domingo, 19 de agosto de 2012

Bento XVI convida fiéis a redescobrirem beleza da Eucaristia



Reuters
'Redescubramos a beleza do Sacramento da Eucaristia que expressa toda a humildade e a santidade de Deus', disse o Papa
Redescobrir o valor do Sacramento da Eucaristia. Esse foi o convite feito pelo Papa Bento XVI antes de rezar a oração do Angelus junto aos fiéis católicos neste domingo, 19.

“Ele, grão de trigo, caído nos sulcos da terra, é a primícia da humanidade nova, libertada da corrupção do pecado e da morte. Redescubramos a beleza do Sacramento da Eucaristia que expressa toda a humildade e a santidade de Deus: o seu ser pequeno, fragmento do universo, para reconciliá-lo inteiramente no amor”.

O Pontífice destacou que Jesus não queria um trono terreno, mas sim compartilhar o destino dos profetas. “Jesus não era um Messias como o queriam, que aspirasse a um trono terreno. Não buscava consensos para conquistar Jerusalém; ao contrário, queria ir à Cidade Santa para compartilhar o destino dos profetas: dar a vida por Deus e pelo povo”.

Aos fiéis reunidos no pátio interno da residência de Castel Gandolfo, Bento XVI também comentou a passagem evangélica sobre o discurso de Jesus em Cafarnaum, no dia após o prodígio dos pães e dos peixes.

“Aqueles pães, divididos para milhares de pessoas, não queriam desencadear uma marcha triunfal, mas preanunciar o sacrifício da Cruz, em que Jesus se tornou pão repartido para a multidão, corpo e sangue oferecidos em expiação para a vida do mundo”.

O Papa também lembrou que esse discurso de Jesus foi para fazer com que os discípulos tomassem uma decisão. “E realmente, dentre eles alguns, a partir de então, não o seguiram mais”, disse.

Após a oração mariana, Bento XVI cumprimentou os fiéis em algumas línguas, e concedeu a todos a sua benção apostólica. (CM).

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Conselhos para ensinar os filhos a pensar


Os pais devem estimular os hábitos intelectuais dos filhos

1. Em primeiro lugar, é preciso agir conforme a verdade das coisas: ensinar os filhos a não se enganarem, a serem sinceros, a agirem com coerência. “Podemos conhecer a química cerebral que explica o movimento de um dedo, mas isso não explica por que esse movimento é usado para tocar piano e não para apertar um gatilho” (Marcus Jacobson). E também “não podemos baratear a verdade” (F. Suárez), rebaixando o seu valor, como se fosse uma liquidação.

2. Um segundo ponto é que “o treinamento é um privilégio da inteligência humana” (José Antônio Marina). É preciso enriquecer a linguagem, é preciso estimular o diálogo, o exercício mental de raciocinar, de defender uma causa, de ter argumentos para as próprias decisões, e não somente fazer o que fazem os outros, como os bois no pasto. Aprender a pensar é descobrir como é grande o poder da moda sobre o mundo inteiro, e saber sair da jaula em que a moda pode nos encerrar. O pensador livre não deve sacrificar a sua liberdade no altar da moda, pois essa é uma das perversões mais nocivas para um pensador. No entanto, é excessiva a frequência com que a razão fica presa na jaula da moda. Treinamento e cultivo, porque “a terra que não é lavrada, trará abrolhos e espinhos, ainda que seja fértil. Assim sucede com o entendimento do homem” (Santa Teresa de Ávila).

3. Já que é impossível não se equivocar nunca, pelo menos por utilidade e por dever temos de aprender com os nossos enganos. Se quisermos aprender a pensar, deveremos descobrir o mundo tão humano do erro. “Errar é humano”, diziam já os antigos. O erro é o preço que o animal racional tem de pagar.

4. Seremos mais inteligentes e mais livres quando conhecermos melhor a realidade, quando soubermos avaliá-la melhor e quando formos capazes de abrir mais caminhos novos. Seria um erro pensar – observa Leonardo Polo – que o homem inventou a flecha, porque tinha necessidade de comer pássaros. Também o gato tem essa necessidade, porém o ilustre felino nunca inventou nada. O homem inventou a flecha, porque a sua inteligência descobriu a oportunidade escondida no graveto.

5. Manter aberta a nossa capacidade de dirigir a própria conduta mediante valores pensados. É preciso passar do regime do impulso irracional para o regime da inteligência. Mais do que ensinar a pensar, a função dos pais há de ser a de motivar os filhos para que queiram pensar por sua própria conta. Com atitudes positivas, as crianças topam qualquer parada; com atitudes negativas, pensar parece-lhes uma coisa cansativa, e agir lhes parece uma coisa medíocre.

Assista também: "Sete dicas para viver bem com a sua família", com Ricardo e Eliana Sá 

6. Ensinar a tomar decisões. A inteligência é a capacidade de resolver problemas vitais. Não é muito inteligente quem não seja capaz de se decidir, nem mesmo quem, dentro do seu refúgio isolado, consiga resolver facilmente problemas de trigonometria. Se admitirmos que educar é essencialmente ajudar a crescer na liberdade e na responsabilidade, então aprender a decidir bem acaba sendo um dos aspectos chave nessa tarefa: quanto maior a capacidade de decisão, maior liberdade.

7. Devemos recuperar e estimular nas crianças a sadia estratégia de perguntar continuamente. As três perguntas fundamentais são: “O que é?”, “Por que isso é assim?” e “Como é que você sabe?”. Aristóteles definia a ciência como “o conhecimento certo pelas causas”: portanto, é preciso habituar-se a perguntar os porquês. Os pais devem estimular, comentar e favorecer (criando o clima adequado) os hábitos intelectuais dos filhos.

8. A inteligência tem de saber aprender, mas sobretudo tem de desfrutar aprendendo. Trata-se de formular perguntas que levem à reflexão, a perguntar-se sobre o próprio pensamento: “Por que o homem pensa?”, “Você já se pensou por que lembramos das coisas?", "Pensamos quando estamos dormindo?”, “O que mais faz você pensar?”, “Você pode pensar duas coisas diferentes ao mesmo tempo?”. Leonardo Polo define o homem como um ser que não somente resolve problemas, mas que também os formula. Com efeito, o ser humano progride propondo a si mesmo novos problemas e tentando resolvê-los.

9. A inteligência deve ser eficazmente linguística. Graças à linguagem, não somente nos comunicamos com os outros, mas também com nós mesmos. A inteligência não se parece com uma coleção de fotografias, mas com um rio. Rio e inteligência “discorrem”. A nossa língua original – a língua materna – é um rio em que deságuam milhares de afluentes. “A pluma e a palavra são as armas do pensador” (J.A. Jauregui). Aprender a pensar é aprender a tocar os instrumentos do pensamento: a pluma e a palavra.

10. Fomentar a leitura e controlar o uso da televisão. Já que estamos falando do voo da inteligência, trata-se de “ser mais inteligentes que a televisão” (Jiménez). Os livros “tem de ser obras que alimentem a inteligência sem deixar o coração seco”, ou seja, devem “iluminar a mente com a verdade e não mergulhá-la nas névoas da dúvida ou na escuridão do erro” (F. Suárez).

11. Urge encontrar momentos para refletir, para pensar, coisa, aliás, muito menos trabalhosa do que muitas das necessidades que inventamos. Pensar sobre o sentido da vida, das coisas, do homem, de Deus. Quando Unamuno disse que costumava sair para passear com os pastores de ovelhas para aprender a pensar, para desprender-se dos preconceitos e dos dogmas de escola, muitos rasgaram as vestes. Unamuno, porém, estava sendo sincero. Um pastor de ovelhas tem tempo para pensar, para dar rédea solta à sua imaginação e para descobrir horizontes filosóficos que jamais foram vistos por nenhum outro pensador. Fernando Corominas diz que é preciso “instalar”, na mente e no coração dos filhos, as coisas boas antes que cheguem as nocivas. Esse “chegar antes” é educar pensando no futuro. Sempre que nos abandonamos, retornamos à selva. Essa selva de que falo, metaforicamente, é sempre uma claudicação da inteligência. 
Luis Olivera 

Santa Sé pede união entre nações para evitar nova crise alimentar


Está marcada para o dia 27 de agosto a reunião dos membros do G20, em que as 19 maiores economias, mais a União Europeia, debaterão a política global da alimentação no mundo de hoje. O observador permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas em Genebra, Suíça, Dom Silvano Maria Tomasi, anunciou que a Santa Sé pedirá união entre as maiores economias mundiais para evitar uma nova crise alimentar. 

Dom Tomasi acredita ser necessário entender as causas da escassez alimentar, que não se limitam à seca que afeta várias regiões do globo. “Grande quantidade de alimentos, de produtos agrícolas estão sendo empregados na produção de biocombustíveis, enquanto se deveria equilibrar a necessidade de defender o meio ambiente com a prioridade da alimentação, fundamental para a vida humana”, explicou.

O arcebispo italiano aponta que os países do G20 devem levar em consideração o impacto da especulação financeira ligada aos alimentos, que causa consequências nas faixas mais pobres e carentes da população.

O espetro de uma nova crise alimentar pode levar à convocação de uma conferência mundial entre o fim de setembro e o início de outubro.

O observador permanente da Santa Sé em Genebra fala de 170 milhões de crianças com problemas que derivam de uma alimentação inadequada, destacando a situação do Iêmen, Somália, Sudão do Sul e da região africana do Sahel.

A crise pode se agravar ainda mais devido à seca nos Estados Unidos, Rússia, Austrália e outros países produtores de alimentos, especialmente cereais.

No grupo do G20, estão África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, União Europeia e Turquia. (CM)

Conheça os bispos nomeados no último ano


Entre os dias 13 e 17 de agosto, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, aconteceu o 23º Encontro dos Novos Bispos. Este encontro foi criado no Brasil em 1989, para que os novos bispos pudessem compreender sua nova função dentro da Igreja. O evento é organizado pela Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada e contou com participação dos 13 bispos nomeados entre agosto de 2011 a julho deste ano.

O grupo de bispos foi recebido pelo presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, dom Pedro Brito, arcebispo de Palmas (TO) e pelo assessor da comissão, padre Deusmar Jesus da Silva. Dom Pedro explica é importante que os novos bispos partilhem entre si suas experiências. “Muitos dos bispos não se conhecem, favorecer esse intercâmbio, cria uma amizade e um companheirismo”, afirmou.
O secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, saudou os bispos, e conversou a respeito das atividades desempenhadas na CNBB. “O trabalho é árduo para que nós sejamos as testemunhas do Evangelho, é importante estarmos voltados para a nossa missão e para os povos”, disse dom Leonardo Ulrich Steiner aos 13 novos bispos. Dom Leonardo também lembrou a relevância de se “distinguir a CNBB da Igreja do Brasil”.
O presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada explica que ao assumir o bispado, é necessário que os nomeados estudem para conhecer com mais profundidade as novas funções que desempenharão. “Os bispos precisam conhecer o mecanismo CNBB, os projetos, os assessores, as comissões”.
Dom Pedro também falou sobre várias visitas realizadas durante o encontro. “Fomos à Nunciatura Apostólica, à Conferência dos Religiosos do Brasil, às Pontifícias Obras Missionárias, ao Centro Cultural Missionário. Visitamos esses locais para abrir horizontes, o bispo vai poder contar com esses organismos aliados”, elucidou dom Pedro.
Os 13 bispos atuarão em sete diferentes Regionais da CNBB, de forma titular e auxiliar. Muitos serão apresentados a uma nova realidade, a um novo desafio, uma nova missão. Cada um dos novos bispos compartilhou com os fiéis, sobre sua trajetória religiosa, áreas de atuação, e expectativas à frente do chamado vocacional, de se tornar um bispo. Leia, a seguir, os depoimentos:
Dom Gilson Andrade da Silva= Veio da diocese de Petrópolis (RJ) e foi nomeado em 27 de julho de 2011, para atuar como bispo auxiliar de Salvador (BA), onde já está atuando desde outubro. Tem 46 anos, sendo 21 anos de sacerdócio. Antes da nomeação foi reitor do seminário diocesano, professor de Teologia Fundamental, e Ética na área de Filosofia, na Universidade Católica de Petrópolis, onde também atuou como presidente da mantenedora. Na diocese, foi coordenador da Pastoral da Juventude, dentre outras atividades.

“Uma prioridade que costumo ter no meu ministério é a atenção aos padres, a formação deles, porque são eles os multiplicadores do nosso trabalho. Penso também como objetivo importante de um bispo do nosso tempo, é o diálogo com a cultura, com a cidade. E outra das minhas prioridades é a juventude, vemos uma necessidade muito grande que a mensagem do evangelho possa de novo tocar os jovens, porque percebemos que há um certo esvaziamento dessa presença na igreja”.
Dom Giovanni Crippa= Religioso dos Missionários da Consolata (congregação fundada em Milão na Itália), foi nomeado em 21 de março de 2012, como bispo Auxiliar de Salvador (BA). Tem 53 anos, sendo 27 anos de sacerdócio.

“Fui pároco em Feira de Santana (BA), era professor de História da Igreja, na faculdade Católica da arquidiocese, diretor espiritual de um seminário, membro do conselho presbiteral, e também conselheiro da província da minha congregação”.

Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias= Proveniente da diocese de Jundiaí (SP) atuava como vigário geral e diretor do Seminário Diocesano de Filosofia e Teologia. Tem 54 anos e em 21 de dezembro de 2011, foi nomeado bispo Auxiliar de Vitória (ES).

“Meu objetivo como bispo é incentivar a espiritualidade na diocese,. Incentivar a formação dos padres, acompanhá-los, ser um pastor seguindo as Diretrizes Gerais da Igreja, caminhar em comunhão com a CNBB, e criar essa comunhão também no presbitério”.
Dom João Justino de Medeiros Silva= Do clero diocesano de Juiz de Fora (MG) foi nomeado em 21 de dezembro de 2011, para atuar como bispo Auxiliar de Belo Horizonte. Tem 45 anos, e em Juiz de Fora era padre. Nos últimos oito anos estava dirigindo o Seminário Arquidiocesano de Santo Antônio, e coordenando o curso de Teologia. Dentre outras funções diocesanas, também era vigário na paróquia de São Pedro.

“Estou há seis meses em Belo Horizonte, está sendo uma experiência muito rica, me senti muito bem acolhido, pelo clero e pelo povo. Dom Walmor (arcebispo titular de Belo Horizonte) confiou uma série de funções, a mim e aos outros auxiliares que lá estão. Eu espero poder intensificar o meu serviço perante aquele povo, sob o pastoreio de dom Walmor”.
Dom João Santos Cardoso= Padre diocesano de Vitória da Conquista (BA) foi nomeado, em 14 de dezembro de 2011, como bispo de São Raimundo Nonato (PI). Tem 50 anos, sendo 25 anos de sacerdócio. Muito atuante na área acadêmica, possui formação em filosofia, com mestrado e doutorado em Roma. Em Vitória da Conquista, foi solicitado pelo bispo de então, dom Geraldo, para dar atenção à Pastoral Universitária. “Na universidade fui professor, pesquisador e atuei na capelania universitária. Também assumi paróquia, mas mesmo assim, continuei atuando na universidade pública, e partir dali, marquei minha presença evangelizadora no ambiente acadêmico.”

“Saio de uma realidade urbana, para uma realidade rural. Fui para uma diocese que populacionalmente é pequena, cerca de 185 mil habitantes, mas a extensão territorial é grande, o que significa, que é uma área mais rural. É uma experiência de despojamento, de todos os sentidos, de esvaziamento de si, aquela quenosis de que fala Paulo na Carta aos Filipenses, e é nesse esvaziamento que eu vou redescobrindo a minha missão, agora como pastor”.
Dom José Eudes Campos do Nascimento= Sacerdote há 17 anos, do clero da arquidiocese de Mariana (MG), e pároco em Ouro Preto (MG). Tem 46 anos, e em 27 de junho de 2012, foi nomeado bispo de Leopoldina (MG). Por dois mandatos, foi representante dos presbíteros, e assessor da Pastoral da Juventude, funções exercidas na arquidiocese. No Seminário São José foi professor de Teologia e Filosofia.

“É uma nova missão à frente da diocese de Leopoldina, nesse chamado que o Cristo faz, por isso escolhi justamente o lema: ‘Servo no amor’, para desempenhar esta missão junto ao presbitério e toda diocese. Rezo muito para que Deus me ajude a viver essa missão, e esse novo compromisso na vida da igreja”.
Dom José Gislon= Pertencente à ordem dos Fadres Menores Capuchinhos, foi nomeado em 06 de junho de 2012, como bispo de Erexim (RS). Tem 55 anos, é padre há 24 anos, e religioso há 30. Trabalhou como conselheiro da província Paraná, Santa Catarina e Paraguai, por seis anos. E nos últimos seis anos, foi conselheiro da Geral da Ordem, em Roma. “Para mim, foi uma experiência rica, porque me deu a possibilidade de conhecer várias igrejas, em várias realidades, na África, Índia, Europa, América-latina, então levo essa bagagem para igreja de Erexim, para um trabalho junto aquele povo de Deus.”

“O desafio para mim é algo novo, uma vez que vou estar a frente de uma igreja particular, tenho pensado em, primeiramente, criar uma comunhão com o clero da igreja local, porque o bispo sem essa comunhão, pastoralmente, pouco pode fazer, são os padres que estão no dia a dia em contato com o povo. Então vejo que é muito importante cuidar da formação inicial do clero, da formação permanente e manter, esse espírito de comunhão, do bispo com os padres que estão na diocese”.
Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos= Tem 49 anos, sendo 23 anos de sacerdócio, e em 21 de março de 2012, foi nomeado bispo Auxiliar de Fortaleza (CE). Atuou como pároco durante 16 anos, e estava também assumindo a presidencia da OSIB Regional Nordeste 2.

“A gente se prepara por anos para ser padre, mas ninguém para ser bispo. Então é uma surpresa muito grande, porém é uma missão, um chamado, uma vocação. Eu creio que assim como o presbiterado, o espiscopado também é uma vocação. É um chamado de Deus através da igreja, e quando Ele chama, concede a graça necessária para viver essa vocação”.
Dom José Ruy Gonçalves Lopes= Religioso da Ordem dos frades Capuchinhos foi nomeado, em 07 de setembro de 2012, como bispo de Jequié (BA). Tem 45 anos, sendo 25 anos de consagração e vida religiosa, como frade capuchinho. Foi provincial nos últimos seis anos e depois dirigiu um colégio.

“Encaro esse desafio como uma missão, e uma missão como um chamado feito pelo próprio Deus, e na perspectiva da fé, acredito que Ele chama, Ele ajuda, Ele dá a graça, e de todas as formas Ele continua sustentando e animando”.
Dom Luiz Henrique da Silva Brito= Do clero de Campos (RJ), foi nomeado em 29 de fevereiro de 2012, como bispo Auxiliar do Rio de Janeiro (RJ). Tem 45 anos, sendo 20 de sacerdócio. Na diocese atuava como chanceler do bispado, e também professor de Teologia Moral no seminário, e colaborava com outras atividades da diocese e paróquia também.

“Me coloquei a disposição da Igreja que me chamou para esse serviço do episcopado de colaborar na construção do reino de Deus. Vou dar esse apoio ao arcebispo do Rio de Janeiro que solicitou ao Santo Padre, mais colaboradores”.

Dom Roque Costa Souza= Tem 45 anos, sendo que há 18 anos atua como padre. Em 09 de maio de 2012 foi nomeado bispo Auxiliar do Rio de Janeiro (RJ). No período da nomeação, estava exercendo o cargo de reitor do Seminário São José, seminário maior de Teologia, Capelania da Polícia Militar, e também era pároco da Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé.

“Criei muita expectativa em relação ao curso porque a partilha está sendo muito grande, para percebermos a questão da identidade da missão. Temos um trabalho muito importante no campo pastoral, de atualização, porque mesmo sendo bispo auxiliar, estou à frente de um vicariato na arquidiocese. Com isso, tenho que trabalhar em comunhão, com dom Orani, com os demais bispos auxiliares, com os padres, os diáconos, e todo povo de deus para levar adiante a missão de Jesus”.
Dom Rubens Sevilha= Pertencente à congregação da Ordem dos Carmelitas Descalços (OCD), foi nomeado em 21 de dezembro de 2011, como bispo Auxiliar de Vitória (ES). Tem 52 anos, sendo 27 de sacerdócio. Atuava como provincial dos Carmelitas Descalços, no sudeste do Brasil.

“A primeira experiência como um bispo novo, é que muda muito, sobretudo para um religioso, o ritmo de vida, o estilo, a proposta. Então é uma mudança muito drástica. Até o modo de celebrar o rito, o contato com as pessoas, tudo muda. Como bispo, abre-se um leque enorme de funções, de atividades. Mas a base não muda, ser de Deus e para Ele, que é o essencial, não muda”.
Dom Sérgio de Deus Borges= Da diocese de Cornélio Procópio, foi nomeado em 27 de junho de 2012, como bispo Auxiliar de São Paulo (SP). Tem 45 anos, e sua principal área de atuação é a judicial. “Sou formado em direito canônico e era vigário judicial do Tribunal Eclesiástico de Londrina, e sou presidente da Sociedade Brasileira de Canonistas”, disse.

“Fiquei muito atento a um texto que li, que ‘o bispo deve dar primazia ao ser, e não ao fazer, então ser bispo, e não fazer bispo”, citou.

“Maria tem um coração alargado como o de Deus”, lembra Bento XVI



AFP
O Papa Bento XVI saudou os creca de 3 mil fiéis que compareceram à celebração da Solenidade de Assunção de Nossa Senhora
O Papa Bento XVI celebrou, na quarta-feira, 15, a Santa Missa na paróquia pontifícia de “São Tomás de Villanova”, em Castel Gandolfo. Neste dia, a Igreja celebra a Solenidade da Assunção da Virgem Maria. O Pontífice lembrou, na homilia, que na Assunção é possível ver que há espaço para o homem em Deus e que Maria, estando unida a Ele, não se distancia, mas participa da presença de Deus e tem um coração grande como o Dele.

“Em Deus, há espaço para o homem, e Deus está perto, e Maria, unida a Deus, está muito perto, tem um coração alargado como o coração de Deus”, disse o Papa. Ele também destacou outro aspecto, que é o fato de haver espaço no homem para Deus. E esta presença, segundo o Pontífice, se realiza na fé. “Na fé abrimos as portas do nosso ser para que Deus entre em nós, para que Deus possa ser a força que dá vida e caminho ao nosso ser”.

Bento XVI explicou que a solenidade da Assunção é um convite para louvar a Deus e olhar para a grandeza de Nossa Senhora, “para que conheçamos Deus na face dos seus”. Para explicar o porquê de Maria ser glorificada na assunção ao céu, o Papa citou o trecho do Evangelho de São Lucas, em que se vê a raiz da exaltação e do louvor à Maria na expressão de Isabel: “Feliz aquela que acreditou” (Lc 1, 45).

“E o Magnificat, este canto ao Deus vivo e operante na história é um hino de fé e de amor, que brota do coração da Virgem. Ela viveu com fidelidade exemplar e guardou no mais íntimo do seu coração as palavras de Deus ao seu povo, as promessas feitas a Abraão, Isaac e Jacó”, destacou Bento XVI.

O Papa lembrou ainda que Deus aguarda seus filhos, de forma que os fiéis não caminham sozinhos e, indo ao outro mundo, encontram a bondade da Mãe, o Amor eterno.  “Deus nos espera: esta é a grande alegria e a grande esperança que nasce exatamente desta festa. Maria nos visita, é a alegria da nossa vida e é a esperança da nossa alegria”.
 

Missão da família se estende à toda humanidade, diz bispo



Arquivo Canção Nova
'A medida que a família dá aquilo que é uma riqueza interna, ela se enriquece mais', afirma Dom Antônio Augusto
O projeto de Deus para a família é muito amplo, engloba a vivência do amor e do perdão, de um relacionamento profundo no próprio âmbito familiar. No entanto, também é um projeto que diz respeito a toda a humanidade.

Essa reflexão é do bispo auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Antônio Augusto Dias Duarte, também membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, sobre a relação da família e da comunidade. O tema é um dos assuntos tratados na Semana Nacional da Família, que está sendo celebrada em todo o país até o dia 18 deste mês.

O bispo explica que a família não existe para si mesma. "Ela é chamada a ser evangelizadora. A família não está para si, como também o indivíduo não está para si, mas para o outro. A família está para outras famílias, para a comunidade paroquial, para toda a humanidade".

Nessa afirmação está incutido um papel muito grande da Igreja, destaca Dom Antônio, que é o de mostrar à família que todos os valores bons que ela cultiva dentro de si, só continuarão a crescer se for "expandido", transmitido a outras comunidades.

"A lógica de Deus é inversa - 'Dai e dar-se-vos-á' (Lc 6,38). Quando se compartilham os bens espirituais eles se multiplicam. À medida que a família dá aquilo que é uma riqueza interna, ela se enriquece mais e as pessoas estarão muito mais satisfeitas. Por outro lado, a família que se fecha em si mesma, se empobrece. Então, abrir-se à comunidade é uma questão de sobrevivência da família", enfatiza.

Como ensinar os filhos?

Para Dom Antônio, a melhor maneira de ensinar os filhos a estarem atentos aos outros é proporcionar que eles tenham proximidade com os irmãos que mais precisam.

"Visitar hospitais, orfanatos, casas de repouso para idosos, levar os filhos para verem os mendigos nas praças... Sem nenhum receio, fazer com que os filhos se sensibilizem com as necessidades dos outros. Vejam pessoas que vivam felizes com tão pouco. E entendam que, muitas vezes, o que eles mais precisam não é de roupas e alimentos, mas de atenção, de alguém que compartilhe com eles momentos que passam sozinhos", exemplifica o bispo.

Atitudes como essas "desenvolvem e dilatam" o coração, diz Dom Antônio, "faz os filhos crescerem com esse sentido, essa sensibilidade social".

Exemplo dos cristãos

Os primeiros cristãos viviam de perto essa realidade. Eles conviveram com Jesus ou com testemunhas diretas da vida de Cristo e O anunciavam. O subsídio para a Semana Nacional da Família destaca que as primeiras comunidades cristãs tinham o costume de praticar gestos de amor fraterno e de caridade aos domingos.

"Alimentados da Eucaristia dominical transformavam o dia do Senhor no dia da caridade, assumindo a dimensão evangélica do serviço", explica o texto.

Essa atitude dos primeiros cristãos tem sido muito enfatizada pelo Papa Bento XVI, que nos convida a "conhecer a Cristo e levá-lo à nossa sociedade", destaca Dom Antônio. "A Igreja se faz não simplesmente com as estruturas, com os meios econômicos e tecnológicos de que dispomos, mas se faz com pessoas que sabem ter esse encontro pessoal com Cristo".

Os primeiros cristãos dialogaram com a cultura da época e conseguiram extrair dela os valores positivos. Também os cristãos de hoje podem fazer a diferença na sociedade.

"É possível vencer a cultura do individualismo com a valorização da pessoa como criatura de Deus. É possivel vencer a cultura da morte mostrando o valor divino da vida. É possivel vencer a cultura do consumismo mostrando às pessoas que os bens materiais são necessários para desenvolver o bem de todos [...] Assim dialogamos com a cultura e fazemos com que ela seja um veículo de comunicação de Deus", concluiu Dom Antônio. 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Você já errou na vida?


Reconheça a queda e levante a cabeça
Quero lhe falar sobre uma história real. Trata-se da vida de um jovem que, aos 25 anos de idade, não tinha mais nenhuma perspectiva, não conseguia ver esperança, apenas um vazio existencial. 

Os dias iam passando e o desespero aumentava no coração dele por não avistar uma saída. A entrada para o mercado de trabalho lhe parecia muito difícil. Sem faculdade e sem currículo, quem o contrataria? Quanto ganharia? Quem ganha bem é quem tem um excelente currículo e uma boa formação acadêmica. Casar-se e formar família também era complexo, já que não conseguia administrar sua própria vida. Então, não conseguia mirar uma vida de fidelidade a uma única mulher; e outro ponto se tornava ainda mais distante de sua vida: ter filhos e dar a eles educação moral e cristã. 

Situações que resultavam numa conclusão: não havia perspectiva profissional, não havia esperança de ser um bom esposo e um bom pai. Além desses fatos, ele havia jogado fora todas as oportunidades que estiveram em suas mãos, uma delas foi a carreira profissional de futebol de salão. O mais complicado para este jovem era pensar que não havia mais jeito de dar a volta por cima. Não existia esperança para sair do caos.
Não sei a sua idade nem o quais são suas perdas; só sei de uma coisa: em meio a uma situação de desesperança, é hora de tomar cuidado para não perder dois valores: a alegria e a esperança. 

A letra de uma música diz: "reconhece a queda e não desanima. Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima". Jovem, é preciso reconhecer a queda, reconhecer a perda, reconhecer-se pequeno, mas não desanimar. 

Assista também: "Jovem, seja firme e corajoso", com o saudoso padre Léo

Consciente de que para levantar e dar a volta por cima é preciso o auxílio do Alto, do Céu, levante a cabeça e acredite, pois é possível começar um tempo novo. Levantar-se, porque sem Deus é arriscado. Levantar-se com Deus é humildade. 

"A alegria do coração é a vida da pessoa, tesouro inesgotável de santidade; a alegria da pessoa prolonga-lhe a vida. Tem compreensão contigo mesmo e consola teu coração; afugenta para longe de ti a tristeza. A tristeza matou a muitos e não traz proveito algum" (Eclo 30,23-25). Essa passagem bíblica nos apresenta um valor que deve ser cultivado: a alegria. 

Jesus é o seu amigo e está junto de você nestes momentos tão difíceis. Ele é o único que não pode estar presente na Sua lista de perdas. “Eu vos chamo amigos” (Jo 15, 15). O lindo desafio para este dia é virar a folha e começar a escrever um tempo novo. Coloque, no início dessa folha, a frase "Jesus é meu amigo"; isso é o bastante para você dar a volta por cima. 

Este jovem, hoje, tem 43 anos de idade, é casado há 15 anos e tem três filhos. Este jovem sou eu! Hoje, sou “semeador de alegria e esperança” e aprendiz na descoberta de valores em meio às perdas. Não  canso de repetir: "Com Deus tem jeito!".

Cleto Coelho

Santo que deu a vida por um pai de família é celebrado hoje



Arquivo
São Maximiliano Maria Kolbe faleceu no dia 14 de agosto de 1941 no campo nazista de Auschwitz, para salvar um pai de família
A Igreja celebra nesta terça-feira, 14, a memória de São Maximiliano Maria Kolbe, sacerdote franciscano polonês morto no campo nazista de Auschwitz para salvar um pai de família.

Uma "luz" que "encorajou a outros a se doar" para fazer-se próximo aos que sofrem e aos oprimidos, como o definiu o Papa Bento XVI em sua visita pastoral à paróquia romana de São Maximiliano, em dezembro de 2010.

O Evangelho desta terça-feira, dedicado ao "mandamento novo" de Jesus: "amai-vos uns aos outros, como eu vos amei", recorda que é preciso vencer o mal com o bem, o ódio com o amor.

São palavras que padre Kolbe viveu profundamente e que – como disse Bento XVI – convidam todos nós a seguirmos, sem medida, o amor de nosso Senhor:

"Aquelas palavras de Jesus, 'como eu vos amei', convidam-nos e, ao mesmo tempo, nos inquietam; são uma meta cristológica que pode parecer inalcançável, mas, ao mesmo tempo, são um estímulo que nos permite satisfazer-nos com o que pudemos realizar." (Audiência Geral, 9 de agosto de 2006)

O amor por Jesus passa pelo sim de Maria. E o padre Maximiliano Kolbe continuou dando esperança e consolação aos que estavam com ele no bunker da fome de Auschwitz, totalmente consagrado à Mãe de Deus até o fim.

No dia 14 de agosto de 1941, "'Ave-Maria!' foi a última invocação nos lábios de São Maximiliano Maria Kolbe quando estendia o braço àquele que o matava com uma injeção de ácido fênico. É comovente constatar como o recorrer humilde e confiantemente à Virgem Maria é sempre fonte de coragem e de serenidade", destacou Bento XVI na Catequese do dia 13 de agosto de 2008.

Os mártires não se desencorajam em fazer o bem, mesmo quando o mal parece destruir tudo, destacou ainda o Santo Padre. "Aparentemente a existência deles poderia ser considerada uma derrota, mas justamente no martírio por eles sofrido resplandece o fulgor do Amor que vence as trevas do egoísmo e do ódio. São atribuídas a São Maximiliano Kolbe as seguintes palavras que ele teria pronunciado no ápice do furor da perseguição nazista: 'O ódio não é uma força criativa: somente o amor o é'", afirmou. 

Conheça mais sobre história de Maximiliano Kolbe





A Igreja celebra nesta quarta-feira, 15, a solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Pela manhã, às 8h (horário em Roma), o Papa Bento XVI presidirá a Santa Missa na paróquia de Santo Tomás de Villanova, em Castel Gandolfo. Depois, às 12h, o Pontífice conduzirá a oração mariana do Angelus, no pátio interno da residência pontifícia de verão.
O bispo e delegado pontifício para o Santuário da Bem-aventurada Virgem do Santo Rosário de Pompéia, Dom Carlo Liberati, comentou o significado da festa. Ele explicou que a morte é um caminho que segue, mas com outra experiência, e que a vida é exaltada após a morte de tal maneira que destina a pessoa a entrar na glória eterna, na Ressurreição.

“Nisso Maria Santíssima é um exemplo extraordinário, porque ela entra nessa experiência antes de nós: nós na morte somos irreconhecíveis durante uma fase transitória até o dia da Ressurreição e somos inclusive humilhados no pós, na corrupção do sepulcro. Não poderia ser este o presente após a morte de Maria, porque ela foi preservada do pecado original, porque ela era a mãe de Cristo Redentor. O modo como Maria foi assunta ao Céu é próprio da eternidade, do corpo que é glorificado e que não tem nada a ser partilhado com a corrupção e a pulverização do corpo humano até o dia da glória."

Sobre a celebração da solenidade no Santuário de Nossa Senhora de Pompéia, o bispo contou que esta inclui todos os cantos marianos expressos nas línguas do mundo católico. “Quem vier a Pompéia ouvirá todos os mais belos cantos em todas as línguas que a Igreja Católica eleva à Virgem Maria e que invadem o nosso Santuário”. 

Para Dom Carlo, é difícil uma pessoa ser realmente cristã e não se tornar também um mariano. “Para ser cristão, é preciso saber dizer sim ao Senhor. A Virgem Maria é a criatura que diz um sim total, sempre, a Deus que a chama”. 

Quando o trabalho deixa de ser uma benção para a família?



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'O maior trabalho que nós temos é o amor, amar e ser amado, essa é a essência do ser humano', destacou padre Wladimir
Nesta semana em que a Igreja celebra a Semana Nacional das Famílias, pais, mães e filhos católicos de todo o país têm uma oportunidade de repensar a realidade em que vivem. Nos dias de hoje, uma dessas questões é a extrema valorização financeira que se confere ao trabalho, esquecendo sua outra e principal dimensão: o trabalho é uma benção.

A importância financeira do trabalho para a família é indiscutível, uma vez que dele vem os recursos para que a família possa se manter. Para o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Wladimir Porreca, a dificuldade aparece quando enxerga-se o trabalho apenas como fonte rentável.

“O grande problema que nós temos é que o trabalho foi colocado com uma dimensão de dinheiro, de ganho, de lucro, essa é a problemática maior que nós enfrentamos na modernidade. Por isso que o trabalho, às vezes, torna-se pesaroso, aquela condenação de que com o suor você vai ganhar o seu pão”, disse o padre.

Mas não foi essa a vontade de Deus quando Ele institui o trabalho ao homem. De acordo com o padre, o trabalho, no princípio, era entendido como uma benção, uma ordem do criador, mas à medida que a pessoa não coloca o trabalho a serviço do ser humano, isto dificulta os relacionamentos, de modo particular na família.

“O trabalho vai assumindo então uma posição que não é dele. Ao invés de ele estar a serviço, por exemplo, do ser humano, dos relacionamentos familiares, ele passa a ser o principal e todas as situações da família vão sendo condicionadas pelo trabalho, que é o que nós chamamos de ‘ditadura do trabalho’. Aí de fato o trabalho não se torna uma benção para a família, mas um meio de escravidão da própria família”.

Trabalho: imagem que se passa

Além das implicações para a convivência familiar, o padre atentou para a forma como os pais vão transmitir essa ideia de trabalho aos filhos. O presidente da referida Comissão, Dom João Carlos Petrini, já destacou algumas vezes que o homem se realiza no amor e no trabalho. Para padre Wladimir, a satisfação com o trabalho é, sem dúvida, um exemplo para que a criança entenda desde cedo o valor desta atividade.

“O maior trabalho que nós temos é o amor, amar e ser amado, essa é a essência do ser humano. A criança educada no sentido dos valores e o trabalho como um dos recursos para atingir o valor maior que é o amor, ele se torna uma benção muito grande”

No entanto, o padre explicou que se o trabalho é apresentado à criança como uma mera atividade para ganhar dinheiro, ele se transforma em um desafio que vai sendo tomado pelo egoísmo e individualismo. “Assim nós vamos perdendo essa dimensão bonita da construção do trabalho a serviço da pessoa humana”.

Família e trabalho, como conciliar?

Sendo um desafio, muitas pessoas se perguntam qual é a melhor maneira de conciliar as atividades familiares com as trabalhistas, de forma que ambas sejam fontes de alegria. Sobre essa questão, padre Wladimir recordou as palavras do Papa Bento XVI no VII Encontro Mundial das Famílias em Milão, realizado de 30 de maio a 3 de junho deste ano.

“Uma das famílias, na noite dos Testemunhos, perguntou isso ao Papa. Ele dizia que ambos, tanto pai quanto mãe, devem colocar o trabalho a serviço da família. Então ter esse cuidado de não entrar nessa busca frenética do ‘ter cada vez mais’, um consumismo que não tem limites”.

O padre acrescentou às palavras do Santo Padre o fato de que, na vida cotidiana, também é necessário reconhecer que, às vezes, é preferível ter menos recursos e mais relacionamentos. Muitos pais se preocupam em dar tudo de melhor para seus filhos, mas o mais importante, segundo o padre, nem sempre são os bens materiais.

“O melhor presente que um pai e uma mãe podem dar para seu filho são eles mesmos. É claro que os pais devem favorecer as condições necessárias, mas sem deixar de lado a primazia do relacionamento humano”.

sábado, 11 de agosto de 2012

Igreja católica em Salvador promove novena por Irmã Dulce


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'Celebrar a festa da Bem-Aventurada Dulce é lembrar o seu testemunho de fé', destaca padre Alberto
Na próxima segunda-feira, 13, a Bem-Aventurada Beata Dulce dos Pobres recebe homenagens da Igreja Católica. Com o tema “A exemplo da Bem-Aventurada Dulce dos Pobres queremos reavivar nossa fé em Cristo”, o Santuário que leva seu nome promove um novenário até o dia 12 de agosto, com celebrações às 19h30. A Missa solene será às 10h, presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.

Às 14h, o Padre Lázaro Muniz anima a Ciranda da Fé, seguida de adoração ao Santíssimo Sacramento. Já a Capelania das Obras Sociais Irmã Dulce iniciou sua programação no dia 1º de agosto e, até o dia 13, oferece visitas às relíquias do memorial e Celebrações Eucarísticas.

Para o responsável pela Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, padre Alberto Montealegre, a ocasião é uma oportunidade para que as pessoas reflitam sobre o exemplo de vida cristã da beata.

“Celebrar a festa da Bem-Aventurada Dulce é lembrar o seu testemunho de fé, que nos questiona e nos convida a uma conversão para melhor seguirmos Jesus Cristo, nosso Salvador, e vivermos a nossa vocação de batizados à santidade”, afirmou padre Alberto.

Ainda de acordo com o sacerdote, a comunidade espera receber um número de participantes superior ao de 2011. “Por ser a segunda festa da Beata Dulce depois da beatificação, esta celebração já está virando uma tradição no coração religioso dos baianos. Creio que a festa deste ano servirá para sedimentarmos mais a devoção à Irmã Dulce no coração dos católicos, fazendo deste modo o seu exemplo de fé e amor mais conhecido pelos fiéis”, destacou. (CM-CNBB)

Igreja inicia neste domingo Semana Nacional da Família


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A Semana Nacional da Família deste ano será realizada de 12 a 18 de agosto
Começa neste domingo, 12, a Semana Nacional da Família 2012. A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família convoca todos os filhos da Igreja para participar e motiva todos os agentes da Pastoral Familiar a celebrarem e promoverem o dom precioso da família, “patrimônio da humanidade”.

Seguindo o VII Encontro Mundial das Famílias, em Milão, a comissão sugere que seja trabalhado nos grupos familiares e comunitários, tanto na Semana Nacional da Família, como em outros períodos, o tema: 'A Família: o trabalho e a festa.'

A Semana Nacional da Família tem como objetivo geral promover, fortalecer e evangelizar a família. Essa evangelização se dá a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida, (cf. Jo 10,10) rumo ao Reino definitivo (DGAE). Ela assume como desafio os mesmos objetivos da Pastoral Familiar, dentre eles:

- Formar agentes qualificados que transmitam os ensinamentos da Igreja com simplicidade, clareza e precisão, sem prescindir da compreensão e da caridade cristãs perante as diversas realidades vividas pelos casais, acolhendo toda e qualquer realidade familiar.

- Promover o fortalecimento dos laços familiares nos ensinamentos evangélicos e apontar caminhos para a solução das crises e dos problemas intrafamiliares de todo tipo.

- Incentivar o crescimento da espiritualidade familiar de diferentes maneiras, de tal modo que pais e filhos encontrem, no lar o ambiente mais propício para o desenvolvimento da sua vida crista.

- Unir esforços para que a família seja, de fato, um santuário da vida, valorizando o ser humano em todos os seus estágios, desde a concepção até a morte natural, contrapondo as leis que contrariam essa verdade natural.

- Despertar a família para sua missão sagrada, insubstituível e inalienável de educadora, de escola onde se aprendem e experimentam os valores humanos e evangélicos/religiosos.

- Motivar o sentido missionário da família, buscando todos os meios para sanar e fortificar esta “célula” básica da sociedade da qual deriva o vigor a todo o organismo social, podendo utilizar o recurso de Associações de Família.

- Oferecer contínuo apoio aos casais e famílias das comunidades e paróquias, e reaproximar as famílias afastadas da Igreja, promovendo a participação das famílias nos tempos litúrgicos mais importantes e igualmente suscitar reuniões de reflexão de subsídios especialmente preparados para esse fim e eventos celebrativos.

- Prosseguir na articulação e na busca de apoio dos integrantes dos Movimentos, Serviços e Institutos Familiares e de promoção e defesa da vida.

Todas as pessoas que acreditam e amam a família são convidadas a organizarem e participarem da Semana Nacional da Família, através de momentos de encontro e celebração, com a preocupação de promover o valor único e próprio da família.

"Precisamos de uma fé preenchida de fidelidade inabalável em Deus"


Arquidiocese do Rio
O que precisamos urgentemente é de uma fé mais adulta, mais amadurecida, preenchida de uma fidelidade inabalável em Deus e sua Igreja, diz Dom Luiz
O Santo Padre Bento XVI proclamará o “Ano da Fé” com o intuito de suscitar na Igreja uma viva e justa comemoração dos 50 anos do Concílio Vaticano II e 20º aniversário de promulgação do Catecismo da Igreja Católica de João Paulo II.

Estes grandes momentos da Igreja foram marcantes e de grande envergadura para a nossa caminhada da fé. O Concílio Vaticano II, por exemplo, segundo as palavras de João XIII, quis “transmitir pura e íntegra a doutrina sem atenuações nem subterfúgios” empenhando-se para que “esta doutrina certa e imutável que deve ser fielmente explicitada, seja aprofundada e exposta de modo a responder à exigências de nosso tempo”. Já o Catecismo da Igreja Católica é considerado o “verdadeiro fruto do Concílio Vaticano II” (carta apostólica Porta Fidei). No Catecismo da Igreja Católica, encontramos a segura doutrina apresentada com profundidade e clareza. Existe, por conseguinte, na Igreja uma firme preocupação em facilitar o acesso deste subsídio precioso, principalmente, aos jovens que através do Catecismo devidamente preparado para eles, ou seja, o “YOUCAT” possam com sua atenta leitura se fortalecerem na vida de fé e adquirirem sólida formação para que, desta forma, sejam os propagadores e evangelizadores de outros jovens que ainda se encontram divididos e à procura de um caminho autêntico e seguro Àquele que é fonte inesgotável de salvação e vida.

O Ano da Fé será solenemente aberto no dia 11 de outubro do corrente ano, pelo Santo Padre Bento XVI. Nossa Arquidiocese também está se organizando de forma que possa aproveitar o máximo esta ocasião propícia para incentivar o povo de Deus na busca de uma autêntica fé, alicerçada por uma sólida e imprescindível formação. Aproveitaremos os momentos fortes da vida da Igreja ao longo do ano para chamar a atenção do nosso povo o quanto é importante conhecer e aprofundar os conteúdos da mensagem cristã. Para isso contamos com as iniciativas paroquiais de formação permanente dos fiéis. Contamos também com as Universidades Católicas que poderão contribuir com eventos formativos que levem a um diálogo frutuoso entre fé e razão, como também ajudando na elaboração de subsídios e outras formas de divulgação.

O que precisamos urgentemente é de uma fé mais adulta, mais amadurecida, preenchida de uma fidelidade inabalável em Deus e sua Igreja. Hoje, mais do que nunca, necessitamos de cristãos convictos para responder aos desafios de uma sociedade em que a cultura da morte se torna cada vez mais presente, como também o descaso com os valores morais. Devemos começar especialmente em nossa família eclesial. Precisamos de fiéis mais firmes em suas posturas, no sentido de abraçar a fé e traduzi-la na vida. Precisamos dar um basta nos “achismos” deletérios que confundem o povo de Deus ao considerar que é possível se dizer cristão católico e apoiar o divórcio, o aborto e outras questões graves que atentam contra a dignidade da vida humana. Contra esses ataques à solidez doutrinária e a comunhão de valores e ensinamentos temos a riqueza de tantos documentos magisteriais que muito auxiliam no sentido de dissipar quaisquer dúvidas que, porventura, possam estar penetrando em nossos corações, deixando-nos fragilizados em nossa vida de fé.

O Papa neste sentido vem em nosso auxílio com seus escritos. Destacamos a Carta Apostólica “Porta Fidei” que, certamente, será de grande utilidade para vivenciarmos adequadamente o Ano da Fé.

A abertura do Ano da Fé em nossa Arquidiocese será no Santuário Mariano de Nossa Senhora da Penha, no dia 13 de outubro às 09h. Maria, serva fiel e prudente, modelo de Fé, seja a guardiã de todas as atividades propostas ao longo do Ano da Fé. Peçamos também a ela que nossa Arquidiocese, desde já, abençoada com a perspectiva da JMJ, possa viver intensamente esse momento belíssimo de um testemunho de fé e adesão a Cristo cada vez mais forte e perseverante.

Cristãos devem viver o contato pessoal com Deus, recorda Papa



Reuters
''Quero recordar para a nossa vida espiritual, a necessidade de encontrar diariamente momentos de oração com tranquilidade'', disse o Papa
Em Castel Gandolfo, o Papa Bento XVI recorreu à memória de São Domingos de Gusmão, sacerdote e fundador da Ordem dos Pregadores, para falar aos fiéis. O Pontífice destacou que, conforme lembrado pelo santo, todo cristão deve viver a oração, o contato pessoal com Deus em todas as dimensões da vida: família, trabalho, descanso e vida social. 


O Papa destacou que só esse contato pessoal com Deus dá forças para a vida, em especial nos momentos mais difíceis. Ele lembrou que é importante os fiéis encontrarem um momento diário para fazer suas orações com tranquilidade. 

“Devemos aproveitar este momento, especialmente durante as férias, para reservar um pouco de tempo para conversar com Deus. Será também uma maneira de ajudar aqueles que nos são mais próximos a entrar nos raios luminosos da presença de Deus, que traz a paz e o amor que todos nós precisamos.” 

A vida de oração foi um dos aspectos essenciais da espiritualidade de São Domingos, conforme lembra o Santo Padre. “Sob a inspiração do Espírito Santo, progrediu no caminho da perfeição cristã. Em todos os momentos, a oração era a força que o renovava e tornava sempre mais fecunda a sua obra apostólica”.

Além desse exemplo de uma vida de oração, Bento XVI recordou as maneiras de orar de acordo com São Domingos. Cada uma dessas formas: em pé, ajoelhado e deitado no chão, “mas sempre com o olhar voltado para o Senhor Crucificado”, expressa uma atitude corporal e espiritual que podem favorecer os fiéis em seus momentos de oração. 

“O ajoelhar-se, o permanecer em pé diante do Senhor, fixar o olhar no crucifixo, parar e se recolher em silêncio não são atitudes secundárias, mas nos ajudam a nos questionarmos interiormente, com toda a pessoa, em relação com Deus”

O Papa também destacou outros dois aspectos da vida do santo, que se referem a duas práticas de piedade que ele costumava viver. 

“Antes de tudo, a meditação pessoal, em que a oração adquire uma dimensão ainda mais íntima, fervorosa e tranquilizante. Também a oração; enquanto viajava de um convento ao outro, recitava as Laudes, ao meio-dia, as Vésperas com os colegas e, cruzando os vales ou colinas, contemplava a beleza da criação”.

"Papel do pai é pré-figurativo de Deus Pai", destaca padre


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'A figura de São José é um exemplo a ser seguido em todos os sentidos para a família católica hoje', destacou padre Arlon
Amar, educar, orientar, repreender quando preciso. Para além do sustento da família, o pai desempenha papel fundamental no ambiente familiar. Este Dia dos Pais, comemorado pelos brasileiros neste domingo, 12, representa a oportunidade de celebrar a vida desses homens que assumem a missão divina de formar cidadãos novos para o mundo.

Quando opta pelo matrimônio, o homem deve estar ciente das funções que vai exercer além de ser marido, o que, para padre Arlon Costa, da comunidade Canção Nova, inclui a responsabilidade por toda a família.

“O papel do pai é pré-figurativo de Deus Pai, que nos ama, que cuida de nós, das nossas necessidades. O homem, quando se casa, ele se torna não só marido, mas responsável por sua família, seja pela esposa, seja pelos filhos”.

Mas nos dias atuais, nem todo filho tem a oportunidade de crescer com a presença dessa figura paterna. As mudanças na vivência da sexualidade e a independência cada vez maior do universo feminino são apenas algumas das características da sociedade atual que tornam cada vez mais comum a existência de famílias sem pai. Isso, para padre Arlon, tem reflexo total na sociedade.

“A falta dessa figura paterna causa a falta de uma referência de pai, que talvez na infância não seja percebida, porque isso vai ser suprido de alguma forma pela mãe, tios e parentes, mas terá um grande impacto na adolescência, quando a criança vai perceber e sentir essa ausência da figura paterna; do carinho, auxílio e educação do pai e isso vai acarretar consequências negativas no futuro daquele filho e daquela filha”.

São José, modelo de pai

Para os católicos, o grande modelo de pai é São José, patrono dos trabalhadores, da Igreja Universal, da justiça e também dos pais. Para falar da importância dessa figura religiosa, padre Arlon lembrou a passagem bíblica que relata a matança de crianças ordenada por Herodes e o importante papel desempenhado por São José nesta ocasião.

“O anjo aparece a São José, dizendo pra ele que Herodes queria matar as crianças e que ele fugisse com Nossa Senhora e com Jesus que tinha acabado de nascer. O anjo poderia aparecer a Nossa Senhora, a outra pessoa, mas veja que belo, o anjo aparece a José porque ele é o pai de família. José assume a proteção da família e foge para o Egito”.

O padre elencou ainda outras características de São José que podem ser herdadas pelos pais que buscam ser exemplo para seus filhos. Ele contou que José era um homem simples, trabalhador, carinhoso, orante e também muito íntimo de Deus.

“Um homem que sabia colher de Deus as respostas que ele precisava para a família e pra pessoa dele, um homem que amava profundamente Jesus, o seu filho, e tinha um grande amor por sua esposa, Nossa Senhora. A figura de São José é um exemplo a ser seguido em todos os sentidos para a família católica hoje”.

Com a palavra, o pai

Esse modelo de São José, além de ser ideal para a família, traz valores fundamentais para a caminhada ao longo da vida. Isso é o que pensa o vendedor aposentado Paulo Xavier Pereira, que é pai de três filhos.

Ele contou que sempre procurou vivenciar a religiosidade em sua família baseando-se na conduta de seus pais. O aposentado acredita que a figura paterna é muito importante para família e exige boa conduta, já que o pai vai ser um sinal na vida do filho.

“Eu, olhando para os procedimentos dos meus pais, comecei desde cedo a freqüentar a Igreja mediante a conduta deles, que sempre frequentaram. Então existe um peso muito grande quando o pai tem a sua religiosidade, procura as coisas de Deus, todo esse procedimento do pai tem uma influência muito grande sobre os filhos”, disse.

Paulo acredita que os filhos precisam se afirmar na vida e aquilo que o pai e a mãe buscam ao longo de sua trajetória deixa uma segurança para os filhos, uma “âncora para que eles, em suas decisões a serem tomadas, busquem sempre a firmeza dos procedimentos que vêm do pai”.

Partilhando sua experiência de pai, Paulo deixou ainda um conselho para os jovens garotos que, um dia, vão assumir essa mesma responsabilidade. “Que eles tenham uma experiência muito particular com Jesus, que é quem realmente dá segurança para eles. Que busquem nos pais, nos catequistas, na Igreja de uma maneira geral, na Palavra de Deus, no Evangelho e na religiosidade a força para que possam vencer as dificuldades”. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Igreja recorda 34 anos da morte do Papa Paulo VI


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Igreja celebra 34 anos da morte do Papa Paulo VI
A Igreja celebra nesta segunda-feira, 6, a festa da Transfiguração de Jesus. Uma celebração que desde 1978 está também associada à memória de Paulo VI, falecido neste dia, há 34 anos. 

O Papa Bento XVI celebrou em Castelgandolfo uma missa nesta manhã e recordou os 34 anos da morte de Paulo VI. Às 17 horas locais, na Basílica Vaticana, o Cardeal Dionigi Tettamanzi presidirá uma Missa em recordação ao Papa. Na ocasião, estará presente uma delegação de Concesio (Brescia), país de origem de Paulo VI.

Em 1965, Paulo VI conclui o Concílio Vaticano II, iniciado por seu antecessor, João XXIII, que não viu a conclusão do Concílio, pois morreu em 3 de junho de 1963. O arcebispo de Milão, Giovanni Batista Montini (Papa Paulo VI) foi eleito três dias depois da morte do idealizador do Concílio e decidiu dar continuidade ao mesmo, algo que sinalizou durante primeiro discurso proferido pelo rádio, onde também retomou os objetivos principais do Vaticano II: definir mais precisamente o conceito de Igreja; a renovação da Igreja Católica; a recomposição da unidade entre todos os cristãos e o diálogo da Igreja com o Mundo Contemporâneo.

Além da evangelização, Paulo VI se dedicou também ao diálogo interreligioso. Faleceu em Castel Gandolfo, para onde partira já doente para exprimir sua proximidade espiritual aos cidadãos durante a Festa da Transfiguração do Senhor.

O centro da nossa existência é a fé em Jesus, diz Bento XVI


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O Senhor nos convida a não esquecer que, se é necessário preocuparmo-nos com o pão material, mais fundamental ainda é fazer crescer a relação com Ele
"O centro da existência, ou seja, aquilo que dá pleno sentido e firme esperança ao caminho tantas vezes difícil, é a fé em Jesus, é o encontro com Cristo". A afirmação foi dita pelo Papa Bento XVI no Angelus deste domingo, 5. 

Centenas de pessoas foram até a residência apostólica de Castel Gandolfo, onde o Santo Padre passa um período de descanso, para acompanhar sua tradicional reflexão dominical.

O Papa comentou o Evangelho do dia (cf. Jo 6, 24-35), em que Jesus interpela a multidão pelo fato de O procurarem não por terem visto os sinais de Deus, mas apenas por terem sido saciados, com a multiplicação dos pães.

“Jesus quer ajudar as pessoas a não ficarem apenas no nível da satisfação imediata das próprias necessidades materiais, por muito importantes que sejam. Quer abrir a um horizonte da existência que não é simplesmente o das preocupações cotidianas do comer, do vestir, da carreira”, destacou Bento XVI.

As pessoas não compreendem o que Jesus lhes propõe. Pensam que lhes pede o cumprimento de qualquer preceito, para que o milagre continue. Mas a resposta de Jesus é: “a obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”.

“O centro da existência, ou seja, aquilo que dá pleno sentido e firme esperança ao caminho tantas vezes difícil, é a fé em Jesus, é o encontro com Cristo. Não se trata de seguir uma ideia, um projeto, mas de O encontrar como uma Pessoa viva, de deixar-se tomar totalmente por Ele e pelo seu Evangelho. Jesus convida a não nos determos no horizonte humano, mas a abrir-nos ao horizonte de Deus, ao horizonte da fé. Ele exige uma única obra: acolher o plano de Deus, isto é, ‘crer n’Aquele que Ele enviou’.”

Não é com a atividade humana que podemos “ganhar” Jesus, o verdadeiro pão que sacia a nossa fome de sentido, de verdade. Ele vem a nós apenas como dom do amor de Deus, como “obra de Deus”, que nos toca pedir e acolher.

“Caros amigos, nas nossas jornadas cheias de ocupações e de problemas, mas também nas de repouso e distensão, o Senhor nos convida a não esquecer que, se é necessário preocuparmo-nos com o pão material e com o retemperar das forças, mais fundamental ainda é fazer crescer a relação com Ele, reforçar a nossa fé n’Aquele que é o ‘pão da vida’, que enche o nosso desejo de verdade e amor”.