quarta-feira, 27 de junho de 2012

Bento XVI nomeia dois novos bispos para o Brasil


Montagem sobre fotos / Arquivo
À direita, Dom Sérgio de Deus Borges e à esquerda, Dom José Eudes
O Papa Bento XVI nomeou na manhã desta quarta-feira, 27, dois novos bispos para o Brasil: padre José Eudes Campos do Nascimento será o novo bispo de Leopoldina (MG) e padre Sérgio de Deus Borges foi nomeado bispo auxiliar para a Arquidiocese de São Paulo (SP).



Monsenhor José Eudes
Nasceu em Barbacena, Minas Gerais, em abril de 1966. Cursou Filosofia no Instituto Santo Tomás de Aquino, em Belo Horizonte (MG) e Teologia no Seminário São José, em Barbacena. Foi ordenado padre no dia 22 de abril de 1995, em sua cidade natal. Atuou como pároco da paróquia São Gonçalo do Amarante, em Catas Altas da Noruega (MG); Assessor da Pastoral da Juventude; pároco da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Rio Pomba (MG) e finalmente pároco da paróquia Santa Efigênia, em Ouro Preto, desde 2009.

Monsenhor José Eudes sucederá a Dom Dario Campos, transferido para a Diocese de Cachoeiro do Itapemirim (ES), em 27 de abril de 2011. Desde então, a Diocese de Leopoldina está vacante, sendo administrada pelo monsenhor Alexandre dos Santos Ferraz.



Monsenhor Sérgio de Deus
Nasceu em Alfredo Wagner, Santa Catarina, em setembro de 1966. Realizou seus estudos em Filosofia com os freis Capuchinhos, em Ponta Grossa (PR), e Teologia, no Instituto Teológico Paulo VI, em Londrina. Além disso, é licenciado em Pedagogia e especialização em Gestão do Ambiente Escolar, pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Fez mestrado em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense e especialização em Matrimônio e Família pela Pontifícia Universidade Santa Cruz. Atualmente cursa o doutorado pela Pontifícia Universidade Católica Argentina.

Antes disso, monsenhor Sérgio foi ordenado presbítero em fevereiro de 1993 e incardinado na diocese de Cornélio Procópio (PR), onde exerceu as funções de pároco da paróquia São Miguel e São Francisco, membro do Conselho Presbiteral e Colégio de Consultores, assessor da Pastoral da Juventude, assessor da Pastoral do Dízimo, administrador paroquial da paróquia Nossa Senhora da Conceição, assessor da Pastoral Familiar, pároco da paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Jataizinho (PR), desde 2011, e presidente da Sociedade Brasileira de Canonistas.

domingo, 24 de junho de 2012

Solenidade do Nascimento de João Batista

Com muita alegria, a Igreja, solenemente, celebra o nascimento de São João Batista. Santo que, juntamente com a Santíssima Virgem Maria, é o único a ter o aniversário natalício recordado pela liturgia.

São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo, e foi um anjo quem revelou o seu nome ao seu pai, Zacarias, que há muitos anos rezava com sua esposa para terem um filho.

Estudiosos mostram que possivelmente depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista, na qual, à beira do Rio Jordão ou Mar Morto, vivia em profunda penitência e oração. Pode-se chegar a essa conclusão a partir do texto de Mateus: "João usava um traje de pêlo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre".

O que o tornou tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor com pregações conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo de penitência (por isso “Batista”). Como nos ensinam as Sagradas Escirturas: "Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo" (Mateus 3,11).

Os Evangelhos nos revelam a inauguração da missão salvífica de Jesus a partir do batismo recebido pelas mãos do precursor João e da manifestação da Trindade Santa.

São João, ao reconhecer e apresentar Jesus como o Cristo, continuou sua missão em sentido descendente, a fim de que somente o Messias aparecesse. Grande anunciador do Reino e denunciador dos pecados, ele foi preso por não concordar com as atitudes pecaminosas de Herodes, acabando decapitado devido ao ódio de Herodíades, que fora esposa do irmão deste [Herodes], com a qual este vivia pecaminosamente.

O grande santo morreu na santidade e reconhecido pelo próprio Cristo:"Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João , o Batista" (Mateus 11,11).


São João Batista, rogai por nós!




sexta-feira, 22 de junho de 2012

Mês do Dízimo na Diocese de Ilhéus



Vaticano pede maior cuidado com as mães soropositivas

O secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcísio Bertone, esteve na 8ª Conferência Internacional sobre a Aids, em Romaabertura da 8ª Conferência Internacional sobre a Aids, realizada no Instituto San Gallicano, em Roma .

Em seu discurso, o secretário de Estado afirmou que a mortalidade materna na África está, em grande percentual, ligada à Aids. Para ele, não é possível tolerar a morte de tantas mães e pensar que milhares de crianças formarão uma geração perdida.

“A Igreja, presente nos países onde se manifesta tal pandemia, está muito preocupada com este verdadeiro drama do nosso tempo. É um drama que estraga tantas vidas humanas, debilita toda a sociedade e queima o futuro. É preciso fazer mais! Quanto mais infecções prosseguirem entre as mulheres, que são o pilar das famílias e das comunidades, maior será o risco de um colapso social de muitos países. A doença das mulheres, das crianças, dos homens torna-se doença de toda a sociedade”, salientou.

O cardeal recordou que atualmente cerca de 30% dos centros de tratamento de HIV/AIDS no mundo são católicos e destacou as principais ações da Igreja neste âmbito: a promoção de campanhas de sensibilização, programas de prevenção e educação sanitária, cuidado com os órfãos, distribuição de medicamentos e alimentos, assistência domiciliar, hospitais, centros, comunidades terapêuticas e de assistência ao doente, colaboração com os governos, cuidado com os carcerários, cursos de catequese, elaboração de sistemas de ajuda pela internet e instituição de grupos de apoio ao doente.

“Gostaria, na presença de tantos ministros influentes e responsáveis da saúde, de fazer um apelo à comunidade internacional, aos Estados e aos doadores: forneçamos logo, aos doentes de AIDS, um tratamento gratuito e eficaz! Que seja concentido o acesso universal à saúde! Façamos a partir das mães e das crianças”, enfatizou.

Em nome do Papa Bento XVI, Dom Bertone pediu pelos tantos sofredores e doentes que não têm voz pedindo mais empenho para responder às necessidades.

O secretário de Estado salientou que estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmam que o acesso universal ao tratamento é possível de ser alcançado, cientificamente e economicamente.

“Não é uma utopia: é possível Na África como na Europa, temos o dever de chegar a todas as mulheres grávidas soropositivas, administrar a terapia anti-retroviral, que possa dar à luz uma criança livre de AIDS e fazê-la crescer com acompanhamento materno”, reforçou.

Por fim, Dom Bertone afirmou que não é possível conceber um acesso ao tratamento para todos sem considerar a fraqueza - inclusive econômica - da maioria dos povos africanos e mulheres. Há necessidade de acesso gratuito aos cuidados.

Corrida marca contagem regressiva de 1 ano para JMJ

Falta exatamente um mês para o Bote Fé na Vida, uma iniciativa da Comissão para a Juventude da CNBB, que pretende evangelizar através do esporte. No dia 22 de julho, jovens de todo o país farão uma corrida de rua para iniciar a contagem regressiva para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontecerá de 23 a 28 de julho de 2013, no Rio de Janeiro.

De acordo com um dos organizadores do evento, o triatleta Diego Ciarrocchi, 29 anos, o esporte é um canal muito forte de evangelização, tanto direta quanto indiretamente, além de estar em alta.

"Esporte é algo que está na moda. A Copa do Mundo, as Olimpíadas, tudo vai acontecer aqui no Brasil [...], o esporte atinge muitos jovens e a Igreja também precisa estar nesse meio, como forma de evangelização e também para ajudar as pessoas de uma forma diferente", destacou.

Ciarrocchi enfatiza que aqueles que praticam alguma atividade esportiva também estão dizendo sim à vida. "É uma forma de você se amar, buscar qualidade de vida e se preocupar com as pessoas", disse.

A corrida aconterá em todas as dioceses do Brasil e terá início simultaneamente às 8h. Os participantes podem fazer as inscrições antecipadamente em sua própria diocese, no valor de R$ 15,00. O dinheiro será destinado aos gastos com o evento.

Cerca de 60 dioceses já confimaram a realização da corrida. Algumas se uniram para promover um evento maior, outras, como no caso de Recife (PE), ampliaram a divulgação nas mídias sociais e estão conseguindo fazer uma competição com mais de mil pessoas.

"Estamos sentindo uma adesão muito grande, justamente por ser uma novidade. Os jovens estão gostando por ser uma coisa diferente", destacou Ciarrocchi.

E por que uma corrida?
Segundo ele, é um esporte mais fácil de treinar e ser praticado, já que, para isso, basta um tênis e um short. Além de ser o segundo mais praticado no Brasil, atrás só do futebol, o que amplia o número de pessoas alcançadas pela proposta.

Poderão participar esportistas, jovens acima de 16 anos, famílias, padres e religiosos. No entanto, a organização pede que cada pessoa interessada procure fazer uma avaliação médica antes da corrida e procure treinar adequadamente. A quilometragem da prova irá variar entre 5 e 10km, de acordo com a realidade de cada diocese.

Os participantes receberão uma camiseta do Bote Fé na Vida, e aqueles que concluírem a prova, receberão uma medalha.

Para os próximos eventos, a ideia é trabalhar com outras modalidades, como campeonatos de vôlei e de futebol. Mas a proposta é que a corrida permaneça acontecendo anualmente, como um circuito do Bote Fé na Vida.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Comissão para Juventude apresenta Semana Missionária


Os bispos que participam do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acompanharam durante a tarde desta quinta-feira, 21, a apresentação sobre os preparativos para a Semana Missionária, que antecede a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro em 2013.

De acordo com o assessor da Comissão para a Juventude, padre Carlos Sávio Ribeiro, serão elaborados subsídios para a preparação dos jovens e adultos participantes, além de um manual de instruções para o projeto do evento em cada diocese. Este último material será destinado a bispos e líderes diocesanos de juventude.

O assessor revelou que, até o momento, foram disponibilizadas 358.170 vagas para os missionários estrangeiros nas dioceses brasileiras, especialmente na região sudeste. Ele informou também que tais missionários já terão as despesas de viagens pagas por seus países de origem.

Padre Sávio já adiantou que a programação da Semana Missionária, marcada para 17 a 20 de julho de 2013, prevê momentos de formação, oração, cultura e ação missionária. A proposta é de que o encerramento, com missa de envio para a JMJ, seja realizado em um santuário diocesano.

Na oração é preciso também agradecer, salienta Bento XVI


Rádio Vaticano
O Papa recebeu nesta quarta-feira os fiéis e peregrinos na sala Paulo VI
Nesta quarta-feira, 20, na audiência geral na sala Paulo VI, no Vaticano, o Papa Bento XVI continuou seu ciclo de catequeses sobre a oração segundo as Cartas de São Paulo.  O Pontífice salientou que a Carta de São Paulo aos Efésios mostra que a oração deve ser sobretudo um agradecimento pelas bênçãos recebidas.

“A nossa oração muitas vezes é um pedido de ajuda às necessidades. E é também normal para o homem, porque precisamos de ajuda, precisamos dos outros, precisamos de Deus. É normal que na oração peçamos alguma coisa, mas não deveria ser exclusivamente assim. Existe ainda motivo de agradecimento e devemos ser um pouco atentos para ver que de Deus recebemos tantas coisas boas”, disse.

Assim, o Santo Padre ressalta que a oração deve ser também um louvor, afinal, se o coração está aberto, é possível ver, mesmo diante de todos os problemas, também a beleza de Sua criação. Portanto, é preciso não só pedir, mas também louvar e agradecer: somente assim a oração está completa.

“Na oração constante, no relacionamento cotidiano com Deus, aprendemos também nós, como São Paulo, a ver cada vez mais claramente os sinais deste projeto e desta ação: na beleza do Criador que tudo criou”, ressaltou o Papa.

Bento XVI lembrou que é importante estar atento justamente agora, no período de férias, à beleza da criação e ver transparecer nesta beleza o rosto de Deus.

Também na oração “devemos nos habituar a estar com Deus. Isso é muito importante, que aprendamos a estar com Deus e, assim, vemos como é lindo estar com Ele, que é a redenção”, salientou ainda o Pontífice.

Desta forma, concluiu o Papa, a oração gera homens e mulheres inspirados não pelo egoísmo, pelo desejo de possuir, pela sede de poder, mas pela gratuidade, pelo desejo de amar, pela sede de servir, inspirados, isto é, por Deus, e somente assim podem levar a luz à escuridão do mundo.

Após a Catequese, o Papa fez um apelo para que cessem os ataques contra cristãos na Nigéria.

Saudação aos brasileiros

No fim da audiência, o Papa saudou os peregrinos em diversos idiomas e especificamente aos brasileiros disse: “A minha saudação a todos os peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente para os fiéis brasileiros da Arquidiocese de Campinas, a quem encorajo a intensificar a vida de oração para vos tornardes homens e mulheres movidos pelo desejo de amar, fazendo brilhar a luz de Deus na escuridão do mundo. E que Ele vos abençoe!”

terça-feira, 19 de junho de 2012

Livro responde questionamentos sobre a fé católica


Arquivo Canção Nova
Professor Felipe Aquino é o apresentador do Programa Escola da Fé na TV Canção Nova
Questionamentos sobre os dogmas de Nossa Senhora, a veracidade da Eucaristia, a comunhão dos santos ou a veneração de imagens e relíquias são comumente feitos aos católicos por pessoas de outras convicções religiosas e, algumas vezes, nem mesmo os próprios católicos sabem responder.

Todas essas respostas estão contidas num livro que completa neste ano seu 20º aniversário: O Catecismo da Igreja Católica (CIC).

Na instituição do Ano da Fé, que começará no dia 11 de outubro de 2012 e terminará no dia 24 de novembro de 2013, o Papa Bento XVI salientou quão precioso e indispensável é o Catecismo para se chegar a um conhecimento sistemático da fé.

“É precisamente nesta linha que o Ano da Fé deverá exprimir um esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé, que têm no Catecismo da Igreja Católica a sua síntese sistemática e orgânica”, escreve o Papa na Carta em que proclama o Ano da Fé.  

O Santo Padre reforça que o Catecismo oferece uma memória permanente dos inúmeros modos em que a Igreja meditou sobre a fé e progrediu na doutrina para dar certeza aos fiéis de suas convicções.

Para o apresentador do programa Escola da Fé, transmitido pela TV Canção Nova, professor Felipe Aquino, o Catecismo da Igreja Católica deve ser o livro de cabeceira de todo católico. Ele é o texto de referência da doutrina católica.

“São 2865 parágrafos com um resumo de tudo aquilo que a Igreja recebeu por revelação de Deus e aquilo que o Espírito Santo inspirou aos papas, santos e doutores da Igreja: é a nossa fé”, esclarece professor Felipe Aquino.

A obra é dividida em quatro partes:

1- A profissão de fé: no que consiste a Revelação, a teologia dogmática;
2- Os sacramentos da fé: aquilo que é celebrado na Igreja;
3- A vida da fé: explica como agir de forma correta e livre, com ajuda da fé e da graça de Deus, baseado nos desdobramentos dos 10 Mandamentos;
4- Oração na vida da fé: o sentido e a importância da oração na vida dos fiéis. 

O professor explica que o Catecismo pode ser estudado de várias maneiras, individualmente ou em grupo, lendo-o do começo ao fim ou escolhendo uma parte que gera maior dúvida. 

“Por exemplo, se estou interessado em fazer um estudo sobre os sacramentos eu posso ir direto à segunda parte, mesmo que eu não tenha lido a primeira parte e assim por diante. O Catecismo é muito útil para qualquer tipo de preparação”, exemplifica Aquino.


Dogmas de Nossa Senhora

Um dos pontos mais importante contidos nesta obra, segundo o professor, trata dos quatro dogmas sobre Nossa Senhora: Imaculada Conceição, Virgindade Perpétua, Maternidade Divina e Assunção de Nossa Senhora. 

“A Assunção da Virgem Maria é uma participação singular na Ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos”, afirma o Catecismo da Igreja Católica no parágrafo 966. 


Eucaristia: Corpo de Cristo

Os católicos acreditam que Jesus Cristo está presente na Eucaristia de modo único e incomparável, de modo verdadeiro, real e substancial: com seu Corpo e Sangue, Alma e Divindade. 

Isso é a transubstanciação que significa a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo e de toda a substância do vinho na substância do seu Sangue, conforme o parágrafo 1413.

Os dogmas sobre Maria e a veracidade da Eucaristia são apenas dois exemplos. No fim de todas as edições do Catecismo da Igreja Católica há um índice temático que ajuda a encontrar pontos específicos de questionamento. 


Como este livro foi escrito?

Após o Concílio Vaticano II (1962-1965) e numa situação cultural alterada, muitos já não sabiam ao certo no que os católicos realmente acreditavam, o que a Igreja ensinava e se ela, no fundo, podia ensinar algo.

O Papa João Paulo II tomou, então, uma decisão audaz. Decidiu que os bispos de todo mundo deveriam escrever um livro que pudesse apresentar tais respostas.

"Em 1986, confiei a uma Comissão de doze Cardeais e Bispos, presidida pelo senhor Cardeal Joseph Ratzinger, o encargo de preparar um projeto para o Catecismo requerido pelos Padres do Sínodo", escreveu o Papa João Paulo II no prefácio desta obra. 

O agora Papa Bento XVI confessa que na época chegou a duvidar que isso fosse exequível, pois como seria possível que autores espalhados no mundo compusessem juntos um livro legível. O resultado o surpreendeu.

“É um grande livro: um testemunho da unidade na diversidade. De muitas vozes pôde constituir-se um coro comum, porque tínhamos a partitura comum da fé que a Igreja transmitiu desde os apóstolos”, disse o Papa Bento XVI no prefácio do YouCat, o Catecismos da Igreja Católica reescrito numa linguagem para jovens.

Precisamos de uma fé reavivada



Os primeiros cristãos tornaram-se fortes por causa da Eucaristia. Eles se reuniam para celebrá-la, mesmo correndo risco. Enfrentavam o martírio por causa dela, como aconteceu com São Tarcísio.

Precisamos de uma fé reavivada. Devemos crer que na Eucaristia está o Corpo e o Sangue de Jesus Ressuscitado. Está o mesmo Jesus que veio uma primeira vez para realizar a nossa redenção, e que está voltando para consumar a redenção de todos. Estaremos preparados para a segunda vinda do Senhor fortalecendo-nos com Seu Corpo e Sangue.

É essa verdade que proclamamos em cada Santa Missa, logo depois da consagração do pão e do vinho: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!”

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

domingo, 17 de junho de 2012

É dever dos cristãos espalhar boas sementes pelo mundo

Há pessoas com tamanho gosto pelas plantas que se dedicam a recolher, por onde passam, mudas e sementes, para que a vida dada por Deus, na magnífica e variada flora de nossa região, se multiplique por toda parte. Há gente que passa por nossas ruas com carrinhos repletos de madeira, papelão ou ferro velho, para transformar em trocados ou em salário. Os lixões da vida estão repletos de catadores, diante dos quais muitos podem até virar o rosto, mas se esconde ali uma dignidade desconcertante.
 
E quantos são os homens e mulheres, artistas e poetas, quais trovadores do dia ou da noite, que andam catando versos e compondo melodias feitas de rimas incríveis, carregadas do humor ou da angústia do cotidiano. E não são poucas as pessoas que recolhem imagens, para que dos pincéis dos pintores ou das máquinas fotográficas ou filmadoras passem aos corações a moldura da vida, com rostos e mais rostos.
 
A crônica da cidade poderia se enriquecer com tantas outras figuras provocantes ou curiosas, todas participantes do agitado malabarismo do viver, que recolhem pedaços de histórias e de coisas, para compor o grande concerto de nossa aventura humana.
 
Visto do alto, onde se encontra o Senhor, Aquele que está também bem perto de nós, dentro de nós e no meio de nós, o mundo fica até bonito. É que se trata de limpar os olhos para enxergar melhor, para superar o derrotismo dos pessimistas ou a ingenuidade dos que só enxergam a superfície. Há vida pulsando nas veias da humanidade e da terra.
 
Há um plano de amor com que tudo foi feito pelo Deus, que é amor. De fato, “assim diz o Senhor Deus: Eu mesmo pegarei da copa do cedro, do mais alto de seus ramos arrancarei um rebento e o plantarei sobre um alto e escarpado monte. Eu o plantarei no alto monte de Israel. Ele produzirá folhagem, dará frutos e se tornará um majestoso cedro. Debaixo dele pousarão todos os pássaros, à sombra de seus galhos as aves farão ninhos. E todas as árvores do campo saberão que eu sou o Senhor, que abato a árvore alta e exalto a árvore baixa, faço secar a árvore verde e brotar a árvore seca. Eu, o Senhor, falei e farei” (Ez 17,22-24). Deus é "incorrigível" em Sua mania de fazer jardins e pomares! (cf. Gn 1 – 3).
Assista também: "Santidade é fazer a vontade de Deus", com padre José Augusto

A força criadora do amor de Deus faz com que o bem se espalhe e se multiplique. É como “alguém que espalha a semente na terra. Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece” (Mc 4,26-34). Faz parte da vida cristã identificar os sinais da presença de Deus na história humana, olhar ao redor e perceber o bem que se faz, para entender as parábolas da vida que o Senhor continua contando. Em tais novas parábolas, os personagens somos nós mesmos, pois Deus nos chama a sermos sinais de Seu Reino.
 
Entretanto, com muita propriedade, vem à tona o problema do mal. Desde os primórdios, os seres humanos inventaram mil formas para estragar o jardim plantado por Deus. Até a isso se responde com a belíssima parábola do joio e do trigo (cf. Mt 13,24-43). “Como o joio é retirado e queimado no fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: o Filho do Homem enviará seus anjos e eles retirarão do seu Reino toda causa de pecado e os que praticam o mal” (Mt 13,40-41) Enquanto o mundo for mundo, haverá a misteriosa presença do mal. Identificá-lo dentro e fora de nós e oferecer soluções é tarefa permanente.
 
Até para denunciar o mal existente, o melhor remédio é espalhar o bem. Vale a máxima de São Francisco de Sales: "Com uma colherinha de mel se atraem mais moscas do que com um tonel de vinagre". E temos à disposição remédios preciosos: a pregação da conversão, a oração, os sacramentos e o cultivo do “amor mútuo, com todo o ardor, porque o amor cobre uma multidão de pecados” (1 Pd 4,8).
 
Como cristãos, auguramos que as sementes do bem se espalhem, cresçam e frutifiquem, para que a árvore do Reino de Deus abrigue, como aves do céu, gente de todas as raças e nações. Como nada podemos em nossa fraqueza, suplicamos o socorro da graça de Deus para que possamos querer e agir conforme Sua vontade, seguindo os Dez Mandamentos. Não faz mal sonhar alto com um mundo novo!
 
Foto
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA
Dom Alberto Taveira foi Reitor do Seminário Provincial Coração Eucarístico de Jesus em Belo Horizonte. Na Arquidiocese de Belo Horizonte foi ainda vigário Episcopal para a Pastoral e Professor de Liturgia na PUC-MG. Em Brasília, assumiu a coordenação do Vicariato Sul da Arquidiocese, além das diversas atividades de Bispo Auxiliar, entre outras. No dia 30 de dezembro de 2009, foi nomeado Arcebispo da Arquidiocese de Belém - PA.

Jovem de 18 anos é proclamada beatificada na Itália


Diocese de Civita Castellana
Cecília Eusepi morreu aos 18 anos

Na tarde deste domingo, 17, na cidade de Nepi, na Diocese italiana de Civita Castellana, será proclamada beata Cecília Eusepi, que morreu apenas aos 18 anos.

Cecilia Eusepi nasceu na Itália no dia 17 de fevereiro de 1910 e faleceu na cidade de Nepi, no dia 1º de outubro de 1928.
Em setembro de 1915 entrou no Mosteiro cistercienses de Nepi. Depois de sua morte, no dia 1° de junho de 1987 foram reconhecidas suas virtudes cristãs heróicas.

“Esta jovem que aspirava se tornar religiosa missionária foi forçada a abandonar o convento por causa de uma doença, que foi vivida com uma fé inabalável, demonstrando a grande capacidade do sofrimento para a salvação das almas nos últimos dias de sua existência, em profunda união com Cristo crucificados, repetia: ‘é lindo dar-se a Jesus, que se dou completamente por nós’”, destacou o Santo Padre depois da proclamação do Angelus, neste domingo.


Milagre
Uma junta médica aprovou por unanimidade, no dia 1° de outubro de 2009, a cura de Thomas Ricci, ocorrida em 4 de agosto de 1959, depois que ele sofreu uma queda acidental. Sua recuperação milagrosa foi a condição necessária para a continuação da causa de beatificação da Serva de Deus Cecilia Eusepi. 

Aberto processo de beatificação de Dom Couto no interior de SP


Portal dos Dehonianos
Dom José Antônio do Couto foi o quarto bispo de Taubaté, entre 1974 e 1981
Uma Missa celebrada na manhã desta sexta-feira, 15, marcou a abertura do processo de beatificação de Dom José Antônio do Couto na Diocese de Taubaté, interior de São Paulo.

A cerimônia foi realizada na Catedral de São Francisco das Chagas e contou com a presença dos responsáveis pelo processo e pessoas que conviveram com Dom Couto, como era conhecido. Ele foi o quarto bispo diocesano da cidade, entre 1974 e 1981.

Segundo o bispo atual da diocese, Dom Carmo Rhoden, com a abertura do processo, comecará o estudo de toda a vida de Dom Couto, inclusive seus escritos, para verificar se estão de acordo com a doutrina católica. Ele entende que o processo é demorado, mas torce para que não demore tanto assim.

Dom Carmo destacou a simplicidade de Dom Couto, e recordou todo seu empenho e amor à paróquia, a qual ele continuou se dedicando embora estivesse doente. Exemplo disso, foi que mesmo na cadeira de rodas ele prosseguiu atendendo as pessoas, relembrou o bispo.

Antes do término da Missa, os restos mortais de Dom Couto foram depositados embaixo de um altar com a Cruz de Nossa Senhora das Dores e São João Evangelista, no lado esquerdo da Catedral.  Até então, os restos mortais estavam no Convento dos Padres do Sagrado Coração de Jesus.

Dom Couto já é considerado pela Igreja Católica como "Servo de Deus", desde abril deste ano, quando a Congregação para a Causa dos Santos, no Vaticano, reconheceu a legitimidade do processo e autorizou sua abertura. Com esse título, os fiéis podem pedir sua intercessão.

A primeira fase da beatificação é chamada de etapa diocesana, e deve durar aproximadamente dois anos. Em seguida, o processo será encaminhado ao Vaticano para dar início ao próximo passo, onde será necessário haver a comprovação de um milagre atribuído a Dom Couto para que ele seja beatificado. A partir disso, o próximo passo será a canonização, quando o bispo poderá ser reconhecido como santo da Igreja.


Biografia
Dom Couto nasceu em 1º de novembro de 1927, na cidade de Formiga (MG), filho de Joaquim Antônio do Couto e de Rita da Conceição.

No dia 28 de janeiro de 1944, ingressou no Seminário Menor de Lavras (MG), pertencente à Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, onde ficou até 1946. Completou seus estudos no Seminário Sagrado Coração de Jesus de Corupá e de Brusque, ambos em Santa Catarina. Em 1953, foi enviado a Roma para cursar teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana.

Foi ordenado sacerdote em 1º de julho de 1956. Celebrou sua primeira Missa em 2 de julho de 1956, na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma. Licenciou-se em teologia (1957) e teologia moral (1959) pela Academia Afonsiana de Roma, concluindo o doutorado em teologia moral, pela Universidade Urbaniana de Roma (1960).

Voltando para o Brasil no mesmo ano, fixou residência em Taubaté. Como sacerdote exerceu os seguintes cargos: professor de teologia moral e de Direito Canônico, no Instituto Teológico dos Padres do Sagrado Coração de Jesus (Dehonianos); reitor do Convento (1965-1968); Conselheiro na Província (1966-1974); membro da Comissão de Revisão das constituições da mesma Congregação; delegado da Província Brasileira Meridional, no XVI Capítulo Geral (1973); Vigário Paroquial da recém-criada Paróquia Sagrado Coração de Jesus, diretor do curso de teologia para leigos e do curso de diaconato permanente.

Em 5 de junho de 1974, foi nomeado pelo Papa Paulo VI, Bispo Titular de Carini e Coadjutor da Diocese de Taubaté, com a função de ajudar o Bispo Diocesano em todo o governo da diocese e com direito à sucessão.

Dom Couto foi Sagrado Bispo em 18 de agosto de 1974 na Catedral de Taubaté. Em 4 de maio de 1976, aos 78 anos de idade, Dom Francisco Borja apresentou à Santa Sé seu pedido de renúncia, que foi aceito logo em seguida. Em 5 de maio de 1976, Dom José Antônio do Couto, como Bispo Coadjutor, assumiu a Diocese de Taubaté como o quarto Bispo Diocesano.


Episcopado
Como Bispo teve grande preocupação com a realidade pastoral da Diocese e nesse sentido, deu prosseguimento à estruturação e organização pastoral da Igreja de Taubaté apresentando as Diretrizes e Normas Diocesanas de Pastoral e as Diretrizes e Normas para Pastoral Catequética (1978). Durante seu pastoreio realizou as Assembléias Diocesanas da Pastoral da Juventude e elaborou o I e II Plano Anual de Pastoral da Juventude (1977-1978 e 1978-1979) e as Semanas das Famílias (1976 A 1978).

Mesmo após ter sofrido um derrame cerebral, Dom Couto batalhou ativamente para a ereção da Diocese de São José dos Campos através da nomeação da Comissão Preparatória da nova Diocese (1979) cujos trabalhos redundaram na criação da nova Diocese em 30 de janeiro de 1981, pelo Papa João Paulo II através da Carta Apostólica “Qui in Beati Petri”.

Em 28 de dezembro de 1979, foi acometido de um AVC hemorrágico do qual teve graves sequelas, que o levaram a encaminhar à Santa Sé seu pedido de renúncia à função de Bispo Diocesano. Em 7 de agosto de 1981, Dom Carmine Rocco, Núncio Apostólico, comunicou oficialmente a Dom Couto que seu pedido de renúncia havia sido aceito pelo Papa João Paulo II. Para sucedê-lo foi nomeado Dom Antônio Afonso de Miranda, até aquele momento Bispo de Campanha.

A partir de 3 de novembro de 1981, Dom Couto passou a residir no Conventinho dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, na Vila São Geraldo. Depois de 18 anos de enfermidade faleceu no dia 30 de julho de 1997 e foi sepultado no cemitério do Convento do Sagrado Coração de Jesus.

Seu episcopado foi marcado por grande solicitude pastoral, pela santidade no desempenho das funções episcopais, pela humildade e simplicidade.

Fonte: Diocese de Taubaté

quinta-feira, 14 de junho de 2012

É necessário entender o valor da Santa Missa

Na Santa Missa, Jesus vem e nos fecunda com a Sua redenção. As pessoas que apresentamos a Ele, os problemas e as situações que vivemos, tudo isso é assumido por Cristo no Seu sacrifício redentor. Para isso é preciso que nós católicos entendamos o valor da Celebração Eucarística.

O inimigo de Deus tem consciência da importância da Santa Missa, por isso, faz questão de obscurecer o nosso entendimento. Ele trabalha a nossa mente para não darmos a devida importância a ela. Distrai-nos com tudo o que está acontecendo à nossa volta no momento da Celebração Eucarística, como as músicas, os instrumentos e as palmas. Passamos a ficar preocupados com a procissão de entrada e do ofertório, com os que vão fazer as leituras e a coleta. E assim, ocupados e distraídos com tantas coisas, ficamos alheios ao sacrifício da Cruz, a grande realidade invisível naquele momento.

Não podemos nos deixar enganar! Precisamos ter uma liturgia bem preparada, com procissões, leituras, músicas, mas tudo deve estar centrado na renovação do sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, o sacrifício do calvário. Quando descobrirmos o valor da intercessão de Jesus na Santa Missa, encontraremos um grande tesouro. 


Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Que Jesus seja o dono do seu lar

Eu sempre me perguntava: "O que quer dizero Espírito do Senhor repousa sobre mim?Ele está descansando? Está repousando sobre mim?" Eu procurava o significado dessa expressão. Até que descobri que a palavra "repousar" é a mesma usada no primeiro livro da Bíblia, o Gênesis, onde se diz: "O sopro de Deus pairava na superfície das águas" (Gên 1,2c).

Pairar e repousar são equivalentes. No hebraico, é o verbo usado para expressar o que a galinha faz quando abre as asas e repousa em cima dos ovos para chocá-los. Ela sabe "re + pousar" sobre eles, sem que eles se quebrem, até que os pintinhos nasçam.

Saiba: o Espírito Santo está repousando sobre a sua casa, sua família. Também sobre as confusões do seu lar. Quem trouxe confusão para a sua casa não foi Deus, nem foi somente você ou alguém da sua família. Mas o Espírito Santo está aí para transformar tudo. Ele é fiel e poderoso para fazer essa obra! Basta querer e pedir. Ele repousa sobre sua casa e sua família para transformar "o caos" em ordem e beleza.

É preciso pedir a "efusão do Espírito Santo" sobre a nossa casa, uma efusão constante, para que, continuamente, Ele repouse sobre nosso lar e nossa família. Precisamos ser os primeiros intercessores da nossa casa. É preciso consagrar a nossa casa Àqueles que são os seus donos! É certo: você quer que Deus seja o dono de sua casa. Que Jesus governe e ponha ordem em seu lar e que Maria seja a dona de sua casa.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

SANTO ANTÔNIO

Neste dia, celebramos a memória do popular santo – doutor da Igreja – que nasceu em Lisboa, em 1195, e morreu nas vizinhanças da cidade de Pádua, na Itália, em 1231, por isso é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua. O nome de batismo dele era Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo.

Ainda jovem pertenceu à Ordem dos Cônegos Regulares, tanto que pôde estudar Filosofia e Teologia, em Coimbra, até ser ordenado sacerdote. Não encontrou dificuldade nos estudos, porque era de inteligência e memória formidáveis, acompanhadas por grande zelo apostólico e santidade. Aconteceu que em Portugal, onde estava, Antônio conheceu a família dos Franciscanos, que não só o encantou pelo testemunho dos mártires em Marrocos, como também o arrastou para a vida itinerante na santa pobreza, uma vez que também queria testemunhar Jesus com todas as forças.

Ao ir para Marrocos, Antônio ficou tão doente que teve de voltar, mas providencialmente foi ao encontro do "Pobre de Assis", o qual lhe autorizou a ensinar aos frades as ciências que não atrapalhassem os irmãos de viverem o Santo Evangelho. Neste sentido, Santo Antônio não fez muito, pois seu maior destaque foi na vivência e pregação do Evangelho, o que era confirmado por muitos milagres, além de auxiliar no combate à Seita dos Cátaros e Albigenses, os quais isoladamente viviam uma falsa doutrina e pobreza. Santo Antônio serviu sua família franciscana através da ocupação de altos cargos de serviço na Ordem, isto até morrer com 36 anos para esta vida e entrar para a Vida Eterna.

Santo Antônio, rogai por nós!



Conectados vivemos melhor?

Será que é mais cômodo viver apenas no mundo virtual?
Que tal um dia com o celular desligado, sem abrir os e-mails, sem entrar nas Redes Sociais? E quem sabe ainda desligar a TV, o rádio, passar longe do computador e ignorar o tablet?
Para os dias atuais, esse é um desafio quase impossível de se cumprir. O “desconectar” até soa como estar “fora do mundo”, desatualizado. A palavra “conectar” significa ligar, unir – o que, ironicamente, pouco tem acontecido com as pessoas. A linguagem informatizada tomou conta do nosso cotidiano e foi adentrando, pouco a pouco, em nosso vocabulário. No entanto, essa “conexão” está longe de existir; ao menos na vida real.
Hoje podemos nos “conectar” com pessoas que estão do outro lado do mundo, falar e até ver, em tempo real, alguém que está num fuso horário oposto ao nosso. Mas é muito comum passarmos pelas pessoas e nem sequer olharmos em seus olhos. Pouco percebermos as necessidades de quem está ao nosso lado, em nossa casa, em nosso trabalho ou em nosso convívio diário. Quantas vezes nem mesmo cumprimentamos as pessoas ao lado das quais passamos!

Conhecemos todos os novos aplicativos para celulares e não mais conhecemos a pessoa com quem nos casamos, nem os nossos filhos ou nossos irmãos, e nem mesmo nossos pais. Sabemos dos mais diversos lançamentos da era digital e nem percebemos que os nossos relacionamentos estão se dissolvendo, enquanto despendemos demasiado tempo nasRedes Sociais. Passamos o dia entretidos com as multifuncionalidades oferecidas pelo touch screen dos games ou dos tablets, e nem nos lembramos de tocar com delicadeza e amor o rosto de quem amamos. E ainda nos arrogamos o privilégio de nos denominarmos de “a geração conectada”.
Sem dúvida alguma, os avanços tecnológicos trouxeram grandes contribuições para a nossa vida, facilitaram em muito nosso trabalho e nos abriram inúmeras possibilidades. São incontáveis os benefícios que eles geraram. Contudo, o problema está no que fazemos com eles.
Fomos nos tornando escravos da tecnologia. Muitos de nós não conseguimos mais “nos desconectar”; temos a necessidade de estar sempre "on-line". O vício pela conectividade cresceu tanto que, atualmente, já existe clínicas de recuperação para dependentes digitais. Enquanto isso, os “relacionamentos reais” estão definhando. Pessoas sob o mesmo teto estão tornando-se estranhas umas às outras e, em contrapartida, o número de “amigos” nas Redes Sociais chega aos milhares. Tornou-se mais cômodo “conhecer” alguém por intermédio de seu perfil na rede do que gastar tempo com essa pessoa, olhando em seus olhos, tocando em seu ombro e dizendo -lhe: “Conte comigo!”.

Mas como resolver esse problema? É preciso abandonar a vida digital? Não. E isso nem seria possível, uma vez que temos necessidade da tecnologia praticamente para tudo o que fazemos. O segredo está no equilíbrio. Não se pode se desprender totalmente da tecnologia, nem se deixar subjugar por ela. É preciso ter nas mãos o poder da decisão: “Eu escolho me conectar” e “Eu escolho me desconectar!”.
 
Conectados vivemos melhor, sim; mas desde que isso passe pela nossa liberdade de escolha.
 
 
Viviane Eloy
Missionária Canção Nova

“Batismo é muito mais que banho, é morte e vida”, diz Papa


'O Batismo das crianças não é um algo contra a liberdade, é justamente necessário isso, para justificar também o dom da vida', dizze Bento XVI
Na noite desta segunda-feira, 11, o Papa Bento XVI participou da abertura da Conferência Pastoral Eclesial da Diocese de Roma, na Basílica de São João Latrão. O tema deste ano para a Conferência vem do Evangelho de Mateus: “Ide e fazei discípulos, batizando e ensinando. Vamos redescobrir a beleza do Batismo”.  Em seua mensagem, Bento XVI lembrou que o Batismo é mais que uma simples cerimônia, que um banho ou limpeza “é morte e vida, é morte de uma determinada existência e renascimento, ressurreição a uma nova vida. 

Para o Papa, o tema vem trazer uma reflexão para os fiéis sobre a profundidade do Sacramento do Batismo. Ele enfatizou, num primeiro momento, a escolha do termo “em nome do Pai”,que é justamente uma imersão no nome da Trindade, “uma interpenetração do ser de Deus e do nosso ser, um ser imerso no Deus Trino, Pai, Filho e Espírito Santo”, disse.

Bento XVI explicou que quem está no nome de Deus e imerso Nele está vivo, já que Ele não é um Deus dos mortos, mas dos vivos. O Santo Padre disse que daí sucede o ser batizado, em que a pessoa se torna inserida no nome de Deus. “Então, ser batizados quer dizer ser unidos a Deus, em uma única e nova existência pertencemos a Deus, somos imersos no próprio Deus”.

Nesse contexto, o Papa elencou três consequências advindas do batismo. A primeira delas é o fato de que Deus não é mais distante e não se discute mais sobre Sua existência. “Nós estamos em Deus e Deus está em nós. A prioridade, a centralidade de Deus na nossa vida é a primeira consequência do Batismo”.

O segundo aspecto é que ninguém se faz cristão, ou seja, tornar-se cristão não é algo que resulta somente da decisão individual, mas antes é fruto de uma ação de Deus. “Não sou eu que me faço cristão, eu sou objeto de Deus, pego nas mãos por Deus e assim, dizendo “sim” a esta ação de Deus, torno-me cristão”, enfatizou.

E estar nessa comunhão com Deus significa também estar unido aos irmãos e irmãs, o que é a terceira consequência do batismo. “Ser batizados não é nunca um ato solitário “meu”, mas é sempre necessário um ser unido com todos os outros, um ser em unidade e solidariedade com todo o Corpo de Cristo, com toda a comunidade dos seus irmãos e irmãs”.

Rito Sacramental

Depois de explicar a importância do Batismo, Bento XVI deu sequência à sua mensagem explicando o rito deste sacramento, que se compõe basicamente por dois elementos: pela matéria, água, e pela palavra. O Pontífice destacou a importância destes elementos, tendo em vista que o cristianismo não é puramente espiritual, mas uma realidade cósmica.

“E com este elemento material – a água – entra não somente um elemento fundamental do cosmo, uma matéria fundamental criada por Deus, mas também todo o simbolismo das religiões, porque em todas as religiões a água tem algo a dizer”. Bento XVI lembrou ainda que a água simboliza fonte, é a origem de toda a vida. “Cada vida vem também da água, da água que vem de Cristo como verdadeira vida nova que nos acompanha até a eternidade”.

Em relação à palavra, o bispo de Roma ressaltou que, por ela se apresentar em três elementos - renúncia, promessa, invocação - , é importante que seja mais que palavra, que seja um caminho de vida.

O Pontífice enfatizou que hoje conhecemos um tipo de cultura que aparentemente quer mostrar a verdade, mas acaba contando “somente a sensação e o espírito de calúnia e destruição”. Aí está uma renúncia que se faz no batismo. “Contra esta cultura, na qual a mentira se apresenta na veste da verdade e da informação, contra esta cultura que busca somente o bem-estar matéria e nega Deus, dizemos “não”.

Questões para reflexão

Por fim, Bento XVI citou dois questionamentos que costumam vir à tona quando se fala em Batismo: se seria necessário fazer o caminho catecumenal para chegar a um Batismo realmente realizado e se podemos impor à criança a religião que ela quer viver ou não.

O Papa explicou que o Batismo não é uma escolha como outra qualquer. Ele lembrou, por exemplo, que a própria vida é dada sem que ninguém escolha se quer viver ou não.

“Então, o Batismo das crianças não é um algo contra a liberdade, é justamente necessário isso, para justificar também o dom – anteriormente discutido – da vida. Somente a vida que está nas mãos de Deus, nas mãos de Cristo, imersa no nome do Deus Trinitário, é certamente um bem que se pode dar sem escrúpulos. E assim, somos gratos a Deus que nos deu este dom, que nos doou nós mesmos”, enfatizou o Pontífice. 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Como você tem feito suas escolhas?

Condição humana


Na descrição bíblica do paraíso, havia ali a árvore do bem e do mal. Diante dela, o homem e a mulher deveriam fazer sua opção e escolha de vida. Era um ato de obediência ou não, uma escolha que teria grandes consequências. Aí estava em jogo o destino de toda a humanidade e, também, até a perda do paraíso.
Nesse cenário bíblico encontramos inspirações profundas para nossas realizações de hoje. Às vezes descartamos a esperança diante de opções que matam a vida. Podemos até perder o sentidodo novo paraíso, a vida em Deus. Isto acontece quando desconhecemos o sentido do sagrado e da dignidade da pessoa humana.

Assista: "Assumindo a minha impotência", com o saudoso padre Léo 

A força do mal leva consigo falsas promessas. É como o poder dominador, que faz parceria com quem age da mesma forma e não dá valor às iniciativas dos outros. Cai por terra a prática da fraternidade e a convivência entre os irmãos. As consequências de tudo isso é o endeusamento do individualismo, fato tão proclamado pela nova cultura.
A condição humana está ligada à liberdade e à capacidade de escolha. Tem como segurança a esperança, que deve sempre ser alimentada e concretizada em Jesus Cristo. Supõe firme convicção de fé na ressurreição e na vida eterna. A morada terrestre, que será destruída, transformar-se-á em uma morada eterna em Deus.
A vida é sempre marcada por um paraíso perdido, passageiro, e pelo mal que nos leva a perdê-lo. Isto é fruto da tendência que todos temos para o mal, para atos de injustiça e por atitudes muitas vezes desumanas. Assim ficamos perdidos na busca do bem e de uma condição humana que nos torna realizados. A dignidade é fonte de humanização e divinização.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba - MG

JMJ Rio será apresentada no 50º Congresso Eucarístico Internacional



Arquivo pessoal
Padre Leandro Lenin irá representar a JMJ Rio 2013 no 50º Congresso Eucarístico Internacional
A Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontecerá no Rio de Janeiro em julho de 2013, será apresentada no 50º Congresso Eucarístico Internacional, cujo início foi nesse domingo, 10, em Dublin, na Irlanda.

A partir desta terça-feira, um Stand da JMJ será exposto no Hall principal do congresso para mostrar vídeos, tirar dúvidas, dar orientações sobre o evento, distribuir panfletos e cartazes para que a juventude conheça e ajude a divulgar a jornada, explicou o representante da Comissão Organizadora Local (COL) da JMJ, padre Leandro Lenin Tavares.

O sacerdote, que é diretor do setor de Preparação Pastoral da JMJ, destaca que a celebração dos 50 anos do Congresso Eucarístico Internacional será um momento muito importante para a Igreja na Irlanda e será uma oportunidade de inserir a jornada mundial em um evento muito grande da Igreja, onde são esperadas pessoas de toda a Europa, principalmente jovens.

"No congresso teremos a possibilidade de mostrar que a inspiração que nos leva a seguir Jesus mais de perto, é a mesma inspiração que quer trazer os jovens ao Rio de Janeiro em 2013. Participando desse encontro na Irlanda, nós queremos dar continuidade a esse trabalho, convidando todos os jovens a vir ao Rio de janeiro", explicou.

Padre Leandro conta que viaja sozinho para o congresso, mas terá ajuda de dois irlandeses no Stand. Eles se inscreveram para o trabalho de voluntariado na JMJ e se dispuseram a ajudá-lo no evento, que termina no próximo domingo, 17.

Para o sacerdote, a Igreja na Irlanda será muito beneficiada por acolher esse congresso, assim como os participantes. "Sediar os 50 anos de um congresso tão importante dá a eles [católicos irlandeses] um novo ânimo e uma nova perspectiva para o futuro. Sendo um congresso internacional, os irmãos católicos do mundo inteiro se unem a eles, o que dá ainda mais força. E presenciar e testemunhar esse momento lá será muto bonito e edificante nao só para mim, mas creio que estando lá a gente pode dar nossa parcela de contribuição e apoio à Igreja Irlandesa, que tem muito para contribuir com seus fiéis", destacou. 

A sua família é um lugar santo!

Os cristãos na Europa se uniram em Cruzadas. Pela Cruz, eles se reuniram e foram corajosamente aos lugares da Terra Santa para reconquistar para Deus e para a Igreja os lugares santos. Esse foi o verdadeiro sentido das Cruzadas.


Hoje é preciso que cada família faça uma “Cruzada” para reconquistar para Deus esse lugar santo que é o nosso lar. A sua família é um lugar santo! Tão santo como o lugar onde Jesus nasceu, morreu, celebrou a Eucaristia, derramou o Espírito Santo, subiu aos céus. É preciso retomar para Deus o que é de Deus. A sua casa é de Deus.


Nossa casa é um santuário, é o lugar onde o Todo-poderoso quer que a nossa família se santifique. Assim como o templo é santo, nossa casa é santa. Nossa família é e precisa ser canteiro de santidade. Nossa família é como um ninho. Precisamos de um ninho quente, cheio de amor, de afeto, de perdão.


Deus o abençoe!


Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 7 de junho de 2012

"Não existe futuro para a humanidade sem a família", diz Papa


Montagem sobre fotos / Reuters
Bento XVI saúda os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro
A família, o trabalho e a festa. Este foi o tema do VII Encontro Mundial das Famílias em Milão, assunto que foi retomado na catequese de Bento XVI nesta quarta-feira, 6, na Praça São Pedro, no Vaticano. O Papa enfatizou que, sem a família, não existe futuro para a humanidade.

Referindo-se ao Encontro, que terminou no último domingo, 3, em Milão, o Pontífice agradeceu a Deus por ter tido a oportunidade de viver este momento, em que encontrou pessoas com disponibilidade a acolher e testemunhar o “Evangelho da Família”.

“Não existe futuro para a humanidade sem a família; em particular os jovens, para aprender os valores que dão sentido à existência, precisam nascer e crescer naquela comunidade de vida e amor que Deus mesmo desejou para o homem e para a mulher”, disse.

Bento XVI lembrou que esta foi sua primeira visita a Milão, podendo conhecer de perto a população ambrosiana, e disse que jamais esquecerá o abraço caloroso da multidão que o recebeu. “Neste primeiro encontro com a cidade, quis, antes de tudo, falar ao coração dos fiéis ambrosianos, exortá-los a viver a fé em sua experiência pessoal e comunitária, privada e pública, assim favorecer um autêntico “bem-estar”, a partir da família, redescobrindo-a como principal patrimônio da humanidade”.

O Papa recordou ainda outro momento que viveu em Milão: o concerto no Teatro alla Scala. Ele disse que, ao fim do evento, ele quis se referir à família do terceiro milênio, para fazê-la lembrar a importância que ela tem na sociedade.

“É em família que se experimenta, pela primeira vez, como a pessoa humana não foi criada para viver fechada em si mesma, mas em relacionamento com os outros; e é em família que se começa a acender no coração a luz da paz para que ilumine este nosso mundo”, lembrou o Papa.

Família, o trabalho e a festa
 
Ao longo de todo o encontro, o Pontífice foi muito indagado pelas famílias sobre questões de suas experiências. Ele contou que conheceu testemunhos comoventes de casais e filhos sobre temas pertencentes à realidade atual, como disseminação de separações e divórcios e dificuldade em conciliar o tempo de trabalho com aquele da famílias.

“Aqui, gostaria de recordar aquilo que afirmei em defesa do tempo da família, começando por uma certa “prepotência” nos empenhos dos trabalho: o domingo é o dia do Senhor e do homem, um dia no qual todos devem poder estar livres, livres para a família e livre para Deus. Defendendo o domingo, defendemos a liberdade do homem!”, destacou.

Finalizando a catequese, Bento XVI agradeceu a todos que colaboraram com o VII Encontro Mundial das Famílias, em Milão, e lembrou a importância da “tríade”: família: o trabalho e a festa.  “São três dons de Deus, três dimensões da nossa existência que devem encontrar um equilíbrio harmonioso para construir a sociedade com um rosto humano”. 

Papa destaca valor da Adoração Eucarística



Arquivo / Paula Dizaró - CN Roma
Após a Missa, o Papa percorreu as ruas de Roma com o Santíssimo Sacramento em procissão até a Basílica de Santa Maria Maior
O Papa Bento XVI presidiu a Missa da Solenidade de Corpus Christi nesta quinta-feira, 7, na Basílica de São João de Latrão, em Roma. Milhares de fiéis participaram da Celebração e da procissão até a Basílica de Santa Maria Maior, logo após a Missa.

Na homilia, o Papa destacou que é importante manter vivo “o sentido da presença constante de Jesus no meio de nós e conosco, uma presença concreta, próxima, entre as nossas casas, como 'Coração pulsante' da cidade"

O Santo Padre explicou dois aspectos do Mistério Eucarístico, ligados entre si: o culto da Eucaristia e sua sacralidade. Sobre o valor do culto eucarístico, o Papa deteve-se sobre o sentido e importância da adoração ao Santíssimo Sacramento.

Uma interpretação parcial do Concíclio Vaticano II restringiu a Eucaristia ao momento celebrativo, da Santa Missa. Segundo Bento XVI, foi "muito importante reconhecer a centralidade da celebração, em que o Senhor convoca o seu povo e o reúne em torno da dúplice Ceia da Palavra e do Pão da vida, o nutre e o une a Si na oferta do Sacrifício". Porém, embora essa valorização da assembleia litúrgica seja válida, ela deve ser reinserida no justo equilíbrio.

O destaque dado à Santa Missa acabou sacrificando o valor da Adoração Eucarística, como ato de fé e oração dirigido ao Senhor Jesus presente na Eucaristia. "De fato, concentrando toda a relação com Jesus Eucaristia somente no momento da Santa Missa, corre-se o risco de esvaziar de Sua presença o restante do tempo e do espaço existenciais".

O Papa ressaltou que é errado contrapor a celebração e a adoração, como se estivessem em concorrência uma com a outra. O que acontece é precisamente o contrário. "O culto do Santíssimo Sacramento constitui o 'ambiente' espiritual dentro do qual a comunidade pode celebrar bem e em verdade a Eucaristia. Somente se for precedida, acompanhada e seguida por essa atitude interior de fé e de adoração, a ação litúrgica poderá expressar seu pleno significado e valor", explicou.

Bento XVI enfatizou: "O encontro com Jesus na Santa Missa se realiza realmente e plenamente quando a comunidade é capaz de reconhecer que Ele, no Sacramento, habita a sua casa, nos aguarda, nos convida à sua ceia e, a seguir, depois que a assembleia se desfaz, permanece conosco, com a sua presença discreta e silenciosa, e nos acompanha com a sua intercessão, continuando a recolher os nossos sacrifícios espirituais e a oferecê-los ao Pai".

O Santo Padre insistiu que não se podem separar comunhão e contemplação. "Para comunicar realmente com outra pessoa devo conhecê-la, saber estar em silêncio ao seu lado, ouvi-la, olhá-la com amor. O verdadeiro amor e a verdadeira amizade vivem sempre desta reciprocidade de olhares, de silêncios intensos, eloquentes, repletos de respeito e de veneração, de modo que o encontro seja vivido profundamente, de modo pessoal e não superficial".

Sobre a sacralidade da Eucaristia, o Papa explicou que o centro do culto cristão não está nos ritos e sacrifícios antigos, mas sim no próprio Cristo, no seu mistério pascal. "Desta novidade fundamental não se deve concluir que o sagrado não existe mais, mas que encontrou sua realização em Jesus Cristo, Amor divino encarnado", disse.

Jesus não aboliu o sagrado, ressaltou Bento XVI, Ele o levou ao cumprimento, inaugurando um novo culto, plenamente espiritual. Em todo o caso, "enquanto vivemos no tempo, precisamos de sinais e ritos, que desaparecerão somento no fim, na Jerusalém Celeste".

Por fim, o Papa sublinhou que "o sagrado possui uma função educativa, e seu desaparecimento inevitavelmente empobrecerá a cultura, de modo particular a formação das novas gerações"