quarta-feira, 23 de maio de 2012

Espírito Santo nos impulsiona a chamar Deus de Pai, explica Papa


Reuters
Junto aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, o Papa deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a oração
Nesta quarta-feira, 23, o Papa Bento XVI continuou o ciclo de Catequeses sobre a oração, baseada nas Cartas de São Paulo. Aos peregrinos e fiéis reunidos na Praça São Pedro, o Santo Padre ressaltou que o Espírito Santo “nos ensina a nos dirigir a Deus como filhos, chamando-O de ‘Abbá, Pai’” com a simplicidade, o respeito, a confiança e o afeto de um filho por seus pais.

“Queridos irmãos e irmãs, o Espírito Santo nos ensina a tratar Deus, na oração, com os termos afetuosos de ‘Abbá, Pai!’, como fez Jesus. São Paulo, tanto na carta aos Gálatas como na carta aos Romanos, afirma que é o Espírito que clama em nós ‘Abbá, Pai!’”, ressaltou o Pontífice.


Bento XVI enfatiza ainda que a Igreja acolheu esta invocação, que é repetida na oração do "Pai-Nosso" e "poder chamar Deus de Pai é um dom inestimável". Ele não é somente o Criador, explica o Papa, mas é quem conhece cada um pelo nome, Aquele que cuida e ama todos imensamente, como ninguém no mundo é capaz de amar.

“Hoje muitos não se dão conta da grandeza e da consolação profunda contidas na palavra 'Pai', dita por nós a Deus na oração. O Espírito Santo ilumina o nosso espírito, unindo-nos à relação filial de Jesus com o Pai. Realmente, sempre que clamamos 'Abbá, Pai!', fazemos isso movidos pelo Espírito, com Cristo e em Cristo, e sempre em união com toda a Igreja”, afirma o Papa.

Talvez o homem de hoje, ressaltou o Pontífice, não perceba a beleza, a grandeza e a consolação profunda contida na palavra “pai”, porque a própria figura paterna não seja suficientemente presente e, muitas vezes, suficientemente positiva na vida cotidiana.

“A ausência do Pai, o fato de um pai não ser presente na vida de uma criança é um grande problema do nosso tempo, por isso, torna-se difícil entender na sua profundidade o que quer dizer que Deus é Pai para nós”, salienta.

Na oração, explica ainda Bento XVI, entramos numa relação de intimidade e familiaridade com um Deus pessoal, que quis nos fazer participantes da plenitude da vida, que nunca nos abandona. Na oração, não somente nos dirigimos a Deus, mas entramos numa relação recíproca com Ele. Uma relação em que nunca estamos sós: Cristo nos acompanha pessoalmente, e também a comunidade cristã, com toda a diversidade e a riqueza dos seus carismas, como família dos filhos de Deus.

No final da catequese, o Santo Padre saudou os fiéis e grupos de peregrinos nos vários idiomas, entre eles, os brasileiros.

“Queridos peregrinos de língua portuguesa: sede bem-vindos! Saúdo de modo particular os brasileiros do Rio de Janeiro, do Rio Grande de Sul, bem como as Irmãs Franciscanas de São José. Com a proximidade da solenidade de Pentecostes, procurai, a exemplo de Nossa Senhora, estar abertos à ação do Espírito Santo na vossa oração, de tal modo que o vosso pensar e agir se conformem sempre mais com os do seu Filho Jesus Cristo. De coração vos abençôo a vós e às vossas famílias!”, disse o Papa em português.

terça-feira, 22 de maio de 2012

HISTÓRIA DE SANTA RITA



Nasceu na Itália, em Cássia, no ano de 1380. Seu grande desejo era consagrar-se à vida religiosa. Mas, segundo os costumes de seu tempo, ela foi entregue em matrimônio para Paulo Ferdinando.

Tiveram dois filhos, e ela buscou educá-los na fé e no amor. Porém, eles foram influenciados pelo pai, que antes de se casar se apresentava com uma boa índole, mas depois se mostrou fanfarrão, traidor, entregue aos vícios. E seus filhos o acompanharam.

Rita então, chorava, orava, intercedia e sempre dava bom exemplo a eles. Seu esposo acabou sendo assassinado. Não demorou muito, seus filhos também morreram.

Seu refúgio era Jesus Cristo. A santa de hoje viveu os impossíveis de sua vida se refugiando no Senhor.

Rita quis ser religiosa. Já era uma esposa santa, tornou-se uma viúva santa e depois uma religiosa exemplar.

Ela recebeu um estigma na testa, que a fez sofrer muito devido à humilhação que sentia, pois cheirava mal e incomodava os outros. Por isso teve que viver resguardada.

Morreu com 76 anos, após uma dura enfermidade que a fez padecer por 4 anos.

Hoje ela intercede pelos impossíveis de nossa vida.

Santa Rita de Cássia, rogai por nós!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

FESTA Á SANTÍSSIMA TRINDADE- TEOTÔNIO VILELA


1º Noite: 25/05 (sexta)
Convidados: Capelania São Paulo Apóstolo, Comunidade São Benedito, As Famílias, Motoristas, Motoboys, Motociclistas e Escola EMTA.
Animação: Apostolado da Oração.


2º Noite: 26/05 (sábado)
Convidados: Comunidade N. Srª da Esperança, Paróq. N. Srª Aparecida, Pastoral da Juventude, Unidade de Saúde e seus profissionais
Animação: Grupo de Mãe Rainha


3º Noite: 27/05 (domingo)
Convidados: Apostolado da Oração, as Mulheres e os MInistros Extraordinários da Eucarisitia.
Animação: Juventude


4º Noite: 28/05 (segunda)
Convidados: Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, Movimentos Marianos, Câmara de Vereadores e Prefeitura Municipal.
Animação: Pastoral do Dizimo


5º Noite: 29/05 (terça)
Convidados: Paróquia São João Batista, Comunidades Sta. Luzia. Irmãs Franscicanas, MIssionárias de N. Senhora, Comerciantes do bairro e Escola Fábio Araripe.
Animação: Catequese


6º Noite: 30/05 (quarta)
Convidados: Paróquias Sto Antonio da Barra, São Jorge, Comunidade Bom Pastor, Terço e MIssa para os homens e os Colégios da Comunidade.
Animação: Legião de Maria 


7º Noite: 31/05 (quinta)
Convidados: Paróquia São Francisco de Assis, Seminário de Ilhéus e Jequié, Comunidade Vila Nazaré e São Franscisco, Catequese e Coroinhas.
Animação: MInistro da Eucarisitia


8º NOite: 01/06 (sexta)
Convidados: Paróquias N. Srª das Vitórias, N. Srª da Escada, N. Srª Conceição, Sta Rita de Cássia, Grupo de Bem com a Vida e a POlícia MIlitar.
Animação: Marianos


9º Noite: 02/06 (sábado)
Convidados: Paróquia Ata Terezinha, Paróquia N. Srª Guadalupe, Dizimistas, viúvos e viúvas, Associação de Moradores e UNAT.


Dia da Festa - 03/06 (domingo)
05 h -Alvorada
09 h - Missa Solene
16 h - Caminhada de Fé pelas ruas do bairro
17 h - Banção do Santíssimo Trindade Sacramento.


* Haverá barracas, sorteios, músias;
* Toda a renda da festa será destinada à Reforma da Igreja

domingo, 20 de maio de 2012

Ascensão e Comunicação.

A linguagem da evangelizaçao transforma o mundo.



O Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado neste dia 20 de maio, com o tema “Silêncio e Palavra: Caminho de Evangelização” coincide com a Festa da Ascensão do Senhor. Na Ascensão acontece a plenitude da comunicação do Criador com Sua criatura, selando definitiva e evidentemente o cumprimento da Aliança de Deus com o Seu povo.
A comunicação supõe anúncio de palavras, portanto de vibração de sons, de barulho, mas também exige momentos de silêncio.Às vezes a capacidade de ouvir fala mais alto do que as palavras. A cultura dos ruídos impede uma boa comunicação e dificulta muito o diálogo. Com isso dizemos que o silêncio faz parte integrante da comunicação entre as pessoas.
Ao voltar à Casa do Pai, Jesus comunica aos apóstolos a missão de anunciadores da Palavra de Deus. Para isso deveriam ser testemunhas de Sua ressurreição. Assim dizemos que a Ascensão é a Festa da Comunicação, do encontro e do diálogo entre o humano e o divino, o cumprimento da Aliança de relacionamento entre Deus e aqueles que O reconhecem como Deus.


Na Ascensão Jesus promete enviar, aos apóstolos e à Igreja toda, o Espírito Santo comunicador, confirmando Sua presença definitiva na vida das comunidades cristãs. A grande comunicação confiada a todos nós é que anunciemos o fato de que Jesus ressuscitou e não morreu. Ele continua vivo entre nós.
O poder da comunicação está apoiado, de forma bem determinada, na autenticidade de quem comunica. Jesus foi modelo, com uma comunicação simples, mas com palavras munidas de vida, de coerência e sadia intenção. Ele transfere esse poder para os discípulos, devendo agir nos princípios determinados pelo Mestre.
Devemos saber a linguagem da comunicação de Deus. Ela vem acompanhada de certeza e não de uma nova língua, de um novo idioma, mas um novo modo de comunicar o caminho de libertação, de ascensão e da vida nova do Reino de Deus. É uma linguagem propriamente de evangelização e de ação transformadora do mundo, que tem como base atitudes concretas e de fidelidade à fé.
 Dom Paulo Mendes Peixoto

Papa destaca compromisso com cultura, voluntariado e trabalho



O Papa Bento XVI reunido com membros das associações católicas neste sábado, 19, no Vaticano
Enfrentar as injustiças e promover a dignidade humana e a família diante dos desafios urgentes. Foi esta a mensagem de coragem que o Papa Bento XVI transmitiu, neste sábado, 19, aos leigos comprometidos com a cultura, no voluntariado e no trabalho, a perseverar no caminho do Evangelho de Cristo, sendo fiéis à doutrina social da Igreja.

O Santo Padre recebeu cerca de oito mil membros de três associações católicas italianas: o Movimento Eclesial de Compromisso Cultural, a Federação de Organismos Cristãos do Serviço Internacional de Voluntários e o Movimento Cristão de Trabalhadores, pela ocasião de seus aniversários.

Lembrando que os aniversários são ocasiões propícias para dar um novo impulso ao próprio carisma, com gratidão e uma visão crítica, atenta às próprias origens e aos novos sinais dos tempos, Bento XVI reiterou a importância do compromisso e do testemunho dos leigos católicos com estes três âmbitos da sociedade, promovendo a dignidade humana.

“Cultura, voluntariado e trabalho são um trinômio indissolúvel no compromisso cotidiano do laicato católico, que se propõe a fazer incisiva a pertença a Cristo e à Igreja, tanto no âmbito privado como na esfera pública da sociedade. O leigo fiel se põe propriamente em jogo quando é ativo nestes âmbitos e, no serviço cultural, na ação solidária com os necessitados e no trabalho, se esforça por promover a dignidade humana. Estes três âmbitos estão enlaçados por um denominador comum: o dom de si mesmos”, disse.

Doar-se pelo próximo

O Papa lembrou ainda como é a experiência de entrega do cristão na sociedade. Ele enfatizou que tal entrega vai além do afeto e transmissão de noções técnicas e teóricas. “O voluntariado, recurso insubstituível da sociedade, envolve não tanto dar as coisas, mas dar-se a si mesmos, em ajuda concreta aos mais necessitados”

Recordando que a liberdade do dom de si mesmo é o único fator que nos faz descobrir a felicidade profunda, embora nem sempre isso seja compreendido, o Papa reiterou também o papel da família nesse processo. “A família é o primeiro lugar onde se experimenta o amor gratuito. E quando ele não se sucede, é quando se desnaturaliza e entra em crise”, enfatizou o Pontífice.

Ao concluir seu discurso, assegurando a estas associações católicas que elas contam com o Papa, Bento XVI quis destacar dois elementos evidenciados no encontro. “A afirmação de sua parte da necessidade de continuar no caminho do Evangelho, na fidelidade à doutrina social da Igreja e na lealdade com os Pastores. E o meu sopro, o sopro do Papa, que os convida a prosseguir com constância em favor dos irmãos. Deste compromisso faz parte também a tarefa de evidenciar as injustiças e testemunhar os valores sobre os quais se funda a dignidade da pessoa humana, promovendo as formas de solidariedade que favorecem o bem comum”
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Patronos da JMJ 2013 serão divulgados no próximo domingo

No próximo domingo, 27, jovens do mundo inteiro conhecerão os nomes dos patronos e intercessores da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013. 

Os nomes serão divulgados após a Santa Missa de Pentecostes, presidida pelo presidente do Comitê Organizador Local (COL) e arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, no Santuário da Penha, seguida da tradicional coroação da imagem de Nossa Senhora da Penha. A Missa marcará também o encerramento do Mês Mariano na Arquidiocese do Rio.

Para saciar um pouco a curiosidade dos jovens, um dos diretores executivos do Setor de Preparação Pastoral, padre Leandro Lenin, deu uma dica: serão santos que têm a ver com a história e o tema da Jornada e com o Brasil.

O COL dividiu a escolha dos santos em patronos, que têm ligação com a Jornada, com o tema e o país sede do evento; e em intercessores, modelos exemplares de juventude, que entregaram suas vidas por amor a Cristo. A data de divulgação foi escolhida justamente porque o Espírito Santo é o grande impulsionador da vida de santidade nos discípulos de Cristo.

“Quando pensamos em um santo da Igreja, temos nele um modelo seguro de alguém que, tão humano como nós, conseguiu seguir Jesus Cristo até as últimas consequências”, explicou padre Leandro. 

De acordo com o sacerdote, para cada patrono e intercessor será apontada uma virtude bem aparente para que os jovens possam imitá-la. 

“Olhar para aquele santo vai inspirar a vida desses jovens e trazê-los para o dia a dia. A gente vai poder ter o ‘nosso santinho’ e ele, de fato, vai nos ajudar a ser melhores, não só pela intercessão espiritual dessa grande comunhão que temos com eles, mas acima de tudo vendo que ele tão jovem se entregou. E por que eu também não conseguirei fazer isto?”, disse.

O evento de divulgação do nome dos santos patronos e intercessores começa com a oração do terço, a partir das 14h, na Igreja Bom Jesus da Penha. De lá, os jovens seguem em procissão até a Concha Acústica do Santuário da Penha, onde será celebrada a Santa Missa. 

“Toda arquidiocese e também todo o Brasil e o mundo poderão descobrir ao final desta Santa Missa quem serão estes que nos ajudarão a caminhar com mais segurança nos dias da Jornada, e nos inspirar depois”, afirmou o sacerdote.

Igreja celebra neste domingo o Dia Mundial da Comunicações Sociais

A Igreja Católica celebra neste domingo, 20, o 46° Dia Mundial das Comunicações Sociais, afirmando que “silêncio” e “palavra” são partes dos processos de comunicação, nomeadamente quando estão em causa projetos de evangelização. A data é celebrada anualmente pela Igreja na Solenidade da Ascensão do Senhor.


"Silêncio e palavra: caminho de evangelização" é precisamente o tema da mensagem de Bento XVI para esta jornada, onde o Papa sublinha que “o silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo”.

Na mensagem, o Papa destaca que Deus fala ao homem no silêncio e ali também o homem pode se comunicar com Ele.

“Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus... Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa. Desta contemplação nasce, em toda a sua força interior, a urgência da missão, a necessidade imperiosa de “anunciar o que vimos e ouvimos”, a fim de que todos estejam em comunhão com Deus".

Segundo o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, o grande desafio proposto pelo Papa Bento XVI na mensagem deste ano é bem pertinente porque recorda aos profissionais de comunicação que o silêncio favorece a reflexão para que os temas abordados nas notícias apresentem as palavras mais indicadas para uma comunicação ética e verdadeira.

"Num tempo de tanto barulho e rumor, as pessoas sentem necessidade desses momentos de silêncio, seja na vida pessoal ou na vida social. Um profissional de comunicação, em meio a tanta produção de conteúdos e a pressões para produzir mais, necessita muito mais dessas ocasiões de silêncio", ponderou.

Bento XVI explica solenidade da Ascensão do Senhor.



Reuters
Papa abençoa peregrinos reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano
Fiéis e peregrinos compareceram em grande número à praça São Pedro, no Vaticano, para ouvir as palavras do Papa Bento XVI, no Angelus deste domingo, 20, e receber a sua benção.

Bento XVI falou aos presentes sobre a Ascensão do Senhor, ressaltando que o acontecimento “assinala o cumprir-se da salvação, iniciada com a Encarnação”. Ele explicou que ao ascender aos céus, Jesus não abandonou a humanidade, pelo contrário, “assumiu consigo os homens na intimidade do Pai e assim revelou o destino final da nossa peregrinação terrena”.

“A Ascensão é o último ato da nossa libertação do peso do pecado”, disse o Papa, que acrescentou: “Por isso os discípulos, quando viram o Mestre levantar-se da terra e elevar-se para o alto, não foram tomados pelo desconforto, mas sentiram uma grande alegria e sentiram-se encorajados a proclamar a vitória de Cristo sobre a morte" (cfr Mc 16,20).

Sobre o significado da Ascensão, o Santo Padre explicou que esse gesto do senhor, revela que "em Cristo a nossa humanidade é levada às alturas de Deus, assim, a cada vez que rezamos, a terra une-se ao Céu. E como o incenso, queimando, faz subir às alturas a sua fumaça de suave perfume, de forma que, quando elevamos ao Senhor a nossa fervorosa e confiante oração, em Cristo, ela atravessa os céus e alcança o Reino de Deus, é por ele ouvida e atendida”.

Por fim, o Papa citou a obra de São João da Cruz, a Subida ao Monte Carmelo: “para ver realizados os desejos do nosso coração, não há modo melhor que colocar a força da nossa oração naquilo que agrada a Deus. Então ele nos dará não somente o que pedimos, ou seja, a salvação, mas também o que considerar que seja conveniente e bom para nós”.

O Papa lembrou então dois eventos trágicos ocorridos na Itália nas últimas 24 horas: um atentado a uma escola da cidade de Brindisi e o terremoto desta madrugada que atingiu a região italiana da Emília Romagna deixando, até o momento, um saldo de seis mortes. O Santo Padre manifestou sua proximidade às vítimas e aos seus familiares.


Como sempre faz, Bento XVI saudou os presentes nas suas diversas línguas. Em português, disse: "Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, em particular o grupo brasileiro da paróquia Nossa Senhora Aparecida de Piabetá, a quem agradeço o apoio espiritual e material que dão ao meu serviço de Sucessor de Pedro. Sobre todos invoco os dons do Espírito Santo, para serem verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, fazendo jorrar a sua Vida no meio das respectivas famílias e comunidades, que de coração abençôo"

sábado, 19 de maio de 2012

Como você tem construído seus planos?

Imagem de Destaque





Repense o seu modo de ver a vida




Em nossa vida fazemos planos, estabelemos metas e, com isso, visualizamos situações que “podem vir a ser”, que “podem ocorrer”, e nos colocamos numa posição de expectativa e investimento de energia, trabalho e emoção. As expectativas de vida podem, em algum momento, concretizar-se ou não.
O acúmulo de expectativas e situações não resolvidas, bem como problemas cotidianos, profissionais e pessoais podem nos levar ao famoso estresse, que não vem apenas por aquilo que está externo a nós e visível, como problemas, pessoas, falta de dinheiro, desemprego, etc., mas especialmente ao que chamamos de fatores internos, e um em especial: a maneira como interpretamos a vida e seus acontecimentos, as pessoas com as quais convivemos, as situações pelas quais passamos.

Geramos ou pioramos um estado de estresse pela forma como encaramos a vida. Quer um exemplo bem simples de como isso acontece? Por um descuido, você bate seu carro. Não é nada grave, não houve vítimas. Qual a solução mais prática? Buscar um funileiro, avaliar os danos, fazer o orçamento, as formas de pagamento, se você pode ou não pagar agora e decidir por fazer o conserto. Isso é prático, racional e direto (mesmo sabendo que haverá um gasto e que você não poderá pagá-lo agora).

Assista: "Quero ser curado", com o saudoso padre Léo, scj

Porém, um modo que gera grande desgaste é olhar para a mesma situação cobrando-se: “Eu fiz tudo errado! Como pude bater este carro! Eu não me perdoo, sou mesmo um idiota”. Todos esses pensamentos estressantes e autopunitivos trouxeram alguma solução? Certamente não. Percebe agora como nossos pensamentos e crenças pessoais podem influenciar nossa reação diante de um acontecimento?

A forma como interpretamos as situações e o modo como nossos pensamentos se desenrolam desencadeiam, portanto, a produção do famoso estresse. Crença é aquilo que dá significado à nossa vida. Se eu creio em Deus, meus atos tendem a ser pautados por essa crença. Por outro lado, se creio que tudo será péssimo, que não sou capaz, que nada dá certo comigo ou que nunca minhas expectativas darão certo, temos aí um bom caminho para atitudes desfavoráveis e um amontoado de novos pensamentos negativos e um belo caminho para o adoecimento e para um círculo contínuo e vicioso de estresse.

Muitas vezes, quando estamos nesse estado, achamos mil desculpas para justificá-lo: "Estou estressado porque meu carro quebrou". Ou: "Porque meu time perdeu", assim como: "Porque meu namoro acabou", porque ... porque... porque... sempre baseados em fatos externos. 

Você já parou para pensar qual é a sua parcela de responsabilidade diante do que não deu certo? Será que não é devido à sua forma de ver o mundo que o estresse acontece e com ele todas as consequências físicas e emocionais em sua vida?

Faço este convite a você: pare e observe como você encara o mundo ao seu redor. Este pode ser um primeiro passo para não ser refém da vida e dar um novo significado à sua história.

Aceita o convite? Deixe seu comentário!
 
Um grande abraço!

Dom da unidade católica é essencial, enfatiza Papa





Rádio Vaticano
O Papa enfatiza que a verdade de Cristo deve ser proposta com alegria e confiança
O Papa Bento XVI destacou nesta sexta-feira, 18, a importância de preservar, promover e fomentar o dom da unidade católica como condição essencial para o cumprimento da missão da Igreja nos Estados Unidos. Nesta manhã, o Pontífice recebeu 15 bispos de rito oriental da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos da América, em visita ad limina.

“A Igreja na América tem lutado para reconhecer e incorporar esta diversidade, e conseguiu, não sem dificuldade, a formação de uma comunhão em Cristo e na fé apostólica, que espelha a catolicidade, uma marca indefectível da Igreja”, destacou.

Bento XVI recordou que o fenômeno imigratório continua a acontecer nos Estados Unidos, mesmo em tempos de crise. Para ele, a Igreja deve proporcionar aos imigrantes uma assistência pastoral e econômica e ainda incorporar e cultivar o rico patrimônio de fé e cultura presentes em muitos grupos de imigrantes.

“A imensa promessa e as energias vibrantes de uma nova geração de católicos estão esperando para ser aproveitado para a renovação da vida da Igreja e da reconstrução das camadas da sociedade americana”, enfatizou ainda o Santo Padre.

O Papa pediu aos bispos que se mantenham particularmente próximos dos homens e mulheres em suas Igrejas locais que estão empenhados em seguir Cristo sempre com maior perfeição na generosidade abraçando os conselhos evangélicos.

Ele recordou também que “com o enfraquecimento progressivo dos valores tradicionais cristãos, e a ameaça de um período na qual nossa fidelidade ao Evangelho pode nos custar muito caro, a verdade de Cristo não apenas precisa ser compreendida, articulada e defendida, mas proposta com alegria e confiança, como a chave para a realização humana autêntica e para o bem-estar da sociedade como um todo”.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

A Sabedoria escondida em todas as coisas

Precisamos aprender a contemplar a vida

Quero recordar agora as obras do Senhor, o que vi contarei. Ele sondou as profundezas do abismo e do coração humano, penetrou os seus segredos. Porque o Altíssimo possui toda a ciência e vê o sinal dos tempos. Nenhum pensamento lhe escapa e nenhuma palavra lhe é escondida. Todas as coisas formam dupla, uma diante da outra e ele não fez nada incompleto [...]” (Eclo 42, 15.18.20.24)
Um dos males muito profundos do nosso tempo é a incapacidade de contemplar, de parar gratuitamente diante da vida, da criação, dos acontecimentos, só para dar uma espiadinha despretensiosa e procurar saborear um pouco o sentido da existência.
Nosso mundo tudo quanto toca deseja manipular, usar em favor do tempo, do lucro, da vantagem... Mas, assim, não se vê o essencial, perde-se o mais importante, torna-se míope para o fundamental.

Na sua simplicidade, o Autor sagrado olha a criação; olha-a contemplando-a, como uma criança deslumbrada, deixando-se envolver e maravilhar pelo que contempla. Assim, em tudo reconhece a presença sábia, providente e amorosa do Senhor.

Percebe que a realidade lhe escapa – e ainda hoje é assim: Tu, ó homem, não podes compreender de modo exaustivo o mistério da realidade, da vida, dos porquês da natureza, nem mesmo do teu coração...

E quando nos colocamos, de modo soberbo e pretensioso, diante desses mistérios, eles se tornam opacos, nada nos revelam e provocam uma angústia sem fim, a qual nos faz nos sentir pequenos, vazios, jogados à toa, num mundo sem sentido. Por outro lado, quando tomamos consciência de que, no princípio de tudo e por trás de tudo, há um Amor infinito, uma Sabedoria providente e amorosa, então tudo ganha novo sentido.

Ainda que não compreendamos tantas coisas e não tenhamos a resposta exata para tantas perguntas, podemos, feito crianças, olhar para o Alto, para Aquele que habita nos céus, e exclamar com sabedoria de menino:

“Eu não sei; mas, Tu sabes! Eu não compreendo; mas, Tu compreendes! Estou em tuas mãos benditas; tudo está em tuas santas e providentes mãos! Tu me amas; eu te amo! O teu Nome é Eternidade; o teu Nome é Amor!”
Dom Henique Costa, Bispo Auxiliar de Aracaju
www.domhenrique.com.br

Jovens e CNBB discutem comunicação que transforma vidas

O padre italiano Antonio Spadaro, especialista em cyberteologia, é um dos principais palestrantes do seminário promovido pela CNBB
 
Uma comunicação que transforma vida: Esta é a proposta do padre italiano Antonio Spadaro, especialista em cyberteologia. Ele é um dos principais palestrantes convidados ao Seminário para Jovens Comunicadores, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio das comissões para a Comunicação e para a Juventude.

O evento que começa nesta sexta-feira, 18, em Brasília, pretende reunir cerca de 300 jovens profissionais de todo o país que atuam em diversas áreas da comunicação. O objetivo é debater questões sobre evangelização, juventude e novas mídias.

“A internet é uma realidade que faz parte da vida cotidiana. Se até algum tempo atrás a rede passava uma imagem 'fria', técnica, que requer conhecimentos específicos, hoje é um lugar que frequentamos para estar em contato com os amigos que moram longe, para ler notícias, para comprar um livro ou fazer reservas de viagem, para compartilhar interesses e ideias”, salienta padre Spadaro.

Para o especialista em cyberteologia, a internet não é um instrumento, mas um ambiente, um espaço de experiência que se torna, cada vez mais, parte integrante do dia a dia.

Mas qual o papel e a postura do jovem católico diante das mídias digitais? São perguntas a serem respondidas neste seminário que poderá ser acompanhado pela twitcam a partir desta sexta-feira, às 20h. O link da transmissão e todo conteúdo do seminário estará disponível no site 'Jovens Conectados'

Igreja se prepara para debater sua missão no Brasil.


CNBB
Durante a 50ª Assembleia Geral da CNBB, Dom Sérgio Braschi falou sobre os preparativos para o 3º Congresso Missionário Nacional
A Igreja no Brasil prepara o seu 3º Congresso Missionário Nacional (3º CMN), marcado para os dias 12 a 15 de julho em Palmas (TO). A iniciativa é das Pontifícias Obras Missionárias (POM), Conselho Missionário Nacional, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).Em pauta estarão temas como a missão diante de um mundo secularizado; a relevância do Vaticano II e o compromisso com a missão aqui e além-fronteiras. O Congresso de Palmas reunirá cerca de 600 pessoas representantes dos Regionais e Organismos missionários, e servirá como preparação do Brasil para o 4º Congresso Missionário Americano - CAM 4 - Comla 9, marcado para 2013, em Maracaibo, na Venezuela.
O objetivo geral do encontro é “assumir a dimensão universal da missão, guiados pelo Espírito, a serviço do reino, à luz do Concílio Vaticano II e da caminhada latino-americana em vista do Cam4 - Comla 9”.
Para Dom Pedro Brito Guimarães, Arcebispo de Palmas e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, sediar um Congresso Missionário Nacional será um privilégio e uma bênção: “Este Congresso é uma chuva de bênçãos para Palmas e para o Tocantins”, disse.
Em entrevista ao programa brasileiro da Rádio Vaticano, o diretor nacional das POM no Brasil, padre Camilo Pauletti, falou especificamente sobre as dificuldades missionárias na Amazônia. Para ele, as dificuldades econômicas e políticas, ao lado do descaso dos poderes públicos, da cobiça dos madeireiros e da invasão das terras indígenas são desafios que requerem a presença missionária e profética da Igreja.
"A Amazônia do Brasil tem um conjunto que soma mais de 50 dioceses. As distâncias, as dificuldades econômicas, um povo que vive um pouco mais afastado e abandonado pelo poder público, tudo isso requer uma atenção maior. Além disso, é uma região cobiçada por pessoas que são gananciosas em relação à natureza, a retirada da madeira, a exploração dos rios e minérios, da invasão das terras indígenas. Diante disso, a presença da Igreja tem que ser profética e que venha a defender as pessoas, atender esse povo mais simples e mais pobre”, destacou o diretor das POM.
Segundo o padre Pauletti, “o nosso trabalho missionário enfrenta diversos desafios, mas estão firmes com as obras missionárias, com as animações missionárias e com a formação missionária. Realmente, a Amazônia, também é um desafio no sentido dos recursos humanos e materiais. Pouco a pouco as regiões sul e sudeste do Brasil estão manifestando solidariedade com a Amazônia, mas precisamos crescer mais".
A CNBB, por sua vez, também se volta para a Amazônia, e vários motivos se colocam ao redor desta preocupação. O interesse pela Amazônia assumiu tanto significado e urgência que na 41ª Assembleia Geral, em 2003, por unanimidade, tomou-se a decisão de formar uma Comissão Episcopal da Amazônia.
Em junho de 2011, a CNBB nomeou como presidente desta Comissão o cardeal Cláudio Hummes, prefeito emérito da Congregação para o Clero. Dom Jaime Vieira Rocha, bispo de Campina Grande (PB) também compõe a Comissão Episcopal, que tem como membros: dom Erwin Krautler, bispo da Prelazia do Xingu (PA), dom Moacyr Grechi, arcebispo emérito de Porto Velho (RO) e dom Sérgio Castriani, bispo de Tefé (AM).
Dom Cláudio Hummes diz que a Comissão tem duas grandes finalidades: uma é manter a Igreja, ou seja, os bispos espalhados pelo Brasil, interessados na Amazônia, que não se esqueçam da Amazônia, “e com eles, ver o que se pode fazer para que a Igreja na Amazônia seja bem sustentada e assistida por nós como irmãos no Episcopado. A segunda é a própria Igreja na Amazônia, com tudo o que são seus grandes projetos, seu crescimento, suas alegrias e tristezas; digamos, suas aspirações e suas carências. Além disso, é claro, é preciso acompanhar, estar ali junto, como um irmão que quer estar a serviço”.

Religiosos destacam importância da catequese familiar



 A solução para tantos problemas que a família enfrenta hoje pode estar dentro da própria família. A maior presença dos pais na vida de seus filhos, em especial na iniciação da criança na vida religiosa, pode ser um caminho para os filhos aprenderem valores que possam transformar a realidade social.

O início da vida religiosa da criança geralmente acontece na catequese, mas se engana quem pensa que está é uma tarefa da Igreja. A coordenadora da catequese de Primeira Eucaristia na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Lorena (SP), Rosa Helena Gonçalves Valentim Correa, diz que o processo começa diretamente em casa desde quando a criança nasce, sendo os pais os primeiros catequistas de seus filhos. 

Rosa defende que essa presença dos pais é importante, principalmente tendo em vista o papel desempenhado por eles. “Ensinar a Palavra, o amor, primeiramente a Deus, também à Igreja e ensinar também o respeito. Tudo isso vem de casa então a importância dos pais é eles passarem para seus filhos esse amor que eles mesmos têm por Deus”, disse a catequista.

O grande problema, segundo Rosa, é que hoje os pais não têm tempo para ensinar os filhos e estão muito distantes. “Eles (os pais) não dão muita importância e querem jogar os filhos para a Igreja para eles aprenderem”, comentou. 

Catequese familiar= O assessor da Comissão Episcopal para Vida e Família da CNBB, padre Wladimir Porreca, não só reforçou a importância dos pais na vida religiosa dos filhos como destacou a necessidade de se ter uma catequese familiar. 

“Eu defendo que a catequese seja formada por pais. A Igreja vai instruir esses pais e se precisar dar uma segunda catequese. Temos de ajudar os pais a educar os seus filhos, e não educar os filhos para os pais”, enfatizou. Ele completou dizendo que, quando isso não acontece, está havendo aí também uma terceirização da religião. 

Padre Wladimir ressaltou ainda que a fala dos pais marca profundamente a criança de forma que, mesmo com o passar do tempo e das adversidades da vida, ela não se esquece jamais. Ele contou que há muitos anos existe um alerta por parte do Papa João Paulo II, hoje beato, e de outros papas no sentido de voltar a um princípio que a Igreja primitiva exercia tão bem: a catequese deve ser dada em família. “É na família que se educa para a vida, para a fé, para a esperança e para a caridade”, afirmou.  


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A família, como Igreja doméstica, é berço para a iniciação à fé, destacou Dom Tarcísio
Ensino Religioso=

Além dessa iniciativa na família, as escolas também são um canal para que a criança tenha esse aprendizado religioso necessário. A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 garante o Ensino Religioso nas escolas da rede oficial de ensino.

 De acordo com o bispo referencial para o Ensino Religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Tarcísio Scaramussa (SDB), que é bispo Auxiliar de São Paulo, a Igreja sempre se interessou pela educação completa, incluindo a que é realizada na escola, e vem acompanhando as questões que visam à regulamentação e prática do Ensino Religioso no Brasil. 

“O Ensino Religioso ajuda a pessoa a situar-se no mundo, em suas relações consigo mesma, com os outros, com o mundo, e com Deus, o Transcendente. Também oferece referências para as escolhas da vida, para a identidade pessoal e a descoberta do sentido da vida”, disse o bispo.

Dom Tarcísio lembrou que, uma vez garantido por lei, o primeiro papel da família é exigir o ensino religioso na escola. “A lei diz que o Ensino Religioso é facultativo para o aluno. Portanto, no momento da matrícula, os pais devem matricular seus filhos no Ensino Religioso. Às vezes a escola não pergunta a respeito, e depois pode alegar que não há alunos matriculados e interessados na matéria”, disse o bispo.

Catequese x Ensino Religioso= O bispo auxiliar de São Paulo lembrou que existe uma diferença entre ensino religioso e catequese. O primeiro refere-se à assimilação sistemática e crítica da cultura, com linguagem adequada ao ambiente da escola, que é diferente da paróquia. Já a catequese busca o aprofundamento e amadurecimento da fé. 

“O específico da catequese é ser um ministério profético da Palavra, que promove a educação na fé, em busca de sua maturidade, no seio da comunidade eclesial, inspirando-se na metodologia de Jesus, o Mestre que forma discípulos”, explicou.

O bispo ressaltou, porém, que o Ensino Religioso da escola não substitui o papel prioritário da família na educação religiosa dos filhos. “Esta deve acontecer em todas as fases do desenvolvimento das crianças e dos adolescentes, a começar da mais tenra infância, antes ainda do período da escola”. 

Da mesma forma, ele disse que a catequese oferecida por uma comunidade de fé não substitui nem dispensa a catequese familiar. “A família, como Igreja doméstica, é berço para a iniciação à fé. A família que vive e testemunha a fé é uma sementeira de cristãos autênticos”. 

Vivência=  A dona de casa Sandra Regina Silva de Oliveira, casada há 19 anos, contou que vive essa experiência de ensinar princípios religiosos aos seus filhos. Ela é mãe de três meninos e uma menina e revelou a importância dessa educação religiosa em sua família.

“A importância é manter os filhos no caminho de Deus desde cedo, pra mantê-los firme e forte pra enfrentar os obstáculos que a vida nos reserva”. 

Sandra acredita que a educação religiosa é um grande auxílio para a família conseguir enfrentar seus problemas cotidianos. “Pode ajudar porque assim os filhos passam a temer mais a Deus, não ter medo, mas sim a temer. Estando firmes na fé com Deus, eles passam a ter mais contato com as coisas de Deus, com Sua Palavra, a colocar em prática essa Palavra e os mandamentos. Nós (pais) tentamos passar isso pra eles”. 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Semeie o Espírito Santo em sua casa.


“Um profeta só é desprezado em sua pátria, entre os seus parentes e em sua casa” (Mc 6,4).

Em todos os lugares o profeta é bem recebido, mas não na sua casa, como nos ensina o Evangelho. Mas isso não é motivo para ficarmos com os braços cruzados ou envergonhados. Esse é o tipo de reação que o inimigo de Deus espera! Muitas vezes temos a impressão de que quanto mais nos entregamos ao serviço do Senhor, quanto mais trabalhamos para Ele, tanto mais as coisas pioram em casa!

Quantos pais e quantas mães são do Senhor e acabaram vendo seus filhos entrarem nas drogas ou partirem para a revolta. Quantos pais acabaram vendo suas filhas se tornarem verdadeiras garotas de programa.

É isso que o inimigo de Deus quer: desmoralizar-nos! E, desanimados, acabamos entrando no quarto, nos escondendo e nos desiludindo: “Se na minha casa é desse jeito o que vou fazer lá fora? Não tenho mais moral!”

Não se entregue! Semeie o Espírito Santo! Leve a “efusão do Espírito” aos membros de outras famílias. E tenha certeza: Deus terá alguém para semear em sua casa o Seu Espírito Santo, para que cada um dos membros da sua família se converta.

Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Jovens de Madri lançam projeto para evangelizar outros jovens

A JMJ 2011 deixou uma forte marca na juventude católica de Madri e de toda Espanha
Sob o lema "Acenda sua vida, acenda sua fé", um grupo de jovens voluntários da Jornada Mundial da Juventude Madrid 2011, lançou o  Catholic on Project, uma nova associação para animar os jovens a descobrirem a Cristo.


Catholic on Project é liderado por onze jovens madrilenhos da Diocese de Alcalá de Henares em resposta ao chamado dos Papas João Paulo II e Bento XVI a empreender a Nova Evangelização.

Em entrevista com o grupo ACI, o presidente do Catholic on Project, Ignacio Antón Lamarca, de 32 anos de idade, explicou que seu objetivo nasceu da inspiração do padroeiro da JMJ de 2011, Santo Ignacio de Loyola, igual a ele, "queremos dar Glória a Deus com tudo o que fazemos, e para isso utilizamos qualquer atividade humana para evangelizar", expressou.

Lamarca afirmou que a JMJ de Madrid mudou suas vidas, "na JMJ - disse -, todos fomos voluntários, uns com maiores responsabilidades que outros, mas todos descobrimos que valia a pena o desgaste físico que tivemos pela recompensa que recebemos; ser o rosto da Igreja para os dois milhões de jovens que chegaram a Madrid de todo o mundo".

Os jovens do Catholic on Project sonham em abrir uma escola católica como meio de evangelização, "uma de nossas preocupações é o ensino. Por isso, oxalá Deus nos ajude no tempo certo na criação de um colégio católico, no qual educar os mais jovens, nos valores do cristianismo".

"A educação é um dos pilares da sociedade, e hoje se nota na Espanha o déficit neste aspecto. Nossa crise atual não é meramente econômica mas de valores", acrescentou Lamarca.

Os estudantes, também se beneficiam de mensagens que imprimem em suas camisetas para convidar jovens de sua universidade a falar de Deus, e desejam apoiar a religião através da música, mediante a promoção e apoio às bandas católicas.

Confiados à intercessão da Santa Teresinha de Lisieux, padroeira das missões, e ao Beato Papa João Paulo II, estes jovens querem evangelizar através de todo tipo de arte, meio e expressão, "tudo o que possa ocorrer", porque "como os primeiros apóstolos queremos mostrar o rosto de Cristo ao nosso mundo, seja como for. Hoje o mundo se separa de Deus e nós queremos aproximá-lo D’Ele", concluiu.

Papa aponta 3 conquistas de quem é conduzido pelo Espírito Santo

Papa saúda peregrinos presentes na Praça São Pedro, no Vaticano, para a Catequese desta quarta-feira, 16
Após ter dedicado as últimas catequeses sobre a oração nos Atos dos Apostólos, o Papa Bento XVI anunciou que a partir desta quarta-feira, 16, as próximas catequeses refletirão sobre a oração nas cartas de São Paulo.   


O Santo Padre destacou que um primeiro elemento ensinado pelo apóstolo Paulo é que a oração não deve ser vista como uma "simples boa obra" que as pessoas fazem para Deus mas, antes de tudo, é um dom, fruto da presença vivificante do Pai e de Jesus Cristo em cada um.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Catequese de Bento XVI - 16/05/12

Sabemos que é verdadeiro o que diz São Paulo, na carta aos Romanos, afirmou Bento XVI, de que "não sabemos rezar de modo conveniente" (Rm 8, 26). "Queremos rezar, mas Deus está distante, não temos as palavras, a linguagem para falar com Deus, nem mesmo o pensamento. Podemos somente nos abrir, colocar o nosso tempo à disposição de Deus, esperar que Ele nos ajude a entrar em verdadeiro diálogo", explicou o Papa.

Mas é exatamente essa falta de palavras e também o desejo de entrar em contato com Deus, que é "a oração que o Espírito Santo não somente entende, como leva e interpreta diante de Deus", disse o Santo Padre explicando as palavras do apóstolo. "Exatamente essa nossa fraqueza se torna, através do Espírito Santo, verdadeira oração, verdadeiro contato com Deus. O Espírito Santo é quase um intérprete que faz com que Deus entenda aquilo que queremos dizer", ressaltou.

Bento XVI destacou também três consequências na vida dos cristãos quando se deixam conduzir pelo Espírito Santo.
     
A primeira é que com a oração a pessoa experimenta a liberdade doada pelo Espírito: "uma liberdade autêntica, que é liberdade do mal e do pecado, para o bem e para a vida, para Deus". O Papa explicou que sem a oração animada pelo Espírito, que alimenta a cada dia a intimidade dos fiéis com Cristo, esses permanecerão na condição descrita pelo Apóstolo: "não fazemos o bem que queremos, mas sim, o mal que não queremos" (Rm 7, 19).

Uma segunda consequência, de acordo com o Santo Padre, é que "o relacionamento com o próprio Deus se torna tão profundo" ao ponto de não ser corrompido por nenhuma realidade ou situação. "Compreendemos então que com a oração não somos liberados das provas ou dos sofrimentos, mas podemos vivê-los em união com Cristo, com os seus sofrimentos, na perspectiva de participar também da sua glória" (Rom 8,17), enfatizou.

E o terceiro ponto é que a oração do fiel se abre às dimensões da humanidade e de toda criação, se torna intercessão pelos outros e assim, ele libera a si mesmo, para ser canal de esperança para toda criação (cf. Rm 8, 19). "A oração, sustentada pelo Espírito de Cristo que fala no íntimo de nós mesmos, não fica nunca presa em si mesma, não é somente uma oração por mim, mas se abre à divisão dos sofrimentos do nosso tempo, dos outros", disse Bento XVI.

Por fim, o Papa destacou que São Paulo ensina os cristãos quanto ao dever de se abrirem na oração à presença do Espírito Santo, "o qual reza em nós com gemidos inexprimíveis para nos levar a aderir a Deus de todo o coração".

"O Espírito de Cristo se torna a força da nossa oração 'fraca', a luz da nossa oração 'apagada', o fogo da nossa oração 'árida', doando-nos a verdadeira liberdade interior, ensinando-nos a viver enfrentando as provas da existência, na certeza de não estarmos sós e abrindo-nos aos horizontes da humanidade e da criação", concluiu.

Igreja se prepara para debater sua missão no Brasil

Durante a 50ª Assembleia Geral da CNBB, Dom Sérgio Braschi falou sobre os preparativos para o 3º Congresso Missionário Nacional
A Igreja no Brasil prepara o seu 3º Congresso Missionário Nacional (3º CMN), marcado para os dias 12 a 15 de julho em Palmas (TO). A iniciativa é das Pontifícias Obras Missionárias (POM), Conselho Missionário Nacional, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

Em pauta estarão temas como a missão diante de um mundo secularizado; a relevância do Vaticano II e o compromisso com a missão aqui e além-fronteiras. O Congresso de Palmas reunirá cerca de 600 pessoas representantes dos Regionais e Organismos missionários, e servirá como preparação do Brasil para o 4º Congresso Missionário Americano - CAM 4 - Comla 9, marcado para 2013, em Maracaibo, na Venezuela.

O objetivo geral do encontro é “assumir a dimensão universal da missão, guiados pelo Espírito, a serviço do reino, à luz do Concílio Vaticano II e da caminhada latino-americana em vista do Cam4 - Comla 9”.

Para Dom Pedro Brito Guimarães, Arcebispo de Palmas e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, sediar um Congresso Missionário Nacional será um privilégio e uma bênção: “Este Congresso é uma chuva de bênçãos para Palmas e para o Tocantins”, disse.

Em entrevista ao programa brasileiro da Rádio Vaticano, o diretor nacional das POM no Brasil, padre Camilo Pauletti, falou especificamente sobre as dificuldades missionárias na Amazônia. Para ele, as dificuldades econômicas e políticas, ao lado do descaso dos poderes públicos, da cobiça dos madeireiros e da invasão das terras indígenas são desafios que requerem a presença missionária e profética da Igreja.

"A Amazônia do Brasil tem um conjunto que soma mais de 50 dioceses. As distâncias, as dificuldades econômicas, um povo que vive um pouco mais afastado e abandonado pelo poder público, tudo isso requer uma atenção maior. Além disso, é uma região cobiçada por pessoas que são gananciosas em relação à natureza, a retirada da madeira, a exploração dos rios e minérios, da invasão das terras indígenas. Diante disso, a presença da Igreja tem que ser profética e que venha a defender as pessoas, atender esse povo mais simples e mais pobre”, destacou o diretor das POM.

Segundo o padre Pauletti, “o nosso trabalho missionário enfrenta diversos desafios, mas estão firmes com as obras missionárias, com as animações missionárias e com a formação missionária. Realmente, a Amazônia, também é um desafio no sentido dos recursos humanos e materiais. Pouco a pouco as regiões sul e sudeste do Brasil estão manifestando solidariedade com a Amazônia, mas precisamos crescer mais".

A CNBB, por sua vez, também se volta para a Amazônia, e vários motivos se colocam ao redor desta preocupação. O interesse pela Amazônia assumiu tanto significado e urgência que na 41ª Assembleia Geral, em 2003, por unanimidade, tomou-se a decisão de formar uma Comissão Episcopal da Amazônia.

Em junho de 2011, a CNBB nomeou como presidente desta Comissão o cardeal Cláudio Hummes, prefeito emérito da Congregação para o Clero. Dom Jaime Vieira Rocha, bispo de Campina Grande (PB) também compõe a Comissão Episcopal, que tem como membros: dom Erwin Krautler, bispo da Prelazia do Xingu (PA), dom Moacyr Grechi, arcebispo emérito de Porto Velho (RO) e dom Sérgio Castriani, bispo de Tefé (AM).

Dom Cláudio Hummes diz que a Comissão tem duas grandes finalidades: uma é manter a Igreja, ou seja, os bispos espalhados pelo Brasil, interessados na Amazônia, que não se esqueçam da Amazônia, “e com eles, ver o que se pode fazer para que a Igreja na Amazônia seja bem sustentada e assistida por nós como irmãos no Episcopado. A segunda é a própria Igreja na Amazônia, com tudo o que são seus grandes projetos, seu crescimento, suas alegrias e tristezas; digamos, suas aspirações e suas carências. Além disso, é claro, é preciso acompanhar, estar ali junto, como um irmão que quer estar a serviço”.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Papa convida à solidariedade nos tempos de crise econômica

ReutersPapa é acolhido por uma multidão na chegada ao Parque de Prato para a celebração da Missa
O Papa Bento XVI em visita a diocese italiana de Arezzo, na região da Toscana. O Santo Padre chegou à localidade por volta das 8h30 (horário local) e, logo após as boas-vindas, dirigiu-se ao Parque de Prato, onde presidiu uma Missa com a presença de mais de 30 mil pessoas.  
Na homilia, o Pontífice destacou o testemunho de fé cristã dessa região da Itália, que muitas vezes a distinguiu por sua capacidade de diálogo com as diversas áreas da sociedade, ao longo dos séculos.
“Esta terra, onde nasceram grandes personalidades do Renascimento teve parte ativa na afirmação daquela concepção do homem que marcou a história da Europa, fortalecendo-se com os valores cristãos”, observou o Papa.
Destacando as leituras deste domingo, Bento XVI sublinhou a dimensão do amor a Deus e ao próximo, exortando os fiéis a manterem viva a solidariedade e o acolhimento que sempre marcaram a região.
"A Palavra de Deus, que ouvimos, é um forte convite a viver o amor de Deus para com todos, e a cultura destas terras tem entre os seus valores distintivos a solidariedade, a atenção aos mais fracos, o respeito pela dignidade de cada um. O acolhimento que, mesmo em tempos recentes, soubestes dar a quantos vieram em busca de liberdade e de trabalho, é bem conhecido. Sermos solidários com os pobres é reconhecer o projeto de Deus Criador, que fez de todos uma só família”, enfatizou.
Sobre a atual situação de crise econômica e social que também aflige duramente a região da Toscana, o Santo Padre disse que a complexidade dos problemas torna difícil encontrar soluções rápidas e eficazes. Segundo ele, "a atenção aos outros, desde séculos remotos, levou a igreja a solidarizar-se concretamente com quem se encontra em necessidade, partilhando recursos, promovendo estilos de vida mais essenciais, contrastando a cultura do efémero, que iludiu muitos, determinando uma profunda crise espiritual"
Nesse empenho, Bento XVI motivou os fiéis a seguirem o exemplo de São Francisco de Assis, e assim continuarem a ser solidários com quem se encontra em necessidade, superando as "lógicas puramente materialistas, que muitas vezes marcam o nosso tempo e acabam por debilitar o sentido de solidariedade e caridade".
Após a Missa, antes de recitar o Regina Coeli, o Santo Padre convidou os fiéis a rezarem diante da imagem de Nossa Senhora do Conforto, venerada na Catedral da cidade. O Papa destacou que a Virgem Maria quer sempre confortar os seus filhos nos momentos de dificuldades e de sofrimento e, pediu a intercessão de Nossa Senhora para que toda a Comunidade de Arezzo e de toda a Itália resista à tentação de desanimar perante a crise.
Após a Celebração Eucarística, Bento XVI se dirigiu à Catedral de Arezzo, onde se deteve na capela do Santíssimo Sacramento para um momento de Adoração Eucarística.
À tarde, o  Santo Padre visitará o Santuário franciscano na cidade de “La Verna” e, em seguida, visitará Sansepolcro, cidade construída há mil anos em honra das relíquias do Santo Sepulcro e inspirada nos valores da justiça e da paz. O local não recebe a visita de um Papa há 500 anos. Ali Bento XVI terá um encontro com a população, depois regressará ao Vaticano

Drogas e violência: veja o impacto sobre a família.

A falta de expectativa de vida, de esperança leva o jovem e até o adulto a procurar no mundo das drogas uma alegria artificial, diz o filósofo
Uma série de transformações estão trazendo mudanças significativas para a sociedade. Por um lado, o mundo evoluiu, trazendo novas formas de o homem trabalhar e se comunicar. Por outro, está sofrendo as consequências desse avanço, tendo que conviver com problemas que interferem, inclusive, em uma das instituições mais sólidas da sociedade: a família.

Para o filósofo e professor de Sociologia da Faculdade de Tecnologia de Guaratinguetá (Fatec), João Geraldo dos Santos Júnior, a sociedade hoje tem características bem diferentes quando comparadas às outras décadas.
 “Mulheres trabalhando fora, portanto crianças sendo criadas fora do lar, muitas vezes em creches, em outras instituições passam o dia lá com a babá. Isso criou uma certa distância entre pais e filhos, natural na sociedade moderna, digamos assim”, explicou.
O professor lembrou ainda um problema social que vem afetando drasticamente a vivência social. O aumento do consumo e o tráfico de drogas, segundo ele, estão trazendo grandes prejuízos à família não só no Brasil, mas em todo o mundo.
“O que se percebe, devido ao uso de drogas, principalmente, é a desestabilização dos lares. É a falta de respeito; a falta de união entre pais e filhos; o filho não conhece o pai, o pai não conhece o filho”, disse. O professor acredita que, muitas vezes, essa situação acaba ocasionando brigas constantes e leva, até mesmo, ao divórcio dos pais.
Explicações: O filósofo informou que o problema das drogas é antigo, mas tornou-se mais popular a partir dos anos 50 e 60 nas grandes cidades e depois atingiu o interior. Para ele, a explicação mais plausível pode ser a curiosidade dos jovens em experimentar para ver o que acontece.
Ainda assim, o professor lembrou que essa não é a raiz do problema. Para João Geraldo, existe um motivo maior que leva ao vício em drogas. “É muitas vezes, a falta de perspectiva. É o não-saber o que nós estamos fazendo aqui que gera essa questão de querer se drogar. É a falta de expectativa de vida, de esperança mesmo. Tudo isso leva o jovem e, muitas vezes, até o adulto, a procurar no mundo das drogas um alívio, uma alegria artificial”, afirmou.
Desdobramentos e soluções: O uso de drogas, além de ser um problema em si, constituindo um desafio a ser vencido pela família que tem um dependente químico, é responsável por outros problemas sociais, como a violência.
“As pessoas que se tornam viciadas no Brasil, muitas vezes a maioria, não são capazes de sustentar o seu vício e aí partem para a violência, para o furto, para o roubo, enfim, para sustentar esse vício”, explicou João Geraldo.
Para o professor, esses são problemas que, infelizmente, só podem ser tratados a longo prazo. Ele disse que o governo tem investido na conscientização sobre o uso de drogas, mas a solução pode estar na maior satisfação da sociedade.
“Acredito que uma sociedade mais feliz, pessoas mais realizadas em todos os aspectos, sociais, financeiros, mais realizadas politicamente como cidadãos e até no lado espiritual, isso levaria as pessoas a não buscarem nas drogas esse artifício para uma felicidade passageira e tão artificial”.
Ajuda: Uma iniciativa criada em 2004, no Rio de Janeiro, pode ajudar as pessoas que enfrentam problemas com drogas, e também suas famílias, a superar esse problema. A Pastoral da Sobriedade, implantada há oito anos na Arquidiocese do Rio, é uma ação concreta da Igreja Católica para atuar na prevenção e recuperação da dependência química e outras dependências.
“A nossa porta de entrada é através do grupo de autoajuda, realizado semanalmente. Aqui na arquidiocese do Rio nós temos 23 grupos que estão atuando semanalmente na vivência desse programa de vida nova”, contou a coordenadora da Pastoral, Cristina de Fátima Carvalho.
Ela explicou que o serviço é totalmente gratuito e também é voltado ao apoio e acolhimento às famílias de dependentes químicos, que aprendem mais sobre a doença e sobre como lidar com o familiar que passa por esta situação. O trabalho conta com atendimento ambulatorial e, quando necessário, a pessoa é encaminhada para os pólos do município que oferecem internação.
Sobre os resultados alcançados pelo trabalho, Cristina se mostra otimista. “A gente sempre diz assim que o milagre se faz pela perseverança. Todos aqueles que perseveram no programa de vida nova da Pastoral da Sobriedade se recuperam e conseguem atingir a abstinência”, finalizou.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Valores a transmitir - Homenagem ao Dia das Mães

'Na Família se aprende quanto seja importante o relacionamento com os outros'

Este domingo é o Dia das Mães. São tantas as celebrações, que os calendários se vêem sobrecarregados, quase não tendo espaço para lembrar todas as efemérides marcadas para cada dia.


Mas o Dia das Mães nem precisa constar no calendário. Ele se impõe por si mesmo.  Por múltiplos motivos.  Em primeiro lugar pelo respeito, admiração e gratidão que merece qualquer mãe, seja qual for a condição em que se encontra. A mãe sempre merece um preito de gratidão da humanidade. É sempre sublime a missão de gerar e resguardar a vida. Ainda mais quando esta é frágil e necessita de proteção.

Toda festa acaba assumindo uma causa a celebrar, um valor a defender, um critério a seguir.

A festa das Mães tem evidente conotação com a família.  E a família tem forte vinculação com a sociedade.

E´ o que quer transmitir o Sétimo Encontro Mundial das Famílias, a se realizar no final deste mês e início de junho, em Milão na Itália. Uma das mensagens que promovem o evento, recorda, exatamente, o estreito vínculo da família com a sociedade. 

Assim é divulgada a mensagem: “A Família é a primeira e vital célula da sociedade, porque na Família se aprende quanto seja importante o relacionamento com os outros.”

De tal modo que a Família se torna o espelho da sociedade. Ela transmite valores que fazem parte do convívio humano, independente da forma como este convívio se configura.

Tanto é verdade que as famílias vão mudando de fisionomia. Mas ao passar por estas metamorfoses que tanto afetam hoje a sociedade, a família é chamada a vivenciar os valores que ela sempre testemunhou, de proteção da vida, de respeito pela subjetividade de cada pessoa, de bondade, de confiança, de dedicação amorosa às pessoas que compõem o circuito da convivência humana.

Promovendo o Dia das Mães, acabamos reforçando nesse ano a mensagem do Sétimo Encontro Mundial das Famílias.  O número já sugere que a iniciativa é bastante recente. De fato, o grande inspirador destes encontros foi o Papa João Paulo II. Um deles foi realizado no Rio de Janeiro, no final da década de noventa, quando João Paulo II teve oportunidade de ver de perto os encantos da natureza carioca. O encontro que teve o público mais expressivo foi em Manilha, nas Filipinas, quando quatro milhões de pessoas participaram da celebração final da Eucaristia.

Desta vez o tema é prático e sugestivo: “A Família, o Trabalho e a Festa”.

Realizado em Milão, capital da laboriosa Lombardia,  região de forte identidade cultural e humana, identificada com a fé católica, nada melhor do que lembrar o trabalho e a festa, componentes indispensáveis da vida, para servirem de tema deste encontro mundial.

O hino que vai unir as diversas celebrações, leva por título: “A Tua Família te rende graças”.

Um último aceno simbólico: o encontro se conclui no dia 03 de junho, domingo da Santíssima Trindade. Se a família tem necessária relação com a sociedade, ela encontra sua consistência maior em sua relação com Deus, o Senhor da Vida. A família é espelho da comunhão trinitária.

A família nos permite expressar nossa compreensão aproximada do mistério de Deus. Dela tomamos as palavras que aplicamos alegoricamente a Deus, que identificamos como Pai-Mãe, Filho e Espírito Santo. Usando categorias familiares, expressamos nossa compreensão de Deus.

Vivenciando o amor materno, temos a imagem aproximada do amor divino que Deus manifesta por nós. As mães são testemunhas de que Deus é amor!