segunda-feira, 14 de maio de 2012

Qual a origem da devoção mariana? Entenda melhor

A devoção à Maria começou com o próprio cristianismo, explica Dom Nelson Francelino

A devoção à Maria começou com o próprio cristianismo, explica Dom Nelson Francelino
Quando começou a devoção mariana? A pergunta é legítima. E a resposta é imediata e segura: a devoção à Maria começou com o próprio cristianismo. Observemos os fatos. Entremos na pequena Casa de Nazaré, a casa das nossas origens e das nossas primeiras memórias. Eis o que encontramos: o Anjo Gabriel, mandado por Deus, aparece à Maria e lhe diz: “Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1, 28).

Com estas palavras que vêm do Céu começa a devoção mariana. Quem pode negar a evidência deste fato? E quando Maria, única guardiã do anúncio do Anjo, se apresenta à Isabel, depois da longa viagem da Galileia até a Judeia, acontece outro fato singular. Isabel ouve a saudação de Maria e percebe que o menino ‘salta’ de alegria no seio, enquanto o Espírito Santo a atravessa e lhe sugere palavras de rara beleza e de surpreendente compromisso: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E que venha a mim a mãe do meu Senhor? Pois logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que foi dito da parte do Senhor” (Lc 1, 42-45). É a segunda expressão de devoção mariana registrada no Evangelho.

Vamos até a narração do Natal. O Evangelho de Lucas refere: “Quando os anjos se afastaram deles em direção ao Céu, os pastores disseram uns aos outros: “Vamos a Belém ver o que aconteceu e o que o Senhor nos deu a conhecer”. Foram apressadamente e encontraram Maria, José e o menino deitado na manjedoura” (Lc 2, 15-16). Imaginemos que os pastores, após terem ajoelhado diante do Menino, tenham lançado a seguir um olhar à Mãe e tenham sussurrado alguma palavra. Não é legítimo pensar que os pastores tenham exclamado: “Feliz és tu, Mãe deste Menino?!” Era uma expressão de devoção mariana.

Passemos ao evangelista Mateus, que narra a chegada dos Magos em Belém e usa estas palavras textuais: “E a estrela que tinham visto no Oriente ia diante deles, até que, chegando ao lugar onde estava o menino, parou. Ao ver a estrela, sentiram imensa alegria; e, entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-No” (Mt 2, 9-11).

Podemos, sem muito esforço, imaginar a grande emoção dos Magos, os quais, após uma longa e aventurosa viagem, tiveram a alegria de ver o Menino tão esperado e desejado! Porém, não nos afastamos da verdade dos fatos, se imaginarmos também que os Magos, depois da adoração do Menino, tenham olhado para Maria e lhe dirigido palavras de admiração: também esta é devoção mariana, percebida nas entrelinhas do Evangelho!

Nas bodas de Caná. Conhecemos toda a encantadora história da festa das bodas, na qual Maria intervém, ao mesmo tempo com delicadeza e decisão, para salvar a alegria dos noivos. Os servos, que conheciam o exato suceder-se dos fatos certamente aproximaram-se de Maria e disseram: “Jesus escutou-te! Fala-lhe de nós e pede uma bênção para as nossas famílias!”. Também estas eram autênticas flores de devoção mariana. E os noivos não retomariam com Maria o discurso das bodas e da água transformada em vinho? Certamente teriam dito a Maria: “Obrigado! A tua intervenção salvou a nossa festa. Continua a orar por nós!”

Assim começa a devoção mariana. E continua nos séculos sem interrupção. A verdade histórica é: Maria, a partir das palavras empenhadas pronunciadas pelo Anjo Gabriel, foi imediatamente olhada com admiração. E logo a sua intercessão foi invocada por motivo do seu particular vínculo com Cristo: o vínculo da maternidade! Portanto, quando recorrermos à Maria para a invocar com filial confiança, não nos encontraremos fora do Evangelho, mas totalmente dentro dele.

A importância da mãe e da maternidade

A missão mais sublime que Deus confiou à mulher
É tão grande a missão da mãe e do pai na vida dos filhos que Deus nos deu o Mandamento “Honrar pai e mãe”; o primeiro que encabeça a segunda Tábua das Leis.  O livro do Eclesiástico diz que “Deus quis honrar os pais pelos filhos, e cuidadosamente fortaleceu a autoridade da mãe sobre eles” (Eclo 3,3). “Quem teme ao Senhor honra pai e mãe. Servirá aqueles que lhe deram a vida como a seus senhores” (v.8).

 A missão da mãe está ligada diretamente à vida. Ela gera e educa o filho para a sociedade e para Deus. Por isso, a maior contradição é uma mãe abortar seu filho. A mãe é a grande defensora da vida, desde a concepção até a morte natural do filho. A criatura mais desnaturada, mais perversa, é a mãe que rejeita o próprio filho.
 A mãe é a primeira educadora do homem; ela o molda para viver as virtudes, o amor ao próximo, a civilidade, e desenvolver todos os seus talentos para o bem próprio e dos outros.
 “Educar é uma obra do coração”, dizia Dom Bosco, por isso a mãe tem o primado do amor. Com paciência e perícia ela vai tirando os maus hábitos do filho e fomentando as virtudes dele. Michel Quoist afirmava “que não é para si que os homens educam os seus filhos, mas para os outros e para Deus”.
 Educar é colaborar com Deus, e é na educação dos filhos que se revelam as virtudes da mãe. Sem o carinho e a atenção da mãe a criança certamente crescerá carente de afeto e desorientada para a vida. Sem experimentar o amor materno o homem futuro será triste.
 É no colo da mãe que a criança aprende o que é a fé, aprende a rezar e a amar a Deus e as pessoas. A maioria das pessoas que se dizem ateias, ou avessas à religião, não receberam a fé no colo de suas mães; porque é na primeira infância que o homem tem o seu primeiro e fundamental encontro com Deus.
É no colo da mãe que o homem de amanhã deve aprender o que é a retidão, o caráter, a honestidade, a bondade, a pureza de coração. É no colo materno que a criança aprende a respeitar as pessoas, a ser gentil com os mais velhos, a ser humilde e simples e a não desprezar ninguém.
 É no colo da mãe que o filho aprende a caridade, a vida pura na castidade, o domínio de todas as paixões desordenadas e a rejeitar todos os vícios. É a mãe, com seu jeito doce e suave, que vai retirando da sua “plantinha” que cresce a erva daninha da preguiça, da desobediência, da má-criação, dos gestos e palavras inconvenientes. É ela quem vai ensinando a criança a perdoar, a superar os momentos de raiva sem revidar, a não ter inveja dos outros que têm mais bens e dinheiro. É a mãe que, nas primeiras tarefas do lar, lhe ensina o caminho redentor do trabalho e da responsabilidade. A mãe é a grande combatente do pecado original.
 Até o Filho de Deus quis ter uma Mãe para cumprir a missão de salvar a humanidade; e Ele fez o primeiro milagre nas Bodas de Caná exatamente porque ela Lhe pediu. Por isso, cada mãe é um sinal de Maria, que ensina seu filho a viver de acordo com a vontade de Deus.
 Infelizmente o secularismo, que tomou conta do mundo atual e expulsa Deus da sociedade, das famílias, das escolas e das instituições, desvalorizou a maternidade, enterrou seus imensos valores e empanou o brilho de sua grandeza. Hoje, muitas e muitas mulheres, inclusive católicas, já não querem ser mães, ou então têm receio da maternidade, como se não fosse uma bênção a acolher.
 O Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que: “A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja veem nas famílias numerosas um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais” (CIC § 2373; GS, 50,2). E afirma que “os filhos são o dom mais excelente do matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais” (CIC § 2378).
 Como, então, rejeitar os filhos, se são uma bênção de Deus? Será que o medo e o comodismo estão superando a nossa fé? Será que Deus não cuidará mais daqueles a quem Ele deseja lhes dar a vida?
 Nunca me esqueci do que um homem pobre me disse quando eu era ainda jovem e solteiro. Tinha nascido seu oitavo filho e ele me contava que estava tão mal financeiramente que, no dia do batismo, o padrinho da criança pediu para levar o afilhado para criar. Ao que o pai lhe disse: “Não, Deus dá, Deus cria”. E depois desse ainda teve muitos outros filhos. A mãe desses filhos – os Guatura – ainda é viva com seus noventa anos na cidade de Lorena (SP). É a maior prova de que a maternidade faz muito bem à vida e à saúde da mulher.
 O Salmo 126 diz com todas as letras: “Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas”. “Feliz o homem que assim encheu sua aljava [...]” (Sl 126, 3-5). Ainda cremos nessa palavra de Deus? Vitor Hugo declarou que "um lar sem filhos é como uma colmeia sem abelhas"; acaba ficando sem a doçura do mel.
 Na “Carta às Famílias” (CF) o saudoso Papa João Paulo II denunciou o perigo do mundo que vive hoje buscando só o prazer: “Visando exclusivamente ao prazer, pode chegar até a matar o amor, matando o seu fruto. Para a cultura do prazer, o "fruto bendito do teu ventre" (cf. Lc 1,42) torna-se, em certo sentido, um "fruto maldito" (CF, 21).
 São Paulo diz que a mulher tem na maternidade um meio poderoso de sua salvação, embora não seja, é claro, o único: “A mulher será salva pela maternidade, contanto que permaneça com modéstia na fé, na caridade e na santidade” (I Tm 2,15).
 No Dia das Mães é preciso que cada mulher, especialmente a mulher católica, medite profundamente sobre a missão de ser mãe, a mais sublime que Deus confiou à mulher.

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Fiéis celebram hoje, 5 anos da canonização de Frei Galvão



Nesta sexta-feira, 11, a Igreja Católica celebra os cinco anos da canonização de Santo Antonio de Sant'Ana Galvão, o primeiro santo nascido no Brasil.

Frei Galvão foi canonizado por Bento XVI em 11 de maio de 2007, no Campo de Marte, em São Paulo (SP), durante a visita do Papa ao país.

Para celebrar a data, o Arcebispo de Aparecida, Cardeal Raymundo Damasceno de Assis, também presidente da CNBB, presidirá uma Missa neste sábado, 12, no Santuário Arquidiocesano de Frei Galvão a partir das 15h. A Celebração Eucarística será concelebrada pelo Reitor do Santuário, padre Roberto Lourenço da Silva.

A TV Canção Nova fará a transmissão ao vivo, a partir das 14h30, da tradicional novena perpétua a Frei Galvão e, em seguida, às 15h, da Santa Missa.

O Santuário Arquidiocesano está localizado no bairro Jardim do Vale, em Guaratinguetá, interior de São Paulo. A igreja foi consagrada a Frei Galvão no dia 30 de setembro de 2000 pelo então Arcebispo de Aparecida, Cardeal Aloísio Lorscheider. No local podem ser encontradas relíquias do santo, como um pedaço de sua batina e um crucifixo de uso pessoal, além de um relicário.

Qual a importância do silêncio na comunicação?

Para Dom Dimas Lara Barbosa a palavra, no silêncio, encontra seu significado e seu lugar
 “Silêncio e Palavra: caminho de evangelização”: este é o tema da mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2012, proposto pelo Papa Bento XVI, quer será celebrado no dia 20 de maio.

A assessora nacional da Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB, Irmã Élide Fogolari, salienta que no pensamento do Papa, o silêncio não é apresentado simplesmente como uma forma de contraposição a uma sociedade caracterizada pelo fluxo constante e incontrolável de ruídos na comunicação, mas um elemento necessário para a integração.

“Não há dualidade entre ‘Silêncio e Palavra’, mas complementaridade entre ambos os termos que, em seu equilíbrio, aumenta o valor da comunicação e torna-a fecunda no serviço da nova evangelização”, esclarece.

Para o presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação Social, Dom Dimas Lara Barbosa, o equilíbrio é justamente a palavra-chave e é também um desafio, pois muitos podem se perguntar: “em meio a tantas atividades, como encontrarei tempo para o silêncio?” Eis então um convite a desligar-se.

“O silêncio não fala, mas significa. A palavra, no silêncio, encontra seu significado e seu lugar. Isso vale também na cultura digital”, salienta Dom Dimas em uma reflexão escrita sobre este tema.

A CNBB preparou um subsídio que foi enviado a todas as arquidioceses e dioceses para o aprofundamento do assunto. Nele está contida a mensagem de Bento XVI e uma reflexão de Dom Dimas. A Arcebispo ressalta que a ausência do silêncio na comunicação pode gerar alienação e perda de identidade das pessoas. Para ele, o silêncio ajuda a ponderar refletir e a entrar em contato com os desejos mais profundos do coração humano.

Dom Dimas lembra também que o ser humano está sempre se comunicando, o ser relacionável faz parte de sua natureza e numa época em que estamos todos interligados as palavras e ações devem ser ainda mais responsáveis.

“Daí a necessidade sempre mais aguda de uma comunicação para a paz, solidariedade, difusão dos valores universais que estejam em sintonia com a própria natureza relacional do ser humano”, destaca o arcebispo.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Sexto Mandamento: Não cometer o adultério

O dom da sexualidade humana


O Sexto Mandamento apresenta as ordens do Senhor para a vivência de um dos mais belos dons que Ele concedeu aos homens: a sexualidade humana. Esta afeta todos os aspectos da pessoa humana, em unidade de corpo e alma, diz respeito à afetividade, à capacidade de amar e de procriar e, de maneira mais geral, à aptidão a criar vínculos de comunhão com os outros.
Embora no texto bíblico se leia «não cometerás adultério» (cf. Ex 20,14), a Tradição da Igreja segue complexivamente todos os ensinamentos morais do Antigo e Novo Testamento, e considera o Sexto Mandamento como englobando todos os pecados contra a castidade.
Afirma o Catecismo da Igreja Católica que Deus criou o ser humano como homem e mulher, com igual dignidade pessoal, e inscreveu neles a vocação ao amor e à comunhão. Compete a cada um aceitar a sua identidade sexual, reconhecendo a sua importância para a pessoa toda, bem como o valor da especificidade e da complementaridade.
O beato João Paulo II, na Exortação Apostólica Familiaris Consortio (FC), afirmou que: "Deus criou o homem à sua imagem e semelhança: chamando-o à existência por amor, chamou-o ao mesmo tempo ao amor. Deus é amor e vive em si mesmo um mistério de comunhão pessoal de amor. Criando-a à sua imagem e conservando-a continuamente no ser, Deus inscreve na humanidade do homem e da mulher a vocação, e, assim, a capacidade e a responsabilidade do amor e da comunhão. O amor é, portanto, a fundamental e originária vocação do ser humano" (FC 11).
Desta maneira, a sexualidade torna-se verdadeiramente humana quando é bem integrada na relação pessoa a pessoa, tendo como via a castidade, que é a integração positiva da sexualidade na pessoa. Esta supõe a aprendizagem do domínio de si, para tal fim, é necessária uma educação integral e permanente em etapas graduais de crescimento.
Os meios para se viver a castidade propostos pela Igreja são numerosos, dentre eles estão à disposição: a graça de Deus, a ajuda dos sacramentos, a oração, o conhecimento de si, a prática de uma ascese adaptada às situações, o exercício das virtudes morais, em particular da virtude da temperança, que procura fazer com que as paixões sejam guiadas pela razão.
Portanto, todos, seguindo Cristo modelo de castidade, são chamados a levar uma vida casta, segundo o próprio estado de vida: uns na virgindade ou no celibato consagrado; os outros, se casados, vivendo a castidade conjugal; os solteiros, namorados, ou seja, todos os não casados vivem a castidade na continência.
O ato conjugal possuiu um duplo significado: unitivo (a mútua doação dos esposos) e procriador (a abertura à transmissão da vida). Ninguém deve quebrar a conexão inquebrável que Deus quis entre os dois significados do ato conjugal, excluindo um deles. Por isso, a relação sexual, quando não contém estes elementos, é considerada um pecado contra a castidade. São consideradas ofensas à dignidade do matrimônio: o adultério, o divórcio, a poligamia, o incesto, a união de fato (convivência, concubinato) e o ato sexual antes ou fora do matrimônio.
O Catecismo da Igreja Católica afirma que os filhos são um dom de Deus, o maior dom do matrimônio. Não existe um direito a ter filhos («o filho exigido, a todo o custo»). Existe, ao contrário, o direito do filho a ser o fruto do ato conjugal dos seus progenitores e o direito a ser respeitado como pessoa desde o momento da sua concepção. Aqueles casais que não possuem filhos, esgotados os recursos médicos legítimos, podem mostrar a sua generosidade, mediante o cuidado ou a adoção, ou então realizando serviços significativos em favor do próximo. Deste modo, realizarão uma preciosa fecundidade espiritual.
Enfim, o Sexto Mandamento é uma ordem de Deus aos homens para conservarem, em sua vocação original e fundamental, o amor. Desta forma, ele nos ensina a viver a castidade, a paternidade e a maternidade responsáveis dos cônjuges, e a evitarmos os danos morais da fertilização e inseminação artificial, por fim, apresenta diretrizes para a vivência do ato conjugal.
Este mandamento é, sobretudo, uma ordem de Deus aos homens, para que estes vivam a santidade por meio da sexualidade ordenada. Portanto, a vivência deste sacramento se torna um instrumento eficaz de testemunho a Deus, por intermédio de uma vida casta e santa, em meio à sociedade cada vez mais distante imoral. 

Redação Portal 
Fonte: Catecismo da Igreja Católica, 2331 a 2400

Deus quer salvar você e toda a sua casa

“Um leão rugiu, quem não ficaria com medo? O Senhor Deus falou, quem não profetizaria?” (Am 3,8).


Profetizar, aqui, não se trata de revelar o futuro, mas de transmitir o que o Senhor nos fala. O profeta é um instrumento de Deus para falar aos homens. Nós somos esses profetas. Você é um profeta de Deus dentro da sua casa, na sua comunidade, porque eles precisam saber dessa colheita que se aproxima.

Sabendo que falta pouco tempo, você não pode brincar em serviço. Não podemos viver as atitudes e as práticas do joio, porque não o somos! Os da sua casa também não o são. Deus quer salvar não só você, mas você e toda a sua casa!

Você quer perder alguém dos seus? Quem você escolheria para ser jogado no fogo? Nem Deus deseja isso. Por isso, Ele revela Seus segredos aos Seus servos. Você precisa levar Jesus e o Espírito Santo a cada pessoa da sua família. Essa é a receita para que você e sua casa sirvam ao Senhor. Precisamos pedir ao Espírito Santo sobre todos da nossa casa. Somente assim poderemos dizer: “Eu e minha casa servimos ao Senhor”.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Mais do que nunca você precisa ser de Deus.



Esta é a hora de irmos para Deus, de nos abrirmos ao Espírito Santo, de sermos cheios d'Ele, dos dons d'Ele e de vivermos n'Ele. Essa é a hora de Deus!

O mundo está tão perturbado que, hoje, ou você é de Deus ou perece com esse mundo que está desabando. Em meio a tantos problemas, nas situações enfrentadas por você, é o Senhor que vem lhe dizer: agora é a hora de Deus! Mais do que nunca você precisa ser d'Ele. Agora é a hora do Espírito Santo. Nesses tempos, ou você é cheio do Espírito Santo e suporta a pressão desse mundo que desaba ou então vai desabar com ele.

Mas o Senhor é providente, pois desde 1967 Ele tem derramado sobre a Igreja a graça do batismo no Espírito Santo. No passado, não víamos esse derramamento glorioso sobre a Igreja como nos dias atuais.

Se Deus tem derramado seu Espírito nesses tempos é porque a humanidade está sedenta: ou se abre para o derramamento do Espírito Santo e aguenta o redemoinho que o mundo está enfrentando ou então ruirá como uma casa construída na areia. Deixar-se invadir por essa graça que o Senhor está nos oferecendo é como construir uma casa na rocha: tornamo-nos seguros, firmes.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Cyberteologia: o testemunho cristão no ambiente digital

Uma inteligência da fé no tempo da rede. Dessa forma pode ser definida a cyberteologia, tema de reflexões do padre jesuíta Antonio Spadaro, consultor do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais e também do Pontifício Conselho para a Cultura. O sacerdote, teólogo, professor de comunicação e autor de um livro sobre o assunto, explica quais os desafios da evangelização no "mundo digital" e como o cristão, através de seu coerente testemunho, deve comportar-se diante do novo modo de interação humana inaugurado com a internet.

"Testemunhar, portanto, não significa somente inserir conteúdos declaradamente religiosos nos social network. Testemunhar significa, antes de tudo, viver uma vida ordinária alimentada pela fé em tudo: visão do mundo, escolhas, orientações, gostos e também o modo de comunicar, de construir amizades e relacionar-se fora e dentro da rede mundial de computadores", salienta.

Spadaro define as atuais tecnologias digitais como um "ambiente" no qual também a fé precisa ser anunciada. Ele motiva a reflexão com a seguinte pergunta: "A rede não estará mudando talvez o nosso modo de pensar e de viver a fé?"

"O próprio Jesus, no anúncio do Reino, soube utilizar os elementos da cultura e do ambiente do seu tempo: o rebanho, os campos, o banquete, as sementes e por aí vai. Hoje somos chamados a descobrir, também na cultura digital, símbolos e metáforas significativas para as pessoas, que possam servir de ajuda no falar do Reino de Deus ao homem contemporâneo", disse.
A internet e a busca do homem= Ainda falando sobre o "ambiente digital", o estudioso enfatiza  o caráter antropológico da internet. De acordo com o professor, a revolução tecnológica nada mais é que uma resposta aos anseios mais profundos de interação, conexão e relação presentes em cada homem.

"A rede não é, um simples 'instrumento' de comunicação que se pode usar, mas se evoluiu em um espaço, um ambiente cultural, que determina um estilo de pensamento e cria novos territórios e novas formas de educação, contribuindo para definir também um modo novo de estimular as inteligências e a estreitar as relações. (...) o verdadeiro desafio de hoje é aquele de viver a Rede como um dos ambientes de vida. Não “usar bem” a Rede, mas “viver bem” nos tempos da Rede", destaca.

O "silêncio" proposto por Bento XVI na Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações,  segundo Antonio Spadaro.
''A cyberteologia é, portanto, não uma reflexão teológica sobre a religiosidade na internet, mas é fruto da fé que liberta por si mesmo um impulso conhecível'', diz Spadaro.

''A cyberteologia é, portanto, não uma reflexão teológica sobre a religiosidade na internet, mas é fruto da  fé que liberta por si mesmo um  impulso conhecível'', diz Spadaro.

O Papa Bento XVI publicou a Mensagem para o 46º Dia Mundial das Comunicações em 24 de janeiro de 2012 por ocasião da festa de São Francisco Sales. Com o tema "Silêncio e Palavra: caminho de evangelização", o Santo Padre explorou como o "silenciar-se" dentro do processo comunicativo seja tão importante quanto comunicar.

Padre Spadaro, ao refletir sobre as colocações de Bento XVI, afirma que tal silêncio contribui para que seja plasmada aquela sabedoria originária que desde os primórdios acompanhou a vida da Igreja e impeliu o homem a aprofundar-se em seus questionamentos mais profundos.

"O Pontífice, aqui, mais no geral,  quer ligar os novos fenômenos à sabedoria da reflexão religiosa que tem acompanhado por séculos o homem ocidental nesta sua necessidade de sabedoria essencial e estreitamente concisa. Dos dizeres dos padres do deserto às iniciativas que periodicamente alcançam um versículo evangélico para concentrar a atenção do cristão sobre todo o Evangelho, mas a partir de um ponto preciso", ressaltou.

Considerações conclusivas sobre a cyberteologia
A internet contribuiria na formação da identidade religiosa das pessoas? Se tal pergunta merece uma resposta positiva, o desafio da religião é de “adequar” a sua linguagem sem, no entanto, renunciar à sua essência, de modo que possa atingir tantos os “nativos digitais” que buscam um contato com o transcendente quanto aqueles que simplesmente buscam Deus na rede apesar do pouco contato com a mesma. A cybertologia seria, portanto, um dos meios para a busca, o encontro e relação com a fé na era digital.

“A cyberteologia é, portanto, não uma reflexão sociológica sobre a religiosidade na internet, mas é fruto da fé que liberta por si mesmo um impulso conhecível em um tempo no qual a lógica da rede marca o modo de pensar, conhecer, comunicar, viver”, salienta Spadaro.

Sobre Pe. Antonio Spadaro S.J=  Padre Antonio Spadaro, jesuíta, é diretor da revista "La Civiltà Cattolica" e professor de Comunicação na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Doutor em teologia, é consultor do Pontifício Conselho para a Cultura e do Pontifício Conselho para as Comunicações. Autor de inúmeros volumes sobre a cultura contemporânea, dedicou à internet os títulos: Connessioni. Nuove forme della cultura al tempo di Internet (2006); Web 2.0. Reti di relazione (2010) e Svolta di respiro. Spiritualità della vita contemporanea (2010). Em 2012, o estudioso lançou o livro "Cyberteologia: pensar a internet no tempo da rede", o qual também está disponível no formato e-book. O professor também mantém o blog www.cyberteologia.it no qual já é possível realizar a tradução automática para o português.

Papa faz um convite para que os cristãos rezem verdadeiramente.

Papa Bento XVI deu continuidade à série de catequeses sobre a oração nos Atos dos apóstolos, durante a audiência geral desta quarta-feira, 9.

O Pontífice concentrou sua reflexão sobre o episódio no qual Pedro liberta-se da prisão através da intervenção de um anjo. O Papa enfatiza que diante desse momento vivido pelo apóstolo, a comunidade cristã primitiva colocou-se em oração, em atitude de prontidão.

"A força da oração incessante da Igreja se eleva a Deus e o Senhor escuta e realiza uma libertação impensada e inesperada, enviando seu anjo", disse.

Ainda durante a catequese, Bento XVI trouxe a situação vivida por Pedro para a nossa realidade, já que, de acordo com o Pontífice, o acontecimento milagroso vivido pelo primeiro Papa leva-nos a refletir sobre o caminho para o qual Jesus pretende nos conduzir

"Somente saindo de si mesmo para colocar-se em caminho com o Senhor e fazer a sua vontade, se vive a verdadeira liberdade", salientou.

 Por fim, o Papa destacou que existe a oração que é "feita de forma errada", a qual é orientada pela satisfação das próprias paixões. Diante disso, o Pontífice pediu que cada cristão assuma o compromisso de "rezar verdadeiramente".

"Devemos sempre de novo aprender a rezar bem, rezar realmente, orientar-se para Deus e não em direção ao bem próprio", disse.

terça-feira, 8 de maio de 2012

O Pai quer você cheio do Espírito Santo.

Deus não tem netos. Deus só tem filhos e só quer ter filhos. No Evangelho segundo João, vemos que Nicodemos pertencia ao grupo dos fariseus, aqueles que governavam Israel. Devido à posição que tinha, esse homem foi buscar Jesus de noite, porque seu coração não aguentava mais. Ele queria verificar se Jesus era mesmo o Messias. O coração de Nicodemos ardia, mas o chefe do povo - do qual ele fazia parte - rejeitava o Senhor.

Como faziam muitos fariseus, Nicodemos começou com elogios, mas Jesus já foi "cortando", porque não precisava de elogios. Cristo foi direto ao que esse homem precisava saber: "Em verdade, em verdade, te digo, se alguém não nasce do Alto, não pode ver o Reino de Deus" (Jo 3,3). Só pode entrar no Reino de Deus, fazer parte dele, usufruir o Evangelho de Cristo e da Igreja que Jesus instituiu, aquele que nasceu do Alto.
"No dom de línguas, o Espírito Santo ora em nós", explica monsenhor Jonas
Nicodemos perguntou: "Como é que alguém pode nascer, se já é velho? Poderá entrar outra vez no ventre de sua mãe?" (Jo 3,4). Jesus logo respondeu: "Em verdade, em verdade, te digo, se alguém não nasce da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus" (Jo 3,5). Não é uma condenação, mas quem não nascer de novo da água do batismo não poderá entrar no Reino de Deus. Não sentirá gosto. Não será tocado.

Diga para você mesmo: "É necessário, para mim, nascer do Alto, nascer do Espírito". Quanta gente não nasceu do Alto! Muitos nasceram da água porque foram batizados [na água viva do Espírito Santo], mas estão como uma "torneira fechada". Quanta gente ainda não teve a graça de receber a efusão do Espírito Santo. Uma coisa é você ter o Espírito Santo; outra, é Ele ter você, a ponto de conduzir a sua vida de tal maneira que você precise estar cheio d'Ele para que possa agir com os dons existentes em você.

A sua inteligência, a sua criatividade, o seu otimismo, tudo isso são coisas suas. Não dá para separar de você. Quanta gente quer o Espírito Santo, mas não quer saber nada dos dons d'Ele. Isso não é possível, pois quando você nasce da água, você O recebe, mas tem de chegar um momento em que Ele "exploda" dentro de você. Fluirão rios de água viva de seu interior.

Muitos pais e mães nasceram do Alto, mas o filho dessa família vive a vida dele bem do jeito que quer, muitas vezes, totalmente distante de Deus. Ele é filho de filhos de Deus. Mas o que é um "filho de filhos"? É um neto. Por isso, eu digo que Deus não tem netos. Ele quer que todos nasçam da água e do Espírito, como eram os primeiros cristãos. Muitas vezes, eles foram perseguidos, enfrentaram os martírios, mas eram cristãos fortes, alegres. Eram bem-aventurados.

Deus Pai quer que todos nós sejamos bem-aventurados. Mais do que felizes, precisamos ser alegres, cheios de vida, de paz, sabendo enfrentar os problemas

Diga com fé: "Deus me quer um bem-aventurado. Ele me quer filho, porque Deus não tem netos. Se eu até agora era neto, vou querer ser filho. Vou nascer da água e do Espírito".

Isso pode acontecer hoje. Basta você querer e pedir, que Jesus lhe dará. Ele já nos deu a Páscoa e vai nos dar mais até o dia de Pentecostes, porque Ele quer que sejamos homens e mulheres cheios do Espírito Santo.

O início dos dons ocorre com o orar em línguas. O Pai quer que você seja filho cheio do Espírito Santo e que você ore como está na Bíblia: com gemidos inefáveis.

No dom de línguas, o Espírito Santo ora em nós, ou seja, soltamos a voz com gemidos, mas quem realmente está orando é Ele, o Espírito Santo de Deus. As necessidades que nós nem conhecemos - ou que conhecemos, mas não sabemos como pedir - o Espírito ora em nós segundo a vontade de Deus e a nossa necessidade. É isso o que o Senhor quer para você.
Ore assim: "Jesus, eu quero ser filho de Deus cheio do Espírito Santo. Quero nascer da água e do Espírito. Batiza-me, Senhor, no Seu Espírito. Amém".
Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Eucaristia, nosso remédio contra as doenças espirituais.

Você precisa ser uma pessoa profundamente eucarística, porque só o calor que emana da Santíssima Eucaristia pode matar todos os “micróbios espirituais” adquiridos numa vida sexual errada. Assim como se coloca uma seringa contaminada para ser esterilizada numa autoclave, é preciso estar diante de Jesus Sacramentado para sermos descontaminados de toda impureza.

Só por meio da Santíssima Eucaristia, comungando frequentemente e adorando Jesus no Santíssimo Sacramento é que conseguiremos forças para prosseguir numa vida de santidade.

Se você contraísse qualquer doença grave, é certo de que tomaria todos os remédios que o médico lhe indicasse. O remédio para acabar com as doenças espirituais é a Eucaristia. É o próprio Corpo e Sangue, Alma e Divindade do Nosso Senhor Jesus Cristo, remédio eficaz para o corpo e para a alma.
Comungando o Corpo do Senhor, nossos pensamentos, sentimentos, ideias e fantasias serão purificados. A descontaminação acontece pela Eucaristia.

Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Ouvir o silêncio para falar melhor.

Pode parecer estranho a princípio, mas é necessário que reaprendamos a ouvir o silêncio como condição para uma fala com mais qualidade e profundidade. Com simplicidade, traduzi essa verdade numa das músicas que Deus me concedeu a graça de compor, canto assim: “Ouço teu silêncio, meu Senhor, para distinguir só tua voz...” Escrevi isso há muito tempo e continuo aprendendo dia a dia a viver essa experiência. Quando a fala é precedida por um silêncio de reflexão, aquilo que a boca diz tem sempre mais conteúdo.
Recentemente, em uma mensagem para o Dia Internacional das Comunicações, o Papa Bento XVI fez essa afirmação: “A relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas”.
Muitos dos nossos conflitos nos relacionamentos e na comunicação surgem de um excesso de palavras e uma carência do silêncio. Não um silêncio distante ou frio, mas um silêncio de quem ativamente escuta e acolhe a outra pessoa naquilo que ela está dizendo. “O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo”, afirma também o Pontífice.

 ”Evangelizar requer de nós essa sabedoria: combinar a fala e o silêncio, o discurso e a reflexão", ensina monsenhor Jonas

Se esse silêncio faz bem na comunicação entre os homens, ele é muito mais importante no nosso relacionamento com Deus, assim diz o Santo Padre: “Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora” (Homilia durante a Concelebração Eucarística com os Membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de outubro de 2006).

 Muitas vezes, reclamamos que Deus não fala conosco, mas, na verdade, somos nós que não aprendemos a ouvir o que Ele nos fala, ainda quando está em silêncio.

 Para que a nossa vida seja verdadeiramente uma canção, será necessário aprendermos a conviver em harmonia com a palavra e o silêncio, no qual um não exclua o outro, mas que, em perfeita complementaridade, formem juntos uma fecunda comunicação. Jesus sabia, em Seus discursos e diálogos, alternar com eficácia os momentos de fala e de silêncio. O silêncio que jamais foi ausência de mensagem, mas um espaço fecundo de revelação de uma pessoa: Jesus Cristo.

Convido vocês a afinarem os ouvidos e o coração para aprendermos a acolher o silêncio de Deus e, cheios dele, comunicarmos ao mundo, pela nossa fala e vida, aquilo que ouvimos no profundo do nosso coração. Evangelizar requer de nós essa sabedoria: combinar a fala e o silêncio, o discurso e a reflexão. Uma evangelização que fale tanto, a ponto de roubar o espaço do silêncio, corre o risco de não produzir os frutos esperados. Assim podemos orientar todo o nosso esforço de evangelização da intimidade do nosso lar aos mais longínquos rincões do mundo. Desejo a você uma profunda experiência da escuta desse silêncio de Deus, pois quem aprende a ouvi-Lo, sempre fala melhor.

 Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Entre outros, o Senhor nos selecionou.

Nós vivemos tempos semelhantes aos de Noé:

“O Senhor viu que a maldade do homem se multiplicava na terra: o dia todo, seu coração não fazia outra coisa senão conceber o mal, e o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem sobre a terra. Afligiu-se com isto e disse: ‘Apagarei da superfície do solo o homem que criei, homem, animais grandes, animais pequenos e até os pássaros do céu, pois me arrependo de tê-los feito’. Mas Noé encontrou graça aos olhos do Senhor” (Gn 6,5-8).
O coração de Deus estava ferido de íntima dor, mas Noé encontrou “graça” diante d'Ele! Não que ele fosse “bonzinho”, justo ou perfeito. Mas Deus Pai o escolheu e o amou e elaborou Seu plano contando com esse homem de fé. Você é um escolhido como Noé! Não por merecimento, mas por graça. Santo não é aquele que é perfeito, mas aquele que encontrou graça diante do Senhor, por isso foi escolhido.
 
Entre várias flores, selecionamos algumas para fazer um ramalhete. Nós escolhemos aquelas que encontraram graça diante dos nossos olhos. Entre outros, o Senhor nos selecionou. Se você foi o selecionado em sua casa é porque Ele conta com você. Não somos mais que os outros, mas fomos selecionados para ser sal em nossa casa.
Assim como Noé estava no meio de um povo corrompido, você também foi selecionado para estar no meio de pessoas que precisam de Deus; não para ser o diferente, mas para ser sal.

Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
 Fundador da Comunidade Canção Nova

É indispensável permanecer sempre unidos a Jesus, enfatiza Papa


“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (Jo 15,1), disse Jesus aos seus discípulos. De fato, salienta o Papa Bento XVI na proclamação do Regina Coeli deste domingo, 6, “a verdadeira vinha de Deus, a videira verdadeira, é Jesus, que com Seu sacrifício de amor nos doa a salvação, nos abre o caminho para ser parte desta vinha”.
Assim, “é indispensável permanecer sempre unidos a Jesus, depender Dele, porque sem Ele não podemos fazer nada”, enfatizou o Santo Padre aos fiéis reunidos na Praça São Pedro.
São Francisco de Sales escreve: “O ramo, unido e em conjunto com o tronco, porta fruto não por virtude própria, mas em virtude da estirpe: agora, fomos unidos pela caridade ao nosso Redentor, como membros à cabeça; eis porque... boas obras, tendo o seu valor com Ele, merecem a vida eterna” (Tratado do Amor de Deus, XI, 6, Roma 2011, 601).
Liberdade e dependência de Deus

Bento XVI lembra que numa carta escrita a João, o Profeta, que viveu no deserto de Gaza no século V, um fiel faz a seguinte pergunta: Como é possível ter, ao mesmo tempo, a liberdade do homem e o não poder fazer nada sem Deus? E o monaco respondeu: Se o homem inclina seu coração para o bem e pede ajuda a Deus, recebe a força necessária para cumprir a própria obra. Por isso, a liberdade do homem e a potência de Deus caminham juntas. Isso é possível porque o bem vem do Senhor, mas ele é cumprido graças aos seus fiéis.
“Queridos amigos, cada um de nós é como um ramo, que vive somente se cresce cada dia, na oração, na participação aos Sacramentos, na caridade, a sua união com o Senhor. E quem ama Jesus, videira verdadeira, produz frutos de fé para uma colheita espiritual abundante. Suplicamos a Mãe de Deus para que permaneçamos firmemente implantados em Jesus e cada ação nossa tenha Nele o seu início e Nele o seu cumprimento”, conclui o Pontífice.

sábado, 5 de maio de 2012

Maria a bem aventurada.

Padre Albertine
O mês de Maio, a séculos, já é consagrado a Nossa Senhora. Na Europa este mês é o início da primavera, e Maria é a mais linda flor no jardim da humanidade.

A Palavra do Senhor nos mostra varias vezes que Maria é feliz, é bem aventurada. A felicidade também é uma necessidade do ser humano, e o que precisamos para sermos felizes? Vamos ver na vida de Maria o que a fez feliz.
 Um dos motivos fundamentais da bem aventurança é a fé. E nós encontramos isso em Maria, “Bem-aventurada és tu que creste” (Lc 26, 45). Maria foi depositaria de uma fé viva, de uma fé madura e esse é um dos motivos de sua felicidade. Dizia Paulo VI que o melhor louvor, o melhor culto a Nossa Senhora é imitar as suas virtudes. Quando imitamos o que Nossa Senhora fez nós estamos dando a ela os louvores necessários.

Hoje, a maior necessidade da humanidade é a fé, pois tem muita gente que diz acreditar mas no fundo é uma fé morta, uma fé que não tem atitude. Muitas vezes nós falamos que cremos em Deus mas a nossa vida está distante do que professamos ou das pregações que ouvimos sobre a Palavra de Deus. Tudo na vida de Maria expressava o que ela ouvia de Deus. Maria foi serva assim como Seu filho Jesus. Maria também desceu de sua realeza para se fazer serva de seu Senhor.
Vamos ler um trecho do Evangelho que nos motiva para esta vida de fé de Maria.
“No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem? Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. (…) Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.” (Lc 1, 26-38)
  "Maria é a mais bela flor no jardim da humanidade"
Todas as vezes que leio o Evangelho da anunciação, meu coração se enche de alegria, por ver que eu tenho um Deus que planejou minha salvação; um Deus que me ama e por isso enviou o Seu Filho amado para que na sua Páscoa eu tivesse a oportunidade de estar no céu. Esta encarnação é para nós uma alegria.

E Deus foi tão grande que antes de nos santificar Ele santificou Maria ainda no ventre de sua mãe, Santa Ana. Maria é a cheia de graça porque ela também foi redimida ainda no ventre materno para que pudesse ser a Mãe do Redentor. Maria é feliz porque foi agraciada ainda no ventre. A alegria que o anjo anuncia “cheia de graça” é o que vai fazer com que Maria transforme em vida esta fé. Quando Maria disse “eis-me aqui” ela já ofertava a sua vida para que a vontade de Deus se realizasse na humanidade.
Santo Agostinho disse, “quem obedece não erra”; e nós vemos esta obediência incondicional a Deus em Nossa Senhora. Sim, ela se questiona diante do anjo perguntando como esta palavra vai se cumprir nela, ou seja, como ela vai conceber; mas isso não significa falta de fé, pelo contrário, ela quer entender para obedecer de todo o coração, de toda a sua alma. Maria aceita e confia na misericórdia de Deus. Ela não sabe, ela não imagina de que forma esta vontade de Deus vai se dar, mas ela confia que Deus não a abandonará.


Congresso Mariano na Canção Nova
Foto: Weslei Almeida/CN

Você sabe o que são os Sacramentos?

Conhecendo um pouco mais sobre os Sete Sacramentos


Jesus Cristo redimiu o mundo com a Sua Morte e Ressurreição, e instituiu a Santa Igreja, Seu Corpo Místico, para levar a salvação por Ele conquistada, a todos os homens de todos os tempos e lugares, até que Ele volte para encerrar a História, na Parusia, e julgar a humanidade. Ele deu a seus Apóstolos, hoje os nossos Bispos, a missão de levar a salvação a toda a humanidade, pela pregação do Evangelho e celebração dos Sacramentos.

Por isso o Concilio Vaticano II chamou a Igreja de “Sacramento universal da salvação” (LG 4). Ela é o braço estendido do Cristo na História dos homens. Quando a Igreja nos alcança, é Cristo que nos alcança; quando a Igreja nos batiza, é Cristo mesmo que nos batiza; quando a Igreja nos perdoa pela Confissão, é Cristo mesmo que nos perdoa…; isto é, a Igreja é a portadora e administradora da salvação, através dos Sete Sacramentos que ela ministra em nome de Jesus.
Os Sacramentos são os canais por onde flui a salvação de todos os homens, que Cristo conquistou com a Sua Morte e Ressurreição. Eles se relacionam intimamente com Cristo, com a Igreja e com toda a Liturgia. Há em todos eles um denominador comum, que é o conceito de sinal (seméion, em grego) eficiente ou sinal que realiza o que ele assinala. A santíssima humanidade de Cristo é o grande sinal eficiente, transmissor da graça; também a Igreja, como Corpo de Cristo prolongado na história dos homens (cf. Cl 1, 24) e a Liturgia, com seus ritos sagrados, continuam essa função. Cristo toca o cristão pelos Sacramentos não apenas de maneira psicológica ou afetiva, mas de uma forma concreta.

Os Sacramentos são esses sinais comunicadores da graça divina.Por isso o cristão não pode ficar sem os Sacramentos. O Cristianismo não é apenas uma filosofia religiosa, mas é uma comunhão de vida com o próprio Deus da maneira que Ele estabeleceu, especialmente pelos Sacramentos.Todo Sacramento é um sinal, que não apenas assinala, mas que realiza o que assinala; assim, a água do Batismo indica a purificação da criança e a realiza. Os Sacramentos dão continuidade à santíssima humanidade de Cristo, que assinalava e realizava a salvação dos homens. Por isso a Igreja (Corpo de Cristo prolongado) com os sete Sacramentos formam como que “o Grande Sacramento – a ordem sacramental através do qual a vida eterna do Pai flui até cada indivíduo em particular” (E. Bettencourt).

Cada Sacramento consta de matéria (água, pão, vinho, gestos…) e forma, que são as palavras proferidas sobre a matéria, declarando o sentido da mesma: “Eu te batizo…; Isto é o meu Corpo…” Os Sacramentos são sinais visíveis porque o ser humano é formado de corpo e alma; ele passa do visível ao invisível. Aristóteles († 322 a.C.) dizia que: “Nada há no intelecto que não tenha passado pelos sentidos”. É pelos sentidos que ele aprende.Tertuliano († 220 ) dizia que: “A carne (o corpo) é o eixo da salvação. Lava-se o corpo a fim de que a alma seja purificada; unge-se o corpo a fim de que a alma seja consagrada… O corpo é nutrido pelo Corpo e Sangue de Cristo, a fim de que a alma se alimente de Deus… Não podem, pois, ser separados na recompensa, já que estão unidos nas obras da salvação” (Sobre a Ressurreição da Carne 8 PL 2, 852).

Os Sacramentos agem “ex opere operato”, quer dizer, pela força do próprio rito, independente da santidade do ministro; em outras palavras, é Cristo quem ministra todo e qualquer Sacramento, pois Ele é o único sacerdote do Novo Testamento; os demais ordenados são seus ministros, como disse S. Tomás de Aquino. Se tiverem sido validamente ordenados pela Igreja e ministrarem os sacramentos com a mesma intenção que Cristo fez, então, participam do único Sacerdócio de Cristo e sua ação é eficaz.

Todo sacramento produz dois efeitos: o caráter e a graça santificante. O caráter é uma marca, um selo espiritual que é impresso na alma do cristão pelos três Sacramentos que não podem ser repetidos: Batismo, Crisma e Ordem. Os demais sacramentos imprimem um “quase-caráter”; por exemplo, o vínculo conjugal para os validamente casados.

Esta marca significa uma pertença a Cristo, e não depende das disposições morais da pessoa que recebe o sacramento. Santo Agostinho comparava esta marca com aquela que era impressa nas ovelhas, no gado, e até nos escravos pelos seus donos. Mesmo desertado o escravo continuava com a marca para sempre. A graça santificante comunicada pelo Sacramento é a “participação na vida divina” de que falou S. Pedro (1Pe 1, 4), que a pessoa pode não receber se põe obstáculo a ela. Por exemplo, se alguém comunga em pecado grave, ou se não crê na Eucaristia, mesmo assim recebe o verdadeiro Corpo de Cristo, mas não recebe a graça. Por isso os frutos dos Sacramentos dependem do esforço de conversão da pessoa; das suas disposições interiores.

“Toda a vida litúrgica da Igreja gravita em torno do sacrifício eucarístico e dos sacramentos” (SC,6), disse o último Concílio. Há na Igreja sete sacramentos: o Batismo, a Confirmação ou Crisma, a Eucaristia, a Penitência, a Unção dos Enfermos, a Ordem, o Matrimônio (cf. DS 860;1310;1601).” (Cat. §1113)
Os Sacramentos encerram em si todas as graças que precisamos durante a vida para que a imagem de Cristo seja formado em nós. Nascemos de nossos pais para uma vida de sofrimentos herdada de Adão; o Batismo nos faz renascer, dando-nos uma vida nova, de filhos de Deus, herdeiros do Céu, passando pela morte e ressurreição de Cristo (Rm 6, 1-11).

Aos poucos a criança atinge a adolescência e se robustece; na vida espiritual recebe o Sacramento da Crisma que lhe dá pelo dom do Espírito Santo, a maturidade espiritual e a força para viver e testemunhar a fé. A cada dia a vida precisa ser alimentada com o pão, mas ele não impede que a morte aconteça; então, Cristo nos dá, pela Igreja, o Pão do Céu, a Eucaristia, que é remédio e sustento para a caminhada, e que nos garante a vida eterna.

As doenças ameaçam o nosso corpo e a nossa vida terrena, também os pecados ameaçam nossa vida espiritual. Temos os remédios para a vida do corpo e Cristo nos dá, pelo Sacramento da Penitência, o remédio que cura a alma. Quando chegamos à vida adulta escolhemos a profissão e o trabalho, e nos preparamos para ele; na vida espiritual seguimos a nossa vocação, para o casamento ou para a vida religiosa. Para realizar bem esta missão Deus nos dá o Sacramento do Matrimônio e da Ordem.

No final da vida, ou na doença grave, quando o sofrimento e até a morte se aproxima, novamente Cristo nos acolhe e prepara para nos curar ou para nos preparar para o desenlace final, acompanhando-nos pelo Sacramento da Unção dos Enfermos.
Assim, os Sacramentos nos acompanham em toda a vida, a fim de que a vida espiritual não pereça, e sejamos felizes sempre na companhia de Cristo, para que possamos chegar “ao estado de homem perfeito, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (cf. Ef 4, 13; 1Cor 2,6).

Do Livro: OS SETE SACRAMENTOS

Pode um cristão mentir?

A verdade vos libertará
O salmista não se mostra muito generoso, quando, num momento de decepção, exclama: "Todos os homens são mentirosos" (Sl 116,11). Ser amante da verdade é um aprendizado. Para fugir de complicações, todos temos a tendência para a dissimulação, isto é, procuramos enganar para nos safar de eventuais punições. Só Jesus mesmo para poder dizer: "Eu sou a verdade" (Jo 14,6).

Conheço algumas circunstâncias - as mentirinhas profissionais - em que não se produz culpa. Por exemplo: a enfermeira avisa, ao aplicar uma injeção: "não vai doer". Ou o pároco, quando vai pedir ajuda financeira aos fiéis: "esta é a última campanha que vamos fazer". São as tais mentirinhas inocentes, que não prejudicam ninguém. Mas São Tomás de Aquino ensina que existe uma situação, na qual podemos até mentir em assunto sério. É quando alguém pergunta se nós cometemos certos crimes. É lícito negar, mesmo sendo culpados, porque o ônus da prova cabe ao acusador.

O critério melhor para aquilatar a vileza de uma mentira é verificar o mal que ela produz e os sofrimentos  que provoca. A contragosto, refiro-me a homens e mulheres que ocupam cargos de maior relevância como ministros do Supremo Tribunal Federal. Não posso deixar de comentar a fraqueza de alguns ao basearem seu raciocínio contra os direitos das crianças anencefálicas (melhor seria dizer meroencefálicas), com argumentos mais do que equivocados.

Vários ministros e ministras afirmaram que não podem aceitar a intromissão de razões religiosas para julgar a favor da vida dessas crianças. Isso é uma afirmação falsa. É notório que os maiores defensores das crianças provém das fileiras das Igrejas. No entanto, nenhum representante veio argumentar com razões religiosas. Ninguém debateu com argumentos bíblicos. Nenhum aduziu que o Papa não quer.

Os argumentos foram todos humanitários, filosóficos, científicos e de amor à vida. Tais ministros, conscientemente, afrontaram o bom senso, construindo seu voto em cima de uma base errônea. Isso deu um sentimento de insegurança a todos nós. Só vejo uma possibilidade, de eles recuperaram, aos poucos, a confiança da nação seriamente abalada: julgar, com retidão, os envolvidos no mensalão. “A verdade vos libertará” (Jo 8, 32).
Dom Aloísio Roque Oppermann scj
Arcebispo Emérito de Uberaba - MG

Nossa sexualidade não pode ser profanada.


A paternidade e a maternidade são sagradas e santas. Por isso não pode haver infidelidade entre o casal. Não pode haver profanação do matrimônio realizado em Deus.
Para arrasar com seu casamento, o inimigo quer arrastá-lo para o adultério. Ele atiça a sua vaidade ao fazer você se sentir capaz de seduzir e conquistar. Mas é preciso ter olhar espiritual e enxergar que é o maligno quem quer acabar com o seu casamento, seja você homem ou mulher.
Deus nos deu a sexualidade não para ser profanada. Assim como não se pode ser louco para usar seringas ou agulhas contaminadas, também não podemos ser loucos de permitir que o inimigo profane um dom tão precioso como a nossa sexualidade.

 Se você caiu nesse erro, precisa fazer logo uma boa confissão e começar a viver uma vida de castidade.


Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
 Fundador da Comunidade Canção Nova

Documentário sobre Bento XVI chega aos brasileiros em julho.

Em maio de 2007, o Papa Bento XVI fazia sua primeira visita à América Latina. Os principais registros de sua passagem, imagens inéditas e cenas memoráveis estarão, em breve, à disposição dos brasileiros na forma de um documentário inédito que está sendo finalizado pela Redação Brasileira da Rádio Vaticano.
Bento XVI passou por São Paulo e Aparecida. Esteve ainda em Guaratinguetá, na Fazenda Esperança, onde viveu momentos intensos que comoveram o país. Em São Paulo, canonizou Frei Galvão e teve um encontro com os jovens no Pacaembu. Esteve ainda no Mosteiro de São Bento, onde protagonizou cenas inesquecíveis e abençoou a multidão. Em Aparecida, abriu a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe.
O documentário traz desde o momento da saída de Bento XVI do Palácio Apostólico até seu retorno ao Vaticano, com imagens inéditas e exclusivas produzidas pelo Centro Televisivo Vaticano. Com uma linguagem simples e direta, a história da passagem do Papa pelo Brasil é narrada por quem viveu aqueles momentos mais intensos ao lado de Bento XVI.
Dom Raymundo Damasceno Assis, Dom Odilo Pedro Scherer e Dom Cláudio Hummes conduzem a narrativa, estruturada com base nos principais pontos de cada evento com a presença do Papa. Frei Hans Stapel e “Nelsinho”, os fundadores da Fazenda Esperança também narram os momentos de profunda alegria que viveram durante a visita do Papa.
O trailer do documentário já foi exibido durante a 50° Assembleia Geral da CNBB, que aconteceu no mês passado, em Aparecida, e agora está disponível no Youtube.
“A aclamação dos bispos presentes na Assembleia ao final da exibição nos deixou emocionados. Resgatar e reunir os episódios da passagem do Papa Bento XVI pelo nosso país foi um trabalho difícil. Contudo, agora temos a certeza de que essa histórica viagem ficará imortalizada neste documento”, diz Cesar Augusto dos Santos, responsável pelo Programa Brasileiro da Rádio Vaticano.
A previsão é que o documentário, cujo nome ainda está sendo escolhido, seja lançado no próximo mês de julho, durante a ExpoCatólica 2012, em São Paulo. Para assistir ao trailer do documentário, acesse http://youtu.be/dImUv2JL5UA

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Religião ajuda a formar uma forte personalidade, enfatiza Papa.

O Papa recebeu hoje os embaixadores da Etiópia, Malásia, Irlanda, Ilhas Fiji e Armênia
O Papa Bento XVI renovou nesta sexta-feira, 5, o apelo aos Estados para que garantam a liberdade religiosa e valorizem o patrimônio cultural e religioso. O Santo Padre recebeu na Sala Clementina, no Palácio Apostólico Vaticano, os embaixadores da Etiópia, Malásia, Irlanda, Ilhas Fiji e Armênia que apresentaram suas cartas credenciais.
Ele destacou que "a religião nos permite reconhecer o outro como irmão na humanidade. Dá a possibilidade de todos conhecerem a Deus, com plena liberdade, ajuda a formar uma personalidade forte interiormente que nos torna capazes de ser testemunhas do bem".
O Pontífice disse ainda que “para reforçar as bases humanas da realidade sócio-política é preciso ser atentos também a outro tipo de miséria: aquela causada pela perda de referência aos valores espirituais, de Deus”.
Uma perda, que segundo ele, torna mais difícil o discernimento entre o bem e o mal assim como "a superação dos interesses pessoais em vista do bem comum".
O Papa dirigiu ainda um pensamento particular aos jovens que, na busca de um ideal, se voltam a paraísos artificiais como as drogas e o consumismo. Assim, advertiu que quanto mais cresce a pobreza, mais falta o amor.
A globalização nos torna mais próximos, mas pede também que sejamos mais atentos aos que sofrem, disse o Santo Padre. Em seu discurso, o Papa destacou as dificuldades enfrentadas por tantos povos como a pobreza e pediu que toda comunidade internacional enfrente, com justiça e solidariedade, tudo aquilo que ameaça o homem, a sociedade e o meio ambiente.
“O êxodo para as cidades, os conflitos armados, a fome e as doenças que afligem tantas populações crescem dramaticamente junto à pobreza. A crise econômica mundial, reconhecida com amargura, levam sempre mais famílias a uma precariedade crescente”, salientou o Pontífice.
A solidão cresce por causa da exclusão, reforçou o Papa. Para ele, quando a miséria coexiste com uma grande riqueza, nasce uma impressão de injustiça que se tornar fonte de revolta.
“É agora oportuno que os Estados façam com que as leis sociais não favoreçam as desigualdades, mas permitam que cada um viva de modo decente”, acrescentou.
Segundo o Santo Padre, é importante que as pessoas necessitadas tenham um reconhecimento social. E adicionou que o desenvolvimento das nações “deve olhar as pessoas em sua integridade e não somente o crescimento econômico”.
Uma convicção que deve se tornar uma ação efetiva, como a experiência com o microcrédito que dá a possibilidade de harmonizar os objetivos econômicos com as ações sociais, e ainda a democracia e o respeito à natureza.