e, consecutivamente, nos adoecem.
O venenoso não envenena apenas a si, mas também ao outro. Falar mal, difamar, reclamar, queixar-se, murmurar, tudo isso pouco adianta. Não cura nenhuma ferida, pelo contrário, abre outras.

FONTE: FORMAÇÃO CANÇÃO NOVA

Aborto e eutanásia: temas polêmicos no projeto do Código Penal

O jurista Cláudio Fonteles (dir.) e o doutor em Direito, Ives Gandra (esq.)
 Aborto e eutanásia. Esses são dois aspectos incluídos na proposta de reformulação do Código Penal brasileiro e que vêm despertando polêmica na sociedade. Para o aborto, o projeto prevê a ampliação dos casos em que a prática será permitida. Quanto à eutanásia, a proposta é considerá-la com homicídio privilegiado em vez de simples, o que reduz a pena. Atualmente, são considerados legais dois tipos de aborto: em casos de estupro e quando a vida da gestante está em risco. Pela proposta de reformulação, o aborto também seria permitido em casos de anencefalia ou doença física ou mental grave no bebê. A prática também seria legal até a 12ª semana de gestação, caso haja um laudo médico que comprove incapacidade psicológica da mãe de criar a criança.
Para o jurista e ex-procurador geral da República, Cláudio Fonteles, esse ponto da proposta é um equívoco. “Toda a lei deve expressar situação certa e clara a propósito do que deseja regulamentar. Ora, o que é ‘não ter condições psicológicas de levar adiante a gravidez’? Eis expressão carregada de subjetivismo, incerta, como aferir a falta dessas condições?
Em relação a esse aspecto, o doutor em Direito, Ives Gandra, considera que deveria haver uma ajuda para essas mães, e não uma medida de morte para a criança.
“O Estado teria que dar uma assistência à vida não criar estabelecimentos dedicados à morte de seres humanos que estão no ventre materno, mas como recuperar esses seres e, ao mesmo tempo, auxiliar psicologicamente as mães para que elas possam ter um filho”, disse o advogado.
Saúde pública? Um das vertentes defendidas pelos que são favoráveis ao aborto é a premissa de que se trata de uma questão de saúde pública. Gandra acredita que o problema parte do princípio de que a mulher que queira fazer o aborto o faria de forma asséptica, em hospitais dedicados a isso, em vez de fazerem em clínicas clandestinas, em que não se tem higiene. Ele disse que lhe parece um falso argumento a ideia de evitar clínicas clandestinas e concentrar os abortos nos hospitais.
O advogado completou dizendo que, de uma forma ou de outra, o aborto será, na prática, um homicídio. “No fundo, o que vai se fazer é um homicídio uterino seja numa clínica clandestina ou num hospital, vai se matar um ser humano que está no ventre materno”, enfatizou.
Sobre o tema, Fonteles destacou a necessidade de a saúde pública focar na defesa da vida. “O sistema público de saúde deve ter o compromisso com a vida. Campanhas massivas de acompanhamento do pré-natal devem ser realizadas com periodicidade”.
Fonteles também lembrou que a gestação une integral e umbilicalmente a vida da mãe e do feto, o que leva ao entendimento de que as políticas de saúde pública não podem dissociar a pessoa da mulher da do feto.
Aborto x direito à vida= Gandra acredita que o argumento relativo à defesa dos direitos e da saúde da mulher utilizado pelos favoráveis ao aborto é, na verdade, um falso argumento. “Eles têm que ter um argumento pra dizer que eles estão matando por um argumento maior. A questão do aborto é que as pessoas que defendem querem eliminar aqueles que são socialmente inconvenientes, aqueles que podem vir a trazer problemas para os pais que o geraram”.
Nessa questão, Cláudio Fonteles lembrou a inviolabilidade da vida humana, princípio erigido constitucionalmente. De acordo com o jurista, por inviolável deve-se entender o pleno desenvolvimento da vida, mesmo que esta apresente alguma imperfeição. “Os devaneios totalitários da raça perfeita e pura mancharam, mancham e mancharão sempre a humanidade. Que nunca mais aconteçam”.
Eutanásia= Outro objeto de reforma do Código Penal é a questão da eutanásia. O professor de Bioética da Faculdade Dehoniana de Taubaté, Padre Mário Marcelo, explicou que a eutanásia é, na verdade, uma antecipação do momento da morte, o que envolve um problema moral. “Eutanásia é também chamada de homicídio assistido, ou seja, há uma ação direta do paciente ou de outra pessoa para antecipar o momento da morte”, disse o padre.
Gandra avalia que até existe uma justificativa por parte dos que defendem esta ação, tendo em vista casos em que o paciente não pode mais sobreviver sem os aparelhos. Mesmo assim, o advogado considera a eutanásia como um crime.
“Até tem uma justificativa desde que isso não venha criar sofrimento para o paciente, desde que o doente seja terminal, desde que o paciente esteja inconsciente e não tenha nenhuma condição de recuperação. Mas a eutanásia em si é um crime também, porque eutanásia é abreviar uma vida que só pode ser abreviada pela própria natureza”.

FONTE: CANÇÃO NOVA