sábado, 19 de maio de 2012

Dom da unidade católica é essencial, enfatiza Papa





Rádio Vaticano
O Papa enfatiza que a verdade de Cristo deve ser proposta com alegria e confiança
O Papa Bento XVI destacou nesta sexta-feira, 18, a importância de preservar, promover e fomentar o dom da unidade católica como condição essencial para o cumprimento da missão da Igreja nos Estados Unidos. Nesta manhã, o Pontífice recebeu 15 bispos de rito oriental da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos da América, em visita ad limina.

“A Igreja na América tem lutado para reconhecer e incorporar esta diversidade, e conseguiu, não sem dificuldade, a formação de uma comunhão em Cristo e na fé apostólica, que espelha a catolicidade, uma marca indefectível da Igreja”, destacou.

Bento XVI recordou que o fenômeno imigratório continua a acontecer nos Estados Unidos, mesmo em tempos de crise. Para ele, a Igreja deve proporcionar aos imigrantes uma assistência pastoral e econômica e ainda incorporar e cultivar o rico patrimônio de fé e cultura presentes em muitos grupos de imigrantes.

“A imensa promessa e as energias vibrantes de uma nova geração de católicos estão esperando para ser aproveitado para a renovação da vida da Igreja e da reconstrução das camadas da sociedade americana”, enfatizou ainda o Santo Padre.

O Papa pediu aos bispos que se mantenham particularmente próximos dos homens e mulheres em suas Igrejas locais que estão empenhados em seguir Cristo sempre com maior perfeição na generosidade abraçando os conselhos evangélicos.

Ele recordou também que “com o enfraquecimento progressivo dos valores tradicionais cristãos, e a ameaça de um período na qual nossa fidelidade ao Evangelho pode nos custar muito caro, a verdade de Cristo não apenas precisa ser compreendida, articulada e defendida, mas proposta com alegria e confiança, como a chave para a realização humana autêntica e para o bem-estar da sociedade como um todo”.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

A Sabedoria escondida em todas as coisas

Precisamos aprender a contemplar a vida

Quero recordar agora as obras do Senhor, o que vi contarei. Ele sondou as profundezas do abismo e do coração humano, penetrou os seus segredos. Porque o Altíssimo possui toda a ciência e vê o sinal dos tempos. Nenhum pensamento lhe escapa e nenhuma palavra lhe é escondida. Todas as coisas formam dupla, uma diante da outra e ele não fez nada incompleto [...]” (Eclo 42, 15.18.20.24)
Um dos males muito profundos do nosso tempo é a incapacidade de contemplar, de parar gratuitamente diante da vida, da criação, dos acontecimentos, só para dar uma espiadinha despretensiosa e procurar saborear um pouco o sentido da existência.
Nosso mundo tudo quanto toca deseja manipular, usar em favor do tempo, do lucro, da vantagem... Mas, assim, não se vê o essencial, perde-se o mais importante, torna-se míope para o fundamental.

Na sua simplicidade, o Autor sagrado olha a criação; olha-a contemplando-a, como uma criança deslumbrada, deixando-se envolver e maravilhar pelo que contempla. Assim, em tudo reconhece a presença sábia, providente e amorosa do Senhor.

Percebe que a realidade lhe escapa – e ainda hoje é assim: Tu, ó homem, não podes compreender de modo exaustivo o mistério da realidade, da vida, dos porquês da natureza, nem mesmo do teu coração...

E quando nos colocamos, de modo soberbo e pretensioso, diante desses mistérios, eles se tornam opacos, nada nos revelam e provocam uma angústia sem fim, a qual nos faz nos sentir pequenos, vazios, jogados à toa, num mundo sem sentido. Por outro lado, quando tomamos consciência de que, no princípio de tudo e por trás de tudo, há um Amor infinito, uma Sabedoria providente e amorosa, então tudo ganha novo sentido.

Ainda que não compreendamos tantas coisas e não tenhamos a resposta exata para tantas perguntas, podemos, feito crianças, olhar para o Alto, para Aquele que habita nos céus, e exclamar com sabedoria de menino:

“Eu não sei; mas, Tu sabes! Eu não compreendo; mas, Tu compreendes! Estou em tuas mãos benditas; tudo está em tuas santas e providentes mãos! Tu me amas; eu te amo! O teu Nome é Eternidade; o teu Nome é Amor!”
Dom Henique Costa, Bispo Auxiliar de Aracaju
www.domhenrique.com.br

Jovens e CNBB discutem comunicação que transforma vidas

O padre italiano Antonio Spadaro, especialista em cyberteologia, é um dos principais palestrantes do seminário promovido pela CNBB
 
Uma comunicação que transforma vida: Esta é a proposta do padre italiano Antonio Spadaro, especialista em cyberteologia. Ele é um dos principais palestrantes convidados ao Seminário para Jovens Comunicadores, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio das comissões para a Comunicação e para a Juventude.

O evento que começa nesta sexta-feira, 18, em Brasília, pretende reunir cerca de 300 jovens profissionais de todo o país que atuam em diversas áreas da comunicação. O objetivo é debater questões sobre evangelização, juventude e novas mídias.

“A internet é uma realidade que faz parte da vida cotidiana. Se até algum tempo atrás a rede passava uma imagem 'fria', técnica, que requer conhecimentos específicos, hoje é um lugar que frequentamos para estar em contato com os amigos que moram longe, para ler notícias, para comprar um livro ou fazer reservas de viagem, para compartilhar interesses e ideias”, salienta padre Spadaro.

Para o especialista em cyberteologia, a internet não é um instrumento, mas um ambiente, um espaço de experiência que se torna, cada vez mais, parte integrante do dia a dia.

Mas qual o papel e a postura do jovem católico diante das mídias digitais? São perguntas a serem respondidas neste seminário que poderá ser acompanhado pela twitcam a partir desta sexta-feira, às 20h. O link da transmissão e todo conteúdo do seminário estará disponível no site 'Jovens Conectados'

Igreja se prepara para debater sua missão no Brasil.


CNBB
Durante a 50ª Assembleia Geral da CNBB, Dom Sérgio Braschi falou sobre os preparativos para o 3º Congresso Missionário Nacional
A Igreja no Brasil prepara o seu 3º Congresso Missionário Nacional (3º CMN), marcado para os dias 12 a 15 de julho em Palmas (TO). A iniciativa é das Pontifícias Obras Missionárias (POM), Conselho Missionário Nacional, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).Em pauta estarão temas como a missão diante de um mundo secularizado; a relevância do Vaticano II e o compromisso com a missão aqui e além-fronteiras. O Congresso de Palmas reunirá cerca de 600 pessoas representantes dos Regionais e Organismos missionários, e servirá como preparação do Brasil para o 4º Congresso Missionário Americano - CAM 4 - Comla 9, marcado para 2013, em Maracaibo, na Venezuela.
O objetivo geral do encontro é “assumir a dimensão universal da missão, guiados pelo Espírito, a serviço do reino, à luz do Concílio Vaticano II e da caminhada latino-americana em vista do Cam4 - Comla 9”.
Para Dom Pedro Brito Guimarães, Arcebispo de Palmas e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, sediar um Congresso Missionário Nacional será um privilégio e uma bênção: “Este Congresso é uma chuva de bênçãos para Palmas e para o Tocantins”, disse.
Em entrevista ao programa brasileiro da Rádio Vaticano, o diretor nacional das POM no Brasil, padre Camilo Pauletti, falou especificamente sobre as dificuldades missionárias na Amazônia. Para ele, as dificuldades econômicas e políticas, ao lado do descaso dos poderes públicos, da cobiça dos madeireiros e da invasão das terras indígenas são desafios que requerem a presença missionária e profética da Igreja.
"A Amazônia do Brasil tem um conjunto que soma mais de 50 dioceses. As distâncias, as dificuldades econômicas, um povo que vive um pouco mais afastado e abandonado pelo poder público, tudo isso requer uma atenção maior. Além disso, é uma região cobiçada por pessoas que são gananciosas em relação à natureza, a retirada da madeira, a exploração dos rios e minérios, da invasão das terras indígenas. Diante disso, a presença da Igreja tem que ser profética e que venha a defender as pessoas, atender esse povo mais simples e mais pobre”, destacou o diretor das POM.
Segundo o padre Pauletti, “o nosso trabalho missionário enfrenta diversos desafios, mas estão firmes com as obras missionárias, com as animações missionárias e com a formação missionária. Realmente, a Amazônia, também é um desafio no sentido dos recursos humanos e materiais. Pouco a pouco as regiões sul e sudeste do Brasil estão manifestando solidariedade com a Amazônia, mas precisamos crescer mais".
A CNBB, por sua vez, também se volta para a Amazônia, e vários motivos se colocam ao redor desta preocupação. O interesse pela Amazônia assumiu tanto significado e urgência que na 41ª Assembleia Geral, em 2003, por unanimidade, tomou-se a decisão de formar uma Comissão Episcopal da Amazônia.
Em junho de 2011, a CNBB nomeou como presidente desta Comissão o cardeal Cláudio Hummes, prefeito emérito da Congregação para o Clero. Dom Jaime Vieira Rocha, bispo de Campina Grande (PB) também compõe a Comissão Episcopal, que tem como membros: dom Erwin Krautler, bispo da Prelazia do Xingu (PA), dom Moacyr Grechi, arcebispo emérito de Porto Velho (RO) e dom Sérgio Castriani, bispo de Tefé (AM).
Dom Cláudio Hummes diz que a Comissão tem duas grandes finalidades: uma é manter a Igreja, ou seja, os bispos espalhados pelo Brasil, interessados na Amazônia, que não se esqueçam da Amazônia, “e com eles, ver o que se pode fazer para que a Igreja na Amazônia seja bem sustentada e assistida por nós como irmãos no Episcopado. A segunda é a própria Igreja na Amazônia, com tudo o que são seus grandes projetos, seu crescimento, suas alegrias e tristezas; digamos, suas aspirações e suas carências. Além disso, é claro, é preciso acompanhar, estar ali junto, como um irmão que quer estar a serviço”.

Religiosos destacam importância da catequese familiar



 A solução para tantos problemas que a família enfrenta hoje pode estar dentro da própria família. A maior presença dos pais na vida de seus filhos, em especial na iniciação da criança na vida religiosa, pode ser um caminho para os filhos aprenderem valores que possam transformar a realidade social.

O início da vida religiosa da criança geralmente acontece na catequese, mas se engana quem pensa que está é uma tarefa da Igreja. A coordenadora da catequese de Primeira Eucaristia na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Lorena (SP), Rosa Helena Gonçalves Valentim Correa, diz que o processo começa diretamente em casa desde quando a criança nasce, sendo os pais os primeiros catequistas de seus filhos. 

Rosa defende que essa presença dos pais é importante, principalmente tendo em vista o papel desempenhado por eles. “Ensinar a Palavra, o amor, primeiramente a Deus, também à Igreja e ensinar também o respeito. Tudo isso vem de casa então a importância dos pais é eles passarem para seus filhos esse amor que eles mesmos têm por Deus”, disse a catequista.

O grande problema, segundo Rosa, é que hoje os pais não têm tempo para ensinar os filhos e estão muito distantes. “Eles (os pais) não dão muita importância e querem jogar os filhos para a Igreja para eles aprenderem”, comentou. 

Catequese familiar= O assessor da Comissão Episcopal para Vida e Família da CNBB, padre Wladimir Porreca, não só reforçou a importância dos pais na vida religiosa dos filhos como destacou a necessidade de se ter uma catequese familiar. 

“Eu defendo que a catequese seja formada por pais. A Igreja vai instruir esses pais e se precisar dar uma segunda catequese. Temos de ajudar os pais a educar os seus filhos, e não educar os filhos para os pais”, enfatizou. Ele completou dizendo que, quando isso não acontece, está havendo aí também uma terceirização da religião. 

Padre Wladimir ressaltou ainda que a fala dos pais marca profundamente a criança de forma que, mesmo com o passar do tempo e das adversidades da vida, ela não se esquece jamais. Ele contou que há muitos anos existe um alerta por parte do Papa João Paulo II, hoje beato, e de outros papas no sentido de voltar a um princípio que a Igreja primitiva exercia tão bem: a catequese deve ser dada em família. “É na família que se educa para a vida, para a fé, para a esperança e para a caridade”, afirmou.  


Arquivo
A família, como Igreja doméstica, é berço para a iniciação à fé, destacou Dom Tarcísio
Ensino Religioso=

Além dessa iniciativa na família, as escolas também são um canal para que a criança tenha esse aprendizado religioso necessário. A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 garante o Ensino Religioso nas escolas da rede oficial de ensino.

 De acordo com o bispo referencial para o Ensino Religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Tarcísio Scaramussa (SDB), que é bispo Auxiliar de São Paulo, a Igreja sempre se interessou pela educação completa, incluindo a que é realizada na escola, e vem acompanhando as questões que visam à regulamentação e prática do Ensino Religioso no Brasil. 

“O Ensino Religioso ajuda a pessoa a situar-se no mundo, em suas relações consigo mesma, com os outros, com o mundo, e com Deus, o Transcendente. Também oferece referências para as escolhas da vida, para a identidade pessoal e a descoberta do sentido da vida”, disse o bispo.

Dom Tarcísio lembrou que, uma vez garantido por lei, o primeiro papel da família é exigir o ensino religioso na escola. “A lei diz que o Ensino Religioso é facultativo para o aluno. Portanto, no momento da matrícula, os pais devem matricular seus filhos no Ensino Religioso. Às vezes a escola não pergunta a respeito, e depois pode alegar que não há alunos matriculados e interessados na matéria”, disse o bispo.

Catequese x Ensino Religioso= O bispo auxiliar de São Paulo lembrou que existe uma diferença entre ensino religioso e catequese. O primeiro refere-se à assimilação sistemática e crítica da cultura, com linguagem adequada ao ambiente da escola, que é diferente da paróquia. Já a catequese busca o aprofundamento e amadurecimento da fé. 

“O específico da catequese é ser um ministério profético da Palavra, que promove a educação na fé, em busca de sua maturidade, no seio da comunidade eclesial, inspirando-se na metodologia de Jesus, o Mestre que forma discípulos”, explicou.

O bispo ressaltou, porém, que o Ensino Religioso da escola não substitui o papel prioritário da família na educação religiosa dos filhos. “Esta deve acontecer em todas as fases do desenvolvimento das crianças e dos adolescentes, a começar da mais tenra infância, antes ainda do período da escola”. 

Da mesma forma, ele disse que a catequese oferecida por uma comunidade de fé não substitui nem dispensa a catequese familiar. “A família, como Igreja doméstica, é berço para a iniciação à fé. A família que vive e testemunha a fé é uma sementeira de cristãos autênticos”. 

Vivência=  A dona de casa Sandra Regina Silva de Oliveira, casada há 19 anos, contou que vive essa experiência de ensinar princípios religiosos aos seus filhos. Ela é mãe de três meninos e uma menina e revelou a importância dessa educação religiosa em sua família.

“A importância é manter os filhos no caminho de Deus desde cedo, pra mantê-los firme e forte pra enfrentar os obstáculos que a vida nos reserva”. 

Sandra acredita que a educação religiosa é um grande auxílio para a família conseguir enfrentar seus problemas cotidianos. “Pode ajudar porque assim os filhos passam a temer mais a Deus, não ter medo, mas sim a temer. Estando firmes na fé com Deus, eles passam a ter mais contato com as coisas de Deus, com Sua Palavra, a colocar em prática essa Palavra e os mandamentos. Nós (pais) tentamos passar isso pra eles”. 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Semeie o Espírito Santo em sua casa.


“Um profeta só é desprezado em sua pátria, entre os seus parentes e em sua casa” (Mc 6,4).

Em todos os lugares o profeta é bem recebido, mas não na sua casa, como nos ensina o Evangelho. Mas isso não é motivo para ficarmos com os braços cruzados ou envergonhados. Esse é o tipo de reação que o inimigo de Deus espera! Muitas vezes temos a impressão de que quanto mais nos entregamos ao serviço do Senhor, quanto mais trabalhamos para Ele, tanto mais as coisas pioram em casa!

Quantos pais e quantas mães são do Senhor e acabaram vendo seus filhos entrarem nas drogas ou partirem para a revolta. Quantos pais acabaram vendo suas filhas se tornarem verdadeiras garotas de programa.

É isso que o inimigo de Deus quer: desmoralizar-nos! E, desanimados, acabamos entrando no quarto, nos escondendo e nos desiludindo: “Se na minha casa é desse jeito o que vou fazer lá fora? Não tenho mais moral!”

Não se entregue! Semeie o Espírito Santo! Leve a “efusão do Espírito” aos membros de outras famílias. E tenha certeza: Deus terá alguém para semear em sua casa o Seu Espírito Santo, para que cada um dos membros da sua família se converta.

Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Jovens de Madri lançam projeto para evangelizar outros jovens

A JMJ 2011 deixou uma forte marca na juventude católica de Madri e de toda Espanha
Sob o lema "Acenda sua vida, acenda sua fé", um grupo de jovens voluntários da Jornada Mundial da Juventude Madrid 2011, lançou o  Catholic on Project, uma nova associação para animar os jovens a descobrirem a Cristo.


Catholic on Project é liderado por onze jovens madrilenhos da Diocese de Alcalá de Henares em resposta ao chamado dos Papas João Paulo II e Bento XVI a empreender a Nova Evangelização.

Em entrevista com o grupo ACI, o presidente do Catholic on Project, Ignacio Antón Lamarca, de 32 anos de idade, explicou que seu objetivo nasceu da inspiração do padroeiro da JMJ de 2011, Santo Ignacio de Loyola, igual a ele, "queremos dar Glória a Deus com tudo o que fazemos, e para isso utilizamos qualquer atividade humana para evangelizar", expressou.

Lamarca afirmou que a JMJ de Madrid mudou suas vidas, "na JMJ - disse -, todos fomos voluntários, uns com maiores responsabilidades que outros, mas todos descobrimos que valia a pena o desgaste físico que tivemos pela recompensa que recebemos; ser o rosto da Igreja para os dois milhões de jovens que chegaram a Madrid de todo o mundo".

Os jovens do Catholic on Project sonham em abrir uma escola católica como meio de evangelização, "uma de nossas preocupações é o ensino. Por isso, oxalá Deus nos ajude no tempo certo na criação de um colégio católico, no qual educar os mais jovens, nos valores do cristianismo".

"A educação é um dos pilares da sociedade, e hoje se nota na Espanha o déficit neste aspecto. Nossa crise atual não é meramente econômica mas de valores", acrescentou Lamarca.

Os estudantes, também se beneficiam de mensagens que imprimem em suas camisetas para convidar jovens de sua universidade a falar de Deus, e desejam apoiar a religião através da música, mediante a promoção e apoio às bandas católicas.

Confiados à intercessão da Santa Teresinha de Lisieux, padroeira das missões, e ao Beato Papa João Paulo II, estes jovens querem evangelizar através de todo tipo de arte, meio e expressão, "tudo o que possa ocorrer", porque "como os primeiros apóstolos queremos mostrar o rosto de Cristo ao nosso mundo, seja como for. Hoje o mundo se separa de Deus e nós queremos aproximá-lo D’Ele", concluiu.

Papa aponta 3 conquistas de quem é conduzido pelo Espírito Santo

Papa saúda peregrinos presentes na Praça São Pedro, no Vaticano, para a Catequese desta quarta-feira, 16
Após ter dedicado as últimas catequeses sobre a oração nos Atos dos Apostólos, o Papa Bento XVI anunciou que a partir desta quarta-feira, 16, as próximas catequeses refletirão sobre a oração nas cartas de São Paulo.   


O Santo Padre destacou que um primeiro elemento ensinado pelo apóstolo Paulo é que a oração não deve ser vista como uma "simples boa obra" que as pessoas fazem para Deus mas, antes de tudo, é um dom, fruto da presença vivificante do Pai e de Jesus Cristo em cada um.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Catequese de Bento XVI - 16/05/12

Sabemos que é verdadeiro o que diz São Paulo, na carta aos Romanos, afirmou Bento XVI, de que "não sabemos rezar de modo conveniente" (Rm 8, 26). "Queremos rezar, mas Deus está distante, não temos as palavras, a linguagem para falar com Deus, nem mesmo o pensamento. Podemos somente nos abrir, colocar o nosso tempo à disposição de Deus, esperar que Ele nos ajude a entrar em verdadeiro diálogo", explicou o Papa.

Mas é exatamente essa falta de palavras e também o desejo de entrar em contato com Deus, que é "a oração que o Espírito Santo não somente entende, como leva e interpreta diante de Deus", disse o Santo Padre explicando as palavras do apóstolo. "Exatamente essa nossa fraqueza se torna, através do Espírito Santo, verdadeira oração, verdadeiro contato com Deus. O Espírito Santo é quase um intérprete que faz com que Deus entenda aquilo que queremos dizer", ressaltou.

Bento XVI destacou também três consequências na vida dos cristãos quando se deixam conduzir pelo Espírito Santo.
     
A primeira é que com a oração a pessoa experimenta a liberdade doada pelo Espírito: "uma liberdade autêntica, que é liberdade do mal e do pecado, para o bem e para a vida, para Deus". O Papa explicou que sem a oração animada pelo Espírito, que alimenta a cada dia a intimidade dos fiéis com Cristo, esses permanecerão na condição descrita pelo Apóstolo: "não fazemos o bem que queremos, mas sim, o mal que não queremos" (Rm 7, 19).

Uma segunda consequência, de acordo com o Santo Padre, é que "o relacionamento com o próprio Deus se torna tão profundo" ao ponto de não ser corrompido por nenhuma realidade ou situação. "Compreendemos então que com a oração não somos liberados das provas ou dos sofrimentos, mas podemos vivê-los em união com Cristo, com os seus sofrimentos, na perspectiva de participar também da sua glória" (Rom 8,17), enfatizou.

E o terceiro ponto é que a oração do fiel se abre às dimensões da humanidade e de toda criação, se torna intercessão pelos outros e assim, ele libera a si mesmo, para ser canal de esperança para toda criação (cf. Rm 8, 19). "A oração, sustentada pelo Espírito de Cristo que fala no íntimo de nós mesmos, não fica nunca presa em si mesma, não é somente uma oração por mim, mas se abre à divisão dos sofrimentos do nosso tempo, dos outros", disse Bento XVI.

Por fim, o Papa destacou que São Paulo ensina os cristãos quanto ao dever de se abrirem na oração à presença do Espírito Santo, "o qual reza em nós com gemidos inexprimíveis para nos levar a aderir a Deus de todo o coração".

"O Espírito de Cristo se torna a força da nossa oração 'fraca', a luz da nossa oração 'apagada', o fogo da nossa oração 'árida', doando-nos a verdadeira liberdade interior, ensinando-nos a viver enfrentando as provas da existência, na certeza de não estarmos sós e abrindo-nos aos horizontes da humanidade e da criação", concluiu.

Igreja se prepara para debater sua missão no Brasil

Durante a 50ª Assembleia Geral da CNBB, Dom Sérgio Braschi falou sobre os preparativos para o 3º Congresso Missionário Nacional
A Igreja no Brasil prepara o seu 3º Congresso Missionário Nacional (3º CMN), marcado para os dias 12 a 15 de julho em Palmas (TO). A iniciativa é das Pontifícias Obras Missionárias (POM), Conselho Missionário Nacional, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

Em pauta estarão temas como a missão diante de um mundo secularizado; a relevância do Vaticano II e o compromisso com a missão aqui e além-fronteiras. O Congresso de Palmas reunirá cerca de 600 pessoas representantes dos Regionais e Organismos missionários, e servirá como preparação do Brasil para o 4º Congresso Missionário Americano - CAM 4 - Comla 9, marcado para 2013, em Maracaibo, na Venezuela.

O objetivo geral do encontro é “assumir a dimensão universal da missão, guiados pelo Espírito, a serviço do reino, à luz do Concílio Vaticano II e da caminhada latino-americana em vista do Cam4 - Comla 9”.

Para Dom Pedro Brito Guimarães, Arcebispo de Palmas e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, sediar um Congresso Missionário Nacional será um privilégio e uma bênção: “Este Congresso é uma chuva de bênçãos para Palmas e para o Tocantins”, disse.

Em entrevista ao programa brasileiro da Rádio Vaticano, o diretor nacional das POM no Brasil, padre Camilo Pauletti, falou especificamente sobre as dificuldades missionárias na Amazônia. Para ele, as dificuldades econômicas e políticas, ao lado do descaso dos poderes públicos, da cobiça dos madeireiros e da invasão das terras indígenas são desafios que requerem a presença missionária e profética da Igreja.

"A Amazônia do Brasil tem um conjunto que soma mais de 50 dioceses. As distâncias, as dificuldades econômicas, um povo que vive um pouco mais afastado e abandonado pelo poder público, tudo isso requer uma atenção maior. Além disso, é uma região cobiçada por pessoas que são gananciosas em relação à natureza, a retirada da madeira, a exploração dos rios e minérios, da invasão das terras indígenas. Diante disso, a presença da Igreja tem que ser profética e que venha a defender as pessoas, atender esse povo mais simples e mais pobre”, destacou o diretor das POM.

Segundo o padre Pauletti, “o nosso trabalho missionário enfrenta diversos desafios, mas estão firmes com as obras missionárias, com as animações missionárias e com a formação missionária. Realmente, a Amazônia, também é um desafio no sentido dos recursos humanos e materiais. Pouco a pouco as regiões sul e sudeste do Brasil estão manifestando solidariedade com a Amazônia, mas precisamos crescer mais".

A CNBB, por sua vez, também se volta para a Amazônia, e vários motivos se colocam ao redor desta preocupação. O interesse pela Amazônia assumiu tanto significado e urgência que na 41ª Assembleia Geral, em 2003, por unanimidade, tomou-se a decisão de formar uma Comissão Episcopal da Amazônia.

Em junho de 2011, a CNBB nomeou como presidente desta Comissão o cardeal Cláudio Hummes, prefeito emérito da Congregação para o Clero. Dom Jaime Vieira Rocha, bispo de Campina Grande (PB) também compõe a Comissão Episcopal, que tem como membros: dom Erwin Krautler, bispo da Prelazia do Xingu (PA), dom Moacyr Grechi, arcebispo emérito de Porto Velho (RO) e dom Sérgio Castriani, bispo de Tefé (AM).

Dom Cláudio Hummes diz que a Comissão tem duas grandes finalidades: uma é manter a Igreja, ou seja, os bispos espalhados pelo Brasil, interessados na Amazônia, que não se esqueçam da Amazônia, “e com eles, ver o que se pode fazer para que a Igreja na Amazônia seja bem sustentada e assistida por nós como irmãos no Episcopado. A segunda é a própria Igreja na Amazônia, com tudo o que são seus grandes projetos, seu crescimento, suas alegrias e tristezas; digamos, suas aspirações e suas carências. Além disso, é claro, é preciso acompanhar, estar ali junto, como um irmão que quer estar a serviço”.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Papa convida à solidariedade nos tempos de crise econômica

ReutersPapa é acolhido por uma multidão na chegada ao Parque de Prato para a celebração da Missa
O Papa Bento XVI em visita a diocese italiana de Arezzo, na região da Toscana. O Santo Padre chegou à localidade por volta das 8h30 (horário local) e, logo após as boas-vindas, dirigiu-se ao Parque de Prato, onde presidiu uma Missa com a presença de mais de 30 mil pessoas.  
Na homilia, o Pontífice destacou o testemunho de fé cristã dessa região da Itália, que muitas vezes a distinguiu por sua capacidade de diálogo com as diversas áreas da sociedade, ao longo dos séculos.
“Esta terra, onde nasceram grandes personalidades do Renascimento teve parte ativa na afirmação daquela concepção do homem que marcou a história da Europa, fortalecendo-se com os valores cristãos”, observou o Papa.
Destacando as leituras deste domingo, Bento XVI sublinhou a dimensão do amor a Deus e ao próximo, exortando os fiéis a manterem viva a solidariedade e o acolhimento que sempre marcaram a região.
"A Palavra de Deus, que ouvimos, é um forte convite a viver o amor de Deus para com todos, e a cultura destas terras tem entre os seus valores distintivos a solidariedade, a atenção aos mais fracos, o respeito pela dignidade de cada um. O acolhimento que, mesmo em tempos recentes, soubestes dar a quantos vieram em busca de liberdade e de trabalho, é bem conhecido. Sermos solidários com os pobres é reconhecer o projeto de Deus Criador, que fez de todos uma só família”, enfatizou.
Sobre a atual situação de crise econômica e social que também aflige duramente a região da Toscana, o Santo Padre disse que a complexidade dos problemas torna difícil encontrar soluções rápidas e eficazes. Segundo ele, "a atenção aos outros, desde séculos remotos, levou a igreja a solidarizar-se concretamente com quem se encontra em necessidade, partilhando recursos, promovendo estilos de vida mais essenciais, contrastando a cultura do efémero, que iludiu muitos, determinando uma profunda crise espiritual"
Nesse empenho, Bento XVI motivou os fiéis a seguirem o exemplo de São Francisco de Assis, e assim continuarem a ser solidários com quem se encontra em necessidade, superando as "lógicas puramente materialistas, que muitas vezes marcam o nosso tempo e acabam por debilitar o sentido de solidariedade e caridade".
Após a Missa, antes de recitar o Regina Coeli, o Santo Padre convidou os fiéis a rezarem diante da imagem de Nossa Senhora do Conforto, venerada na Catedral da cidade. O Papa destacou que a Virgem Maria quer sempre confortar os seus filhos nos momentos de dificuldades e de sofrimento e, pediu a intercessão de Nossa Senhora para que toda a Comunidade de Arezzo e de toda a Itália resista à tentação de desanimar perante a crise.
Após a Celebração Eucarística, Bento XVI se dirigiu à Catedral de Arezzo, onde se deteve na capela do Santíssimo Sacramento para um momento de Adoração Eucarística.
À tarde, o  Santo Padre visitará o Santuário franciscano na cidade de “La Verna” e, em seguida, visitará Sansepolcro, cidade construída há mil anos em honra das relíquias do Santo Sepulcro e inspirada nos valores da justiça e da paz. O local não recebe a visita de um Papa há 500 anos. Ali Bento XVI terá um encontro com a população, depois regressará ao Vaticano

Drogas e violência: veja o impacto sobre a família.

A falta de expectativa de vida, de esperança leva o jovem e até o adulto a procurar no mundo das drogas uma alegria artificial, diz o filósofo
Uma série de transformações estão trazendo mudanças significativas para a sociedade. Por um lado, o mundo evoluiu, trazendo novas formas de o homem trabalhar e se comunicar. Por outro, está sofrendo as consequências desse avanço, tendo que conviver com problemas que interferem, inclusive, em uma das instituições mais sólidas da sociedade: a família.

Para o filósofo e professor de Sociologia da Faculdade de Tecnologia de Guaratinguetá (Fatec), João Geraldo dos Santos Júnior, a sociedade hoje tem características bem diferentes quando comparadas às outras décadas.
 “Mulheres trabalhando fora, portanto crianças sendo criadas fora do lar, muitas vezes em creches, em outras instituições passam o dia lá com a babá. Isso criou uma certa distância entre pais e filhos, natural na sociedade moderna, digamos assim”, explicou.
O professor lembrou ainda um problema social que vem afetando drasticamente a vivência social. O aumento do consumo e o tráfico de drogas, segundo ele, estão trazendo grandes prejuízos à família não só no Brasil, mas em todo o mundo.
“O que se percebe, devido ao uso de drogas, principalmente, é a desestabilização dos lares. É a falta de respeito; a falta de união entre pais e filhos; o filho não conhece o pai, o pai não conhece o filho”, disse. O professor acredita que, muitas vezes, essa situação acaba ocasionando brigas constantes e leva, até mesmo, ao divórcio dos pais.
Explicações: O filósofo informou que o problema das drogas é antigo, mas tornou-se mais popular a partir dos anos 50 e 60 nas grandes cidades e depois atingiu o interior. Para ele, a explicação mais plausível pode ser a curiosidade dos jovens em experimentar para ver o que acontece.
Ainda assim, o professor lembrou que essa não é a raiz do problema. Para João Geraldo, existe um motivo maior que leva ao vício em drogas. “É muitas vezes, a falta de perspectiva. É o não-saber o que nós estamos fazendo aqui que gera essa questão de querer se drogar. É a falta de expectativa de vida, de esperança mesmo. Tudo isso leva o jovem e, muitas vezes, até o adulto, a procurar no mundo das drogas um alívio, uma alegria artificial”, afirmou.
Desdobramentos e soluções: O uso de drogas, além de ser um problema em si, constituindo um desafio a ser vencido pela família que tem um dependente químico, é responsável por outros problemas sociais, como a violência.
“As pessoas que se tornam viciadas no Brasil, muitas vezes a maioria, não são capazes de sustentar o seu vício e aí partem para a violência, para o furto, para o roubo, enfim, para sustentar esse vício”, explicou João Geraldo.
Para o professor, esses são problemas que, infelizmente, só podem ser tratados a longo prazo. Ele disse que o governo tem investido na conscientização sobre o uso de drogas, mas a solução pode estar na maior satisfação da sociedade.
“Acredito que uma sociedade mais feliz, pessoas mais realizadas em todos os aspectos, sociais, financeiros, mais realizadas politicamente como cidadãos e até no lado espiritual, isso levaria as pessoas a não buscarem nas drogas esse artifício para uma felicidade passageira e tão artificial”.
Ajuda: Uma iniciativa criada em 2004, no Rio de Janeiro, pode ajudar as pessoas que enfrentam problemas com drogas, e também suas famílias, a superar esse problema. A Pastoral da Sobriedade, implantada há oito anos na Arquidiocese do Rio, é uma ação concreta da Igreja Católica para atuar na prevenção e recuperação da dependência química e outras dependências.
“A nossa porta de entrada é através do grupo de autoajuda, realizado semanalmente. Aqui na arquidiocese do Rio nós temos 23 grupos que estão atuando semanalmente na vivência desse programa de vida nova”, contou a coordenadora da Pastoral, Cristina de Fátima Carvalho.
Ela explicou que o serviço é totalmente gratuito e também é voltado ao apoio e acolhimento às famílias de dependentes químicos, que aprendem mais sobre a doença e sobre como lidar com o familiar que passa por esta situação. O trabalho conta com atendimento ambulatorial e, quando necessário, a pessoa é encaminhada para os pólos do município que oferecem internação.
Sobre os resultados alcançados pelo trabalho, Cristina se mostra otimista. “A gente sempre diz assim que o milagre se faz pela perseverança. Todos aqueles que perseveram no programa de vida nova da Pastoral da Sobriedade se recuperam e conseguem atingir a abstinência”, finalizou.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Valores a transmitir - Homenagem ao Dia das Mães

'Na Família se aprende quanto seja importante o relacionamento com os outros'

Este domingo é o Dia das Mães. São tantas as celebrações, que os calendários se vêem sobrecarregados, quase não tendo espaço para lembrar todas as efemérides marcadas para cada dia.


Mas o Dia das Mães nem precisa constar no calendário. Ele se impõe por si mesmo.  Por múltiplos motivos.  Em primeiro lugar pelo respeito, admiração e gratidão que merece qualquer mãe, seja qual for a condição em que se encontra. A mãe sempre merece um preito de gratidão da humanidade. É sempre sublime a missão de gerar e resguardar a vida. Ainda mais quando esta é frágil e necessita de proteção.

Toda festa acaba assumindo uma causa a celebrar, um valor a defender, um critério a seguir.

A festa das Mães tem evidente conotação com a família.  E a família tem forte vinculação com a sociedade.

E´ o que quer transmitir o Sétimo Encontro Mundial das Famílias, a se realizar no final deste mês e início de junho, em Milão na Itália. Uma das mensagens que promovem o evento, recorda, exatamente, o estreito vínculo da família com a sociedade. 

Assim é divulgada a mensagem: “A Família é a primeira e vital célula da sociedade, porque na Família se aprende quanto seja importante o relacionamento com os outros.”

De tal modo que a Família se torna o espelho da sociedade. Ela transmite valores que fazem parte do convívio humano, independente da forma como este convívio se configura.

Tanto é verdade que as famílias vão mudando de fisionomia. Mas ao passar por estas metamorfoses que tanto afetam hoje a sociedade, a família é chamada a vivenciar os valores que ela sempre testemunhou, de proteção da vida, de respeito pela subjetividade de cada pessoa, de bondade, de confiança, de dedicação amorosa às pessoas que compõem o circuito da convivência humana.

Promovendo o Dia das Mães, acabamos reforçando nesse ano a mensagem do Sétimo Encontro Mundial das Famílias.  O número já sugere que a iniciativa é bastante recente. De fato, o grande inspirador destes encontros foi o Papa João Paulo II. Um deles foi realizado no Rio de Janeiro, no final da década de noventa, quando João Paulo II teve oportunidade de ver de perto os encantos da natureza carioca. O encontro que teve o público mais expressivo foi em Manilha, nas Filipinas, quando quatro milhões de pessoas participaram da celebração final da Eucaristia.

Desta vez o tema é prático e sugestivo: “A Família, o Trabalho e a Festa”.

Realizado em Milão, capital da laboriosa Lombardia,  região de forte identidade cultural e humana, identificada com a fé católica, nada melhor do que lembrar o trabalho e a festa, componentes indispensáveis da vida, para servirem de tema deste encontro mundial.

O hino que vai unir as diversas celebrações, leva por título: “A Tua Família te rende graças”.

Um último aceno simbólico: o encontro se conclui no dia 03 de junho, domingo da Santíssima Trindade. Se a família tem necessária relação com a sociedade, ela encontra sua consistência maior em sua relação com Deus, o Senhor da Vida. A família é espelho da comunhão trinitária.

A família nos permite expressar nossa compreensão aproximada do mistério de Deus. Dela tomamos as palavras que aplicamos alegoricamente a Deus, que identificamos como Pai-Mãe, Filho e Espírito Santo. Usando categorias familiares, expressamos nossa compreensão de Deus.

Vivenciando o amor materno, temos a imagem aproximada do amor divino que Deus manifesta por nós. As mães são testemunhas de que Deus é amor!

Qual a origem da devoção mariana? Entenda melhor

A devoção à Maria começou com o próprio cristianismo, explica Dom Nelson Francelino

A devoção à Maria começou com o próprio cristianismo, explica Dom Nelson Francelino
Quando começou a devoção mariana? A pergunta é legítima. E a resposta é imediata e segura: a devoção à Maria começou com o próprio cristianismo. Observemos os fatos. Entremos na pequena Casa de Nazaré, a casa das nossas origens e das nossas primeiras memórias. Eis o que encontramos: o Anjo Gabriel, mandado por Deus, aparece à Maria e lhe diz: “Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1, 28).

Com estas palavras que vêm do Céu começa a devoção mariana. Quem pode negar a evidência deste fato? E quando Maria, única guardiã do anúncio do Anjo, se apresenta à Isabel, depois da longa viagem da Galileia até a Judeia, acontece outro fato singular. Isabel ouve a saudação de Maria e percebe que o menino ‘salta’ de alegria no seio, enquanto o Espírito Santo a atravessa e lhe sugere palavras de rara beleza e de surpreendente compromisso: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E que venha a mim a mãe do meu Senhor? Pois logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que foi dito da parte do Senhor” (Lc 1, 42-45). É a segunda expressão de devoção mariana registrada no Evangelho.

Vamos até a narração do Natal. O Evangelho de Lucas refere: “Quando os anjos se afastaram deles em direção ao Céu, os pastores disseram uns aos outros: “Vamos a Belém ver o que aconteceu e o que o Senhor nos deu a conhecer”. Foram apressadamente e encontraram Maria, José e o menino deitado na manjedoura” (Lc 2, 15-16). Imaginemos que os pastores, após terem ajoelhado diante do Menino, tenham lançado a seguir um olhar à Mãe e tenham sussurrado alguma palavra. Não é legítimo pensar que os pastores tenham exclamado: “Feliz és tu, Mãe deste Menino?!” Era uma expressão de devoção mariana.

Passemos ao evangelista Mateus, que narra a chegada dos Magos em Belém e usa estas palavras textuais: “E a estrela que tinham visto no Oriente ia diante deles, até que, chegando ao lugar onde estava o menino, parou. Ao ver a estrela, sentiram imensa alegria; e, entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-No” (Mt 2, 9-11).

Podemos, sem muito esforço, imaginar a grande emoção dos Magos, os quais, após uma longa e aventurosa viagem, tiveram a alegria de ver o Menino tão esperado e desejado! Porém, não nos afastamos da verdade dos fatos, se imaginarmos também que os Magos, depois da adoração do Menino, tenham olhado para Maria e lhe dirigido palavras de admiração: também esta é devoção mariana, percebida nas entrelinhas do Evangelho!

Nas bodas de Caná. Conhecemos toda a encantadora história da festa das bodas, na qual Maria intervém, ao mesmo tempo com delicadeza e decisão, para salvar a alegria dos noivos. Os servos, que conheciam o exato suceder-se dos fatos certamente aproximaram-se de Maria e disseram: “Jesus escutou-te! Fala-lhe de nós e pede uma bênção para as nossas famílias!”. Também estas eram autênticas flores de devoção mariana. E os noivos não retomariam com Maria o discurso das bodas e da água transformada em vinho? Certamente teriam dito a Maria: “Obrigado! A tua intervenção salvou a nossa festa. Continua a orar por nós!”

Assim começa a devoção mariana. E continua nos séculos sem interrupção. A verdade histórica é: Maria, a partir das palavras empenhadas pronunciadas pelo Anjo Gabriel, foi imediatamente olhada com admiração. E logo a sua intercessão foi invocada por motivo do seu particular vínculo com Cristo: o vínculo da maternidade! Portanto, quando recorrermos à Maria para a invocar com filial confiança, não nos encontraremos fora do Evangelho, mas totalmente dentro dele.

A importância da mãe e da maternidade

A missão mais sublime que Deus confiou à mulher
É tão grande a missão da mãe e do pai na vida dos filhos que Deus nos deu o Mandamento “Honrar pai e mãe”; o primeiro que encabeça a segunda Tábua das Leis.  O livro do Eclesiástico diz que “Deus quis honrar os pais pelos filhos, e cuidadosamente fortaleceu a autoridade da mãe sobre eles” (Eclo 3,3). “Quem teme ao Senhor honra pai e mãe. Servirá aqueles que lhe deram a vida como a seus senhores” (v.8).

 A missão da mãe está ligada diretamente à vida. Ela gera e educa o filho para a sociedade e para Deus. Por isso, a maior contradição é uma mãe abortar seu filho. A mãe é a grande defensora da vida, desde a concepção até a morte natural do filho. A criatura mais desnaturada, mais perversa, é a mãe que rejeita o próprio filho.
 A mãe é a primeira educadora do homem; ela o molda para viver as virtudes, o amor ao próximo, a civilidade, e desenvolver todos os seus talentos para o bem próprio e dos outros.
 “Educar é uma obra do coração”, dizia Dom Bosco, por isso a mãe tem o primado do amor. Com paciência e perícia ela vai tirando os maus hábitos do filho e fomentando as virtudes dele. Michel Quoist afirmava “que não é para si que os homens educam os seus filhos, mas para os outros e para Deus”.
 Educar é colaborar com Deus, e é na educação dos filhos que se revelam as virtudes da mãe. Sem o carinho e a atenção da mãe a criança certamente crescerá carente de afeto e desorientada para a vida. Sem experimentar o amor materno o homem futuro será triste.
 É no colo da mãe que a criança aprende o que é a fé, aprende a rezar e a amar a Deus e as pessoas. A maioria das pessoas que se dizem ateias, ou avessas à religião, não receberam a fé no colo de suas mães; porque é na primeira infância que o homem tem o seu primeiro e fundamental encontro com Deus.
É no colo da mãe que o homem de amanhã deve aprender o que é a retidão, o caráter, a honestidade, a bondade, a pureza de coração. É no colo materno que a criança aprende a respeitar as pessoas, a ser gentil com os mais velhos, a ser humilde e simples e a não desprezar ninguém.
 É no colo da mãe que o filho aprende a caridade, a vida pura na castidade, o domínio de todas as paixões desordenadas e a rejeitar todos os vícios. É a mãe, com seu jeito doce e suave, que vai retirando da sua “plantinha” que cresce a erva daninha da preguiça, da desobediência, da má-criação, dos gestos e palavras inconvenientes. É ela quem vai ensinando a criança a perdoar, a superar os momentos de raiva sem revidar, a não ter inveja dos outros que têm mais bens e dinheiro. É a mãe que, nas primeiras tarefas do lar, lhe ensina o caminho redentor do trabalho e da responsabilidade. A mãe é a grande combatente do pecado original.
 Até o Filho de Deus quis ter uma Mãe para cumprir a missão de salvar a humanidade; e Ele fez o primeiro milagre nas Bodas de Caná exatamente porque ela Lhe pediu. Por isso, cada mãe é um sinal de Maria, que ensina seu filho a viver de acordo com a vontade de Deus.
 Infelizmente o secularismo, que tomou conta do mundo atual e expulsa Deus da sociedade, das famílias, das escolas e das instituições, desvalorizou a maternidade, enterrou seus imensos valores e empanou o brilho de sua grandeza. Hoje, muitas e muitas mulheres, inclusive católicas, já não querem ser mães, ou então têm receio da maternidade, como se não fosse uma bênção a acolher.
 O Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que: “A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja veem nas famílias numerosas um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais” (CIC § 2373; GS, 50,2). E afirma que “os filhos são o dom mais excelente do matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais” (CIC § 2378).
 Como, então, rejeitar os filhos, se são uma bênção de Deus? Será que o medo e o comodismo estão superando a nossa fé? Será que Deus não cuidará mais daqueles a quem Ele deseja lhes dar a vida?
 Nunca me esqueci do que um homem pobre me disse quando eu era ainda jovem e solteiro. Tinha nascido seu oitavo filho e ele me contava que estava tão mal financeiramente que, no dia do batismo, o padrinho da criança pediu para levar o afilhado para criar. Ao que o pai lhe disse: “Não, Deus dá, Deus cria”. E depois desse ainda teve muitos outros filhos. A mãe desses filhos – os Guatura – ainda é viva com seus noventa anos na cidade de Lorena (SP). É a maior prova de que a maternidade faz muito bem à vida e à saúde da mulher.
 O Salmo 126 diz com todas as letras: “Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas”. “Feliz o homem que assim encheu sua aljava [...]” (Sl 126, 3-5). Ainda cremos nessa palavra de Deus? Vitor Hugo declarou que "um lar sem filhos é como uma colmeia sem abelhas"; acaba ficando sem a doçura do mel.
 Na “Carta às Famílias” (CF) o saudoso Papa João Paulo II denunciou o perigo do mundo que vive hoje buscando só o prazer: “Visando exclusivamente ao prazer, pode chegar até a matar o amor, matando o seu fruto. Para a cultura do prazer, o "fruto bendito do teu ventre" (cf. Lc 1,42) torna-se, em certo sentido, um "fruto maldito" (CF, 21).
 São Paulo diz que a mulher tem na maternidade um meio poderoso de sua salvação, embora não seja, é claro, o único: “A mulher será salva pela maternidade, contanto que permaneça com modéstia na fé, na caridade e na santidade” (I Tm 2,15).
 No Dia das Mães é preciso que cada mulher, especialmente a mulher católica, medite profundamente sobre a missão de ser mãe, a mais sublime que Deus confiou à mulher.

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Fiéis celebram hoje, 5 anos da canonização de Frei Galvão



Nesta sexta-feira, 11, a Igreja Católica celebra os cinco anos da canonização de Santo Antonio de Sant'Ana Galvão, o primeiro santo nascido no Brasil.

Frei Galvão foi canonizado por Bento XVI em 11 de maio de 2007, no Campo de Marte, em São Paulo (SP), durante a visita do Papa ao país.

Para celebrar a data, o Arcebispo de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno de Assis, também presidente da CNBB, presidirá uma Missa neste sábado, 12, no Santuário Arquidiocesano de Frei Galvão a partir das 15h. A Celebração Eucarística será concelebrada pelo Reitor do Santuário, padre Roberto Lourenço da Silva.

A TV Canção Nova fará a transmissão ao vivo, a partir das 14h30, da tradicional novena perpétua a Frei Galvão e, em seguida, às 15h, da Santa Missa.

O Santuário Arquidiocesano está localizado no bairro Jardim do Vale, em Guaratinguetá, interior de São Paulo. A igreja foi consagrada a Frei Galvão no dia 30 de setembro de 2000 pelo então Arcebispo de Aparecida, Cardeal Aloísio Lorscheider. No local podem ser encontradas relíquias do santo, como um pedaço de sua batina e um crucifixo de uso pessoal, além de um relicário.

Qual a importância do silêncio na comunicação?

Para Dom Dimas Lara Barbosa a palavra, no silêncio, encontra seu significado e seu lugar
 “Silêncio e Palavra: caminho de evangelização”: este é o tema da mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2012, proposto pelo Papa Bento XVI, quer será celebrado no dia 20 de maio.

A assessora nacional da Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB, Irmã Élide Fogolari, salienta que no pensamento do Papa, o silêncio não é apresentado simplesmente como uma forma de contraposição a uma sociedade caracterizada pelo fluxo constante e incontrolável de ruídos na comunicação, mas um elemento necessário para a integração.

“Não há dualidade entre ‘Silêncio e Palavra’, mas complementaridade entre ambos os termos que, em seu equilíbrio, aumenta o valor da comunicação e torna-a fecunda no serviço da nova evangelização”, esclarece.

Para o presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação Social, Dom Dimas Lara Barbosa, o equilíbrio é justamente a palavra-chave e é também um desafio, pois muitos podem se perguntar: “em meio a tantas atividades, como encontrarei tempo para o silêncio?” Eis então um convite a desligar-se.

“O silêncio não fala, mas significa. A palavra, no silêncio, encontra seu significado e seu lugar. Isso vale também na cultura digital”, salienta Dom Dimas em uma reflexão escrita sobre este tema.

A CNBB preparou um subsídio que foi enviado a todas as arquidioceses e dioceses para o aprofundamento do assunto. Nele está contida a mensagem de Bento XVI e uma reflexão de Dom Dimas. A Arcebispo ressalta que a ausência do silêncio na comunicação pode gerar alienação e perda de identidade das pessoas. Para ele, o silêncio ajuda a ponderar refletir e a entrar em contato com os desejos mais profundos do coração humano.

Dom Dimas lembra também que o ser humano está sempre se comunicando, o ser relacionável faz parte de sua natureza e numa época em que estamos todos interligados as palavras e ações devem ser ainda mais responsáveis.

“Daí a necessidade sempre mais aguda de uma comunicação para a paz, solidariedade, difusão dos valores universais que estejam em sintonia com a própria natureza relacional do ser humano”, destaca o arcebispo.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Sexto Mandamento: Não cometer o adultério

O dom da sexualidade humana


O Sexto Mandamento apresenta as ordens do Senhor para a vivência de um dos mais belos dons que Ele concedeu aos homens: a sexualidade humana. Esta afeta todos os aspectos da pessoa humana, em unidade de corpo e alma, diz respeito à afetividade, à capacidade de amar e de procriar e, de maneira mais geral, à aptidão a criar vínculos de comunhão com os outros.
Embora no texto bíblico se leia «não cometerás adultério» (cf. Ex 20,14), a Tradição da Igreja segue complexivamente todos os ensinamentos morais do Antigo e Novo Testamento, e considera o Sexto Mandamento como englobando todos os pecados contra a castidade.
Afirma o Catecismo da Igreja Católica que Deus criou o ser humano como homem e mulher, com igual dignidade pessoal, e inscreveu neles a vocação ao amor e à comunhão. Compete a cada um aceitar a sua identidade sexual, reconhecendo a sua importância para a pessoa toda, bem como o valor da especificidade e da complementaridade.
O beato João Paulo II, na Exortação Apostólica Familiaris Consortio (FC), afirmou que: "Deus criou o homem à sua imagem e semelhança: chamando-o à existência por amor, chamou-o ao mesmo tempo ao amor. Deus é amor e vive em si mesmo um mistério de comunhão pessoal de amor. Criando-a à sua imagem e conservando-a continuamente no ser, Deus inscreve na humanidade do homem e da mulher a vocação, e, assim, a capacidade e a responsabilidade do amor e da comunhão. O amor é, portanto, a fundamental e originária vocação do ser humano" (FC 11).
Desta maneira, a sexualidade torna-se verdadeiramente humana quando é bem integrada na relação pessoa a pessoa, tendo como via a castidade, que é a integração positiva da sexualidade na pessoa. Esta supõe a aprendizagem do domínio de si, para tal fim, é necessária uma educação integral e permanente em etapas graduais de crescimento.
Os meios para se viver a castidade propostos pela Igreja são numerosos, dentre eles estão à disposição: a graça de Deus, a ajuda dos sacramentos, a oração, o conhecimento de si, a prática de uma ascese adaptada às situações, o exercício das virtudes morais, em particular da virtude da temperança, que procura fazer com que as paixões sejam guiadas pela razão.
Portanto, todos, seguindo Cristo modelo de castidade, são chamados a levar uma vida casta, segundo o próprio estado de vida: uns na virgindade ou no celibato consagrado; os outros, se casados, vivendo a castidade conjugal; os solteiros, namorados, ou seja, todos os não casados vivem a castidade na continência.
O ato conjugal possuiu um duplo significado: unitivo (a mútua doação dos esposos) e procriador (a abertura à transmissão da vida). Ninguém deve quebrar a conexão inquebrável que Deus quis entre os dois significados do ato conjugal, excluindo um deles. Por isso, a relação sexual, quando não contém estes elementos, é considerada um pecado contra a castidade. São consideradas ofensas à dignidade do matrimônio: o adultério, o divórcio, a poligamia, o incesto, a união de fato (convivência, concubinato) e o ato sexual antes ou fora do matrimônio.
O Catecismo da Igreja Católica afirma que os filhos são um dom de Deus, o maior dom do matrimônio. Não existe um direito a ter filhos («o filho exigido, a todo o custo»). Existe, ao contrário, o direito do filho a ser o fruto do ato conjugal dos seus progenitores e o direito a ser respeitado como pessoa desde o momento da sua concepção. Aqueles casais que não possuem filhos, esgotados os recursos médicos legítimos, podem mostrar a sua generosidade, mediante o cuidado ou a adoção, ou então realizando serviços significativos em favor do próximo. Deste modo, realizarão uma preciosa fecundidade espiritual.
Enfim, o Sexto Mandamento é uma ordem de Deus aos homens para conservarem, em sua vocação original e fundamental, o amor. Desta forma, ele nos ensina a viver a castidade, a paternidade e a maternidade responsáveis dos cônjuges, e a evitarmos os danos morais da fertilização e inseminação artificial, por fim, apresenta diretrizes para a vivência do ato conjugal.
Este mandamento é, sobretudo, uma ordem de Deus aos homens, para que estes vivam a santidade por meio da sexualidade ordenada. Portanto, a vivência deste sacramento se torna um instrumento eficaz de testemunho a Deus, por intermédio de uma vida casta e santa, em meio à sociedade cada vez mais distante imoral. 

Redação Portal 
Fonte: Catecismo da Igreja Católica, 2331 a 2400

Deus quer salvar você e toda a sua casa

“Um leão rugiu, quem não ficaria com medo? O Senhor Deus falou, quem não profetizaria?” (Am 3,8).


Profetizar, aqui, não se trata de revelar o futuro, mas de transmitir o que o Senhor nos fala. O profeta é um instrumento de Deus para falar aos homens. Nós somos esses profetas. Você é um profeta de Deus dentro da sua casa, na sua comunidade, porque eles precisam saber dessa colheita que se aproxima.

Sabendo que falta pouco tempo, você não pode brincar em serviço. Não podemos viver as atitudes e as práticas do joio, porque não o somos! Os da sua casa também não o são. Deus quer salvar não só você, mas você e toda a sua casa!

Você quer perder alguém dos seus? Quem você escolheria para ser jogado no fogo? Nem Deus deseja isso. Por isso, Ele revela Seus segredos aos Seus servos. Você precisa levar Jesus e o Espírito Santo a cada pessoa da sua família. Essa é a receita para que você e sua casa sirvam ao Senhor. Precisamos pedir ao Espírito Santo sobre todos da nossa casa. Somente assim poderemos dizer: “Eu e minha casa servimos ao Senhor”.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Mais do que nunca você precisa ser de Deus.



Esta é a hora de irmos para Deus, de nos abrirmos ao Espírito Santo, de sermos cheios d'Ele, dos dons d'Ele e de vivermos n'Ele. Essa é a hora de Deus!

O mundo está tão perturbado que, hoje, ou você é de Deus ou perece com esse mundo que está desabando. Em meio a tantos problemas, nas situações enfrentadas por você, é o Senhor que vem lhe dizer: agora é a hora de Deus! Mais do que nunca você precisa ser d'Ele. Agora é a hora do Espírito Santo. Nesses tempos, ou você é cheio do Espírito Santo e suporta a pressão desse mundo que desaba ou então vai desabar com ele.

Mas o Senhor é providente, pois desde 1967 Ele tem derramado sobre a Igreja a graça do batismo no Espírito Santo. No passado, não víamos esse derramamento glorioso sobre a Igreja como nos dias atuais.

Se Deus tem derramado seu Espírito nesses tempos é porque a humanidade está sedenta: ou se abre para o derramamento do Espírito Santo e aguenta o redemoinho que o mundo está enfrentando ou então ruirá como uma casa construída na areia. Deixar-se invadir por essa graça que o Senhor está nos oferecendo é como construir uma casa na rocha: tornamo-nos seguros, firmes.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Cyberteologia: o testemunho cristão no ambiente digital

Uma inteligência da fé no tempo da rede. Dessa forma pode ser definida a cyberteologia, tema de reflexões do padre jesuíta Antonio Spadaro, consultor do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais e também do Pontifício Conselho para a Cultura. O sacerdote, teólogo, professor de comunicação e autor de um livro sobre o assunto, explica quais os desafios da evangelização no "mundo digital" e como o cristão, através de seu coerente testemunho, deve comportar-se diante do novo modo de interação humana inaugurado com a internet.

"Testemunhar, portanto, não significa somente inserir conteúdos declaradamente religiosos nos social network. Testemunhar significa, antes de tudo, viver uma vida ordinária alimentada pela fé em tudo: visão do mundo, escolhas, orientações, gostos e também o modo de comunicar, de construir amizades e relacionar-se fora e dentro da rede mundial de computadores", salienta.

Spadaro define as atuais tecnologias digitais como um "ambiente" no qual também a fé precisa ser anunciada. Ele motiva a reflexão com a seguinte pergunta: "A rede não estará mudando talvez o nosso modo de pensar e de viver a fé?"

"O próprio Jesus, no anúncio do Reino, soube utilizar os elementos da cultura e do ambiente do seu tempo: o rebanho, os campos, o banquete, as sementes e por aí vai. Hoje somos chamados a descobrir, também na cultura digital, símbolos e metáforas significativas para as pessoas, que possam servir de ajuda no falar do Reino de Deus ao homem contemporâneo", disse.
A internet e a busca do homem= Ainda falando sobre o "ambiente digital", o estudioso enfatiza  o caráter antropológico da internet. De acordo com o professor, a revolução tecnológica nada mais é que uma resposta aos anseios mais profundos de interação, conexão e relação presentes em cada homem.

"A rede não é, um simples 'instrumento' de comunicação que se pode usar, mas se evoluiu em um espaço, um ambiente cultural, que determina um estilo de pensamento e cria novos territórios e novas formas de educação, contribuindo para definir também um modo novo de estimular as inteligências e a estreitar as relações. (...) o verdadeiro desafio de hoje é aquele de viver a Rede como um dos ambientes de vida. Não “usar bem” a Rede, mas “viver bem” nos tempos da Rede", destaca.

O "silêncio" proposto por Bento XVI na Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações,  segundo Antonio Spadaro.
''A cyberteologia é, portanto, não uma reflexão teológica sobre a religiosidade na internet, mas é fruto da fé que liberta por si mesmo um impulso conhecível'', diz Spadaro.

''A cyberteologia é, portanto, não uma reflexão teológica sobre a religiosidade na internet, mas é fruto da  fé que liberta por si mesmo um  impulso conhecível'', diz Spadaro.

O Papa Bento XVI publicou a Mensagem para o 46º Dia Mundial das Comunicações em 24 de janeiro de 2012 por ocasião da festa de São Francisco Sales. Com o tema "Silêncio e Palavra: caminho de evangelização", o Santo Padre explorou como o "silenciar-se" dentro do processo comunicativo seja tão importante quanto comunicar.

Padre Spadaro, ao refletir sobre as colocações de Bento XVI, afirma que tal silêncio contribui para que seja plasmada aquela sabedoria originária que desde os primórdios acompanhou a vida da Igreja e impeliu o homem a aprofundar-se em seus questionamentos mais profundos.

"O Pontífice, aqui, mais no geral,  quer ligar os novos fenômenos à sabedoria da reflexão religiosa que tem acompanhado por séculos o homem ocidental nesta sua necessidade de sabedoria essencial e estreitamente concisa. Dos dizeres dos padres do deserto às iniciativas que periodicamente alcançam um versículo evangélico para concentrar a atenção do cristão sobre todo o Evangelho, mas a partir de um ponto preciso", ressaltou.

Considerações conclusivas sobre a cyberteologia
A internet contribuiria na formação da identidade religiosa das pessoas? Se tal pergunta merece uma resposta positiva, o desafio da religião é de “adequar” a sua linguagem sem, no entanto, renunciar à sua essência, de modo que possa atingir tantos os “nativos digitais” que buscam um contato com o transcendente quanto aqueles que simplesmente buscam Deus na rede apesar do pouco contato com a mesma. A cybertologia seria, portanto, um dos meios para a busca, o encontro e relação com a fé na era digital.

“A cyberteologia é, portanto, não uma reflexão sociológica sobre a religiosidade na internet, mas é fruto da fé que liberta por si mesmo um impulso conhecível em um tempo no qual a lógica da rede marca o modo de pensar, conhecer, comunicar, viver”, salienta Spadaro.

Sobre Pe. Antonio Spadaro S.J=  Padre Antonio Spadaro, jesuíta, é diretor da revista "La Civiltà Cattolica" e professor de Comunicação na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Doutor em teologia, é consultor do Pontifício Conselho para a Cultura e do Pontifício Conselho para as Comunicações. Autor de inúmeros volumes sobre a cultura contemporânea, dedicou à internet os títulos: Connessioni. Nuove forme della cultura al tempo di Internet (2006); Web 2.0. Reti di relazione (2010) e Svolta di respiro. Spiritualità della vita contemporanea (2010). Em 2012, o estudioso lançou o livro "Cyberteologia: pensar a internet no tempo da rede", o qual também está disponível no formato e-book. O professor também mantém o blog www.cyberteologia.it no qual já é possível realizar a tradução automática para o português.

Papa faz um convite para que os cristãos rezem verdadeiramente.

Papa Bento XVI deu continuidade à série de catequeses sobre a oração nos Atos dos apóstolos, durante a audiência geral desta quarta-feira, 9.

O Pontífice concentrou sua reflexão sobre o episódio no qual Pedro liberta-se da prisão através da intervenção de um anjo. O Papa enfatiza que diante desse momento vivido pelo apóstolo, a comunidade cristã primitiva colocou-se em oração, em atitude de prontidão.

"A força da oração incessante da Igreja se eleva a Deus e o Senhor escuta e realiza uma libertação impensada e inesperada, enviando seu anjo", disse.

Ainda durante a catequese, Bento XVI trouxe a situação vivida por Pedro para a nossa realidade, já que, de acordo com o Pontífice, o acontecimento milagroso vivido pelo primeiro Papa leva-nos a refletir sobre o caminho para o qual Jesus pretende nos conduzir

"Somente saindo de si mesmo para colocar-se em caminho com o Senhor e fazer a sua vontade, se vive a verdadeira liberdade", salientou.

 Por fim, o Papa destacou que existe a oração que é "feita de forma errada", a qual é orientada pela satisfação das próprias paixões. Diante disso, o Pontífice pediu que cada cristão assuma o compromisso de "rezar verdadeiramente".

"Devemos sempre de novo aprender a rezar bem, rezar realmente, orientar-se para Deus e não em direção ao bem próprio", disse.