domingo, 17 de junho de 2012

É dever dos cristãos espalhar boas sementes pelo mundo

Há pessoas com tamanho gosto pelas plantas que se dedicam a recolher, por onde passam, mudas e sementes, para que a vida dada por Deus, na magnífica e variada flora de nossa região, se multiplique por toda parte. Há gente que passa por nossas ruas com carrinhos repletos de madeira, papelão ou ferro velho, para transformar em trocados ou em salário. Os lixões da vida estão repletos de catadores, diante dos quais muitos podem até virar o rosto, mas se esconde ali uma dignidade desconcertante.
 
E quantos são os homens e mulheres, artistas e poetas, quais trovadores do dia ou da noite, que andam catando versos e compondo melodias feitas de rimas incríveis, carregadas do humor ou da angústia do cotidiano. E não são poucas as pessoas que recolhem imagens, para que dos pincéis dos pintores ou das máquinas fotográficas ou filmadoras passem aos corações a moldura da vida, com rostos e mais rostos.
 
A crônica da cidade poderia se enriquecer com tantas outras figuras provocantes ou curiosas, todas participantes do agitado malabarismo do viver, que recolhem pedaços de histórias e de coisas, para compor o grande concerto de nossa aventura humana.
 
Visto do alto, onde se encontra o Senhor, Aquele que está também bem perto de nós, dentro de nós e no meio de nós, o mundo fica até bonito. É que se trata de limpar os olhos para enxergar melhor, para superar o derrotismo dos pessimistas ou a ingenuidade dos que só enxergam a superfície. Há vida pulsando nas veias da humanidade e da terra.
 
Há um plano de amor com que tudo foi feito pelo Deus, que é amor. De fato, “assim diz o Senhor Deus: Eu mesmo pegarei da copa do cedro, do mais alto de seus ramos arrancarei um rebento e o plantarei sobre um alto e escarpado monte. Eu o plantarei no alto monte de Israel. Ele produzirá folhagem, dará frutos e se tornará um majestoso cedro. Debaixo dele pousarão todos os pássaros, à sombra de seus galhos as aves farão ninhos. E todas as árvores do campo saberão que eu sou o Senhor, que abato a árvore alta e exalto a árvore baixa, faço secar a árvore verde e brotar a árvore seca. Eu, o Senhor, falei e farei” (Ez 17,22-24). Deus é "incorrigível" em Sua mania de fazer jardins e pomares! (cf. Gn 1 – 3).
Assista também: "Santidade é fazer a vontade de Deus", com padre José Augusto

A força criadora do amor de Deus faz com que o bem se espalhe e se multiplique. É como “alguém que espalha a semente na terra. Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece” (Mc 4,26-34). Faz parte da vida cristã identificar os sinais da presença de Deus na história humana, olhar ao redor e perceber o bem que se faz, para entender as parábolas da vida que o Senhor continua contando. Em tais novas parábolas, os personagens somos nós mesmos, pois Deus nos chama a sermos sinais de Seu Reino.
 
Entretanto, com muita propriedade, vem à tona o problema do mal. Desde os primórdios, os seres humanos inventaram mil formas para estragar o jardim plantado por Deus. Até a isso se responde com a belíssima parábola do joio e do trigo (cf. Mt 13,24-43). “Como o joio é retirado e queimado no fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: o Filho do Homem enviará seus anjos e eles retirarão do seu Reino toda causa de pecado e os que praticam o mal” (Mt 13,40-41) Enquanto o mundo for mundo, haverá a misteriosa presença do mal. Identificá-lo dentro e fora de nós e oferecer soluções é tarefa permanente.
 
Até para denunciar o mal existente, o melhor remédio é espalhar o bem. Vale a máxima de São Francisco de Sales: "Com uma colherinha de mel se atraem mais moscas do que com um tonel de vinagre". E temos à disposição remédios preciosos: a pregação da conversão, a oração, os sacramentos e o cultivo do “amor mútuo, com todo o ardor, porque o amor cobre uma multidão de pecados” (1 Pd 4,8).
 
Como cristãos, auguramos que as sementes do bem se espalhem, cresçam e frutifiquem, para que a árvore do Reino de Deus abrigue, como aves do céu, gente de todas as raças e nações. Como nada podemos em nossa fraqueza, suplicamos o socorro da graça de Deus para que possamos querer e agir conforme Sua vontade, seguindo os Dez Mandamentos. Não faz mal sonhar alto com um mundo novo!
 
Foto
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA
Dom Alberto Taveira foi Reitor do Seminário Provincial Coração Eucarístico de Jesus em Belo Horizonte. Na Arquidiocese de Belo Horizonte foi ainda vigário Episcopal para a Pastoral e Professor de Liturgia na PUC-MG. Em Brasília, assumiu a coordenação do Vicariato Sul da Arquidiocese, além das diversas atividades de Bispo Auxiliar, entre outras. No dia 30 de dezembro de 2009, foi nomeado Arcebispo da Arquidiocese de Belém - PA.

Jovem de 18 anos é proclamada beatificada na Itália


Diocese de Civita Castellana
Cecília Eusepi morreu aos 18 anos

Na tarde deste domingo, 17, na cidade de Nepi, na Diocese italiana de Civita Castellana, será proclamada beata Cecília Eusepi, que morreu apenas aos 18 anos.

Cecilia Eusepi nasceu na Itália no dia 17 de fevereiro de 1910 e faleceu na cidade de Nepi, no dia 1º de outubro de 1928.
Em setembro de 1915 entrou no Mosteiro cistercienses de Nepi. Depois de sua morte, no dia 1° de junho de 1987 foram reconhecidas suas virtudes cristãs heróicas.

“Esta jovem que aspirava se tornar religiosa missionária foi forçada a abandonar o convento por causa de uma doença, que foi vivida com uma fé inabalável, demonstrando a grande capacidade do sofrimento para a salvação das almas nos últimos dias de sua existência, em profunda união com Cristo crucificados, repetia: ‘é lindo dar-se a Jesus, que se dou completamente por nós’”, destacou o Santo Padre depois da proclamação do Angelus, neste domingo.


Milagre
Uma junta médica aprovou por unanimidade, no dia 1° de outubro de 2009, a cura de Thomas Ricci, ocorrida em 4 de agosto de 1959, depois que ele sofreu uma queda acidental. Sua recuperação milagrosa foi a condição necessária para a continuação da causa de beatificação da Serva de Deus Cecilia Eusepi. 

Aberto processo de beatificação de Dom Couto no interior de SP


Portal dos Dehonianos
Dom José Antônio do Couto foi o quarto bispo de Taubaté, entre 1974 e 1981
Uma Missa celebrada na manhã desta sexta-feira, 15, marcou a abertura do processo de beatificação de Dom José Antônio do Couto na Diocese de Taubaté, interior de São Paulo.

A cerimônia foi realizada na Catedral de São Francisco das Chagas e contou com a presença dos responsáveis pelo processo e pessoas que conviveram com Dom Couto, como era conhecido. Ele foi o quarto bispo diocesano da cidade, entre 1974 e 1981.

Segundo o bispo atual da diocese, Dom Carmo Rhoden, com a abertura do processo, comecará o estudo de toda a vida de Dom Couto, inclusive seus escritos, para verificar se estão de acordo com a doutrina católica. Ele entende que o processo é demorado, mas torce para que não demore tanto assim.

Dom Carmo destacou a simplicidade de Dom Couto, e recordou todo seu empenho e amor à paróquia, a qual ele continuou se dedicando embora estivesse doente. Exemplo disso, foi que mesmo na cadeira de rodas ele prosseguiu atendendo as pessoas, relembrou o bispo.

Antes do término da Missa, os restos mortais de Dom Couto foram depositados embaixo de um altar com a Cruz de Nossa Senhora das Dores e São João Evangelista, no lado esquerdo da Catedral.  Até então, os restos mortais estavam no Convento dos Padres do Sagrado Coração de Jesus.

Dom Couto já é considerado pela Igreja Católica como "Servo de Deus", desde abril deste ano, quando a Congregação para a Causa dos Santos, no Vaticano, reconheceu a legitimidade do processo e autorizou sua abertura. Com esse título, os fiéis podem pedir sua intercessão.

A primeira fase da beatificação é chamada de etapa diocesana, e deve durar aproximadamente dois anos. Em seguida, o processo será encaminhado ao Vaticano para dar início ao próximo passo, onde será necessário haver a comprovação de um milagre atribuído a Dom Couto para que ele seja beatificado. A partir disso, o próximo passo será a canonização, quando o bispo poderá ser reconhecido como santo da Igreja.


Biografia
Dom Couto nasceu em 1º de novembro de 1927, na cidade de Formiga (MG), filho de Joaquim Antônio do Couto e de Rita da Conceição.

No dia 28 de janeiro de 1944, ingressou no Seminário Menor de Lavras (MG), pertencente à Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, onde ficou até 1946. Completou seus estudos no Seminário Sagrado Coração de Jesus de Corupá e de Brusque, ambos em Santa Catarina. Em 1953, foi enviado a Roma para cursar teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana.

Foi ordenado sacerdote em 1º de julho de 1956. Celebrou sua primeira Missa em 2 de julho de 1956, na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma. Licenciou-se em teologia (1957) e teologia moral (1959) pela Academia Afonsiana de Roma, concluindo o doutorado em teologia moral, pela Universidade Urbaniana de Roma (1960).

Voltando para o Brasil no mesmo ano, fixou residência em Taubaté. Como sacerdote exerceu os seguintes cargos: professor de teologia moral e de Direito Canônico, no Instituto Teológico dos Padres do Sagrado Coração de Jesus (Dehonianos); reitor do Convento (1965-1968); Conselheiro na Província (1966-1974); membro da Comissão de Revisão das constituições da mesma Congregação; delegado da Província Brasileira Meridional, no XVI Capítulo Geral (1973); Vigário Paroquial da recém-criada Paróquia Sagrado Coração de Jesus, diretor do curso de teologia para leigos e do curso de diaconato permanente.

Em 5 de junho de 1974, foi nomeado pelo Papa Paulo VI, Bispo Titular de Carini e Coadjutor da Diocese de Taubaté, com a função de ajudar o Bispo Diocesano em todo o governo da diocese e com direito à sucessão.

Dom Couto foi Sagrado Bispo em 18 de agosto de 1974 na Catedral de Taubaté. Em 4 de maio de 1976, aos 78 anos de idade, Dom Francisco Borja apresentou à Santa Sé seu pedido de renúncia, que foi aceito logo em seguida. Em 5 de maio de 1976, Dom José Antônio do Couto, como Bispo Coadjutor, assumiu a Diocese de Taubaté como o quarto Bispo Diocesano.


Episcopado
Como Bispo teve grande preocupação com a realidade pastoral da Diocese e nesse sentido, deu prosseguimento à estruturação e organização pastoral da Igreja de Taubaté apresentando as Diretrizes e Normas Diocesanas de Pastoral e as Diretrizes e Normas para Pastoral Catequética (1978). Durante seu pastoreio realizou as Assembléias Diocesanas da Pastoral da Juventude e elaborou o I e II Plano Anual de Pastoral da Juventude (1977-1978 e 1978-1979) e as Semanas das Famílias (1976 A 1978).

Mesmo após ter sofrido um derrame cerebral, Dom Couto batalhou ativamente para a ereção da Diocese de São José dos Campos através da nomeação da Comissão Preparatória da nova Diocese (1979) cujos trabalhos redundaram na criação da nova Diocese em 30 de janeiro de 1981, pelo Papa João Paulo II através da Carta Apostólica “Qui in Beati Petri”.

Em 28 de dezembro de 1979, foi acometido de um AVC hemorrágico do qual teve graves sequelas, que o levaram a encaminhar à Santa Sé seu pedido de renúncia à função de Bispo Diocesano. Em 7 de agosto de 1981, Dom Carmine Rocco, Núncio Apostólico, comunicou oficialmente a Dom Couto que seu pedido de renúncia havia sido aceito pelo Papa João Paulo II. Para sucedê-lo foi nomeado Dom Antônio Afonso de Miranda, até aquele momento Bispo de Campanha.

A partir de 3 de novembro de 1981, Dom Couto passou a residir no Conventinho dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, na Vila São Geraldo. Depois de 18 anos de enfermidade faleceu no dia 30 de julho de 1997 e foi sepultado no cemitério do Convento do Sagrado Coração de Jesus.

Seu episcopado foi marcado por grande solicitude pastoral, pela santidade no desempenho das funções episcopais, pela humildade e simplicidade.

Fonte: Diocese de Taubaté

quinta-feira, 14 de junho de 2012

É necessário entender o valor da Santa Missa

Na Santa Missa, Jesus vem e nos fecunda com a Sua redenção. As pessoas que apresentamos a Ele, os problemas e as situações que vivemos, tudo isso é assumido por Cristo no Seu sacrifício redentor. Para isso é preciso que nós católicos entendamos o valor da Celebração Eucarística.

O inimigo de Deus tem consciência da importância da Santa Missa, por isso, faz questão de obscurecer o nosso entendimento. Ele trabalha a nossa mente para não darmos a devida importância a ela. Distrai-nos com tudo o que está acontecendo à nossa volta no momento da Celebração Eucarística, como as músicas, os instrumentos e as palmas. Passamos a ficar preocupados com a procissão de entrada e do ofertório, com os que vão fazer as leituras e a coleta. E assim, ocupados e distraídos com tantas coisas, ficamos alheios ao sacrifício da Cruz, a grande realidade invisível naquele momento.

Não podemos nos deixar enganar! Precisamos ter uma liturgia bem preparada, com procissões, leituras, músicas, mas tudo deve estar centrado na renovação do sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, o sacrifício do calvário. Quando descobrirmos o valor da intercessão de Jesus na Santa Missa, encontraremos um grande tesouro. 


Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Que Jesus seja o dono do seu lar

Eu sempre me perguntava: "O que quer dizero Espírito do Senhor repousa sobre mim?Ele está descansando? Está repousando sobre mim?" Eu procurava o significado dessa expressão. Até que descobri que a palavra "repousar" é a mesma usada no primeiro livro da Bíblia, o Gênesis, onde se diz: "O sopro de Deus pairava na superfície das águas" (Gên 1,2c).

Pairar e repousar são equivalentes. No hebraico, é o verbo usado para expressar o que a galinha faz quando abre as asas e repousa em cima dos ovos para chocá-los. Ela sabe "re + pousar" sobre eles, sem que eles se quebrem, até que os pintinhos nasçam.

Saiba: o Espírito Santo está repousando sobre a sua casa, sua família. Também sobre as confusões do seu lar. Quem trouxe confusão para a sua casa não foi Deus, nem foi somente você ou alguém da sua família. Mas o Espírito Santo está aí para transformar tudo. Ele é fiel e poderoso para fazer essa obra! Basta querer e pedir. Ele repousa sobre sua casa e sua família para transformar "o caos" em ordem e beleza.

É preciso pedir a "efusão do Espírito Santo" sobre a nossa casa, uma efusão constante, para que, continuamente, Ele repouse sobre nosso lar e nossa família. Precisamos ser os primeiros intercessores da nossa casa. É preciso consagrar a nossa casa Àqueles que são os seus donos! É certo: você quer que Deus seja o dono de sua casa. Que Jesus governe e ponha ordem em seu lar e que Maria seja a dona de sua casa.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

SANTO ANTÔNIO

Neste dia, celebramos a memória do popular santo – doutor da Igreja – que nasceu em Lisboa, em 1195, e morreu nas vizinhanças da cidade de Pádua, na Itália, em 1231, por isso é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua. O nome de batismo dele era Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo.

Ainda jovem pertenceu à Ordem dos Cônegos Regulares, tanto que pôde estudar Filosofia e Teologia, em Coimbra, até ser ordenado sacerdote. Não encontrou dificuldade nos estudos, porque era de inteligência e memória formidáveis, acompanhadas por grande zelo apostólico e santidade. Aconteceu que em Portugal, onde estava, Antônio conheceu a família dos Franciscanos, que não só o encantou pelo testemunho dos mártires em Marrocos, como também o arrastou para a vida itinerante na santa pobreza, uma vez que também queria testemunhar Jesus com todas as forças.

Ao ir para Marrocos, Antônio ficou tão doente que teve de voltar, mas providencialmente foi ao encontro do "Pobre de Assis", o qual lhe autorizou a ensinar aos frades as ciências que não atrapalhassem os irmãos de viverem o Santo Evangelho. Neste sentido, Santo Antônio não fez muito, pois seu maior destaque foi na vivência e pregação do Evangelho, o que era confirmado por muitos milagres, além de auxiliar no combate à Seita dos Cátaros e Albigenses, os quais isoladamente viviam uma falsa doutrina e pobreza. Santo Antônio serviu sua família franciscana através da ocupação de altos cargos de serviço na Ordem, isto até morrer com 36 anos para esta vida e entrar para a Vida Eterna.

Santo Antônio, rogai por nós!



Conectados vivemos melhor?

Será que é mais cômodo viver apenas no mundo virtual?
Que tal um dia com o celular desligado, sem abrir os e-mails, sem entrar nas Redes Sociais? E quem sabe ainda desligar a TV, o rádio, passar longe do computador e ignorar o tablet?
Para os dias atuais, esse é um desafio quase impossível de se cumprir. O “desconectar” até soa como estar “fora do mundo”, desatualizado. A palavra “conectar” significa ligar, unir – o que, ironicamente, pouco tem acontecido com as pessoas. A linguagem informatizada tomou conta do nosso cotidiano e foi adentrando, pouco a pouco, em nosso vocabulário. No entanto, essa “conexão” está longe de existir; ao menos na vida real.
Hoje podemos nos “conectar” com pessoas que estão do outro lado do mundo, falar e até ver, em tempo real, alguém que está num fuso horário oposto ao nosso. Mas é muito comum passarmos pelas pessoas e nem sequer olharmos em seus olhos. Pouco percebermos as necessidades de quem está ao nosso lado, em nossa casa, em nosso trabalho ou em nosso convívio diário. Quantas vezes nem mesmo cumprimentamos as pessoas ao lado das quais passamos!

Conhecemos todos os novos aplicativos para celulares e não mais conhecemos a pessoa com quem nos casamos, nem os nossos filhos ou nossos irmãos, e nem mesmo nossos pais. Sabemos dos mais diversos lançamentos da era digital e nem percebemos que os nossos relacionamentos estão se dissolvendo, enquanto despendemos demasiado tempo nasRedes Sociais. Passamos o dia entretidos com as multifuncionalidades oferecidas pelo touch screen dos games ou dos tablets, e nem nos lembramos de tocar com delicadeza e amor o rosto de quem amamos. E ainda nos arrogamos o privilégio de nos denominarmos de “a geração conectada”.
Sem dúvida alguma, os avanços tecnológicos trouxeram grandes contribuições para a nossa vida, facilitaram em muito nosso trabalho e nos abriram inúmeras possibilidades. São incontáveis os benefícios que eles geraram. Contudo, o problema está no que fazemos com eles.
Fomos nos tornando escravos da tecnologia. Muitos de nós não conseguimos mais “nos desconectar”; temos a necessidade de estar sempre "on-line". O vício pela conectividade cresceu tanto que, atualmente, já existe clínicas de recuperação para dependentes digitais. Enquanto isso, os “relacionamentos reais” estão definhando. Pessoas sob o mesmo teto estão tornando-se estranhas umas às outras e, em contrapartida, o número de “amigos” nas Redes Sociais chega aos milhares. Tornou-se mais cômodo “conhecer” alguém por intermédio de seu perfil na rede do que gastar tempo com essa pessoa, olhando em seus olhos, tocando em seu ombro e dizendo -lhe: “Conte comigo!”.

Mas como resolver esse problema? É preciso abandonar a vida digital? Não. E isso nem seria possível, uma vez que temos necessidade da tecnologia praticamente para tudo o que fazemos. O segredo está no equilíbrio. Não se pode se desprender totalmente da tecnologia, nem se deixar subjugar por ela. É preciso ter nas mãos o poder da decisão: “Eu escolho me conectar” e “Eu escolho me desconectar!”.
 
Conectados vivemos melhor, sim; mas desde que isso passe pela nossa liberdade de escolha.
 
 
Viviane Eloy
Missionária Canção Nova

“Batismo é muito mais que banho, é morte e vida”, diz Papa


'O Batismo das crianças não é um algo contra a liberdade, é justamente necessário isso, para justificar também o dom da vida', dizze Bento XVI
Na noite desta segunda-feira, 11, o Papa Bento XVI participou da abertura da Conferência Pastoral Eclesial da Diocese de Roma, na Basílica de São João Latrão. O tema deste ano para a Conferência vem do Evangelho de Mateus: “Ide e fazei discípulos, batizando e ensinando. Vamos redescobrir a beleza do Batismo”.  Em seua mensagem, Bento XVI lembrou que o Batismo é mais que uma simples cerimônia, que um banho ou limpeza “é morte e vida, é morte de uma determinada existência e renascimento, ressurreição a uma nova vida. 

Para o Papa, o tema vem trazer uma reflexão para os fiéis sobre a profundidade do Sacramento do Batismo. Ele enfatizou, num primeiro momento, a escolha do termo “em nome do Pai”,que é justamente uma imersão no nome da Trindade, “uma interpenetração do ser de Deus e do nosso ser, um ser imerso no Deus Trino, Pai, Filho e Espírito Santo”, disse.

Bento XVI explicou que quem está no nome de Deus e imerso Nele está vivo, já que Ele não é um Deus dos mortos, mas dos vivos. O Santo Padre disse que daí sucede o ser batizado, em que a pessoa se torna inserida no nome de Deus. “Então, ser batizados quer dizer ser unidos a Deus, em uma única e nova existência pertencemos a Deus, somos imersos no próprio Deus”.

Nesse contexto, o Papa elencou três consequências advindas do batismo. A primeira delas é o fato de que Deus não é mais distante e não se discute mais sobre Sua existência. “Nós estamos em Deus e Deus está em nós. A prioridade, a centralidade de Deus na nossa vida é a primeira consequência do Batismo”.

O segundo aspecto é que ninguém se faz cristão, ou seja, tornar-se cristão não é algo que resulta somente da decisão individual, mas antes é fruto de uma ação de Deus. “Não sou eu que me faço cristão, eu sou objeto de Deus, pego nas mãos por Deus e assim, dizendo “sim” a esta ação de Deus, torno-me cristão”, enfatizou.

E estar nessa comunhão com Deus significa também estar unido aos irmãos e irmãs, o que é a terceira consequência do batismo. “Ser batizados não é nunca um ato solitário “meu”, mas é sempre necessário um ser unido com todos os outros, um ser em unidade e solidariedade com todo o Corpo de Cristo, com toda a comunidade dos seus irmãos e irmãs”.

Rito Sacramental

Depois de explicar a importância do Batismo, Bento XVI deu sequência à sua mensagem explicando o rito deste sacramento, que se compõe basicamente por dois elementos: pela matéria, água, e pela palavra. O Pontífice destacou a importância destes elementos, tendo em vista que o cristianismo não é puramente espiritual, mas uma realidade cósmica.

“E com este elemento material – a água – entra não somente um elemento fundamental do cosmo, uma matéria fundamental criada por Deus, mas também todo o simbolismo das religiões, porque em todas as religiões a água tem algo a dizer”. Bento XVI lembrou ainda que a água simboliza fonte, é a origem de toda a vida. “Cada vida vem também da água, da água que vem de Cristo como verdadeira vida nova que nos acompanha até a eternidade”.

Em relação à palavra, o bispo de Roma ressaltou que, por ela se apresentar em três elementos - renúncia, promessa, invocação - , é importante que seja mais que palavra, que seja um caminho de vida.

O Pontífice enfatizou que hoje conhecemos um tipo de cultura que aparentemente quer mostrar a verdade, mas acaba contando “somente a sensação e o espírito de calúnia e destruição”. Aí está uma renúncia que se faz no batismo. “Contra esta cultura, na qual a mentira se apresenta na veste da verdade e da informação, contra esta cultura que busca somente o bem-estar matéria e nega Deus, dizemos “não”.

Questões para reflexão

Por fim, Bento XVI citou dois questionamentos que costumam vir à tona quando se fala em Batismo: se seria necessário fazer o caminho catecumenal para chegar a um Batismo realmente realizado e se podemos impor à criança a religião que ela quer viver ou não.

O Papa explicou que o Batismo não é uma escolha como outra qualquer. Ele lembrou, por exemplo, que a própria vida é dada sem que ninguém escolha se quer viver ou não.

“Então, o Batismo das crianças não é um algo contra a liberdade, é justamente necessário isso, para justificar também o dom – anteriormente discutido – da vida. Somente a vida que está nas mãos de Deus, nas mãos de Cristo, imersa no nome do Deus Trinitário, é certamente um bem que se pode dar sem escrúpulos. E assim, somos gratos a Deus que nos deu este dom, que nos doou nós mesmos”, enfatizou o Pontífice. 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Como você tem feito suas escolhas?

Condição humana


Na descrição bíblica do paraíso, havia ali a árvore do bem e do mal. Diante dela, o homem e a mulher deveriam fazer sua opção e escolha de vida. Era um ato de obediência ou não, uma escolha que teria grandes consequências. Aí estava em jogo o destino de toda a humanidade e, também, até a perda do paraíso.
Nesse cenário bíblico encontramos inspirações profundas para nossas realizações de hoje. Às vezes descartamos a esperança diante de opções que matam a vida. Podemos até perder o sentidodo novo paraíso, a vida em Deus. Isto acontece quando desconhecemos o sentido do sagrado e da dignidade da pessoa humana.

Assista: "Assumindo a minha impotência", com o saudoso padre Léo 

A força do mal leva consigo falsas promessas. É como o poder dominador, que faz parceria com quem age da mesma forma e não dá valor às iniciativas dos outros. Cai por terra a prática da fraternidade e a convivência entre os irmãos. As consequências de tudo isso é o endeusamento do individualismo, fato tão proclamado pela nova cultura.
A condição humana está ligada à liberdade e à capacidade de escolha. Tem como segurança a esperança, que deve sempre ser alimentada e concretizada em Jesus Cristo. Supõe firme convicção de fé na ressurreição e na vida eterna. A morada terrestre, que será destruída, transformar-se-á em uma morada eterna em Deus.
A vida é sempre marcada por um paraíso perdido, passageiro, e pelo mal que nos leva a perdê-lo. Isto é fruto da tendência que todos temos para o mal, para atos de injustiça e por atitudes muitas vezes desumanas. Assim ficamos perdidos na busca do bem e de uma condição humana que nos torna realizados. A dignidade é fonte de humanização e divinização.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba - MG

JMJ Rio será apresentada no 50º Congresso Eucarístico Internacional



Arquivo pessoal
Padre Leandro Lenin irá representar a JMJ Rio 2013 no 50º Congresso Eucarístico Internacional
A Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que acontecerá no Rio de Janeiro em julho de 2013, será apresentada no 50º Congresso Eucarístico Internacional, cujo início foi nesse domingo, 10, em Dublin, na Irlanda.

A partir desta terça-feira, um Stand da JMJ será exposto no Hall principal do congresso para mostrar vídeos, tirar dúvidas, dar orientações sobre o evento, distribuir panfletos e cartazes para que a juventude conheça e ajude a divulgar a jornada, explicou o representante da Comissão Organizadora Local (COL) da JMJ, padre Leandro Lenin Tavares.

O sacerdote, que é diretor do setor de Preparação Pastoral da JMJ, destaca que a celebração dos 50 anos do Congresso Eucarístico Internacional será um momento muito importante para a Igreja na Irlanda e será uma oportunidade de inserir a jornada mundial em um evento muito grande da Igreja, onde são esperadas pessoas de toda a Europa, principalmente jovens.

"No congresso teremos a possibilidade de mostrar que a inspiração que nos leva a seguir Jesus mais de perto, é a mesma inspiração que quer trazer os jovens ao Rio de Janeiro em 2013. Participando desse encontro na Irlanda, nós queremos dar continuidade a esse trabalho, convidando todos os jovens a vir ao Rio de janeiro", explicou.

Padre Leandro conta que viaja sozinho para o congresso, mas terá ajuda de dois irlandeses no Stand. Eles se inscreveram para o trabalho de voluntariado na JMJ e se dispuseram a ajudá-lo no evento, que termina no próximo domingo, 17.

Para o sacerdote, a Igreja na Irlanda será muito beneficiada por acolher esse congresso, assim como os participantes. "Sediar os 50 anos de um congresso tão importante dá a eles [católicos irlandeses] um novo ânimo e uma nova perspectiva para o futuro. Sendo um congresso internacional, os irmãos católicos do mundo inteiro se unem a eles, o que dá ainda mais força. E presenciar e testemunhar esse momento lá será muto bonito e edificante nao só para mim, mas creio que estando lá a gente pode dar nossa parcela de contribuição e apoio à Igreja Irlandesa, que tem muito para contribuir com seus fiéis", destacou. 

A sua família é um lugar santo!

Os cristãos na Europa se uniram em Cruzadas. Pela Cruz, eles se reuniram e foram corajosamente aos lugares da Terra Santa para reconquistar para Deus e para a Igreja os lugares santos. Esse foi o verdadeiro sentido das Cruzadas.


Hoje é preciso que cada família faça uma “Cruzada” para reconquistar para Deus esse lugar santo que é o nosso lar. A sua família é um lugar santo! Tão santo como o lugar onde Jesus nasceu, morreu, celebrou a Eucaristia, derramou o Espírito Santo, subiu aos céus. É preciso retomar para Deus o que é de Deus. A sua casa é de Deus.


Nossa casa é um santuário, é o lugar onde o Todo-poderoso quer que a nossa família se santifique. Assim como o templo é santo, nossa casa é santa. Nossa família é e precisa ser canteiro de santidade. Nossa família é como um ninho. Precisamos de um ninho quente, cheio de amor, de afeto, de perdão.


Deus o abençoe!


Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 7 de junho de 2012

"Não existe futuro para a humanidade sem a família", diz Papa


Montagem sobre fotos / Reuters
Bento XVI saúda os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro
A família, o trabalho e a festa. Este foi o tema do VII Encontro Mundial das Famílias em Milão, assunto que foi retomado na catequese de Bento XVI nesta quarta-feira, 6, na Praça São Pedro, no Vaticano. O Papa enfatizou que, sem a família, não existe futuro para a humanidade.

Referindo-se ao Encontro, que terminou no último domingo, 3, em Milão, o Pontífice agradeceu a Deus por ter tido a oportunidade de viver este momento, em que encontrou pessoas com disponibilidade a acolher e testemunhar o “Evangelho da Família”.

“Não existe futuro para a humanidade sem a família; em particular os jovens, para aprender os valores que dão sentido à existência, precisam nascer e crescer naquela comunidade de vida e amor que Deus mesmo desejou para o homem e para a mulher”, disse.

Bento XVI lembrou que esta foi sua primeira visita a Milão, podendo conhecer de perto a população ambrosiana, e disse que jamais esquecerá o abraço caloroso da multidão que o recebeu. “Neste primeiro encontro com a cidade, quis, antes de tudo, falar ao coração dos fiéis ambrosianos, exortá-los a viver a fé em sua experiência pessoal e comunitária, privada e pública, assim favorecer um autêntico “bem-estar”, a partir da família, redescobrindo-a como principal patrimônio da humanidade”.

O Papa recordou ainda outro momento que viveu em Milão: o concerto no Teatro alla Scala. Ele disse que, ao fim do evento, ele quis se referir à família do terceiro milênio, para fazê-la lembrar a importância que ela tem na sociedade.

“É em família que se experimenta, pela primeira vez, como a pessoa humana não foi criada para viver fechada em si mesma, mas em relacionamento com os outros; e é em família que se começa a acender no coração a luz da paz para que ilumine este nosso mundo”, lembrou o Papa.

Família, o trabalho e a festa
 
Ao longo de todo o encontro, o Pontífice foi muito indagado pelas famílias sobre questões de suas experiências. Ele contou que conheceu testemunhos comoventes de casais e filhos sobre temas pertencentes à realidade atual, como disseminação de separações e divórcios e dificuldade em conciliar o tempo de trabalho com aquele da famílias.

“Aqui, gostaria de recordar aquilo que afirmei em defesa do tempo da família, começando por uma certa “prepotência” nos empenhos dos trabalho: o domingo é o dia do Senhor e do homem, um dia no qual todos devem poder estar livres, livres para a família e livre para Deus. Defendendo o domingo, defendemos a liberdade do homem!”, destacou.

Finalizando a catequese, Bento XVI agradeceu a todos que colaboraram com o VII Encontro Mundial das Famílias, em Milão, e lembrou a importância da “tríade”: família: o trabalho e a festa.  “São três dons de Deus, três dimensões da nossa existência que devem encontrar um equilíbrio harmonioso para construir a sociedade com um rosto humano”. 

Papa destaca valor da Adoração Eucarística



Arquivo / Paula Dizaró - CN Roma
Após a Missa, o Papa percorreu as ruas de Roma com o Santíssimo Sacramento em procissão até a Basílica de Santa Maria Maior
O Papa Bento XVI presidiu a Missa da Solenidade de Corpus Christi nesta quinta-feira, 7, na Basílica de São João de Latrão, em Roma. Milhares de fiéis participaram da Celebração e da procissão até a Basílica de Santa Maria Maior, logo após a Missa.

Na homilia, o Papa destacou que é importante manter vivo “o sentido da presença constante de Jesus no meio de nós e conosco, uma presença concreta, próxima, entre as nossas casas, como 'Coração pulsante' da cidade"

O Santo Padre explicou dois aspectos do Mistério Eucarístico, ligados entre si: o culto da Eucaristia e sua sacralidade. Sobre o valor do culto eucarístico, o Papa deteve-se sobre o sentido e importância da adoração ao Santíssimo Sacramento.

Uma interpretação parcial do Concíclio Vaticano II restringiu a Eucaristia ao momento celebrativo, da Santa Missa. Segundo Bento XVI, foi "muito importante reconhecer a centralidade da celebração, em que o Senhor convoca o seu povo e o reúne em torno da dúplice Ceia da Palavra e do Pão da vida, o nutre e o une a Si na oferta do Sacrifício". Porém, embora essa valorização da assembleia litúrgica seja válida, ela deve ser reinserida no justo equilíbrio.

O destaque dado à Santa Missa acabou sacrificando o valor da Adoração Eucarística, como ato de fé e oração dirigido ao Senhor Jesus presente na Eucaristia. "De fato, concentrando toda a relação com Jesus Eucaristia somente no momento da Santa Missa, corre-se o risco de esvaziar de Sua presença o restante do tempo e do espaço existenciais".

O Papa ressaltou que é errado contrapor a celebração e a adoração, como se estivessem em concorrência uma com a outra. O que acontece é precisamente o contrário. "O culto do Santíssimo Sacramento constitui o 'ambiente' espiritual dentro do qual a comunidade pode celebrar bem e em verdade a Eucaristia. Somente se for precedida, acompanhada e seguida por essa atitude interior de fé e de adoração, a ação litúrgica poderá expressar seu pleno significado e valor", explicou.

Bento XVI enfatizou: "O encontro com Jesus na Santa Missa se realiza realmente e plenamente quando a comunidade é capaz de reconhecer que Ele, no Sacramento, habita a sua casa, nos aguarda, nos convida à sua ceia e, a seguir, depois que a assembleia se desfaz, permanece conosco, com a sua presença discreta e silenciosa, e nos acompanha com a sua intercessão, continuando a recolher os nossos sacrifícios espirituais e a oferecê-los ao Pai".

O Santo Padre insistiu que não se podem separar comunhão e contemplação. "Para comunicar realmente com outra pessoa devo conhecê-la, saber estar em silêncio ao seu lado, ouvi-la, olhá-la com amor. O verdadeiro amor e a verdadeira amizade vivem sempre desta reciprocidade de olhares, de silêncios intensos, eloquentes, repletos de respeito e de veneração, de modo que o encontro seja vivido profundamente, de modo pessoal e não superficial".

Sobre a sacralidade da Eucaristia, o Papa explicou que o centro do culto cristão não está nos ritos e sacrifícios antigos, mas sim no próprio Cristo, no seu mistério pascal. "Desta novidade fundamental não se deve concluir que o sagrado não existe mais, mas que encontrou sua realização em Jesus Cristo, Amor divino encarnado", disse.

Jesus não aboliu o sagrado, ressaltou Bento XVI, Ele o levou ao cumprimento, inaugurando um novo culto, plenamente espiritual. Em todo o caso, "enquanto vivemos no tempo, precisamos de sinais e ritos, que desaparecerão somento no fim, na Jerusalém Celeste".

Por fim, o Papa sublinhou que "o sagrado possui uma função educativa, e seu desaparecimento inevitavelmente empobrecerá a cultura, de modo particular a formação das novas gerações"

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Bispos destacam importância e significado do Corpus Christi



Nesta quinta-feira, 7, a Igreja celebra a festa de “Corpus Christi”. É uma celebração onde se realiza uma procissão pelas vias públicas, Missa e adoração ao Santíssimo Sacramento, com o objetivo de estimular, entre os diocesanos, o espírito de unidade e fraternidade, por meio do mistério da Eucaristia - o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo. 

Em artigos publicados no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), bispos opinam sobre o real significado da celebração na vida do povo cristão.

O Cardeal Odilo Pedro Scherer e arcebispo de São Paulo (SP), em artigo publicado, afirma que o Corpus Christi “destaca o dom da Eucaristia e coloca em evidência os mistérios centrais de nossa fé e da vida cristã”.

“Saímos de nossas igrejas e vamos, com Jesus na Eucaristia, para as ruas e praças de nossas cidades, anunciando que ‘Ele está no meio de nós’ e habita conosco e orienta nossa história; nossas atividades cotidianas, nossas ocupações profissionais e responsabilidades sociais, nosso convívio social, nada disso é indiferente à nossa fé: em tudo somos ‘testemunhas de Deus’, discípulos missionários de Jesus Cristo”.

Em artigo intitulado por ‘Festa do Corpo de Deus’, o bispo de Santa Cruz do Sul (RS), Dom Canísio Klaus diz que Corpus Christi é uma “manifestação pública de fé, Corpus Christi é a festa da comunhão e da ação de graças. Por meio dela, enquanto se elevam hinos de ação de graças, se expressa também o desejo de viver uma íntima relação com Deus e uma fraterna comunhão com os irmãos”.

Para o arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), Dom Orani João Tempesta, a solenidade traz à tona a reflexão das responsabilidades cristãs, perante a vida e o Evangelho. “É a grande solenidade que nos pergunta sobre o Mistério da presença de Deus na história e em nossa vida. É também uma oportunidade de, nestes tempos de perda de valores, principalmente do esquecimento de Deus, cada um de nós nos recolocarmo a caminho d’Aquele com quem já nos encontramos, mas que necessitamos de continuar buscando-O ainda mais. Esta solenidade coloca-nos no centro e sentido de todas as demais celebrações.”

Tradição

Em 1983, o novo Código de Direito Canônico - canôn 944 – estipulou que fosse mantida a obrigação de manifestar 'o testemunho público de veneração para com a Santíssima Eucaristia' e 'onde for possível haja procissão pelas vias públicas'. Cada diocese se mobiliza para realizar a celebração, por isso cabe aos bispos escolherem de que forma a festa será promovida, para garantir a participação dos diocesanos.

Na data existe a tradição de enfeitar as ruas com tapetes que cobrem o trajeto por onde passará a procissão de Corpus Christi. Feitos com serragem colorida, flores, vidro moído, pó de café e outros materiais, a confecção desses tapetes, de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa, mobiliza grande número de fiéis. Essa procissão do povo de Deus, recorda a busca à Terra Prometida. No Antigo Testamento, esse povo foi alimentado com maná, no deserto, e hoje, é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

FESTA DA NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA




segunda-feira, 4 de junho de 2012

FESTA DE SÃO PEDRO- SALOBRINHO




FESTA EM LOUVOR AO PADROEIRO DA BARRA


Dia de CORPUS CHRISTI na Diocese de Ilhéus



A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XII. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. Esta necessidade se aliava ao desejo do homem medieval de "contemplar" as coisas.
Surgiu então, nesta época, o costume de elevar a hóstia depois da consagração. Disseminava-se uma controvertida piedade eucarística, chegando ao ponto das pessoas irem à igreja mais "verem" a hóstia do que para participarem efetivamente da eucaristia.

A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes. O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico.

Porem neste ano acontece no dia 07 de junho e em nossa Diocese de Ilhéus, acontecerá uma caminhada que sairá do Centro de Convenções em Direção a Catedral Diocesana a partir das 15h00. Todos estão convidados a participar.


Fonte: Diocese de Ilhéus

Santuário de Aparecida promove Tríduo para festa de Corpus Christi

Tem início nesta segunda-feira, 4, no Santuário Nacional de Aparecida (SP), o Tríduo de Corpus Christi. Durante três dias, os fiéis poderão se preparar para a celebração solene da festa do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, que acontece nesta quinta-feira, 7.

No primeiro dia, na celebração das 9h, o chanceler e moderador da Cúria Arquidiocesana de Aparecida, Padre Paulo Tadeu, reflete o tema: “Eucaristia: Alimento para a missão”.

“Eucaristia: Alimento para a Igreja – comunidade” é o tema do segundo dia, com a Missa presidida pelo Bispo da Diocese de Blumenau (SC), Dom José Negri.

Na quarta-feira, 6, terceiro dia, o missionário redentorista padre César Moreira preside a Celebração Eucarística, refletindo sobre o tema “Eucaristia: Alimento para os serviços da Igreja”.

No dia de Corpus Christi, quinta-feira, a Missa será presidida pelo Arcebispo de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno Assis.

9ª ROMARIA DAS ÁGUAS E DA TERRA DA DIOCESE DE ILHÉUS


12:00  Partilharemos o Pão, a Farofa, o Reencontro e a Alegria.

13:30 Participaremos das apresentações culturais, e retornaremos em Paz com Deus e Nossa Senhora para nossas Famílias com gosto de quero mais.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Palavra aos jovens sobre sexo

Castidade: sem ela não se alcança a firmeza
Tenho recebido muitos e-mails de jovens que me perguntam como viver a castidade no namoro; como vencer o vício da masturbação, entre outros. Certamente para o jovem cristão hoje, no meio deste mundo erotizado, viver a castidade é uma conquista heroica; pois tudo o convida a manter vida sexual antes do casamento. Os filmes pornográfico são abundantes nas locadoras, nos canais de TV por assinatura; as músicas estão repletas de letras excitantes; os rebolados indecorosos de moças seminuas na TV, etc., lançam pólvora no sangue dos rapazes e das moças.
Então, para viver na castidade hoje, como Deus manda no Sexto Mandamento (Não pecar contra a castidade), o jovem precisa ter muito amor ao Senhor. Só trocamos um amor por outro maior, diz o ditado. Só o amor a Jesus Crucificado por nós poderá ser para o jovem de hoje um forte motivo para ele ser casto e aceitar o que o Papa Bento XVI tem chamado de “martírio da ridicularização”, diante dos que zombam de nossa fé.
A gravidade do pecado da impureza, luxúria, é que com ele se mancha o Corpo de Cristo. “Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um de sua parte, é um dos seus membros” (I Cor 12,27). “Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo?” (I Cor 6,15). “Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo” (I Cor 6,18). São Paulo ensina que devemos dar glória a Deus com o nosso corpo: “O corpo, porém não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o Corpo” (I Cor 6,20).
Jovem, se você quer viver a castidade, então, antes de tudo, precisa saber o seu valor; para isso escrevi um livro "O BRILHO DA CASTIDADE", mostrando toda a sua importância e beleza. Quanto mais for difícil vivê-la, tanto mais bela e mais importante ela será. Vejo o jovem casto hoje como aquele lírio branco que nasce no meio da podridão do lodo. Serão esses jovens que sustentarão a civilização que hoje desliza para o abismo.
Para haver a castidade nos nossos atos é preciso que antes ela exista em nossos pensamentos e palavras. Jamais será casto aquele que permitir que os seus pensamentos, olhos e ouvidos vagueiem pelo mundo do erotismo. É por não observar esta regra que a maioria pensa ser impossível viver a castidade. Não se iluda. Não brinque com fogo!
 
“A castidade é a virtude que nos eleva da natureza humana à natureza angélica”, afirmou o santo Padre Pio de Pietrelcina. Victor Hugo disse que: “A mais forte de todas as forças é o coração puro”. O Papa Bento XVI, no Campo de Marte, São Paulo, em 11/05/2005, declarou aos jovens: “É preciso dizer 'não' àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento”.
Jesus proclamou no Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os de coração puro porque verão a Deus”. “Para o homem de coração puro, tudo se transforma em mensagem divina”, disse São João da Cruz, doutor da Igreja espanhol. Santo Efrém, também doutor da Igreja, ensinava que a castidade nos faz semelhantes aos anjos. Enfim, a castidade é uma virtude dos fortes que se dominam. Paul Claudel disse que “a juventude não foi feita para o prazer, mas para o desafio”.
O Mahatma Gandhi, libertador da Índia, que não era católico, afirmou: “A castidade não é uma cultura de estufa […]. A castidade é uma das maiores disciplinas, sem a qual a mente não pode alcançar a firmeza necessária. A vida sem castidade me parece vazia e animalesca. Um homem entregue aos prazeres perde o seu vigor e vive cheio de medo. A mente daquele que segue as paixões baixas é incapaz de qualquer grande esforço. Deus não pode ser compreendido por quem não é puro de coração”. (Toschi Tomás, “Gandhi, mensagem para hoje”, Ed. Mundo três, SP, 1977, pg. 105s).
Uma vida lutando pela castidade dá ao jovem o autodomínio sobre as paixões e as más inclinações do coração e o prepara, com têmpera de aço, para ser um verdadeiro homem, e não um frangalho humano que se verga ao sabor dos ventos das paixões, da influência da mídia e dos cantos das sereias deste mundo. Eu entendi que a castidade é o esteio que sustenta o equilíbrio de um homem. Os homens e mulheres casados traem seus cônjuges porque não souberam exercitar a força de vontade na luta da castidade. Um casamento forte só pode existir quando ambos aprenderam a se dominar no namoro e no noivado. Mais importante que dominar uma cidade é dominar-se a si mesmo, diz o livro dos Provérbios.
Por tudo isso, jovem cristão, não desanime nem desista de lutar; cada um de nós tem a sua cruz nesta vida; mas com a graça de Deus é possível carregá-la até onde Ele quer. Tenha uma vida de “vigilância e oração”, como Jesus mandou; esse é o grande remédio para não pecar. Não se entregue a maus pensamentos eróticos nem aos filmes, revistas e coisas do tipo; fuja disso heroicamente. Suplique sempre a graça de Deus. Consagre-se todos os dias a Nossa Senhora e peça sua ajuda. Participe da Missa e da comunhão sempre que puder, e se confesse sempre que pecar, para ter forças de não cair novamente.
Jamais dê ouvidos a quem lhe disser que “a masturbação não é pecado”, e que o sexo no namoro também não o é; pois o Catecismo da Igreja Católica afirma a desordem existente nessa prática. Ainda que você caia, se continuar a lutar, se continuar a dizer "não" ao pecado no seu coração, levante-se, confesse-se com um sacerdote e continue sua luta e sua caminhada. Não importam quantas vezes você cai; importa que se levante. Jesus sabe que você está numa guerra e que numa guerra, às vezes, o soldado pode cair e ser até baleado, mas nem por isso deve desistir de lutar.
Muitos são os psicólogos não cristãos, e também outros “orientadores”, e a mídia de modo geral, que induzem o jovem à masturbação, ao relacionamento sexual no namoro e fora dele, etc. O namoro não existe para que vocês conheçam os seus corpos, mas sim as suas almas. Alguns querem se permitir um grau de intimidade “seguro”, isto é, até que o “sinal vermelho seja aceso”; aí está um grave engano. Quase sempre o sinal vermelho é ultrapassado e, muitas vezes, acontece o que não deve. Quantas namoradas grávidas…
Um namoro puro só será possível com a graça de Deus, com a oração, com a vigilância e, sobretudo quando os dois quiserem se preservar um para o outro. Será preciso, então, evitar todas as ocasiões que possam facilitar um relacionamento mais íntimo. O provérbio diz que “a ocasião faz o ladrão”, e que, “quem brinca com o perigo nele perecerá”. É você quem decide o que quer.
O jovem casto é hoje a esperança de Deus e da Igreja para renovar esse mundo apodrecido pelo pecado do sexo desregrado, que profana a mais sagrada criatura, templo do Espírito Santo. São Paulo diz que: “de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isto mesmo colherá” (Gl 6,7); a castidade que o jovem semear na juventude será transformada em frutos doces na sua futura vida familiar.
Foto
Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

Copacabana e Base aérea Santa Cruz vão receber o Papa na JMJ 2013

Locais escolhidos para os eventos da JMJ 2013 são a praia de
Copacabana e a Base aérea de Santa Cruz
A Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e a Base Aérea de Santa Cruz, na Zona Oeste, serão palco dos principais eventos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), entre os dias 23 e 28 de julho de 2013.
O anúncio foi feito pelo presidente do Comitê Organizador Local (COL) e Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, na noite dessa quinta-feira, 31.


A abertura da JMJ 2013, a recepção ao Papa e a Via-Sacra serão realizadas em Copacabana onde, segundo Dom Orani, já é tradição, no Rio de Janeiro, concentrar grandes eventos.


O arcebispo porém ponderou que a programação do Papa só será decidida no final deste ano. "O Papa costuma participar de todas as estações da Via-Sacra, mas isso só poderemos afirmar no final do ano”.


Na Base Aérea de Santa Cruz acontecerão o encerramento da JMJ Rio 2013, com a Vigília dos Jovens e a Missa de Envio.


Dois lugares marcantes, de acordo com Dom Orani: “a Base Aérea tem o nome da Terra de Santa Cruz, nome que o Brasil levou desde o início. Lá também está uma cruz antiga trazida pelos jesuítas que marca o trabalho de evangelização do Rio de Janeiro. Já Copacabana leva esse nome por causa de Nossa Senhora de Copacabana. Então, teremos Maria ao pé da Cruz – recordando bem todo o mistério de salvação”.

Família que reza e vai a Missa junto é fortalecida.

“Família que reza unida, está unida". É o que destacou o Arcebispo de Boston (EUA), Cardeal Sean O'Malley, na manhã desta sexta-feira, 1º de junho, terceiro dia do 7º Encontro Mundial das Famílias, que acontece na cidade de Milão, na Itália. O cardeal americano falou sobre o domingo como tempo de estar em família e a importância de ir à Missa nesse dia.
“Eu recomendo que participem da Missa dominical e rezem juntos. Isso fortalece sua família e lhes ajudará a enfrentar os muitos desafios do nosso tempo que frequentemente a dilaceram”, enfatizou.

Dom O'Malley lembra ainda que a Missa é a oração central do catolicismo, fonte e ápice da vida cristã. "Quando participamos da Missa com eles, ensinamos aos nossos filhos e netos uma das lições mais importantes", reforça.

Durante o Sacramento do Batismo, aos pais é recordado que eles são os primeiros e melhores professores dos filhos na fé. Para o Arcebispo de Boston, a fé é um patrimônio vivo para os filhos e netos. As crianças sempre olham seus pais e avós e os imitam, desta forma elas são formadas. Aquelas que observam os pais e outros adultos recebendo a Eucaristica com reverência, percebem mais facilmente que a Eucaristia é realmente o Corpo e Sangue de Cristo e o exemplo dos pais é uma parte essencial na preparação para receber a Primeira Comunhão.

“A Eucaristia não é somente algo simbólico. Jesus disse: ‘Eu sou o pão que desceu do céu; quem comer deste pão viverá para sempre; quem come a minha carne e bebe o meu sangue terá vida eterna e permanece em mim e eu nele”, destaca o cardeal.

Cada domingo, salienta Dom O'Malley, é uma “pequena Páscoa”, porque reafirma a ressurreição de Jesus, Sua vitória sobre a morte.

O prelado enfatiza ainda que a fidelidade à visão da Igreja sobre a família é difícil, particularmente numa sociedade sempre mais secularizada. Mas as famílias católicas podem oferecer à sociedade um testemunho potente do Amor de Deus.

“Jesus não prometeu que Seus caminhos seriam fáceis, mas prometeu que teriam logo a graça necessária para viver a vossa vocação. Recomendo a vocês, pais e mães de jovens famílias, imitem Josué e o povo de Israel. Quando perguntaram se eles serviriam ao Senhor ou aos deuses pagãos eles responderam: ‘eu e minha casa servimos ao Senhor”, concluiu Dom O'Malley.