terça-feira, 8 de maio de 2012

O Pai quer você cheio do Espírito Santo.

Deus não tem netos. Deus só tem filhos e só quer ter filhos. No Evangelho segundo João, vemos que Nicodemos pertencia ao grupo dos fariseus, aqueles que governavam Israel. Devido à posição que tinha, esse homem foi buscar Jesus de noite, porque seu coração não aguentava mais. Ele queria verificar se Jesus era mesmo o Messias. O coração de Nicodemos ardia, mas o chefe do povo - do qual ele fazia parte - rejeitava o Senhor.

Como faziam muitos fariseus, Nicodemos começou com elogios, mas Jesus já foi "cortando", porque não precisava de elogios. Cristo foi direto ao que esse homem precisava saber: "Em verdade, em verdade, te digo, se alguém não nasce do Alto, não pode ver o Reino de Deus" (Jo 3,3). Só pode entrar no Reino de Deus, fazer parte dele, usufruir o Evangelho de Cristo e da Igreja que Jesus instituiu, aquele que nasceu do Alto.
"No dom de línguas, o Espírito Santo ora em nós", explica monsenhor Jonas
Nicodemos perguntou: "Como é que alguém pode nascer, se já é velho? Poderá entrar outra vez no ventre de sua mãe?" (Jo 3,4). Jesus logo respondeu: "Em verdade, em verdade, te digo, se alguém não nasce da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus" (Jo 3,5). Não é uma condenação, mas quem não nascer de novo da água do batismo não poderá entrar no Reino de Deus. Não sentirá gosto. Não será tocado.

Diga para você mesmo: "É necessário, para mim, nascer do Alto, nascer do Espírito". Quanta gente não nasceu do Alto! Muitos nasceram da água porque foram batizados [na água viva do Espírito Santo], mas estão como uma "torneira fechada". Quanta gente ainda não teve a graça de receber a efusão do Espírito Santo. Uma coisa é você ter o Espírito Santo; outra, é Ele ter você, a ponto de conduzir a sua vida de tal maneira que você precise estar cheio d'Ele para que possa agir com os dons existentes em você.

A sua inteligência, a sua criatividade, o seu otimismo, tudo isso são coisas suas. Não dá para separar de você. Quanta gente quer o Espírito Santo, mas não quer saber nada dos dons d'Ele. Isso não é possível, pois quando você nasce da água, você O recebe, mas tem de chegar um momento em que Ele "exploda" dentro de você. Fluirão rios de água viva de seu interior.

Muitos pais e mães nasceram do Alto, mas o filho dessa família vive a vida dele bem do jeito que quer, muitas vezes, totalmente distante de Deus. Ele é filho de filhos de Deus. Mas o que é um "filho de filhos"? É um neto. Por isso, eu digo que Deus não tem netos. Ele quer que todos nasçam da água e do Espírito, como eram os primeiros cristãos. Muitas vezes, eles foram perseguidos, enfrentaram os martírios, mas eram cristãos fortes, alegres. Eram bem-aventurados.

Deus Pai quer que todos nós sejamos bem-aventurados. Mais do que felizes, precisamos ser alegres, cheios de vida, de paz, sabendo enfrentar os problemas

Diga com fé: "Deus me quer um bem-aventurado. Ele me quer filho, porque Deus não tem netos. Se eu até agora era neto, vou querer ser filho. Vou nascer da água e do Espírito".

Isso pode acontecer hoje. Basta você querer e pedir, que Jesus lhe dará. Ele já nos deu a Páscoa e vai nos dar mais até o dia de Pentecostes, porque Ele quer que sejamos homens e mulheres cheios do Espírito Santo.

O início dos dons ocorre com o orar em línguas. O Pai quer que você seja filho cheio do Espírito Santo e que você ore como está na Bíblia: com gemidos inefáveis.

No dom de línguas, o Espírito Santo ora em nós, ou seja, soltamos a voz com gemidos, mas quem realmente está orando é Ele, o Espírito Santo de Deus. As necessidades que nós nem conhecemos - ou que conhecemos, mas não sabemos como pedir - o Espírito ora em nós segundo a vontade de Deus e a nossa necessidade. É isso o que o Senhor quer para você.
Ore assim: "Jesus, eu quero ser filho de Deus cheio do Espírito Santo. Quero nascer da água e do Espírito. Batiza-me, Senhor, no Seu Espírito. Amém".
Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Eucaristia, nosso remédio contra as doenças espirituais.

Você precisa ser uma pessoa profundamente eucarística, porque só o calor que emana da Santíssima Eucaristia pode matar todos os “micróbios espirituais” adquiridos numa vida sexual errada. Assim como se coloca uma seringa contaminada para ser esterilizada numa autoclave, é preciso estar diante de Jesus Sacramentado para sermos descontaminados de toda impureza.

Só por meio da Santíssima Eucaristia, comungando frequentemente e adorando Jesus no Santíssimo Sacramento é que conseguiremos forças para prosseguir numa vida de santidade.

Se você contraísse qualquer doença grave, é certo de que tomaria todos os remédios que o médico lhe indicasse. O remédio para acabar com as doenças espirituais é a Eucaristia. É o próprio Corpo e Sangue, Alma e Divindade do Nosso Senhor Jesus Cristo, remédio eficaz para o corpo e para a alma.
Comungando o Corpo do Senhor, nossos pensamentos, sentimentos, ideias e fantasias serão purificados. A descontaminação acontece pela Eucaristia.

Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Ouvir o silêncio para falar melhor.

Pode parecer estranho a princípio, mas é necessário que reaprendamos a ouvir o silêncio como condição para uma fala com mais qualidade e profundidade. Com simplicidade, traduzi essa verdade numa das músicas que Deus me concedeu a graça de compor, canto assim: “Ouço teu silêncio, meu Senhor, para distinguir só tua voz...” Escrevi isso há muito tempo e continuo aprendendo dia a dia a viver essa experiência. Quando a fala é precedida por um silêncio de reflexão, aquilo que a boca diz tem sempre mais conteúdo.
Recentemente, em uma mensagem para o Dia Internacional das Comunicações, o Papa Bento XVI fez essa afirmação: “A relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas”.
Muitos dos nossos conflitos nos relacionamentos e na comunicação surgem de um excesso de palavras e uma carência do silêncio. Não um silêncio distante ou frio, mas um silêncio de quem ativamente escuta e acolhe a outra pessoa naquilo que ela está dizendo. “O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo”, afirma também o Pontífice.

 ”Evangelizar requer de nós essa sabedoria: combinar a fala e o silêncio, o discurso e a reflexão", ensina monsenhor Jonas

Se esse silêncio faz bem na comunicação entre os homens, ele é muito mais importante no nosso relacionamento com Deus, assim diz o Santo Padre: “Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora” (Homilia durante a Concelebração Eucarística com os Membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de outubro de 2006).

 Muitas vezes, reclamamos que Deus não fala conosco, mas, na verdade, somos nós que não aprendemos a ouvir o que Ele nos fala, ainda quando está em silêncio.

 Para que a nossa vida seja verdadeiramente uma canção, será necessário aprendermos a conviver em harmonia com a palavra e o silêncio, no qual um não exclua o outro, mas que, em perfeita complementaridade, formem juntos uma fecunda comunicação. Jesus sabia, em Seus discursos e diálogos, alternar com eficácia os momentos de fala e de silêncio. O silêncio que jamais foi ausência de mensagem, mas um espaço fecundo de revelação de uma pessoa: Jesus Cristo.

Convido vocês a afinarem os ouvidos e o coração para aprendermos a acolher o silêncio de Deus e, cheios dele, comunicarmos ao mundo, pela nossa fala e vida, aquilo que ouvimos no profundo do nosso coração. Evangelizar requer de nós essa sabedoria: combinar a fala e o silêncio, o discurso e a reflexão. Uma evangelização que fale tanto, a ponto de roubar o espaço do silêncio, corre o risco de não produzir os frutos esperados. Assim podemos orientar todo o nosso esforço de evangelização da intimidade do nosso lar aos mais longínquos rincões do mundo. Desejo a você uma profunda experiência da escuta desse silêncio de Deus, pois quem aprende a ouvi-Lo, sempre fala melhor.

 Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Entre outros, o Senhor nos selecionou.

Nós vivemos tempos semelhantes aos de Noé:

“O Senhor viu que a maldade do homem se multiplicava na terra: o dia todo, seu coração não fazia outra coisa senão conceber o mal, e o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem sobre a terra. Afligiu-se com isto e disse: ‘Apagarei da superfície do solo o homem que criei, homem, animais grandes, animais pequenos e até os pássaros do céu, pois me arrependo de tê-los feito’. Mas Noé encontrou graça aos olhos do Senhor” (Gn 6,5-8).
O coração de Deus estava ferido de íntima dor, mas Noé encontrou “graça” diante d'Ele! Não que ele fosse “bonzinho”, justo ou perfeito. Mas Deus Pai o escolheu e o amou e elaborou Seu plano contando com esse homem de fé. Você é um escolhido como Noé! Não por merecimento, mas por graça. Santo não é aquele que é perfeito, mas aquele que encontrou graça diante do Senhor, por isso foi escolhido.
 
Entre várias flores, selecionamos algumas para fazer um ramalhete. Nós escolhemos aquelas que encontraram graça diante dos nossos olhos. Entre outros, o Senhor nos selecionou. Se você foi o selecionado em sua casa é porque Ele conta com você. Não somos mais que os outros, mas fomos selecionados para ser sal em nossa casa.
Assim como Noé estava no meio de um povo corrompido, você também foi selecionado para estar no meio de pessoas que precisam de Deus; não para ser o diferente, mas para ser sal.

Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
 Fundador da Comunidade Canção Nova

É indispensável permanecer sempre unidos a Jesus, enfatiza Papa


“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (Jo 15,1), disse Jesus aos seus discípulos. De fato, salienta o Papa Bento XVI na proclamação do Regina Coeli deste domingo, 6, “a verdadeira vinha de Deus, a videira verdadeira, é Jesus, que com Seu sacrifício de amor nos doa a salvação, nos abre o caminho para ser parte desta vinha”.
Assim, “é indispensável permanecer sempre unidos a Jesus, depender Dele, porque sem Ele não podemos fazer nada”, enfatizou o Santo Padre aos fiéis reunidos na Praça São Pedro.
São Francisco de Sales escreve: “O ramo, unido e em conjunto com o tronco, porta fruto não por virtude própria, mas em virtude da estirpe: agora, fomos unidos pela caridade ao nosso Redentor, como membros à cabeça; eis porque... boas obras, tendo o seu valor com Ele, merecem a vida eterna” (Tratado do Amor de Deus, XI, 6, Roma 2011, 601).
Liberdade e dependência de Deus

Bento XVI lembra que numa carta escrita a João, o Profeta, que viveu no deserto de Gaza no século V, um fiel faz a seguinte pergunta: Como é possível ter, ao mesmo tempo, a liberdade do homem e o não poder fazer nada sem Deus? E o monaco respondeu: Se o homem inclina seu coração para o bem e pede ajuda a Deus, recebe a força necessária para cumprir a própria obra. Por isso, a liberdade do homem e a potência de Deus caminham juntas. Isso é possível porque o bem vem do Senhor, mas ele é cumprido graças aos seus fiéis.
“Queridos amigos, cada um de nós é como um ramo, que vive somente se cresce cada dia, na oração, na participação aos Sacramentos, na caridade, a sua união com o Senhor. E quem ama Jesus, videira verdadeira, produz frutos de fé para uma colheita espiritual abundante. Suplicamos a Mãe de Deus para que permaneçamos firmemente implantados em Jesus e cada ação nossa tenha Nele o seu início e Nele o seu cumprimento”, conclui o Pontífice.

sábado, 5 de maio de 2012

Maria a bem aventurada.

Padre Albertine
O mês de Maio, a séculos, já é consagrado a Nossa Senhora. Na Europa este mês é o início da primavera, e Maria é a mais linda flor no jardim da humanidade.

A Palavra do Senhor nos mostra varias vezes que Maria é feliz, é bem aventurada. A felicidade também é uma necessidade do ser humano, e o que precisamos para sermos felizes? Vamos ver na vida de Maria o que a fez feliz.
 Um dos motivos fundamentais da bem aventurança é a fé. E nós encontramos isso em Maria, “Bem-aventurada és tu que creste” (Lc 26, 45). Maria foi depositaria de uma fé viva, de uma fé madura e esse é um dos motivos de sua felicidade. Dizia Paulo VI que o melhor louvor, o melhor culto a Nossa Senhora é imitar as suas virtudes. Quando imitamos o que Nossa Senhora fez nós estamos dando a ela os louvores necessários.

Hoje, a maior necessidade da humanidade é a fé, pois tem muita gente que diz acreditar mas no fundo é uma fé morta, uma fé que não tem atitude. Muitas vezes nós falamos que cremos em Deus mas a nossa vida está distante do que professamos ou das pregações que ouvimos sobre a Palavra de Deus. Tudo na vida de Maria expressava o que ela ouvia de Deus. Maria foi serva assim como Seu filho Jesus. Maria também desceu de sua realeza para se fazer serva de seu Senhor.
Vamos ler um trecho do Evangelho que nos motiva para esta vida de fé de Maria.
“No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem? Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. (…) Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.” (Lc 1, 26-38)
  "Maria é a mais bela flor no jardim da humanidade"
Todas as vezes que leio o Evangelho da anunciação, meu coração se enche de alegria, por ver que eu tenho um Deus que planejou minha salvação; um Deus que me ama e por isso enviou o Seu Filho amado para que na sua Páscoa eu tivesse a oportunidade de estar no céu. Esta encarnação é para nós uma alegria.

E Deus foi tão grande que antes de nos santificar Ele santificou Maria ainda no ventre de sua mãe, Santa Ana. Maria é a cheia de graça porque ela também foi redimida ainda no ventre materno para que pudesse ser a Mãe do Redentor. Maria é feliz porque foi agraciada ainda no ventre. A alegria que o anjo anuncia “cheia de graça” é o que vai fazer com que Maria transforme em vida esta fé. Quando Maria disse “eis-me aqui” ela já ofertava a sua vida para que a vontade de Deus se realizasse na humanidade.
Santo Agostinho disse, “quem obedece não erra”; e nós vemos esta obediência incondicional a Deus em Nossa Senhora. Sim, ela se questiona diante do anjo perguntando como esta palavra vai se cumprir nela, ou seja, como ela vai conceber; mas isso não significa falta de fé, pelo contrário, ela quer entender para obedecer de todo o coração, de toda a sua alma. Maria aceita e confia na misericórdia de Deus. Ela não sabe, ela não imagina de que forma esta vontade de Deus vai se dar, mas ela confia que Deus não a abandonará.


Congresso Mariano na Canção Nova
Foto: Weslei Almeida/CN

Você sabe o que são os Sacramentos?

Conhecendo um pouco mais sobre os Sete Sacramentos


Jesus Cristo redimiu o mundo com a Sua Morte e Ressurreição, e instituiu a Santa Igreja, Seu Corpo Místico, para levar a salvação por Ele conquistada, a todos os homens de todos os tempos e lugares, até que Ele volte para encerrar a História, na Parusia, e julgar a humanidade. Ele deu a seus Apóstolos, hoje os nossos Bispos, a missão de levar a salvação a toda a humanidade, pela pregação do Evangelho e celebração dos Sacramentos.

Por isso o Concilio Vaticano II chamou a Igreja de “Sacramento universal da salvação” (LG 4). Ela é o braço estendido do Cristo na História dos homens. Quando a Igreja nos alcança, é Cristo que nos alcança; quando a Igreja nos batiza, é Cristo mesmo que nos batiza; quando a Igreja nos perdoa pela Confissão, é Cristo mesmo que nos perdoa…; isto é, a Igreja é a portadora e administradora da salvação, através dos Sete Sacramentos que ela ministra em nome de Jesus.
Os Sacramentos são os canais por onde flui a salvação de todos os homens, que Cristo conquistou com a Sua Morte e Ressurreição. Eles se relacionam intimamente com Cristo, com a Igreja e com toda a Liturgia. Há em todos eles um denominador comum, que é o conceito de sinal (seméion, em grego) eficiente ou sinal que realiza o que ele assinala. A santíssima humanidade de Cristo é o grande sinal eficiente, transmissor da graça; também a Igreja, como Corpo de Cristo prolongado na história dos homens (cf. Cl 1, 24) e a Liturgia, com seus ritos sagrados, continuam essa função. Cristo toca o cristão pelos Sacramentos não apenas de maneira psicológica ou afetiva, mas de uma forma concreta.

Os Sacramentos são esses sinais comunicadores da graça divina.Por isso o cristão não pode ficar sem os Sacramentos. O Cristianismo não é apenas uma filosofia religiosa, mas é uma comunhão de vida com o próprio Deus da maneira que Ele estabeleceu, especialmente pelos Sacramentos.Todo Sacramento é um sinal, que não apenas assinala, mas que realiza o que assinala; assim, a água do Batismo indica a purificação da criança e a realiza. Os Sacramentos dão continuidade à santíssima humanidade de Cristo, que assinalava e realizava a salvação dos homens. Por isso a Igreja (Corpo de Cristo prolongado) com os sete Sacramentos formam como que “o Grande Sacramento – a ordem sacramental através do qual a vida eterna do Pai flui até cada indivíduo em particular” (E. Bettencourt).

Cada Sacramento consta de matéria (água, pão, vinho, gestos…) e forma, que são as palavras proferidas sobre a matéria, declarando o sentido da mesma: “Eu te batizo…; Isto é o meu Corpo…” Os Sacramentos são sinais visíveis porque o ser humano é formado de corpo e alma; ele passa do visível ao invisível. Aristóteles († 322 a.C.) dizia que: “Nada há no intelecto que não tenha passado pelos sentidos”. É pelos sentidos que ele aprende.Tertuliano († 220 ) dizia que: “A carne (o corpo) é o eixo da salvação. Lava-se o corpo a fim de que a alma seja purificada; unge-se o corpo a fim de que a alma seja consagrada… O corpo é nutrido pelo Corpo e Sangue de Cristo, a fim de que a alma se alimente de Deus… Não podem, pois, ser separados na recompensa, já que estão unidos nas obras da salvação” (Sobre a Ressurreição da Carne 8 PL 2, 852).

Os Sacramentos agem “ex opere operato”, quer dizer, pela força do próprio rito, independente da santidade do ministro; em outras palavras, é Cristo quem ministra todo e qualquer Sacramento, pois Ele é o único sacerdote do Novo Testamento; os demais ordenados são seus ministros, como disse S. Tomás de Aquino. Se tiverem sido validamente ordenados pela Igreja e ministrarem os sacramentos com a mesma intenção que Cristo fez, então, participam do único Sacerdócio de Cristo e sua ação é eficaz.

Todo sacramento produz dois efeitos: o caráter e a graça santificante. O caráter é uma marca, um selo espiritual que é impresso na alma do cristão pelos três Sacramentos que não podem ser repetidos: Batismo, Crisma e Ordem. Os demais sacramentos imprimem um “quase-caráter”; por exemplo, o vínculo conjugal para os validamente casados.

Esta marca significa uma pertença a Cristo, e não depende das disposições morais da pessoa que recebe o sacramento. Santo Agostinho comparava esta marca com aquela que era impressa nas ovelhas, no gado, e até nos escravos pelos seus donos. Mesmo desertado o escravo continuava com a marca para sempre. A graça santificante comunicada pelo Sacramento é a “participação na vida divina” de que falou S. Pedro (1Pe 1, 4), que a pessoa pode não receber se põe obstáculo a ela. Por exemplo, se alguém comunga em pecado grave, ou se não crê na Eucaristia, mesmo assim recebe o verdadeiro Corpo de Cristo, mas não recebe a graça. Por isso os frutos dos Sacramentos dependem do esforço de conversão da pessoa; das suas disposições interiores.

“Toda a vida litúrgica da Igreja gravita em torno do sacrifício eucarístico e dos sacramentos” (SC,6), disse o último Concílio. Há na Igreja sete sacramentos: o Batismo, a Confirmação ou Crisma, a Eucaristia, a Penitência, a Unção dos Enfermos, a Ordem, o Matrimônio (cf. DS 860;1310;1601).” (Cat. §1113)
Os Sacramentos encerram em si todas as graças que precisamos durante a vida para que a imagem de Cristo seja formado em nós. Nascemos de nossos pais para uma vida de sofrimentos herdada de Adão; o Batismo nos faz renascer, dando-nos uma vida nova, de filhos de Deus, herdeiros do Céu, passando pela morte e ressurreição de Cristo (Rm 6, 1-11).

Aos poucos a criança atinge a adolescência e se robustece; na vida espiritual recebe o Sacramento da Crisma que lhe dá pelo dom do Espírito Santo, a maturidade espiritual e a força para viver e testemunhar a fé. A cada dia a vida precisa ser alimentada com o pão, mas ele não impede que a morte aconteça; então, Cristo nos dá, pela Igreja, o Pão do Céu, a Eucaristia, que é remédio e sustento para a caminhada, e que nos garante a vida eterna.

As doenças ameaçam o nosso corpo e a nossa vida terrena, também os pecados ameaçam nossa vida espiritual. Temos os remédios para a vida do corpo e Cristo nos dá, pelo Sacramento da Penitência, o remédio que cura a alma. Quando chegamos à vida adulta escolhemos a profissão e o trabalho, e nos preparamos para ele; na vida espiritual seguimos a nossa vocação, para o casamento ou para a vida religiosa. Para realizar bem esta missão Deus nos dá o Sacramento do Matrimônio e da Ordem.

No final da vida, ou na doença grave, quando o sofrimento e até a morte se aproxima, novamente Cristo nos acolhe e prepara para nos curar ou para nos preparar para o desenlace final, acompanhando-nos pelo Sacramento da Unção dos Enfermos.
Assim, os Sacramentos nos acompanham em toda a vida, a fim de que a vida espiritual não pereça, e sejamos felizes sempre na companhia de Cristo, para que possamos chegar “ao estado de homem perfeito, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (cf. Ef 4, 13; 1Cor 2,6).

Do Livro: OS SETE SACRAMENTOS

Pode um cristão mentir?

A verdade vos libertará
O salmista não se mostra muito generoso, quando, num momento de decepção, exclama: "Todos os homens são mentirosos" (Sl 116,11). Ser amante da verdade é um aprendizado. Para fugir de complicações, todos temos a tendência para a dissimulação, isto é, procuramos enganar para nos safar de eventuais punições. Só Jesus mesmo para poder dizer: "Eu sou a verdade" (Jo 14,6).

Conheço algumas circunstâncias - as mentirinhas profissionais - em que não se produz culpa. Por exemplo: a enfermeira avisa, ao aplicar uma injeção: "não vai doer". Ou o pároco, quando vai pedir ajuda financeira aos fiéis: "esta é a última campanha que vamos fazer". São as tais mentirinhas inocentes, que não prejudicam ninguém. Mas São Tomás de Aquino ensina que existe uma situação, na qual podemos até mentir em assunto sério. É quando alguém pergunta se nós cometemos certos crimes. É lícito negar, mesmo sendo culpados, porque o ônus da prova cabe ao acusador.

O critério melhor para aquilatar a vileza de uma mentira é verificar o mal que ela produz e os sofrimentos  que provoca. A contragosto, refiro-me a homens e mulheres que ocupam cargos de maior relevância como ministros do Supremo Tribunal Federal. Não posso deixar de comentar a fraqueza de alguns ao basearem seu raciocínio contra os direitos das crianças anencefálicas (melhor seria dizer meroencefálicas), com argumentos mais do que equivocados.

Vários ministros e ministras afirmaram que não podem aceitar a intromissão de razões religiosas para julgar a favor da vida dessas crianças. Isso é uma afirmação falsa. É notório que os maiores defensores das crianças provém das fileiras das Igrejas. No entanto, nenhum representante veio argumentar com razões religiosas. Ninguém debateu com argumentos bíblicos. Nenhum aduziu que o Papa não quer.

Os argumentos foram todos humanitários, filosóficos, científicos e de amor à vida. Tais ministros, conscientemente, afrontaram o bom senso, construindo seu voto em cima de uma base errônea. Isso deu um sentimento de insegurança a todos nós. Só vejo uma possibilidade, de eles recuperaram, aos poucos, a confiança da nação seriamente abalada: julgar, com retidão, os envolvidos no mensalão. “A verdade vos libertará” (Jo 8, 32).
Dom Aloísio Roque Oppermann scj
Arcebispo Emérito de Uberaba - MG

Nossa sexualidade não pode ser profanada.


A paternidade e a maternidade são sagradas e santas. Por isso não pode haver infidelidade entre o casal. Não pode haver profanação do matrimônio realizado em Deus.
Para arrasar com seu casamento, o inimigo quer arrastá-lo para o adultério. Ele atiça a sua vaidade ao fazer você se sentir capaz de seduzir e conquistar. Mas é preciso ter olhar espiritual e enxergar que é o maligno quem quer acabar com o seu casamento, seja você homem ou mulher.
Deus nos deu a sexualidade não para ser profanada. Assim como não se pode ser louco para usar seringas ou agulhas contaminadas, também não podemos ser loucos de permitir que o inimigo profane um dom tão precioso como a nossa sexualidade.

 Se você caiu nesse erro, precisa fazer logo uma boa confissão e começar a viver uma vida de castidade.


Deus o abençoe!
Monsenhor Jonas Abib
 Fundador da Comunidade Canção Nova

Documentário sobre Bento XVI chega aos brasileiros em julho.

Em maio de 2007, o Papa Bento XVI fazia sua primeira visita à América Latina. Os principais registros de sua passagem, imagens inéditas e cenas memoráveis estarão, em breve, à disposição dos brasileiros na forma de um documentário inédito que está sendo finalizado pela Redação Brasileira da Rádio Vaticano.
Bento XVI passou por São Paulo e Aparecida. Esteve ainda em Guaratinguetá, na Fazenda Esperança, onde viveu momentos intensos que comoveram o país. Em São Paulo, canonizou Frei Galvão e teve um encontro com os jovens no Pacaembu. Esteve ainda no Mosteiro de São Bento, onde protagonizou cenas inesquecíveis e abençoou a multidão. Em Aparecida, abriu a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe.
O documentário traz desde o momento da saída de Bento XVI do Palácio Apostólico até seu retorno ao Vaticano, com imagens inéditas e exclusivas produzidas pelo Centro Televisivo Vaticano. Com uma linguagem simples e direta, a história da passagem do Papa pelo Brasil é narrada por quem viveu aqueles momentos mais intensos ao lado de Bento XVI.
Dom Raymundo Damasceno Assis, Dom Odilo Pedro Scherer e Dom Cláudio Hummes conduzem a narrativa, estruturada com base nos principais pontos de cada evento com a presença do Papa. Frei Hans Stapel e “Nelsinho”, os fundadores da Fazenda Esperança também narram os momentos de profunda alegria que viveram durante a visita do Papa.
O trailer do documentário já foi exibido durante a 50° Assembleia Geral da CNBB, que aconteceu no mês passado, em Aparecida, e agora está disponível no Youtube.
“A aclamação dos bispos presentes na Assembleia ao final da exibição nos deixou emocionados. Resgatar e reunir os episódios da passagem do Papa Bento XVI pelo nosso país foi um trabalho difícil. Contudo, agora temos a certeza de que essa histórica viagem ficará imortalizada neste documento”, diz Cesar Augusto dos Santos, responsável pelo Programa Brasileiro da Rádio Vaticano.
A previsão é que o documentário, cujo nome ainda está sendo escolhido, seja lançado no próximo mês de julho, durante a ExpoCatólica 2012, em São Paulo. Para assistir ao trailer do documentário, acesse http://youtu.be/dImUv2JL5UA

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Religião ajuda a formar uma forte personalidade, enfatiza Papa.

O Papa recebeu hoje os embaixadores da Etiópia, Malásia, Irlanda, Ilhas Fiji e Armênia
O Papa Bento XVI renovou nesta sexta-feira, 5, o apelo aos Estados para que garantam a liberdade religiosa e valorizem o patrimônio cultural e religioso. O Santo Padre recebeu na Sala Clementina, no Palácio Apostólico Vaticano, os embaixadores da Etiópia, Malásia, Irlanda, Ilhas Fiji e Armênia que apresentaram suas cartas credenciais.
Ele destacou que "a religião nos permite reconhecer o outro como irmão na humanidade. Dá a possibilidade de todos conhecerem a Deus, com plena liberdade, ajuda a formar uma personalidade forte interiormente que nos torna capazes de ser testemunhas do bem".
O Pontífice disse ainda que “para reforçar as bases humanas da realidade sócio-política é preciso ser atentos também a outro tipo de miséria: aquela causada pela perda de referência aos valores espirituais, de Deus”.
Uma perda, que segundo ele, torna mais difícil o discernimento entre o bem e o mal assim como "a superação dos interesses pessoais em vista do bem comum".
O Papa dirigiu ainda um pensamento particular aos jovens que, na busca de um ideal, se voltam a paraísos artificiais como as drogas e o consumismo. Assim, advertiu que quanto mais cresce a pobreza, mais falta o amor.
A globalização nos torna mais próximos, mas pede também que sejamos mais atentos aos que sofrem, disse o Santo Padre. Em seu discurso, o Papa destacou as dificuldades enfrentadas por tantos povos como a pobreza e pediu que toda comunidade internacional enfrente, com justiça e solidariedade, tudo aquilo que ameaça o homem, a sociedade e o meio ambiente.
“O êxodo para as cidades, os conflitos armados, a fome e as doenças que afligem tantas populações crescem dramaticamente junto à pobreza. A crise econômica mundial, reconhecida com amargura, levam sempre mais famílias a uma precariedade crescente”, salientou o Pontífice.
A solidão cresce por causa da exclusão, reforçou o Papa. Para ele, quando a miséria coexiste com uma grande riqueza, nasce uma impressão de injustiça que se tornar fonte de revolta.
“É agora oportuno que os Estados façam com que as leis sociais não favoreçam as desigualdades, mas permitam que cada um viva de modo decente”, acrescentou.
Segundo o Santo Padre, é importante que as pessoas necessitadas tenham um reconhecimento social. E adicionou que o desenvolvimento das nações “deve olhar as pessoas em sua integridade e não somente o crescimento econômico”.
Uma convicção que deve se tornar uma ação efetiva, como a experiência com o microcrédito que dá a possibilidade de harmonizar os objetivos econômicos com as ações sociais, e ainda a democracia e o respeito à natureza.

Exorcista padre Rufus Pereira morre na Inglaterra.



O sacerdote indiano Padre Rufus Pereira faleceu na madrugada dessa quarta-feira, 2, de parada cardíaca durante o sono. A informação foi divulgada nesta quinta-feira por sua secretária pessoal, Érika Gibello.

O padre estava em sua residência em Londres, na Inglaterra, durante esta semana e aparentava estar bem, segundo divulgou a Irmã Kelly Patrícia, do Instituto Hesed, em suas redes sociais. A religiosa esteve com ele no último sábado, 28, e disse que ele "estava radiante, muito feliz".

O corpo de padre Rufus permanecerá na Inglaterra até que terminem os preparativos para levá-lo à Índia, onde será sepultado. A data ainda não foi divulgada.
Padre Rufus completaria 79 anos neste domingo, 6, e era conhecido no mundo todo por seu ministério de exorcismo. Ele foi vice-presidente da Associação Internacional dos Exorcistas e iniciou a Associação Internacional para o ministério de libertação.
Ele esteve na sede da Comunidade Canção Nova sete vezes, conduzindo encontros de cura e libertação. "Padre Rufus era um santo, um homem incansável, pregador do Evangelho, apaixonado por Jesus Cristo e por sua missão", lembra Vinícius Adamo, tradutor do sacerdote no Brasil.  

Biografia
Padre Rufus foi sacerdote na Arquidiocese de Bombaim, Índia. Estudou Filosofia, Teologia e Sagrada Escritura em Roma, onde foi também ordenado em 1956. Era doutor em Teologia Bíblica.
Durante vários anos serviu como diretor de quatro escolas secundárias em Mumbai. Além de pregador de retiros, conferencista e professor de Bíblia, ele também era editor da Revista Nacional Carismática da India “Charisindia”. Foi professor de Sagrada Escritura em cursos de pós-graduação em vários Institutos Teológicos Pontifícios.

O sacerdote era também presidente da Associação Internacional para o Ministério de Libertação e vice-presidente da Associação Internacional de Exorcistas. Publicou numerosos artigos bíblicos e teológicos, especialmente, sobre evangelização e cura.
Conheceu a Renovação Carismática Católica (RCC), em 1972, logo quando esse movimento eclesial teve início na Índia. Foi designado pelo Arcebispo Cardeal Gracias para se dedicar exclusivamente a esse movimento. Desde então atuava pregando em encontros, retiros e missões por todo o seu país e também pela Ásia, África, Europa e em alguns lugares na América Latina, como o Brasil, onde esteve várias vezes, inclusive na Comunidade Canção Nova.
Padre Rufus também foi diretor do Instituto Bíblico Carismático Católico. E recentemente foi integrado ao International Catholic Charismatic Renewal Services (ICCRS), em Roma, como o responsável mundial pelo ministério de cura e libertação.

Com Deus realizaremos façanhas.



A cada um de nós o Senhor faz esta mesma proposta: “Escolhei hoje a quem quereis servir”, e espera uma resposta. Ele mesmo quer nos conduzir a uma decisão consciente: que não seja uma questão de emoção, de sentimento. Guiados pelo Espírito Santo, precisamos tomar uma decisão real, objetiva, concreta e que leve à vida.

“Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. No momento em que assumimos esta responsabilidade, tudo começa a mudar. Se na sua casa você é o único que realmente serve ao Senhor, saiba que Deus o escolheu para ser sal no seu lar. No Evangelho de Mateus percebemos qual é a missão do sal:

“Vós sois o sal da terra. Se o sal perde seu sabor, como tornará a ser sal? Não serve mais para nada; é jogado fora e calcado aos pés pelos homens” (Mt 5,13).

Não foi você que escolheu ser sal, foi o Senhor quem o constituiu assim para transformar todas as coisas em sua casa, seja você pai ou mãe, ou até mesmo um jovem filho. O sal não apenas preserva da corrupção, mas liberta pela ação do Espírito. O Espírito Santo que está em nós deu-nos capacidade de acabar com toda corrupção e retirar o pecado da nossa casa. Não tenha receio, acredite nisto:

“Vã é a salvação que vem do homem. Com Deus realizaremos façanhas” (Sl 107,13).

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

"Ciência e fé têm reciprocidade fecunda", diz Papa.

'Rico de meios, mas não de fins, o homem do nosso tempo vive muitas vezes condicionado ao reducionismo e ao relativism', diz Papa.

Durante o discurso, o Santo Padre falou da relação entre fé e ciência e destacou que tal junção dá sentido à busca do homem.
“Ciência e fé têm uma reciprocidade fecunda, quase uma complementar exigência da inteligência do real”, salientou.
O Pontífice enfatizou que muitas vezes o homem encontra-se perdido diante de suas capacidades técnicas por negar qualquer contato com algo que o transcenda.
“Rico de meios, mas não de fins, o homem do nosso tempo vive muitas vezes condicionado ao reducionismo e ao relativismo, que levam a ferir o significado das coisas”, disse.
Bento XVI pediu aos estudantes de Medicina que vivam a profissão escolhida por eles, na dimensão do cuidado para com o próximo. 
“Universidade Católica (…) lugar em que a relação de cuidado não é um ofício, mas missão; onde a caridade do Bom Samaritano é a primeira cátedra, e a face do homem sofrido o próprio rosto de Cristo", exortou.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Quinto Mandamento: Não matarás.


Um acordo para a paz!



"Não matarás" (Ex. 20,13). Este mandamento atesta que a vida humana é sagrada e desde seu início ela supõe a ação criadora de Deus e mantém-se para sempre numa relação especial com o Criador, seu único fim. A ninguém é lícito destruir diretamente um ser humano inocente, pois é um ato gravemente contrário à dignidade da pessoa e à santidade do Criador. O direito inalienável à vida de cada ser humano, desde a sua concepção, é um elemento constitutivo da sociedade civil e da sua legislação. Quando o Estado não coloca a sua força ao serviço dos direitos de todos, e em particular dos mais fracos, e entre eles dos concebidos ainda não nascidos, passam a ser minados os próprios fundamentos do Estado de direito.
Assim, o Quinto Mandamento proíbe e os considera como gravemente contrários à lei moral: O homicídio direto e voluntário e a cooperação nele. O aborto direto, querido como fim ou como meio, e também a cooperação nele, crime que leva consigo a pena de excomunhão, porque o ser humano, desde a sua concepção, deve ser, em modo absoluto, respeitado e protegido totalmente. A eutanásia direta, que consiste em pôr fim à vida de pessoas com deficiências, doentes ou moribundas, mediante um ato ou omissão duma ação devida. O suicídio e a cooperação voluntária nele, enquanto ofensa grave ao justo amor de Deus, de si e do próximo: a responsabilidade pode ser ainda agravada por causa do escândalo ou atenuada por especiais perturbações psíquicas ou temores graves.
São consideradas práticas contra o respeito à integridade corpórea da pessoa humana os raptos e sequestros de pessoas, o terrorismo, a tortura, as violências, a esterilização direta. As amputações e as mutilações duma pessoa só são moralmente consentidas para indispensáveis fins terapêuticos. Proteger a vida humana requer também do homem um devido cuidado com a saúde física, da nossa e da dos outros, evitando todavia o culto do corpo e toda a espécie de excessos. Por isso deve ser  evitado o uso de substâncias que colocam em risco a saúde e também o abuso dos alimentos, do álcool, do tabaco e dos remédios.
Esse mandamento é um clamor pela paz, o Senhor, que proclama «bem-aventurados os obreiros da paz» (Mt 5, 9), pede a paz do coração e denuncia a imoralidade da ira, que é desejo de vingança pelo mal recebido, e do ódio, que leva a desejar o mal ao próximo. Essas atitudes, se voluntárias e consentidas em matéria de grande importância, são pecados graves contra a caridade. A paz no mundo, a qual é exigida para o respeito e desenvolvimento da vida humana, não é a simples ausência de guerra ou equilíbrio entre as forças em contraste, mas é «a tranquilidade da ordem» (S. Agostinho), «fruto da justiça» (Is 32, 17) e efeito da caridade. A paz terrena é imagem e fruto da paz de Cristo.
Para isso se exige a distribuição equitativa e a tutela dos bens das pessoas, a livre comunicação entre os seres humanos, o respeito da dignidade das pessoas e dos povos, a assídua prática da justiça e da fraternidade. Por outro lado, o Catecismo da Igreja Católica ensina que o uso da força militar é moralmente consentido quando há a certeza de um dano permanente e grave; a ineficácia de outras alternativas pacíficas. Essa alternativa é fundamentada na possibilidade concreta de êxito; quando há ausência de males piores, considerado o poder atual dos meios de destruição. Porém, devemos fazer tudo o que é razoavelmente possível para evitar, de qualquer modo, a guerra, devido aos males e injustiças provocados por ela.
É necessário, em especial, evitar a acumulação e o comércio de armas não devidamente regulamentadas pelos poderes legítimos; assim como as injustiças, sobretudo, econômicas e sociais; as discriminações étnicas e religiosas; a inveja, a desconfiança, o orgulho e o espírito de vingança. Tudo quanto se fizer para eliminar estas e outras desordens ajudará a construir a paz e a evitar a guerra.
Portanto, a ordem do Senhor para não matar é acima de tudo um mandamento que respeita a dignidade da pessoa humana como um direito inalienavél, condenando todas as formas de violação ao homem desde do momento da concepção até a morte natural, evitando assim, toda violência física, psíquica e social. Desta forma, para vivermos a santidade proposta neste mandamento, devemos, acima de tudo, respeitar o ser humano, afastando toda atividade nociva a ele, procurando sempre a paz.   

quarta-feira, 2 de maio de 2012

PROGRAMAÇÃO DA FESTA DE SANTA RITA 2012.


CONVITE,
Anunciar o Evangelho não é glória para mim: é uma obrigação que se me impõe. Ai de mim se eu não evangelizar. A festa de Santa Rita de Cássia, santa das causas impossíveis e padroeira da nossa comunidade será motivo de visita às famílias e encontro com os irmãos, despertando, revitalizando e animando a missão evangelizadora na comunidade e na sociedade, neste tempo preparatório do centenário e jubileu diocesano. Venha participar e celebrar conosco!

NOVENÁRIO PREPARATÓRIO (sempre às 19:30h)
13/05 - DOMINGO: NOITE DA LUZ (Caminhada da Luz)
Sub Tema: Deus Pai e a missão de criar nas Sagradas Escrituras
ANIMADORES: Movimentos marianos e apostolado da Paróquia
CONVIDADOS: Movimentos marianos e apostolados da oração de Ilhéus

14/05 - SEGUNDA FEIRA: NOITE DA PAZ (Caminhada da Paz)
Sub Tema: Jesus Cristo, o Filho de Deus, e a sua missão de salvar no mundo
ANIMADORES Pastorais sociais da Paróquia
CONVIDADOS Profissionais liberais e Pastorais sociais de Ilhéus

15/05 - TERÇA FEIRA: NOITE DOS HOMENS (Caminhada dos homens)
Sub Tema O Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho, e a sua missão na Igreja
ANIMADORES: Homens da comunidade
CONVIDADOS: Todos os homens de Ilhéus

16/05 - QUARTA FEIRA: NOITE DAS MULHERES (Caminhada das mulheres e Ritas)
Sub Tema  Igreja Comunidade de Batizados, discípulos/missionários do Reino de Deus na sociedade
ANIMADORES: Mulheres da comunidade
CONVIDADOS: Todas as mulheres de Ilhéus

17/05 - QUINTA FEIRA: NOITE DA ALEGRIA (Caminhada da alegria)
Sub Tema: Igreja Povo de Deus e Corpo de Cristo, comunidade de missionários a caminho do reino de Deus
ANIMADORES: Eneuc e Grupos de Jovens da Paróquia
CONVIDADOS: Artistas e Grupos Culturais

18/05 – SEXTA FEIRA: NOITE DA JUSTIÇA (Caminhada da Justiça)
Tema: Igreja comunidade de comunidades, um desafio a nossa mentalidade e a nossa missão
ANIMADORES: Pastorais: dízimo e catequese.
CONVIDADOS: Instituições, trabalhadores e autoridades de Ilhéus.

19/05 – SÁBADO: NOITE DA JUVENTUDE (Caminhada da Juventude)
Sub Tema  Igreja comunidade de chamados e enviados para continuar a missão de Jesus Cristo no mundo
ANIMADORES: Jovens da comunidade
CONVIDADOS: Juventude e Ilhéus

20/05 - DOMINGO: NOITE DAS COMUNIDADES (Caminhada das comunidades)
Sub Tema: Igreja lugar dos chamados para a escuta, a acolhida e a vivência da Palavra de Deus na vida.
ANIMADORES: Comunidade Santa Rita
CONVIDADOS: Paróquias e Comunidades católicas de Ilhéus

 21/05 - SEGUNDA FEIRA: NOITE DA FAMÍLIA (Caminhada das famílias)
Sub Tema:  Igreja Samaritana acolhe, restaura e eleva a pessoa humana, na sua dignidade
ANIMADORES: Pastoral e movimentos familiares da Paróquia
CONVIDADOS: Todas as famílias da cidade                

22/05 - TERÇA FEIRA: DIA DA FESTA
05:00h - Alvorada  festiva  e laudes
12:00h - Queima de fogos e repique de sino
18:00h - Queima de fogos, repique de sino
18:30h - Caminhada de fé e Missa Solene

 PROGRAMAÇÃO EXTRA                        
Novena dos idosos e enfermos - Quarta feira – 16/05/12 às 16:00h
Novena das crianças - Sábado – 19/05/12 às 16:00h
Novena do hospital – Quinta feira – 17/05/12 às 15:00h
Novena dos presos – Segunda feira – 21/05/12 às 14:00h
Missas pela manhã às 6:30hs
15/05/12 - Terça feira
18/05/12 – Sexta feira

PROGRAMAÇÃO CULTURAL:  Todas as noites, após a novena, haverá confraternização, venda de doces e salgados, música ao vivo, seresta, leilão, bingos e sorteios.


Reunião de implantação da Pastoral da Comunicação da Diocese de Ilhéus.



No dia 28/04 às 14h30 na casa do Bispo Diocesano de Ilhéus foi realizada reunião do Grupo de Trabalho – GT, que está pensando na implantação da PASCOM na Diocese de Ilhéus. Estiveram presentes: Jonildo Glória, Franklin Deolúsio, Odilon Neto, Paulo Costa, Soraia Souza e Yolando Souza e o nosso Bispo Diocesano Dom Mauro Montagnoli. O jornalista Elias Reis justificou sua ausência por se encontrar adoentado.
Foi feita a invocação ao Divino Espírito Santo. Depois foi lida e comentada a Introdução ao Decreto do Concilio Vaticano II intitulado INTER MIRIFICA sobre os meios de comunicação social. Do Mauro também fez um retrospecto histórico dos documentos da CNBB sobre a questão da comunicação social desde 1975 até os dias de hoje.
Depois de uma partilha de opinião chegou-se à conclusão de realizar uma Coletiva de Imprensa e um Seminário sobre a Comunicação Social.
Ficou marcada a data de 16 de maio próximo para uma Coletiva de imprensa no salão da Catedral, às 18 horas, quando Dom Mauro fará a apresentação do projeto de implantação da Pastoral da Comunicação – PASCOM, na diocese de Ilhéus e também discorrerá sobre o 1° Centenário da criação da Diocese de Ilhéus a ser realizado em 2013.

A próxima reunião do GT será em 26/5, na casa de Dom Mauro às 14.30 horas. Encerrou-se a reunião com a Oração do Pai-Nosso, da Ave-Maria e a benção dada pelo Sr. Bispo.



Bento XVI faz convite para que fiéis rezem o terço.


O Papa Bento XVI convidou os fiéis a rezarem o terço neste mês de maio, o qual a Igreja dedica à Nossa Senhora. O pedido foi feito aos peregrinos de língua portuguesa, após a Catequese desta quarta-feira, 2.

O Santo Padre exortou os fiéis a, neste mês, "conhecerem melhor e seguirem o exemplo de Nossa Senhora", e orientou-os à vivência de "uma oração diária mais intensa e fiel". Em particular, sugeriu a oração do terço, conforme recomenda a Santa Igreja e segundo o desejo expresso repetidamente pela Virgem Maria.

 Em seguida, concedeu sua benção apostólica juntamente com os votos de "todo o bem" para cada um e suas famílias.

Bento XVI medita sobre a oração na vida do 1º mártir cristão.

O Papa Bento XVI deu continuidade nesta quarta-feira, à série de catequeses sobre a oração nos Atos dos Apóstolos. Desta vez, o Santo Padre concentrou seu discurso sobre a oração de Santo Estevão, o primeiro mártir cristão.

"No momento do seu martírio, narrado nos atos dos apóstolos, se manifesta, mais uma vez, a fecunda relação entre a Palavra de Deus e a oração", destacou o Santo Padre.

Bento XVI explicou o conteúdo do discurso proferido por Estevão pouco antes do seu martírio e também salientou que a oração feita pelo mártir estava em profunda ligação com aquela proferida por Jesus no alto da cruz.

"A vida e o discurso de Estevão de repente se interrompem com o apedrejamento, mas exatamente o seu martírio é o cumprimento da sua vida e da sua mensagem: ele se torna uma coisa só com Cristo", disse.

Ao final da catequese, o Pontífice apresentou a vida de Estevão como modelo a ser seguido por todas as pessoas que desejam estreitar os laços de comunhão com Deus.

"Queridos irmãos e irmãs, o testemunho de São Estevão nos oferece algumas indicações para a nossa oração e para a nossa vida. Podemos nos perguntar: de onde este primeiro mártir cristão trouxe forças para enfrentar os seus perseguidores e chegar à doação de si mesmo? A resposta é simples: do seu relacionamento com Deus", concluiu.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Mensagem da CNBB aos trabalhadores e trabalhadoras.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no ensejo das comemorações do Dia Mundial do Trabalho, neste 1º de Maio, dirige sua mensagem de solidariedade e apoio a todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A celebração desta data nos sugere, antes de tudo, um agradecimento a Deus pelo ser humano que, com criatividade e sabedoria, constrói o mundo e vive do trabalho de suas mãos.
O trabalho não é um mero apêndice na vida humana, mas uma dimensão fundamental de sua existência na terra. Por meio dele, o homem e a mulher “participam na obra do próprio Deus, seu Criador” e se realizam como seres humanos. O próprio Jesus viveu a realidade do trabalho a ponto de ser identificado como “o Filho do Carpinteiro” (Mt 13,55).
A busca do desenvolvimento a todo custo, no entanto, colocando o capital e o lucro acima da pessoa humana, tem transformado o trabalho em peso e castigo para milhares de trabalhadores e trabalhadoras no país. Isso contradiz a vocação humana ao trabalho e fere sua dignidade. Temos a missão resgatar a centralidade da pessoa humana para que o trabalho, “chave essencial de toda a questão social”, cumpra seu fim que é a realização do ser humano.
A Igreja, que “considera sua tarefa fazer com que sejam sempre tidos presentes a dignidade e os direitos dos homens do trabalho” (Laborem Exercens 1), se une, portanto, neste 1º de Maio, aos trabalhadores/as em suas justas reivindicações quais sejam a garantia de seus direitos e a defesa de sua dignidade.
Com eles denuncia as desigualdades sociais, que a distribuição de renda não consegue erradicar, o baixo salário, o desemprego e o subemprego, que condena inúmeras famílias a condições indignas de filhos e filhas de Deus. Repudia, igualmente, o trabalho escravo e infantil, chaga de nossa sociedade, bem como toda discriminação que possa existir no mundo do trabalho por idade, etnia, gênero.
Somos todos responsáveis pela construção da sociedade nova, justa e fraterna, sonhada por Deus para seus filhos e filhas. A garantia da justiça nas relações do trabalho é condição para atingirmos esse fim.
Que o carpinteiro São José, pai adotivo de Jesus, abençoe os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.

Brasília, 1º de Maio de 2012

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB
Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luis do Maranhão
Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

Beatificação de João Paulo II completa 1 ano.

Há exatamente um ano, o Papa João Paulo II era beatificado por seu sucessor, Bento XVI, na Praça São Pedro, no Vaticano. A cerimônia, considerada uma das maiores da história da Igreja pelo número de pessoas, contou com a presença de cerca de um milhão e meio de peregrinos.
"João Paulo II é Beato pela sua forte e generosa fé apostólica", afirmou o Papa Bento XVI na cerimônia de beatificação, em 1º de maio de 2011. "Com o seu testemunho de fé, de amor e de coragem apostólica, acompanhado por uma grande sensibilidade humana, este filho exemplar da Nação Polaca ajudou os cristãos de todo o mundo a não ter medo de se dizerem cristãos, de pertencerem à Igreja, de falarem do Evangelho. Numa palavra, ajudou-nos a não ter medo da verdade, porque a verdade é garantia de liberdade", ressaltou.
Oração para pedir graças por intercessão de JPII
.: Memória litúrgica de JPII será no dia 22 de outubro
O pregador da Casa Pontíficia desde 1980, frei Raniero Cantalamessa recordou, em entrevista à Canção Nova, os anos em que pregou para João Paulo II. "Eu tive o privilégio de, por 25 anos, pregar para este Papa, às sexta-feiras, durante a Quaresma... A primeira coisa que me impressionava em João Paulo II era sua humildade. Ele, o Papa, o mestre de toda a Igreja, encontrava tempo para escutar a pregação de um simples sacerdote", disse.
O frade relembra que, em uma ocasião, João Paulo II estava cumprindo uma visita apostólica na América Latina e por isso não pôde participar de duas pregações. "Quando voltou, veio a mim para pedir desculpas por ter faltado (...) Quantas vezes pedimos desculpas ao pároco de ter faltado na homilia de Domingo?", refletiu.
Outra característica de João Paulo II, destacada por Frei Cantalamessa, era sua capacidade de interiorização diante do Sagrado. "[Mesmo] quando estava sob o olhar de todas as câmeras do mundo se podia ver que ele mantinha um diálogo com um interlocutor invisível".
"[Ele] era uma pessoa extraordinária... como tantos sou muito feliz por esta glorificação de João Paulo II", destaca o frade capuchinho.
Apesar de ter apenas um ano como beato, os testemunhos de graças alcançadas por intercessão de João Paulo II são vários. O postulador da causa de canonização de João Paulo II, padre Slawomir Oder, disse recentemente que tem recebido numerosas indicações de graças atribuídas ao papa polonês, algumas seguramente interessantes.
Em breve, esses testemunhos serão submetidos a um estudo aprofundado para verificar a autenticidade e verificar se de fato poderão ser considerados milagres .     
Segundo padre Oder, o processo está dependendo da confirmação de um "novo milagre" para ser concluído, com isso, João Paulo II será declarado santo.