No Dia 30 De Novenbro De 1990,Foi Fundado Em Ilheus,Pelo Frei Cezar Borges,o ENEUC( Encontro Eucarístico Com Crianças ).
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Bispos destacam importância e significado do Corpus Christi
Nesta quinta-feira, 7, a Igreja celebra a festa de “Corpus Christi”. É uma celebração onde se realiza uma procissão pelas vias públicas, Missa e adoração ao Santíssimo Sacramento, com o objetivo de estimular, entre os diocesanos, o espírito de unidade e fraternidade, por meio do mistério da Eucaristia - o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.
Em artigos publicados no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), bispos opinam sobre o real significado da celebração na vida do povo cristão.
O Cardeal Odilo Pedro Scherer e arcebispo de São Paulo (SP), em artigo publicado, afirma que o Corpus Christi “destaca o dom da Eucaristia e coloca em evidência os mistérios centrais de nossa fé e da vida cristã”.
“Saímos de nossas igrejas e vamos, com Jesus na Eucaristia, para as ruas e praças de nossas cidades, anunciando que ‘Ele está no meio de nós’ e habita conosco e orienta nossa história; nossas atividades cotidianas, nossas ocupações profissionais e responsabilidades sociais, nosso convívio social, nada disso é indiferente à nossa fé: em tudo somos ‘testemunhas de Deus’, discípulos missionários de Jesus Cristo”.
Em artigo intitulado por ‘Festa do Corpo de Deus’, o bispo de Santa Cruz do Sul (RS), Dom Canísio Klaus diz que Corpus Christi é uma “manifestação pública de fé, Corpus Christi é a festa da comunhão e da ação de graças. Por meio dela, enquanto se elevam hinos de ação de graças, se expressa também o desejo de viver uma íntima relação com Deus e uma fraterna comunhão com os irmãos”.
Para o arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), Dom Orani João Tempesta, a solenidade traz à tona a reflexão das responsabilidades cristãs, perante a vida e o Evangelho. “É a grande solenidade que nos pergunta sobre o Mistério da presença de Deus na história e em nossa vida. É também uma oportunidade de, nestes tempos de perda de valores, principalmente do esquecimento de Deus, cada um de nós nos recolocarmo a caminho d’Aquele com quem já nos encontramos, mas que necessitamos de continuar buscando-O ainda mais. Esta solenidade coloca-nos no centro e sentido de todas as demais celebrações.”
Tradição
Em 1983, o novo Código de Direito Canônico - canôn 944 – estipulou que fosse mantida a obrigação de manifestar 'o testemunho público de veneração para com a Santíssima Eucaristia' e 'onde for possível haja procissão pelas vias públicas'. Cada diocese se mobiliza para realizar a celebração, por isso cabe aos bispos escolherem de que forma a festa será promovida, para garantir a participação dos diocesanos.
Na data existe a tradição de enfeitar as ruas com tapetes que cobrem o trajeto por onde passará a procissão de Corpus Christi. Feitos com serragem colorida, flores, vidro moído, pó de café e outros materiais, a confecção desses tapetes, de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa, mobiliza grande número de fiéis. Essa procissão do povo de Deus, recorda a busca à Terra Prometida. No Antigo Testamento, esse povo foi alimentado com maná, no deserto, e hoje, é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Dia de CORPUS CHRISTI na Diocese de Ilhéus
A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XII. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. Esta necessidade se aliava ao desejo do homem medieval de "contemplar" as coisas.
Surgiu então, nesta época, o costume de elevar a hóstia depois da consagração. Disseminava-se uma controvertida piedade eucarística, chegando ao ponto das pessoas irem à igreja mais "verem" a hóstia do que para participarem efetivamente da eucaristia.
A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes. O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico.
Porem neste ano acontece no dia 07 de junho e em nossa Diocese de Ilhéus, acontecerá uma caminhada que sairá do Centro de Convenções em Direção a Catedral Diocesana a partir das 15h00. Todos estão convidados a participar.
Fonte: Diocese de Ilhéus
Santuário de Aparecida promove Tríduo para festa de Corpus Christi
Tem início nesta segunda-feira, 4, no Santuário Nacional de Aparecida (SP), o Tríduo de Corpus Christi. Durante três dias, os fiéis poderão se preparar para a celebração solene da festa do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, que acontece nesta quinta-feira, 7.
No primeiro dia, na celebração das 9h, o chanceler e moderador da Cúria Arquidiocesana de Aparecida, Padre Paulo Tadeu, reflete o tema: “Eucaristia: Alimento para a missão”.
“Eucaristia: Alimento para a Igreja – comunidade” é o tema do segundo dia, com a Missa presidida pelo Bispo da Diocese de Blumenau (SC), Dom José Negri.
Na quarta-feira, 6, terceiro dia, o missionário redentorista padre César Moreira preside a Celebração Eucarística, refletindo sobre o tema “Eucaristia: Alimento para os serviços da Igreja”.
No dia de Corpus Christi, quinta-feira, a Missa será presidida pelo Arcebispo de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno Assis.
No primeiro dia, na celebração das 9h, o chanceler e moderador da Cúria Arquidiocesana de Aparecida, Padre Paulo Tadeu, reflete o tema: “Eucaristia: Alimento para a missão”.
“Eucaristia: Alimento para a Igreja – comunidade” é o tema do segundo dia, com a Missa presidida pelo Bispo da Diocese de Blumenau (SC), Dom José Negri.
Na quarta-feira, 6, terceiro dia, o missionário redentorista padre César Moreira preside a Celebração Eucarística, refletindo sobre o tema “Eucaristia: Alimento para os serviços da Igreja”.
No dia de Corpus Christi, quinta-feira, a Missa será presidida pelo Arcebispo de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno Assis.
9ª ROMARIA DAS ÁGUAS E DA TERRA DA DIOCESE DE ILHÉUS
12:00 Partilharemos o Pão, a Farofa, o Reencontro e a Alegria.
13:30 Participaremos das apresentações culturais, e retornaremos em Paz com Deus e Nossa Senhora para nossas Famílias com gosto de quero mais.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Palavra aos jovens sobre sexo
![]() |
| Castidade: sem ela não se alcança a firmeza |
Tenho recebido muitos e-mails de jovens que me perguntam como viver a castidade no namoro; como vencer o vício da masturbação, entre outros. Certamente para o jovem cristão hoje, no meio deste mundo erotizado, viver a castidade é uma conquista heroica; pois tudo o convida a manter vida sexual antes do casamento. Os filmes pornográfico são abundantes nas locadoras, nos canais de TV por assinatura; as músicas estão repletas de letras excitantes; os rebolados indecorosos de moças seminuas na TV, etc., lançam pólvora no sangue dos rapazes e das moças.
Então, para viver na castidade hoje, como Deus manda no Sexto Mandamento (Não pecar contra a castidade), o jovem precisa ter muito amor ao Senhor. Só trocamos um amor por outro maior, diz o ditado. Só o amor a Jesus Crucificado por nós poderá ser para o jovem de hoje um forte motivo para ele ser casto e aceitar o que o Papa Bento XVI tem chamado de “martírio da ridicularização”, diante dos que zombam de nossa fé.
A gravidade do pecado da impureza, luxúria, é que com ele se mancha o Corpo de Cristo. “Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um de sua parte, é um dos seus membros” (I Cor 12,27). “Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo?” (I Cor 6,15). “Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo” (I Cor 6,18). São Paulo ensina que devemos dar glória a Deus com o nosso corpo: “O corpo, porém não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o Corpo” (I Cor 6,20).
Jovem, se você quer viver a castidade, então, antes de tudo, precisa saber o seu valor; para isso escrevi um livro "O BRILHO DA CASTIDADE", mostrando toda a sua importância e beleza. Quanto mais for difícil vivê-la, tanto mais bela e mais importante ela será. Vejo o jovem casto hoje como aquele lírio branco que nasce no meio da podridão do lodo. Serão esses jovens que sustentarão a civilização que hoje desliza para o abismo.
Para haver a castidade nos nossos atos é preciso que antes ela exista em nossos pensamentos e palavras. Jamais será casto aquele que permitir que os seus pensamentos, olhos e ouvidos vagueiem pelo mundo do erotismo. É por não observar esta regra que a maioria pensa ser impossível viver a castidade. Não se iluda. Não brinque com fogo!
Para haver a castidade nos nossos atos é preciso que antes ela exista em nossos pensamentos e palavras. Jamais será casto aquele que permitir que os seus pensamentos, olhos e ouvidos vagueiem pelo mundo do erotismo. É por não observar esta regra que a maioria pensa ser impossível viver a castidade. Não se iluda. Não brinque com fogo!
“A castidade é a virtude que nos eleva da natureza humana à natureza angélica”, afirmou o santo Padre Pio de Pietrelcina. Victor Hugo disse que: “A mais forte de todas as forças é o coração puro”. O Papa Bento XVI, no Campo de Marte, São Paulo, em 11/05/2005, declarou aos jovens: “É preciso dizer 'não' àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento”.
Jesus proclamou no Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os de coração puro porque verão a Deus”. “Para o homem de coração puro, tudo se transforma em mensagem divina”, disse São João da Cruz, doutor da Igreja espanhol. Santo Efrém, também doutor da Igreja, ensinava que a castidade nos faz semelhantes aos anjos. Enfim, a castidade é uma virtude dos fortes que se dominam. Paul Claudel disse que “a juventude não foi feita para o prazer, mas para o desafio”.
O Mahatma Gandhi, libertador da Índia, que não era católico, afirmou: “A castidade não é uma cultura de estufa […]. A castidade é uma das maiores disciplinas, sem a qual a mente não pode alcançar a firmeza necessária. A vida sem castidade me parece vazia e animalesca. Um homem entregue aos prazeres perde o seu vigor e vive cheio de medo. A mente daquele que segue as paixões baixas é incapaz de qualquer grande esforço. Deus não pode ser compreendido por quem não é puro de coração”. (Toschi Tomás, “Gandhi, mensagem para hoje”, Ed. Mundo três, SP, 1977, pg. 105s).
Uma vida lutando pela castidade dá ao jovem o autodomínio sobre as paixões e as más inclinações do coração e o prepara, com têmpera de aço, para ser um verdadeiro homem, e não um frangalho humano que se verga ao sabor dos ventos das paixões, da influência da mídia e dos cantos das sereias deste mundo. Eu entendi que a castidade é o esteio que sustenta o equilíbrio de um homem. Os homens e mulheres casados traem seus cônjuges porque não souberam exercitar a força de vontade na luta da castidade. Um casamento forte só pode existir quando ambos aprenderam a se dominar no namoro e no noivado. Mais importante que dominar uma cidade é dominar-se a si mesmo, diz o livro dos Provérbios.
Por tudo isso, jovem cristão, não desanime nem desista de lutar; cada um de nós tem a sua cruz nesta vida; mas com a graça de Deus é possível carregá-la até onde Ele quer. Tenha uma vida de “vigilância e oração”, como Jesus mandou; esse é o grande remédio para não pecar. Não se entregue a maus pensamentos eróticos nem aos filmes, revistas e coisas do tipo; fuja disso heroicamente. Suplique sempre a graça de Deus. Consagre-se todos os dias a Nossa Senhora e peça sua ajuda. Participe da Missa e da comunhão sempre que puder, e se confesse sempre que pecar, para ter forças de não cair novamente.
Jamais dê ouvidos a quem lhe disser que “a masturbação não é pecado”, e que o sexo no namoro também não o é; pois o Catecismo da Igreja Católica afirma a desordem existente nessa prática. Ainda que você caia, se continuar a lutar, se continuar a dizer "não" ao pecado no seu coração, levante-se, confesse-se com um sacerdote e continue sua luta e sua caminhada. Não importam quantas vezes você cai; importa que se levante. Jesus sabe que você está numa guerra e que numa guerra, às vezes, o soldado pode cair e ser até baleado, mas nem por isso deve desistir de lutar.
Muitos são os psicólogos não cristãos, e também outros “orientadores”, e a mídia de modo geral, que induzem o jovem à masturbação, ao relacionamento sexual no namoro e fora dele, etc. O namoro não existe para que vocês conheçam os seus corpos, mas sim as suas almas. Alguns querem se permitir um grau de intimidade “seguro”, isto é, até que o “sinal vermelho seja aceso”; aí está um grave engano. Quase sempre o sinal vermelho é ultrapassado e, muitas vezes, acontece o que não deve. Quantas namoradas grávidas…
Um namoro puro só será possível com a graça de Deus, com a oração, com a vigilância e, sobretudo quando os dois quiserem se preservar um para o outro. Será preciso, então, evitar todas as ocasiões que possam facilitar um relacionamento mais íntimo. O provérbio diz que “a ocasião faz o ladrão”, e que, “quem brinca com o perigo nele perecerá”. É você quem decide o que quer.
O jovem casto é hoje a esperança de Deus e da Igreja para renovar esse mundo apodrecido pelo pecado do sexo desregrado, que profana a mais sagrada criatura, templo do Espírito Santo. São Paulo diz que: “de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isto mesmo colherá” (Gl 6,7); a castidade que o jovem semear na juventude será transformada em frutos doces na sua futura vida familiar.


Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
felipeaquino@cancaonova.com
Copacabana e Base aérea Santa Cruz vão receber o Papa na JMJ 2013
![]() |
| Locais escolhidos para os eventos da JMJ 2013 são a praia de Copacabana e a Base aérea de Santa Cruz |
A Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e a Base Aérea de Santa Cruz, na Zona Oeste, serão palco dos principais eventos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), entre os dias 23 e 28 de julho de 2013.
O anúncio foi feito pelo presidente do Comitê Organizador Local (COL) e Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, na noite dessa quinta-feira, 31.
A abertura da JMJ 2013, a recepção ao Papa e a Via-Sacra serão realizadas em Copacabana onde, segundo Dom Orani, já é tradição, no Rio de Janeiro, concentrar grandes eventos.
O arcebispo porém ponderou que a programação do Papa só será decidida no final deste ano. "O Papa costuma participar de todas as estações da Via-Sacra, mas isso só poderemos afirmar no final do ano”.
Na Base Aérea de Santa Cruz acontecerão o encerramento da JMJ Rio 2013, com a Vigília dos Jovens e a Missa de Envio.
Dois lugares marcantes, de acordo com Dom Orani: “a Base Aérea tem o nome da Terra de Santa Cruz, nome que o Brasil levou desde o início. Lá também está uma cruz antiga trazida pelos jesuítas que marca o trabalho de evangelização do Rio de Janeiro. Já Copacabana leva esse nome por causa de Nossa Senhora de Copacabana. Então, teremos Maria ao pé da Cruz – recordando bem todo o mistério de salvação”.
A abertura da JMJ 2013, a recepção ao Papa e a Via-Sacra serão realizadas em Copacabana onde, segundo Dom Orani, já é tradição, no Rio de Janeiro, concentrar grandes eventos.
O arcebispo porém ponderou que a programação do Papa só será decidida no final deste ano. "O Papa costuma participar de todas as estações da Via-Sacra, mas isso só poderemos afirmar no final do ano”.
Na Base Aérea de Santa Cruz acontecerão o encerramento da JMJ Rio 2013, com a Vigília dos Jovens e a Missa de Envio.
Dois lugares marcantes, de acordo com Dom Orani: “a Base Aérea tem o nome da Terra de Santa Cruz, nome que o Brasil levou desde o início. Lá também está uma cruz antiga trazida pelos jesuítas que marca o trabalho de evangelização do Rio de Janeiro. Já Copacabana leva esse nome por causa de Nossa Senhora de Copacabana. Então, teremos Maria ao pé da Cruz – recordando bem todo o mistério de salvação”.
Família que reza e vai a Missa junto é fortalecida.
“Família que reza unida, está unida". É o que destacou o Arcebispo de Boston (EUA), Cardeal Sean O'Malley, na manhã desta sexta-feira, 1º de junho, terceiro dia do 7º Encontro Mundial das Famílias, que acontece na cidade de Milão, na Itália. O cardeal americano falou sobre o domingo como tempo de estar em família e a importância de ir à Missa nesse dia.
“Eu recomendo que participem da Missa dominical e rezem juntos. Isso fortalece sua família e lhes ajudará a enfrentar os muitos desafios do nosso tempo que frequentemente a dilaceram”, enfatizou.
Dom O'Malley lembra ainda que a Missa é a oração central do catolicismo, fonte e ápice da vida cristã. "Quando participamos da Missa com eles, ensinamos aos nossos filhos e netos uma das lições mais importantes", reforça.
Durante o Sacramento do Batismo, aos pais é recordado que eles são os primeiros e melhores professores dos filhos na fé. Para o Arcebispo de Boston, a fé é um patrimônio vivo para os filhos e netos. As crianças sempre olham seus pais e avós e os imitam, desta forma elas são formadas. Aquelas que observam os pais e outros adultos recebendo a Eucaristica com reverência, percebem mais facilmente que a Eucaristia é realmente o Corpo e Sangue de Cristo e o exemplo dos pais é uma parte essencial na preparação para receber a Primeira Comunhão.
“A Eucaristia não é somente algo simbólico. Jesus disse: ‘Eu sou o pão que desceu do céu; quem comer deste pão viverá para sempre; quem come a minha carne e bebe o meu sangue terá vida eterna e permanece em mim e eu nele”, destaca o cardeal.
Cada domingo, salienta Dom O'Malley, é uma “pequena Páscoa”, porque reafirma a ressurreição de Jesus, Sua vitória sobre a morte.
O prelado enfatiza ainda que a fidelidade à visão da Igreja sobre a família é difícil, particularmente numa sociedade sempre mais secularizada. Mas as famílias católicas podem oferecer à sociedade um testemunho potente do Amor de Deus.
“Jesus não prometeu que Seus caminhos seriam fáceis, mas prometeu que teriam logo a graça necessária para viver a vossa vocação. Recomendo a vocês, pais e mães de jovens famílias, imitem Josué e o povo de Israel. Quando perguntaram se eles serviriam ao Senhor ou aos deuses pagãos eles responderam: ‘eu e minha casa servimos ao Senhor”, concluiu Dom O'Malley.
“Eu recomendo que participem da Missa dominical e rezem juntos. Isso fortalece sua família e lhes ajudará a enfrentar os muitos desafios do nosso tempo que frequentemente a dilaceram”, enfatizou.
Dom O'Malley lembra ainda que a Missa é a oração central do catolicismo, fonte e ápice da vida cristã. "Quando participamos da Missa com eles, ensinamos aos nossos filhos e netos uma das lições mais importantes", reforça.
Durante o Sacramento do Batismo, aos pais é recordado que eles são os primeiros e melhores professores dos filhos na fé. Para o Arcebispo de Boston, a fé é um patrimônio vivo para os filhos e netos. As crianças sempre olham seus pais e avós e os imitam, desta forma elas são formadas. Aquelas que observam os pais e outros adultos recebendo a Eucaristica com reverência, percebem mais facilmente que a Eucaristia é realmente o Corpo e Sangue de Cristo e o exemplo dos pais é uma parte essencial na preparação para receber a Primeira Comunhão.
“A Eucaristia não é somente algo simbólico. Jesus disse: ‘Eu sou o pão que desceu do céu; quem comer deste pão viverá para sempre; quem come a minha carne e bebe o meu sangue terá vida eterna e permanece em mim e eu nele”, destaca o cardeal.
Cada domingo, salienta Dom O'Malley, é uma “pequena Páscoa”, porque reafirma a ressurreição de Jesus, Sua vitória sobre a morte.
O prelado enfatiza ainda que a fidelidade à visão da Igreja sobre a família é difícil, particularmente numa sociedade sempre mais secularizada. Mas as famílias católicas podem oferecer à sociedade um testemunho potente do Amor de Deus.
“Jesus não prometeu que Seus caminhos seriam fáceis, mas prometeu que teriam logo a graça necessária para viver a vossa vocação. Recomendo a vocês, pais e mães de jovens famílias, imitem Josué e o povo de Israel. Quando perguntaram se eles serviriam ao Senhor ou aos deuses pagãos eles responderam: ‘eu e minha casa servimos ao Senhor”, concluiu Dom O'Malley.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Com Maria encontramos a solução para nossos problemas
Maria, a Imaculada, quer salvar seus filhos do rio de lama, e a "corda" que ela utiliza para isso é o santo terço. Em cada oração do terço, estamos proclamando aquela que é a "cheia de graça", com quem o Senhor esteve desde o começo. Aquela que nos trouxe o Salvador Jesus em Sua primeira vinda e também nos vai trazê-Lo na segunda. E o inimigo de Deus não gosta disso, pois a cada "Ave-Maria" que rezamos é uma condenação a ele. A cada oração dizemos que a serpente vai ser esmagada pelo calcanhar de Maria.
“Não se chega a Deus, senão por Jesus Cristo, e não se chega a Jesus Cristo senão por meio de Maria” (Santo Afonso de Ligório).
Os problemas que temos são como aqueles aparelhos utilizados nas academias. Os aparelhos que estão lá representam os problemas que devemos enfrentar. Talvez você diga: "Monsenhor Jonas, eu estou cheio de problemas". Que bom, meu filho! Você tem uma grande "academia" dentro de casa. Isso é sinal de que você está vivo! Saber enfrentar os problemas é verdadeiramente o segredo para felicidade. Peça a Virgem Maria: "Nossa Senhora, me dê a mão, cuida do meu coração". E não peça apenas que ela retire os empecilhos da sua frente, pois é com eles que você aprenderá a vencer as dificuldades.
Nossa Senhora está aí para nos guardar do desespero e nos ensinar a enfrentar os problemas. Ela não está em nossas vidas para tirá-los, mas para nos ensinar a encontrar a solução para resolvê-los, apontando-nos o Caminho, a Verdade e a Vida, que é Nosso Senhor Jesus. Com a Santíssima Virgem Maria, vamos encontrar a solução para os nossos problemas. Ela vai nos ensinar a solucioná-los por intermédio de seu Filho Jesus. Ela quer que nossos corações estejam firmes até o fim.
Hoje, Nossa Senhora nos diz que ela nos concederá a sabedoria do Alto, pois ela é a nossa intercessora. Não se atemorizem nem se precipitem: há um tempo para cada coisa. Deixem-na conduzi-los. Tudo o mais de que vocês necessitam, coisa por coisa, a seu tempo ela providenciará.
Ela nos diz: "Eu sua intercessora e serei o canal para que a sabedoria do Alto chegue até vocês e invada toda essa obra. Rezem o terço. Não deixem de rezar! Falem de mim. Busquem-me. Solicitem-me. Essa é a minha missão. Por isso, o Senhor me colocou à frente desta obra".
Vamos contar com a intercessão de Nossa Senhora em todas as situações que vivemos.
“Não se chega a Deus, senão por Jesus Cristo, e não se chega a Jesus Cristo senão por meio de Maria” (Santo Afonso de Ligório).
Os problemas que temos são como aqueles aparelhos utilizados nas academias. Os aparelhos que estão lá representam os problemas que devemos enfrentar. Talvez você diga: "Monsenhor Jonas, eu estou cheio de problemas". Que bom, meu filho! Você tem uma grande "academia" dentro de casa. Isso é sinal de que você está vivo! Saber enfrentar os problemas é verdadeiramente o segredo para felicidade. Peça a Virgem Maria: "Nossa Senhora, me dê a mão, cuida do meu coração". E não peça apenas que ela retire os empecilhos da sua frente, pois é com eles que você aprenderá a vencer as dificuldades.
Nossa Senhora está aí para nos guardar do desespero e nos ensinar a enfrentar os problemas. Ela não está em nossas vidas para tirá-los, mas para nos ensinar a encontrar a solução para resolvê-los, apontando-nos o Caminho, a Verdade e a Vida, que é Nosso Senhor Jesus. Com a Santíssima Virgem Maria, vamos encontrar a solução para os nossos problemas. Ela vai nos ensinar a solucioná-los por intermédio de seu Filho Jesus. Ela quer que nossos corações estejam firmes até o fim.
Hoje, Nossa Senhora nos diz que ela nos concederá a sabedoria do Alto, pois ela é a nossa intercessora. Não se atemorizem nem se precipitem: há um tempo para cada coisa. Deixem-na conduzi-los. Tudo o mais de que vocês necessitam, coisa por coisa, a seu tempo ela providenciará.
Ela nos diz: "Eu sua intercessora e serei o canal para que a sabedoria do Alto chegue até vocês e invada toda essa obra. Rezem o terço. Não deixem de rezar! Falem de mim. Busquem-me. Solicitem-me. Essa é a minha missão. Por isso, o Senhor me colocou à frente desta obra".
Vamos contar com a intercessão de Nossa Senhora em todas as situações que vivemos.
Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
terça-feira, 29 de maio de 2012
Saiba por que você deve ir à igreja?
![]() |
Lá mataremos nossa sede |
Nas regiões onde a carência de água é bastante prejudicial à sobrevivência do ser humano, os caminhões-pipa são indispensáveis para que muitas famílias possam receber periodicamente o mínimo necessário de água para sua sobrevivência. Sem este veículo que leva a água em seu reservatório, muitas famílias estariam condenadas a conviver com a falta d'água. E todos sabem que esse líquido é um elemento necessário para nossa sobrevivência.
O caminhão-pipa transportando a água está de certa forma levando vida a todos aqueles que dependem dessa substância para continuar vivos. Abastecido, ele cumpre o seu papel de ser um rio onde não há nascentes.
Muitas pessoas se perguntam qual a importância de participar da Igreja. Muitos se afastam da comunidade cristã pelos mais variados motivos. Outros até participam, mas voltam para casa do mesmo modo como chegaram. Em meio a uma sociedade que, muito rapidamente, vai criando a mentalidade de que a espiritualidade é algo individualista, qual o sentido de participar da Igreja? Por que ir à igreja?
Muitas vezes se chega à igreja como um caminhão-pipa, porém vazio, sem a água necessária que é sinal de vida. Diante do mistério de Deus, da Palavra proclamada, refletida e meditada, do pão e do vinho que se tornam o Corpo e Sangue de Cristo, nos abastecemos da Vida em Plenitude oferecida pelo próprio Cristo. Deste modo voltamos para casa cheios da Água Viva e, assim, podemos partilhar com aqueles que convivem conosco a Água que em nós foi depositada em nosso coração.
O coração é o depósito da Vida em Plenitude, no qual levamos o amor de Deus a nossos irmãos e irmãs. Quando deixamos de participar da Igreja nosso coração fica vazio e seco. Como alguém pode saciar a sede de outra pessoa se não possui nem mesmo água suficiente para saciar a própria sede?
Um caminhão-pipa só cumpre seu papel se estiver abastecido de água. Um ser humano só se sente completo como pessoa se estiver abastecido da presença de Deus. Por que ir à igreja? Ir à igreja porque nela está a Fonte de Água Viva, que sacia nossas sedes interiores. E porque, uma vez abastecidos da presença de Deus em nós, podemos levar esta mesma Água a todos aqueles que pedem uma gota da Água da Vida, a qual lhes devolva o sentido de viver em uma sociedade que partilha outras águas artificiais que não saciam a sede; mas pelo contrário, fazem com que o ser humano sempre tenha mais sede de vida verdadeira.
Ir à igreja porque lá encontramos a comunidade reunida. Na união com os irmãos e irmãs de comunidade partilhamos as dores e alegrias da vida em uma comum unidade. Ir à igreja porque é lá que o milagre da Eucaristia acontece em toda Santa Missa celebrada. Ir à igreja para voltarmos para casa melhores do que chegamos.
Muitas pessoas quando voltam para casa, ouvem de seus familiares: “Você foi rezar e voltou pior?” Quando voltamos para casa abastecidos do Amor de Cristo em nós é impossível voltarmos para o cotidiano da vida do mesmo jeito que chegamos. Somente quem teve sua sede saciada por Deus poderá saciar a sede de outras pessoas com o mesmo amor que recebeu.
Se o caminhão-pipa leva a água que sacia a sede humana biológica, nós somos convidamos a sair da igreja com o coração abastecido da Água Viva que sacia a nossa sede humana do Amor Divino.
A dor humana como lugar de "revelação"

O sofrimento nos leva a Cristo
Em sua Carta Apostólica sobre o significado cristão do sofrimento humano (já expressa em nosso trabalho), “Salvifici Doloris” (1984, n° 26), o saudoso Pontífice João Paulo II expressou, com maestria, a ideia enunciada: A dor humana como lugar de "revelação".
“Temos visto, através dos séculos e das gerações, que há no sofrimento um certo poder escondido, ou seja, uma graça especial que leva a pessoa, interiormente, para perto de Cristo. Uma graça particular.
A esta ficaram a dever a sua própria conversão muitos santos, como, por exemplo, São Francisco de Assis, Santo Inácio de Loyola, etc. O fruto de semelhante conversão é não apenas o fato de que o homem descobre o sentido salvífico do sofrimento, mas sobretudo que no sofrimento ele se torna um homem totalmente novo”.
De fato, a partir do evento Cruz, a dor humana se tornou um lugar privilegiado de manifestação/revelação do Sagrado, da presença e ação do próprio Deus, que, no mistério de sua Sexta-feira Santa, atrai a si todos os homens (cf. Jo 12,32). E este poder escondido – acima citado pelo Pontífice – presente no mistério da dor, manifesta, concretamente no território humano, a sua graça particular: No “alto do madeiro” o coração do homem sofredor tende a se dilatar e, a consequentemente, se questionar sobre a própria existência e sobre sua finalidade no solo de nosso tempo.
Assista: "O sofrimento não é maldição e sim redenção", com padre Reginaldo Manzotti
“Temos visto, através dos séculos e das gerações, que há no sofrimento um certo poder escondido, ou seja, uma graça especial que leva a pessoa, interiormente, para perto de Cristo. Uma graça particular.
A esta ficaram a dever a sua própria conversão muitos santos, como, por exemplo, São Francisco de Assis, Santo Inácio de Loyola, etc. O fruto de semelhante conversão é não apenas o fato de que o homem descobre o sentido salvífico do sofrimento, mas sobretudo que no sofrimento ele se torna um homem totalmente novo”.
De fato, a partir do evento Cruz, a dor humana se tornou um lugar privilegiado de manifestação/revelação do Sagrado, da presença e ação do próprio Deus, que, no mistério de sua Sexta-feira Santa, atrai a si todos os homens (cf. Jo 12,32). E este poder escondido – acima citado pelo Pontífice – presente no mistério da dor, manifesta, concretamente no território humano, a sua graça particular: No “alto do madeiro” o coração do homem sofredor tende a se dilatar e, a consequentemente, se questionar sobre a própria existência e sobre sua finalidade no solo de nosso tempo.
Assista: "O sofrimento não é maldição e sim redenção", com padre Reginaldo Manzotti
Precisamente aí ele “pode” – exercendo sua liberdade de criatura – olhar a seu lado e perceber que não está só, pois com ele está também o “Crucificado por excelência”, acompanhando-o em seu sofrer cotidiano e manifestando-Se a ele em expressão máxima de amor/doação por intermédio do emblema de sua dor.
O Crucificado da Sexta-feira Santa se torna presente na dor dos sacrificados do mundo. A paixão do mundo é alcançada e fermentada pela Paixão de Cristo, de modo que o peso da finitude não se torna ocasião de desespero e de condenação, mas caminho de ressurreição e de vida.
Ele, que, por amor à criatura humana e em obediência ao Pai, “foi transpassado” (cf. Zc 12,10; Jo 19,37) pela dor/finitude e pelo abandono, acompanha todos os crucificados de nossa terra, oferecendo a estes um perene sentido para seu sofrer, e inserindo-os em valores que transcendem a imanência (visão encerrada na finitude) própria da criaturalidade humana.
Na cruz do homem o Crucificado se desvela profundamente sob o signo do amor: “mais forte que a finitude e a morte” (cf. Ct 8,6b), e que tudo redime em seu sacrifício de obediência e liberdade.
Assim sendo, a partir de Cristo sofredor, a dor do homem se torna um específico território de revelação de um Deus que não o abandona à mercê de seus próprios dissabores, mas, que segue com ele até o fim de sua “Via Crucis” (Via dolorosa; em seu caminho de sofrimentos).Como consequência de tal compreensão, a dor do homem acaba por manifestar-se como uma perene possibilidade de redenção/salvação e, evidentemente, como um preciso espaço de revelação para os que a experienciam e para toda a humanidade.

Padre Adriano Zandoná
Vida no Espírito é vida de oração
Nunca estamos satisfeitos com nosso caminho de santidade. Graças a Deus, pois quanto mais santos, mais santos queremos ser. Estar impaciente consigo mesmo é bom, mas não compre mais o subproduto do diabo, que atormenta sua cabeça e seu coração com acusações e cobranças. Pelo contrário, confie no Senhor!
Semente alguma frutifica se não tiver terra, água e calor. Há alguns anos tive a oportunidade de estar na Holanda. Era mês de fevereiro, estava terminando o mais inclemente inverno. Vi aquelas terras sendo aradas. Algumas pessoas me explicaram todo o processo de tratamento do solo: a terra passara vários meses enregelada, por isso era preciso que ela fosse revolvida, oxigenada. Disseram-me também que se aquela terra não fosse revolvida, se não esquentasse, não adiantaria plantar. Terra fria não faz germinar semente nenhuma.
É preciso terra, água e calor. Calor que vem de Deus e que é o próprio Espírito Santo. Esse calor chega até nós pela oração. Portanto, vida no Espírito é vida de oração.
Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
Pentecostes é festa da união e da compreensão, define Bento XVI
Reuters

Durante a Missa, o Papa deu sua benção a uma família indiana
O Papa Bento XVI celebrou, na Basílica Vaticana, na manhã deste domingo, 27, a Santa Missa na solenidade de Pentecostes, “festa da união, da compreensão e da comunhão humana”.
Em sua homilia, o Santo Padre destacou que atualmente, mesmo com o desenvolvimento dos meios de comunicação e com “encurtamento” das distâncias geográficas, a compreensão e a comunhão entre as pessoas parecem ser sempre superficiais e difíceis. Então ele questiona: “Nesta situação, podemos encontrar realmente e viver aquela unidade que precisamos?”.
O Papa recorda da antiga história da construção da Torre de Babel (cfr Gen 11,1-9), onde os homens acreditavam não precisar mais de Deus e queriam sozinhos construir um caminho que os levasse ao céu para abrir as portas e colocarem-se no lugar de Deus.
“Também no nosso mundo, com o progresso das ciências e das técnologias encontramos o poder de dominar as forças da natureza, de manipular os elementos, de fabricar seres vivos, chegando quase ao próprio ser humano, rezar a Deus parece algo ultrapassado, inútil, porque nós mesmos podemos construir e realizar tudo aquilo que queremos. Mas não notamos que estamos revivendo a mesma experiência de Babel”, salienta o Pontífice.
O Santo Padre aponta a resposta para este conflito está na Sagrada Escritura, no episódio de Pentecostes. Naquela manhã, 50 dias depois da Páscoa, um vento forte soprou sobre Jerusalém e a chama do Espírito Santo desceu sobre os discípulos reunidos, pousou sobre cada um e acendeu neles aquele fogo divino, um fogo de amor capaz de transformar. Em Pentecostes, onde existia divisão e estranhamento, nasceu unidade e compreensão.
“E assim, torna mais claro porque Babel é Babel e Pentecostes é Pentecostes. Onde os homens querem fazer-se Deus, somente colocam-se uns contra os outros. Onde, em vez, colocam-se na verdade do Senhor, abrem-se para a ação do Espírito que os sustenta e os une. Queridos amigos, devemos ser segundo o Espírito de unidade e verdade, e para isso devemos rezar para que o Espírito nos ilumine e nos guie para vencer o fascínio de seguir nossa verdade, e para acolher a verdade de Cristo transmitida na Igreja”, enfatizou.
Como em Pentecostes, concluiu Bento XVI, a Igreja hoje se recolhe com a Virgem Maria para rezar: “Veni Sancte Spiritus! – Vem, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor!”
Em sua homilia, o Santo Padre destacou que atualmente, mesmo com o desenvolvimento dos meios de comunicação e com “encurtamento” das distâncias geográficas, a compreensão e a comunhão entre as pessoas parecem ser sempre superficiais e difíceis. Então ele questiona: “Nesta situação, podemos encontrar realmente e viver aquela unidade que precisamos?”.
O Papa recorda da antiga história da construção da Torre de Babel (cfr Gen 11,1-9), onde os homens acreditavam não precisar mais de Deus e queriam sozinhos construir um caminho que os levasse ao céu para abrir as portas e colocarem-se no lugar de Deus.
“Também no nosso mundo, com o progresso das ciências e das técnologias encontramos o poder de dominar as forças da natureza, de manipular os elementos, de fabricar seres vivos, chegando quase ao próprio ser humano, rezar a Deus parece algo ultrapassado, inútil, porque nós mesmos podemos construir e realizar tudo aquilo que queremos. Mas não notamos que estamos revivendo a mesma experiência de Babel”, salienta o Pontífice.
O Santo Padre aponta a resposta para este conflito está na Sagrada Escritura, no episódio de Pentecostes. Naquela manhã, 50 dias depois da Páscoa, um vento forte soprou sobre Jerusalém e a chama do Espírito Santo desceu sobre os discípulos reunidos, pousou sobre cada um e acendeu neles aquele fogo divino, um fogo de amor capaz de transformar. Em Pentecostes, onde existia divisão e estranhamento, nasceu unidade e compreensão.
“E assim, torna mais claro porque Babel é Babel e Pentecostes é Pentecostes. Onde os homens querem fazer-se Deus, somente colocam-se uns contra os outros. Onde, em vez, colocam-se na verdade do Senhor, abrem-se para a ação do Espírito que os sustenta e os une. Queridos amigos, devemos ser segundo o Espírito de unidade e verdade, e para isso devemos rezar para que o Espírito nos ilumine e nos guie para vencer o fascínio de seguir nossa verdade, e para acolher a verdade de Cristo transmitida na Igreja”, enfatizou.
Como em Pentecostes, concluiu Bento XVI, a Igreja hoje se recolhe com a Virgem Maria para rezar: “Veni Sancte Spiritus! – Vem, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor!”
Processo de beatificação de Frei Damião segue para Roma em junho
Convento de São Félix

O candidato a beato, Frei Damião, que viveu 66 anos de missão na região Nordeste do Brasil
Um homem de fé, que levou uma vida de doação de si em prol dos necessitados. Assim foi a trajetória de Frei Damião de Bozzano, que viveu 66 anos de missões na região do Nordeste brasileiro. Diante de sua fama de santidade, foi aberto o pedido para que o frei seja beatificado. Com o término da fase diocesana do processo de beatificação no último domingo, 27, a expectativa para a aprovação da Santa Sé aumenta, principalmente entre os nordestinos, que puderam acompanhar de perto a obra de Frei Damião.
A abertura oficial do processo de beatificação do frei foi no dia 31 de janeiro de 2003. Desde então, o vice-postulador da causa aqui no Brasil, frei Jociel Gomes, vem trabalhando na chamada fase diocesana, em que se faz o levantamento de documentos sobre a vida do candidato a beato e se colhe depoimentos que comprovem a prática das virtudes cristãs.
“Recolhemos toda a documentação pessoal, escolar, religiosa, também tudo aquilo que foi escrito pelo Frei Damião. Também escutamos os testemunhos de pessoas que o conheceram de perto, conviveram com ele e puderam dar um testemunho, principalmente acerca daquilo que a Igreja pede para o processo de beatificação e canonização que são as virtudes: a fé, a esperança e a caridade”, explicou o vice-postulador.
Para Frei Jociel, essas três virtudes resumem os fatores que agregaram a frei Damião a fama de santidade. “Frei Damião era um homem de muita fé, por causa da fé ele deu a sua vida. Eu sempre digo que Frei Damião foi um homem movido pela fé. Pela fé ele viveu pela fé ele se doou”, disse.
Ele contou ainda que o povo nordestino sempre viu em Frei Damião uma voz de esperança e revelou outra grande característica do candidato a beato que pode ser modelo hoje: o dom da escuta.
“Dentro desses 66 anos, Frei Damião confessou uma imensidão de gente. Alguns que conhecem a vida de santos e de missionários dizem que ele confessou até mais do que Padre Pio. E uma escuta não só dos pecados, mas uma confissão que às vezes também se tornava aconselhamento. Frei Damião parava para escutar as dores e alegrias, a partilha desse povo sofrido”, informou.
Expectativas
A solenidade de encerramento da fase diocesana foi presidida pelo arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, no Convento de São Félix, onde Frei Damião foi sepultado. Como tudo foi feito de acordo com as devidas orientações, frei Jociel acredita que a causa será de fato aceita pela Santa Sé. “No coração do nordestino, Frei Damião já tem um altar, mas a santidade dele precisa realmente ser reconhecida pela Igreja”.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
O amor tem seu tempo
Sonhos são muito bonitos nas novelas; na vida real, os caminhos não são prontos
A urgência dos nossos dias nos faz pensar exatamente na urgência do amor. Quando o sentimento se faz presente entre duas pessoas é muito comum a necessidade imediata de dizer: “Eu te amo”. Algumas pessoas dizem: “Que loucura! Isso não é amor”; outras afirmam: “Pra que esperar, eu amo e digo!”.
Avaliar nossos sentimentos e todas as implicações que ele [amor] envolve também nos faz pensar que os caminhos para o amor nunca são ou estão prontos, mas, certamente, passam por nossa maturidade.
A maturidade biológica nem sempre está relacionada à maturidade psicológica. As expectativas dos pais nem sempre serão concretizadas nos desejos dos filhos. Da mesma forma, o que foi vivido no passado nem sempre será válido para as experiências atuais.
Os gregos diziam que o amor é “uma questão de despertar para a vida” e, com isso, nem todos despertam ao mesmo tempo, nem esperam as mesmas coisas ou se satisfazem com as mesmas coisas.
Quando se acelera o processo do amor, muitas vezes, se “mata” esse sentimento. É por isso que as pessoas não podem se casar porque os pais delas se admiram, porque as famílias se dão bem ou porque o (a) namorado (a) tem ou não tem um status, ou um tipo de estudo.
Amor requer tempo, conhecimento, reconhecimento do que gosto ou não das minhas limitações e das limitações do outro. Amor é como uma construção: escolhe-se o terreno, as fundações e a base para que a obra seja realizada, os tijolos vão sendo colocados um a um, até que a casa seja coberta e todo o acabamento interior seja feito. Depois virão os jardins, os detalhes, os cuidados.
E é por isso que o amor não pode ser urgente: uma casa feita às pressas, com material de qualidade inferior, tende a cair antes do tempo. Imaginem se os tijolos desta casa, que é o amor, forem assentados com areia e água?
Sonhos são muito bonitos nas novelas, mas, na vida real, os caminhos não são prontos. Os caminhos de um casal se fazem pela descoberta das alegrias e das tristezas que os dois podem viver. Estes se fazem ainda pela capacidade de reconhecer no outro aquele que me faz feliz, mas não apenas a única pessoa do mundo que me faz feliz, mas que me completa em parte da vida, que é muito mais do que apenas uma pessoa ou um único motivo.
“Quem quer o amor precisa dar tudo o que tem para possuí-lo (Mt 13,44)” e é por isso que o amor exige dedicação e decisão.
Se você ainda não está pronto para isso, pense se não é tempo de se autoconhecer para conviver com o amor, mas também não espere que esteja 100% pronto para vivê-lo, pois a perfeição não existe, ainda mais quando falamos de seres humanos.
E lembre-se: para tudo existe um tempo: amor, afetividade, sexualidade, cada um deve e precisa acordar em seu tempo, até mesmo para que as experiências fora do tempo e erradas não se tornem marcas negativas no futuro.

Elaine Ribeiro
psicologia01@cancaonova.com
psicologia01@cancaonova.com
Elaine Ribeiro, Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Vida no Espírito é vida de fé
Hoje o Senhor lhe diz: “Vida no Espírito é vida de fé”. É preciso confiar no Espírito Santo que está em você. Confiar na terra, no solo maravilhoso que é você. Solo de Deus. Confie neste solo e na semente que em você foi plantada por Jesus. E seja paciente.
Não seja injusto consigo mesmo e com o Espírito Santo. Quem gosta de injustiças é o diabo. Ele quer maltratar-lhe com a autocondenação. Você se atormenta, se condena achando que não é uma boa pessoa, que sua conversão não foi verdadeira, que suas raízes são péssimas, que continua sendo a mesma pessoa, que não tem jeito, não tem solução, que continua com seu mau gênio, suas manias, seus pecados de sempre.
Acredite sem ver. Quando se vê, não é mais fé.
Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
sexta-feira, 25 de maio de 2012
O sentido do Pentecostes
![]() |
| Com ele tem início a ação evangelizadora para todas as nações |
Para entendermos o verdadeiro sentido da Solenidade de Pentecostes, precisamos partir do texto bíblico que nos apresenta na narração: "Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua" (At, 2, 1-6). Essa passagem bíblica apresenta o novo curso da obra de Deus, fundamentada na Ressurreição de Cristo, obra que envolve o homem, a história e o cosmos.
O Catecismo da Igreja Católica diz que: "No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da Sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito" (CIC, n. 731).
Nessa celebração somos convidados e enviados para professar ao mundo a presença d'Ele [Espírito Santo]. E invocarmos a efusão do Espírito para que renove a face da terra e aja com a mesma intensidade do acontecimento inicial dos Atos dos Apóstolos sobre a Igreja, sobre todos os povos e nações.
Por essa razão, precisamos entender o significado da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade: "O termo Espírito traduz o termo hebraico Ruah que, na sua primeira acepção, significa sopro, ar, vento. Jesus utiliza precisamente a imagem sensível do vento para sugerir a Nicodemos a novidade transcendente d'Aquele que é pessoalmente o Sopro de Deus, o Espírito Divino. Por outro lado, Espírito e Santo são atributos divinos comuns às Três Pessoas Divinas. Mas, juntando os dois termos, a Escritura, a Liturgia e a linguagem teológica designam a Pessoa inefável do Espírito Santo, sem equívoco possível com os outros empregos dos termos espírito e santo" (CIC, n. 691).
A Solenidade de Pentecostes é um fato marcante para toda a Igreja, para os povos, pois nela tem início a ação evangelizadora para que todas as nações e línguas tenham acesso ao Evangelho e à salvação mediante o poder do Espírito Santo de Deus.
O Papa Bento XVI fala sobre esse processo de reunificação dos povos a partir de Pentecostes: "Tem início um processo de reunificação entre as partes da família humana, divididas e dispersas; as pessoas, muitas vezes, reduzidas a indivíduos em competição ou em conflito entre si, alcançadas pelo Espírito de Cristo, abrem-se à experiência da comunhão, que pode empenhá-las a ponto de fazer delas um novo organismo, um novo sujeito: a Igreja. Este é o efeito da obra de Deus: a unidade; por isso, a unidade é o sinal de reconhecimento, o 'cartão de visita' da Igreja no curso da sua história universal. Desde o início, do dia do Pentecostes, ela fala todas as línguas. A Igreja universal precede as Igrejas particulares, as quais devem se conformar sempre com ela, segundo um critério de unidade e universalidade. A Igreja nunca permanece prisioneira de confins políticos, raciais ou culturais; não se pode confundir com os Estados, nem sequer com as Federações de Estados, porque a sua unidade é de outro tipo e aspira a atravessar todas as fronteiras humanas" (Bento XVI, Homilia na Solenidade de Pentecostes, 23 de maio 2010).
Temos necessidade do Espírito Santo Paráclito no nosso tempo:Veni, Sancte Spiritus!
O Catecismo da Igreja Católica diz que: "No dia de Pentecostes (no termo das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo, que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da Sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito" (CIC, n. 731).
Nessa celebração somos convidados e enviados para professar ao mundo a presença d'Ele [Espírito Santo]. E invocarmos a efusão do Espírito para que renove a face da terra e aja com a mesma intensidade do acontecimento inicial dos Atos dos Apóstolos sobre a Igreja, sobre todos os povos e nações.
Por essa razão, precisamos entender o significado da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade: "O termo Espírito traduz o termo hebraico Ruah que, na sua primeira acepção, significa sopro, ar, vento. Jesus utiliza precisamente a imagem sensível do vento para sugerir a Nicodemos a novidade transcendente d'Aquele que é pessoalmente o Sopro de Deus, o Espírito Divino. Por outro lado, Espírito e Santo são atributos divinos comuns às Três Pessoas Divinas. Mas, juntando os dois termos, a Escritura, a Liturgia e a linguagem teológica designam a Pessoa inefável do Espírito Santo, sem equívoco possível com os outros empregos dos termos espírito e santo" (CIC, n. 691).
A Solenidade de Pentecostes é um fato marcante para toda a Igreja, para os povos, pois nela tem início a ação evangelizadora para que todas as nações e línguas tenham acesso ao Evangelho e à salvação mediante o poder do Espírito Santo de Deus.
O Papa Bento XVI fala sobre esse processo de reunificação dos povos a partir de Pentecostes: "Tem início um processo de reunificação entre as partes da família humana, divididas e dispersas; as pessoas, muitas vezes, reduzidas a indivíduos em competição ou em conflito entre si, alcançadas pelo Espírito de Cristo, abrem-se à experiência da comunhão, que pode empenhá-las a ponto de fazer delas um novo organismo, um novo sujeito: a Igreja. Este é o efeito da obra de Deus: a unidade; por isso, a unidade é o sinal de reconhecimento, o 'cartão de visita' da Igreja no curso da sua história universal. Desde o início, do dia do Pentecostes, ela fala todas as línguas. A Igreja universal precede as Igrejas particulares, as quais devem se conformar sempre com ela, segundo um critério de unidade e universalidade. A Igreja nunca permanece prisioneira de confins políticos, raciais ou culturais; não se pode confundir com os Estados, nem sequer com as Federações de Estados, porque a sua unidade é de outro tipo e aspira a atravessar todas as fronteiras humanas" (Bento XVI, Homilia na Solenidade de Pentecostes, 23 de maio 2010).
Temos necessidade do Espírito Santo Paráclito no nosso tempo:Veni, Sancte Spiritus!
Padre Reinaldo
Comunidade Canção Nova
Comunidade Canção Nova
Como receber o Espírito Santo?
![]() |
O Dia de Pentecostes |
O Santo Pentecostes é celebrado no quinquagésimo dia da Páscoa. Para os judeus, era a festa do dom da Lei de Moisés: cinquenta dias após a saída de Israel do Egito, o povo chegou ao pé do Sinai e, aí, recebeu a Lei e, pelo pacto da Aliança, tornou-se para sempre o povo de Deus. É também a festa das primícias: na Terra Santa, o Pentecostes era comemorado no tempo da colheita da cevada. Levavam-se, então, os primeiros frutos da terra para o Templo de Deus.
Foi no dia de hoje, no Pentecostes dos judeus, quando os apóstolos estavam reunidos em Jerusalém, que o Senhor Jesus, que já tinha soprado Seu Espírito sobre os Doze (representando a Igreja toda), agora efundiu de modo portentoso, como no Sinai (vento, fogo, tremor de terra), o Espírito Santo, marcando o início da missão da Igreja de anunciar e testemunhar o Ressuscitado até os confins da Terra.
O Espírito é a própria vida que agora preenche e sustenta Jesus Ressuscitado, de modo que receber o Espírito é receber a própria vida de Jesus, Sua energia e potência de ressurreição. Para compreender numa linguagem de hoje: o Espírito é um "vírus", o "vírus" de Cristo morto e ressuscitado. O que esse "vírus bendito" faz? “Cristifica-nos”, isto é, vai nos impregnando da vida, dos sentimentos e atitudes de Cristo Jesus.
É um processo que chega ao máximo após a morte: esse Espírito virótico nos transfigura totalmente, corpo e alma, segundo o Cristo na Sua morte e ressurreição: a alma logo após a morte; o corpo, no final dos tempos, juntamente com toda a humanidade, toda a criação e toda a história.
Mas como se recebe este Espírito? Como entrar naquela experiência que os apóstolos tiveram quando Jesus soprou sobre eles e lhes deu o Espírito de paz e perdão dos pecados? A resposta é: pelos sacramentos da Igreja. Eles são os gestos de Cristo Ressuscitado, que até a consumação dos séculos agirá na Sua Comunidade e em cada discípulo Seu. Em cada sacramento, invariavelmente, o Pai derrama o Espírito do Filho para transfigurar o cristão em Cristo, de modo que, inserido no Seu Corpo glorioso, isto é, na Igreja, tenha acesso ao Pai.
Vejamos: no Batismo, o Espírito é dado na água, como vida nova em Cristo ("Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura"); na Crisma, é dado no óleo, como força para edificar a Igreja e testemunhar diante do mundo que Jesus é Senhor ("Não recebestes um espírito de temor, mas o Espírito de força..."); na Eucaristia, Ele impregna o pão e o vinho, até transformá-los no Corpo e no Sangue do Senhor, pleno de Espírito de vida eterna ("Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna. É o Espírito quem dá vida..."); no Matrimônio, é dado como Espírito de amor que une o Cristo e a Igreja como Esposo e Esposa numa nova e eterna Aliança, fazendo com que marido e mulher vivam o amor como sacramento da aliança esponsal entre Cristo e Sua Igreja católica ("Maridos, amai vossas esposas como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela...").
Na Ordem, os Bispos, sacerdotes e diáconos recebem o Espíritopela imposição das mãos, para serem presença do Cristo cabeça, mestre e sacerdote do rebanho ("O Espírito do Senhor repousa sobre mim porque o Senhor me ungiu...); na Penitência, o Espírito é dado pela imposição das mãos para o perdão dos pecados ("Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles serão perdoados"); na Unção dos Enfermos, o Espírito é dado como alívio e cura interior, para que o cristão que padece possa unir-se à cruz do Senhor ("Completo na minha carne o que faltou à paixão de Cristo...)".
Pois bem, durante toda a nossa existência, o Espírito do Senhorvai dando testemunho de Jesus no mais íntimo de nós e nos vai transfigurando no Cristo. Sejamos dóceis à ação d'Ele. Se o Espírito é um "vírus bom", o pecado é uma vacina ruim, que impede o vírus de agir e o deixa incubado em nós, sem produzir seus frutos... Por isso, São Paulo nos convida a viver não segundo a carne (= pecado), mas segundo o Espírito que habita em nós.
Sejamos gratos ao Senhor que nos cumulou com o Seu Espírito e sejamos dóceis à Sua ação em nós.
Dom Henique Costa - Bispo Auxiliar de Aracaju
Missão da Igreja é levar o homem a uma relação com Deus
Reuters

O Papa se encontrou com os participantes da Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana
A racionalidade científica tende a uniformizar o mundo e surge, às vezes de maneira confusa, um singular e crescente questionamento sobre a espiritualidade e o sobrenatural, o que, segundo o Papa Bento XVI, é sinal de uma inquietude que habita no coração do homem que não se abre ao horizonte crescente de Deus.
Ao se encontrar nesta quinta-feira, 24, com os participantes da Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana, o Pontífice destacou que a situação de secularismo caracteriza, sobretudo, as sociedades de antiga tradição cristã e corrói aquele tecido cultural capaz de abraçar toda a existência humana.
“O patrimônio espiritual e moral no qual o ocidente aprofunda suas raízes e que constitui sua força vital, hoje não é mais um valor profundo. Isso se reflete na diminuição da prática religiosa. Tantos batizados perderam a identidade e a afiliação, não conhecem os conteúdos essenciais da fé ou pensam ser capazes de cultivá-la sem a mediação eclesial”, ressaltou.
Enquanto muitos olham com dúvida as verdades ensinadas pela Igreja, outros reduzem o Reino de Deus a alguns grandes valores, que têm certamente a ver com o Evangelho, mas, como reforça o Papa, ainda não são o núcleo da fé cristã.
“O Reino de Deus é dom que nos transcende. Como afirmava o beato João Paulo II, ‘o Reino de Deus não é um conceito, uma doutrina, um programa sujeito à livre elaboração, mas é, acima de tudo, uma Pessoa que tem o nome e o rosto de Jesus de Nazaré, imagem do Deus invisível’”, disse o Papa.
Infelizmente, o Santo Padre reconhece que o próprio Deus foi excluído do horizonte de muitas pessoas e o discurso sobre Deus ainda está relegado no âmbito subjetivo, reduzido a um fato íntimo e privado, marginalizado pela consciência pública.
“Num tempo no qual Deus se tornou para muitos o grande Desconhecido e Jesus simplesmente um grande personagem do passado, não haverá um relançamento da ação missionária sem o renovamento da qualidade da nossa fé e da nossa oração; não sermos capazes de oferecer respostas adequadas sem um novo acolhimento do dom da Graça; não saberemos conquistar os homens pelo Evangelho sem tornar nós os primeiros a aprofundar a experiência com Deus”, enfatizou.
Bento XVI salienta que a missão da Igreja foi e sempre será a de levar os homens e as mulheres à uma relação com Deus, ajudá-los a compreender que cumprir a vontade de Deus não é um limite à liberdade, mas torna-os realmente livres.
“Deus é grande, não é concorrente da nossa felicidade, e ao encontrar o Evangelho – e aqui a amizade com Cristo – o homem experimenta ser objeto de um amor que purifica, aquece e renova, e torna capaz de amar e servir o homem com amor divino”, destaca o Papa.
Ao se encontrar nesta quinta-feira, 24, com os participantes da Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana, o Pontífice destacou que a situação de secularismo caracteriza, sobretudo, as sociedades de antiga tradição cristã e corrói aquele tecido cultural capaz de abraçar toda a existência humana.
“O patrimônio espiritual e moral no qual o ocidente aprofunda suas raízes e que constitui sua força vital, hoje não é mais um valor profundo. Isso se reflete na diminuição da prática religiosa. Tantos batizados perderam a identidade e a afiliação, não conhecem os conteúdos essenciais da fé ou pensam ser capazes de cultivá-la sem a mediação eclesial”, ressaltou.
Enquanto muitos olham com dúvida as verdades ensinadas pela Igreja, outros reduzem o Reino de Deus a alguns grandes valores, que têm certamente a ver com o Evangelho, mas, como reforça o Papa, ainda não são o núcleo da fé cristã.
“O Reino de Deus é dom que nos transcende. Como afirmava o beato João Paulo II, ‘o Reino de Deus não é um conceito, uma doutrina, um programa sujeito à livre elaboração, mas é, acima de tudo, uma Pessoa que tem o nome e o rosto de Jesus de Nazaré, imagem do Deus invisível’”, disse o Papa.
Infelizmente, o Santo Padre reconhece que o próprio Deus foi excluído do horizonte de muitas pessoas e o discurso sobre Deus ainda está relegado no âmbito subjetivo, reduzido a um fato íntimo e privado, marginalizado pela consciência pública.
“Num tempo no qual Deus se tornou para muitos o grande Desconhecido e Jesus simplesmente um grande personagem do passado, não haverá um relançamento da ação missionária sem o renovamento da qualidade da nossa fé e da nossa oração; não sermos capazes de oferecer respostas adequadas sem um novo acolhimento do dom da Graça; não saberemos conquistar os homens pelo Evangelho sem tornar nós os primeiros a aprofundar a experiência com Deus”, enfatizou.
Bento XVI salienta que a missão da Igreja foi e sempre será a de levar os homens e as mulheres à uma relação com Deus, ajudá-los a compreender que cumprir a vontade de Deus não é um limite à liberdade, mas torna-os realmente livres.
“Deus é grande, não é concorrente da nossa felicidade, e ao encontrar o Evangelho – e aqui a amizade com Cristo – o homem experimenta ser objeto de um amor que purifica, aquece e renova, e torna capaz de amar e servir o homem com amor divino”, destaca o Papa.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
MOSTRA RELIGIOSA NA IGREJA DE SANTA RITA
Catequese da Eucaristia
Gostaríamos de convidá-los a participar da 12ª edição da Mostra Religiosa promovida pela catequese da Eucaristia cujo tema esse ano será: CF 2012 e Centenário da Diocese de Ilhéus.
Contamos com a sua presença!!
Abertura: sexta dia 01/06/2012 as 19:00
Exposições: Sábado dia 02/06/2012 as 14:30 as 17:00
Obs.: teremos a venda de salgados e refrigerante
A coordenação
Gostaríamos de convidá-los a participar da 12ª edição da Mostra Religiosa promovida pela catequese da Eucaristia cujo tema esse ano será: CF 2012 e Centenário da Diocese de Ilhéus.
Contamos com a sua presença!!
Abertura: sexta dia 01/06/2012 as 19:00
Exposições: Sábado dia 02/06/2012 as 14:30 as 17:00
Obs.: teremos a venda de salgados e refrigerante
A coordenação
quarta-feira, 23 de maio de 2012
"A obra de Deus é a comunhão e a unidade", diz Dom Biasin
CNBB

'Queremos seguir o exemplo de Jesus, que não impôs a unidade, mas orou por ela', diz Dom Biasin
O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), em parceria com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está promovendo a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos desde o último domingo, 20, até dia 27 de maio. A proposta é fazer com que todos os cristãos possam entrar num processo permanente de conversão, trabalhando pela vitória de Cristo, que começa com a promoção da unidade entre os cristãos.
O tema deste ano é “Todos seremos transformados pela vitória de Nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Cor 15,51). O objetivo é buscar indicar o caminho de conversão que todos os cristãos são chamados a fazer, como explica o presidente da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso da CNBB, dom Francisco Biasin. “Queremos seguir o exemplo de Jesus, que não impôs a unidade, mas orou por ela”.
A temática leva ainda os cristãos a uma meditação sobre a ação constante da oração de Jesus. “O próprio Deus vive a comunhão nas três divinas pessoas. A unidade das igrejas, dos discípulos de Jesus, deve se espelhar nesta comunhão da Trindade”, explica dom Biasin.
O bispo recorda que os vinte séculos do cristianismo têm muitas marcas de divisão, e que isto é obra humana. “A obra de Deus é a comunhão e a unidade”. Por este motivo, Biasin lembra que cada cristão deve rezar pela unidade e trabalhar por ela, apesar das dificuldades e resistências que possa estar no coração de cada um.
Como ser um só rebanho?
Dom Biasin explica que para sermos “um só rebanho e um só pastor”, não é preciso estar na mesma igreja, mas valorizar a riqueza de cada uma. “Que todas as igrejas façam um esforço de conversão ao Senhor Jesus e assim possam convergir do local onde estão para Jesus. Mais próximas d’Ele, cada uma com o seu caminho feito, seremos discípulos de muitas faces, mas não de uma cara só”.
O principal subsídio para reflexão durante a Semana de Oração é um caderno de oração, que foi inicialmente elaborado pelas igrejas da Polônia. Depois de adaptado, o subsídio foi publicado em conjunto pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos do Vaticano e pela Comissão de Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas, de Genebra. No Brasil, a publicação foi traduzida pela CNBB e adaptada para a realidade brasileira pelo CONIC.
Para o presidente da Comissão para o Ecumenismo, um aspecto forte da Semana de Oração e do constante diálogo ecumênico é o encontro com a diversidade. “Quando ela é colocada a serviço da comunhão, ela se torna uma riqueza. Uma vez unidos, esta diversidade colocada em comunhão, enriquece a todos”, enfatizou.
O tema deste ano é “Todos seremos transformados pela vitória de Nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Cor 15,51). O objetivo é buscar indicar o caminho de conversão que todos os cristãos são chamados a fazer, como explica o presidente da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso da CNBB, dom Francisco Biasin. “Queremos seguir o exemplo de Jesus, que não impôs a unidade, mas orou por ela”.
A temática leva ainda os cristãos a uma meditação sobre a ação constante da oração de Jesus. “O próprio Deus vive a comunhão nas três divinas pessoas. A unidade das igrejas, dos discípulos de Jesus, deve se espelhar nesta comunhão da Trindade”, explica dom Biasin.
O bispo recorda que os vinte séculos do cristianismo têm muitas marcas de divisão, e que isto é obra humana. “A obra de Deus é a comunhão e a unidade”. Por este motivo, Biasin lembra que cada cristão deve rezar pela unidade e trabalhar por ela, apesar das dificuldades e resistências que possa estar no coração de cada um.
Como ser um só rebanho?
Dom Biasin explica que para sermos “um só rebanho e um só pastor”, não é preciso estar na mesma igreja, mas valorizar a riqueza de cada uma. “Que todas as igrejas façam um esforço de conversão ao Senhor Jesus e assim possam convergir do local onde estão para Jesus. Mais próximas d’Ele, cada uma com o seu caminho feito, seremos discípulos de muitas faces, mas não de uma cara só”.
O principal subsídio para reflexão durante a Semana de Oração é um caderno de oração, que foi inicialmente elaborado pelas igrejas da Polônia. Depois de adaptado, o subsídio foi publicado em conjunto pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos do Vaticano e pela Comissão de Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas, de Genebra. No Brasil, a publicação foi traduzida pela CNBB e adaptada para a realidade brasileira pelo CONIC.
Para o presidente da Comissão para o Ecumenismo, um aspecto forte da Semana de Oração e do constante diálogo ecumênico é o encontro com a diversidade. “Quando ela é colocada a serviço da comunhão, ela se torna uma riqueza. Uma vez unidos, esta diversidade colocada em comunhão, enriquece a todos”, enfatizou.
Assinar:
Postagens (Atom)

















.jpg)





