quarta-feira, 4 de abril de 2012

O Som Livre da Música Católica

Polêmica? Crítica construtiva? Mudança de opinião? Quebra de paradigmas? Quem sabe…


Desde agosto de 2008, quando o Padre Fábio de Melo lançou seu primeiro CD pela gravadora Som Livre, intitulado Vida, ouço muita coisa boa e também muita coisa ruim sobre os artistas católicos se “renderem” às gravadoras seculares (não religiosas, populares). Depois dele, outros, como Rosa de Saron, Adriana e Celina Borges, também seguiram o mesmo rumo.
Ainda não quero citar os outros padres. Depois falamos deles.

 Desde o começo de 2011 fiquei sabendo que a Banda Dominus e o Anjos de Resgate, grandes nomes da música católica, também fecharam com a Som Livre. Mas até então eu não podia divulgar. Mas agora já pode! Por isso, resolvi escrever este artigo somente hoje (final de abril de 2011), porque acho extremamente importante o exemplo do Anjos nesta partilha.
Vi muitos líderes de grandes movimentos da Igreja Católica criticando a atitude dos artistas que se “rendem” às gravadoras como a Som Livre. E olha que, entre eles, muitos são pregadores e outros até membros de grandes comunidades religiosas. Alguns até tiveram a infeliz ideia de dizer que estes artistas estão fechando contrato com o demônio, outros dizem que são altamente contra a evangelização partir para este caminho, etc. Para não dizer que há certa inveja (“dor de cotovelo”, gíria usada em algumas regiões do Brasil), prefiro acreditar ser somente falta de informação ou puro preconceito. Vou pensar assim…
Em fevereiro de 2011, a Som Livre lançou um box maravilhoso com 4 CDs, chamado Deus no Coração. Uma coletânea com 56 músicas de artistas católicos do Brasil todo, uma grande valorização e um grande presente para a música católica brasileira. Neste box, estão canções de artistas de grandes nomes, como Padre Fábio de Melo, Rosa de Saron, Adriana, Anjos de Resgate, Ziza Fernandes, Eliana Ribeiro, Eros Biondini, Vida Reluz, Adoração e Vida, Padre Zezinho, DOM, entre muitos outros, contando também com artistas que estão no começo de sua caminhada e/ou que não tinham tido oportunidades de divulgar seu trabalho e expandir a evangelização com suas missões, como Marília Mello, Adrielle Lopes, Kennia, Mariani e também o Canal da Graça, ministério do qual sou coordenador e um dos vocalistas.
Depois que este box foi lançado em âmbito nacional, com direto até a ter propaganda no horário nobre da Rede Globo, imagine a reação de alguns destes “críticos” que não aceitam a Som Livre… Alguns silenciaram depois de ver vários nomes que nunca imaginariam “fecharem contrato com o demônio” e fazer parte desta coletânea. Outros continuaram com suas conclusões e comentários infundados, aumentando suas raivas e postando muitas besteiras em suas redes sociais pela Internet (santos Facebooks, Twitters e Orkuts da vida moderna… Hehehehe).
Aonde queremos chegar com nossas músicas? O objetivo é tocar somente para nossas comunidades, nossos retiros e nossas Igrejas? Tocar para quem já participa da Igreja é “fácil”. Avançar para águas mais profundas, como a palavra de Deus e a Igreja nos pedem, é mais complicado. E quando temos a oportunidade de nos juntarmos a grandes meios de comunicação e expandir nossa missão, nós não vamos? E ainda por cima criticamos?
“Vendo isto, os fariseus disseram aos discípulos: ‘Por que come vosso mestre com os publicanos e com os pecadores?’ Jesus, ouvindo isto, respondeu-lhes: ‘Não são os que estão bem que precisam de médico, mas sim os doentes’” (Mt 9, 11 – 12).
Quer falar de números? Ok! Pegando o Padre Fábio de Melo como exemplo. Ao lançar um CD novo por gravadoras católicas, demorava certo tempo para vender 40 mil cópias, número hoje considerado disco de ouro. Seu primeiro CD pela Som Livre vendeu pouco menos de 1 milhão de cópias! Já o primeiro CD do Padre Marcelo Rossi, Músicas para Louvar o Senhor, lançado em 1998 pela Universal Music, é o CD mais vendido de todos o tempos no Brasil. Com ele, alcançou a marca de mais de 3 milhões e 400 mil cópias. São mais de 12 milhões, contando todos os seus projetos musicais lançados até hoje. E alguns insistem em não entender que o trabalho, desta forma, chega a muito mais corações, chega a pessoas que nunca teriam oportunidades de conhecer, chega a pessoas que, muitas vezes, não possuem intimidade com Deus.
“Segmentar os meios de comunicação como ‘católico’ e ‘não católico’ é dizer que nos meios seculares está o diabo. Em um espaço que conseguimos falar, em uma TV que não é católica, podemos mudar a vida das pessoas que não conhecem a Deus. Temos que usar a TV, o rádio e a Internet…” (Padre Juarez de Castro, Programa “Papo Aberto”, TV Canção Nova, 04 de abril de 2011).
Vi alguns destes “críticos” questionarem o que seriam das nossas gravadoras (católicas), com alguns artistas debandando para as gravadoras seculares. Minha resposta pode ser dada agora, como citei no início, com o Anjos de Resgate. Eraldo Mattos, baixista e líder do Anjos, é dono da CODIMUC, considerada uma das maiores gravadoras católicas do Brasil. O novo CD do Anjos de Resgate, comemorando 10 anos de missão do ministério, está sendo lançado pela Som Livre.

Capa de LP do Pe. Zezinho da década de 80

Outros questionaram o porquê do Padre Zezinho, scj., pioneiro em levar nossa música à grande mídia, nunca ter vinculado seus trabalhos às gravadoras populares, colocando esta questão como um dos motivos em não concordar com nada do que eu disse acima. Eis a resposta, que eu também não sabia: na década de 80, o próprio Padre Zezinho lançou um LP e CASSETE pela Som Livre. Pois é. Mais uma vez, o Padre Zezinho foi o pioneiro! Simples assim! Nem preciso me prolongar…
Muitos CDs e DVDs católicos, lançados por gravadoras católicas, são AINDA vendidos em grandes lojas populares. Se assim fôssemos questionar, poderíamos pedir, com todo o amor: “gravadoras católicas, retirem os CDs que chegaram às Lojas Americanas, ao Submarino, ao Extra, ao Carrefour e a outras grandes lojas! São campos do demônio! Não queremos evangelizar lá. Queremos somente os já ‘convertidos’!”. Senhor, misericórdia!
Olhando para a história da música católica brasileira e vendo que o rock católico foi muito criticado em seu início, até mesmo “amordaçado” por muitas alas da Igreja, não há muito mais o que se questionar destes pensamentos de hoje. Amanhã terão que aceitar e pensar diferente. Faz parte da evolução.
Com os outros padres cantores, Antonio Maria, Hewaldo Trevisan, Juarez de Castro, Robson de Oliveira, Reginaldo Manzotti, entre outros, o comentário é um pouco mais tranquilo, pois a maioria destes sacerdotes já nasceu da mídia secular, já fez parte dela desde o início, por isso nem sempre são “alvos” dos nossos críticos.
Termino minha reflexão de hoje com uma frase bem propícia para este momento: “Não abra exceções no seu cristianismo. Se o Evangelho não pode ir com você, não vá!” (Padre Fábio de Melo).
Padre, parece que alguns estão querendo fazer o contrário: “aonde você pode ir com o evangelho, não vá. Para que ‘perder’ seu tempo?” Ou entenderam tudo errado! Neste caso, precisam começar a ler o artigo novamente!

OBS.: Não citei neste texto os ministérios que possuem seus trabalhos em missas, grupos de oração e outros movimentos da Igreja, porque o foco não é este. Por isso, coloquei entre aspas que tocar na Igreja é “fácil”. Todos sabemos que também não é, que existem muitas responsabilidades, renúncias, etc. Mas já foi falado muita coisa sobre isso em outros artigos e também partilharei mais no futuro!
Santa Cecília, rogai por nós!

Catequese Bento XVI - 04/04/2012

    CATEQUESE
- Praça São Pedro
Quarta-feira, 04 de abril de 2012





Queridos irmãos e irmãs,
Estão ainda vivas em mim as emoções suscitadas pela recente viagem apostólica em México e Cuba, sobre a qual gostaria de concentrar-me no dia de hoje. Surge espontaneamente da minha alma, a ação de graças ao Senhor: na sua providência, Ele quis que eu estivesse pela primeira vez como Sucessor de Pedro nestes dois países, que conservam indelével memória das visitas realizadas pelo Beato João Paulo II. O bicentenário da Independência do México e de outros países latino-americanos, os 20 anos das relações diplomáticas  entre México e Santa Sé e o quarto centenário do encontro da imagem da Virgem da Caridade do Cobre, na República de Cuba, foram as ocasiões da minha peregrinação. 

Com isso, quis abraçar todo o Continente, convidando todos a viver juntos na esperança e no empenho concreto de caminhar unidos rumo a um futuro melhor. Sou grato ao Senhor presidente de México e Cuba, que com apreço e cortesia me deram as suas boas-vindas, como também às outras autoridades. Agradeço de coração o arcebispo de León, de Santiago de Cuba e de Havana e os outros venerados irmãos no episcopado, que me acolheram com grande afeto, como também aos seus colaboradores e a todos os que se envolveram generosamente nesta minha visita pastoral. Foram dias inesquecíveis de alegria de esperança que ficarão gravados no meu coração!

A primeira etapa foi em León, no estado de Guanajuato, centro geográfico do México. Aqui uma grande multidão em festa me reservou uma extraordinária e vivaz acolhida, como sinal do abraço caloroso de todo o povo. Desde a cerimônia de boas-vindas pude colher a fé e o calor dos sacerdotes, das pessoas consagradas e dos fiéis leigos. À presença dos expoentes das Instituições, de numerosos bispos e de representantes da Sociedade, enfatizei a necessidade de reconhecimento e de tutela dos direitos fundamentais da pessoa humana, entre os quais destaquei a liberdade religiosa, assegurando a minha proximidade a quantos sofrem por causa das chagas sociais, dos antigos e novos conflitos, da corrupção e da violência. Repenso com profunda gratidão à fila interminável de gente ao longo das estradas, que me acompanhou com entusiasmo. Naquelas mãos erguidas em gesto de saudação e afeto, naqueles rostos felizes, naqueles gritos de alegria, nos quais colhi e firme esperança dos cristãos mexicanos, esperança que ficou acesa nos corações apesar dos momentos difíceis da violência, que não deixei de citar e para as vítimas dirigi uma reflexão, podendo consolar pessoalmente algumas. No mesmo dia, encontrei muitas crianças e adolescentes, que são o futuro da nação e da Igreja. A alegria inexaurível deles, expressa em fortes cantos e músicas, como também pelo olhar e gestos deles, exprimiam o forte desejo de todos os jovens do México, da América Latina e dos Caribe de poder viver em paz, em serenidade e harmonia, em uma sociedade mais justa e reconciliada.

Os discípulos do Senhor devem fazer crescer a alegria do ser cristão, a alegria de pertencer à sua Igreja. Desta alegria nascem também as energias para servir Cristo nas situações difíceis e de sofrimento. Recordei esta verdade à imensa multidão reunida para a celebração eucarística dominical no Parque do Bicentenária de León. Exortei todos a confiar na bondade de Deus Onipotente que pode mudar a partir de dentro do coração, as situações insuportáveis e obscuras. Os mexicanos responderam com a fé ardente deles, na adesão deles ao Evangelho. Reconheci mais uma vez, os sinais consolantes de esperança do Continente. O último evento da minha Visita no México foi, ainda em León, a celebração das Vésperas na Catedral de Nossa Senhora da Luz, com os bispos mexicanos e os representantes dos Episcopados da América Latina. Manifestei a minha proximidade ao empenho deles diante dos vários desafios e dificuldades, e a minha gratidão por aqueles que semeiam o Evangelho em situações complexas e geralmente não privadas de limitações. Os encorajei a serem pastores zelosos e guias seguros, suscitando em toda parte comunhão sincera e adesão cordial ao ensinamento da Igreja. Deixei portanto, a amada terra mexicana onde experimentei uma devoção e um afeto especial pelo Vigário de Cristo. Antes de partir, encorajei o povo mexicano a permanecer fiel ao Senhor e à sua Igreja, bem ancorado às raízes cristãs.

No dia seguinte iniciou a segunda parte da minha Viagem Apostólica com a Chegada a Cuba, onde fui antes de tudo para sustentar a missão da Igreja Católica, empenhada em anunciar com alegria o Evangelho, apesar da pobreza de meios e as dificuldades ainda a serem superadas para que a religião possa desenvolver o próprio serviço espiritual e formativo no âmbito publico da sociedade.

Isso eu quis sublinhar chegando a Santiago de Cuba, segunda cidade da Ilha, não deixando de evidenciar as boas relações existentes entre o Estado e Santa Sé, finalizadas a serviço da presença viva e construtiva da Igreja Local. Assegurei, além disso, que o Papa leva no coração, as preocupações e as aspirações de todos os cubanos, especialmente daqueles que sofrem pela limitação da liberdade.

A primeira Santa Missa  que tive a alegria de celebrar em terra cubana, se colocava no contexto do IV centenário da descoberta da imagem da Virgem da Caridade do Cobre, padroeira de Cuba. Se tratou de um momento de forte intensidade espiritual, com a participação atenta e orante de milhares de pessoas, sinal de uma Igreja que vem de situações não fáceis, mas com um testemunho vivaz de caridade e de presença ativa na vida do povo. Aos católicos cubanos que, juntos a toda população, esperam um futuro sempre melhor, dirigi o convite de dar um novo vigor à sua fé e a contribuir, com a coragem do perdão e da compreensão, à construção de uma sociedade aberta e renovada, onde exista sempre mais espaço para Deus, porque quando Deus é descartado, o mundo se transforma em um lugar sem habitação para o homem. Antes de deixar Santiago de Cuba estive no Santuário de Nossa Senhora da Caridade do Cobre, tão cara ao povo cubano. A peregrinação da imagem de Nossa Senhora da Caridade nas famílias da Ilha, suscitou grande entusiasmo espiritual, representando um significativo evento de nova evangelização e uma ocasião de redescoberta da fé. À Virgem Santa recomendei sobretudo as pessoas que sofrem e os jovens cubanos.

A segunda etapa Cubana foi Havana, capital da ilha. Os jovens, em particular, foram os principais protagonistas da exuberante acolhida no percurso em direção a Nunciatura, onde tive a oportunidade de estar com os bispos do País para falar dos desafios que a Igreja cubana é chamada a enfrentar, na consciência que o povo olha para ela com crescente confiança. No dia seguinte, eu presidi a Santa Missa na Praça principal de Havana, repleta de gente. A todos recordei que Cuba e o mundo têm necessidade de mudanças, mas estas só acontecerão se cada um se abre à verdade integral sobre o homem, pressuposto  imprescindível para atingir a liberdade, e decide semear ao redor de si reconciliação e fraternidade, fundando a própria vida sobre Jesus Cristo: Ele somente pode dispersar as trevas do erro, ajudando-nos a derrotar o mal e tudo aquilo que nos oprime. Quis, ainda, reforçar que a Igreja não pede privilégios, mas pede de poder proclamar e celebrar também publicamente a fé, levando a mensagem de esperança e de paz do Evangelho em todos os ambientes da sociedade. Ao apreçar os passos até então realizados neste sentido pelas autoridades cubanas, sublinhei que é necessário prosseguir neste caminho de sempre mais plena liberdade religiosa.

No momento de deixar Cuba, dezenas de milhares de cubanos vieram a saudar-me ao longo do caminho, apesar da forte chuva. Na cerimônia de despedida recordei que na hora presente os diversos componentes da sociedade cubana são chamados a um esforço de sincera colaboração e de diálogo paciente para o bem da pátria. Nesta prospectiva, a minha presença na ilha, como testemunhas de Jesus Cristo, quis ser um encorajamento a abrir as portas do coração a Ele, que é fonte de esperança e de força para fazer crescer o bem. Por isto, saudei os cubanos exortando-os a reavivar a fé dos seus pais e a edificar um futuro sempre melhor.

Esta viagem ao México e a Cuba, graças a Deus, teve a desejada meta pastoral. Possam os povos mexicanos e os cubanos tirar frutos abundantes para construir na comunhão eclesial e com coragem evangélica, um futuro de paz e fraternidade.

Queridos amigos, amanhã à tarde, com a Santa Missa da Ceia do Senhor, entraremos no Tríduo Pascal, cume de todo o Ano Litúrgico, para celebrar o Mistério Central da fé: a paixão, morte e ressurreição de Cristo. No Evangelho de São João, este momento culminante da missão de Jesus é chamado de 'sua ora', que se abre com a última ceia (Jo 13,1). Toda a vida de Jesus é orientada a esta hora, caracterizada de dois aspectos que se iluminam reciprocamente: é a hora da passagem (metabasis) e é a hora do amor (ágape) até o fim. De fato, é exatamente o amor divino, o Espirito do qual Jesus é repleto, que faz 'passar' Jesus através o abismo do mal e da morte e o faz 'sair' no espaço novo da ressurreição. E o ágape, o amor, que opera esta transformação, assim que Jesus ultrapassa os limites da condição humana marcada pelo pecado e supera a barreira que tem o homem prisioneiro, separado de Deus e da vida eterna. Participando com fé das celebrações litúrgicas do Tríduo Pascal, sejamos convidados a viver esta transformação realizada pelo ágape. Cada um de nós foi amado por Jesus até o fim, isto é, até o dom total de si na cruz, quando gritou: “ Está consumado!”. Deixemo-nos alcançar por este amor, deixando-nos transformar, para que verdadeiramente se realize em nós ressurreição. Vos convido, portanto, a viver com intensidade o Tríduo Pascal e desejo a todos uma Santa Páscoa! Obrigada!


FONTE: CANÇÃO NOVA

Semana Santa: entenda as tradições que antecedem a Páscoa



Com a celebração do Domingo de Ramos no último domingo, 1º, os católicos iniciaram a Semana Santa, que todos os anos mobiliza milhares de fiéis para reviver os últimos passos de Jesus Cristo. Diversas tradições são realizadas ao longo de toda a semana em preparação ao acontecimento mais importante para esses religiosos: a Páscoa do Senhor.
De acordo com o assessor da Pastoral Litúrgica da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Hernaldo Pinto Farias, o povo tem uma religiosidade muito marcada e, nesses dias da Semana Santa, são muitas as pessoas que procuram a Igreja.
 "As pessoas se identificam com o Cristo morto na Cruz, com o Cristo sofredor, das lágrimas, com o Cristo que acolhe as mulheres que choram, que se identificam também por causa dos seus sofrimentos, das suas dores", explicou.
 O padre destacou que essa identificação é importante porque leva a uma vivência da fé, a uma intimidade com o Cristo que, na Sua Cruz, acolhe os sofrimentos de todos os povos.

O sacerdote, porém, ressaltou a constante necessidade de formação para vivenciar bem estes dias, embora a Igreja já invista nesse processo formativo. “Quanto mais somos formados, sobretudo no campo litúrgico, melhor vivemos nossa fé. Nosso crescimento não é apenas de estatura, de idade, mas crescemos também no campo da fé”, enfatizou.

Tradições popularesNem todas as celebrações da Semana Santa são universais. Procissão do Encontro, na Quarta-feira Santa, Procissão do Fogaréu, conhecida também como Noite da Prisão, Procissão do Enterro ou do Senhor Morto e Malhação do Judas no Sábado de Aleluia são algumas ações que não são realizadas em todas as paróquias.
 A explicação, segundo padre Hernaldo, é que estas não são celebrações prescritas pela Igreja para a Semana Santa, mas fazem parte do universo da religiosidade popular e acabam sendo mais intensas em alguns lugares e em outros não.
Essas tradições podem ser vistas como práticas da piedade popular, o que a Igreja não condena. De acordo com padre Hernaldo, a piedade popular tem o seu valor na experiência de fé do povo; são práticas que ajudam o povo a se colocar nessa intimidade com o Senhor.  “É uma forma de eles manifestarem sua fé, à sua maneira, sim, mas o que temos que fazer que a Igreja sempre solicitou é que essas práticas não sejam fins em si mesmas, ou seja, que elas conduzam à verdadeira liturgia”, ressaltou padre Hernaldo.
Significado das tradições da Semana Santa:
- Missa de Ramos: abre a Semana Santa. Na procissão, o louvor do povo com os ramos é o reconhecimento messiânico da pessoa de Jesus

- Missa dos Santos Óleos: acontece na manhã da Quinta-feira Santa. O óleo de oliva misturado com perfume (bálsamo) é consagrado pelo Bispo para ser usado nas celebrações do Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos e Ordenação.

- Missa de Lava pés: 
acontece na Quinta-feira Santa à noite. O gesto de Cristo em lavar os pés dos apóstolos deve despertar a humildade, mansidão e respeito com os outros. Neste dia, faz-se memória à Última Ceia, quando Jesus instituiu a Eucaristia. Ainda na quinta-feira, o altar é despido para tirar da igreja todas as manifestações de alegria e de festa, como manifestação de um grande e respeitoso silêncio pela Paixão e Morte de Jesus.

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Tríduo Pascal: começa na Quinta-feira Santa. São três dias santos em que a Igreja faz memória da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.

- Jejum e abstinência de carne vermelha: realizados na Sexta-feira Santa, constituem uma forma de participar do sofrimento de Jesus. É um dia alitúrgico na Igreja, com a celebração da adoração da Cruz. Impera o silêncio e clima de oração, fazendo memória à paixão e morte do Senhor.

- Vigília Pascal:
 é realizada no Sábado de Aleluia, em que se vai anunciar a ressurreição de Cristo; sua vitória sobre a morte. 



FONTE: CANÇÃO NOVA

50 anos MCC


terça-feira, 3 de abril de 2012

Implantação da Pastoral da Comunicação na Diocese de Ilhéus


Numa reunião presidida pelo Bispo Diocesano de Ilhéus, D. Mauro Montagnoli, no dia 29 de março foi dado o pontapé inicial para implantação da Pastoral da Comunicação da Diocese de Ilhéus, contando com a presença de Jonildo Glória, Elias Reis, Odilon Neto, Yolando Sousa e Paulo Costa.
D. Mauro falou da necessidade da Pastoral na Diocese explanando suas ideias e ofereceu a todos presentes, textos e livros sobre a Pascom para que nas próximas reuniões já se tenha um esboço de projetos e metas a serem alcançados.



FONTE: DIOCESE DE ILHÉUS

O povo "à jusante" de Belo Monte.



Artigo de D. Erwin Kräutler
"Verdade é que um rolo compressor está passando por cima de todos nós. A promessa que Lula pessoalmente me deu no dia 22 de julho de 2009, segurando-me no braço e afirmando "Não vou empurrar este projeto goela abaixo de quem quer que seja" foi pura mentira. Falou assim para "acalmar" o bispo e livrar-se deste incômodo religioso que recebeu em audiência. O governo empurra sim Belo Monte goela abaixo!", escreve D. Erwin Kräutler, bispo do Xingu, narrando a visita pastoral, realizada no último mês de março, às comunidades do interior de Porto de Moz.
Segundo ele,"o pessoal da Norte Energia é para lá de arrogante. Se o colono não desocupa o seu sitio, a Justiça dá ordem de despejo e manda a polícia em cima do pobre, pois a Norte Energia considera toda a região propriedade sua e os moradores, que lá vivem desde os tempos do bisavô, invasores".
Eis o artigo. Há doze dias vivo a bordo do barco "Teresinha". Estou visitando as comunidades do interior de Porto de Moz. Não há telefone e muito menos existe acesso à Internet. Faz um bem enorme ficar de vez em quando sem essas comodidades. Tem-se a impressão de estar em outro planeta. Mas as pessoas queridas que encontro ao longo da viagem e que há décadas conheço e amo são a prova de que continuo no mesmo planeta Terra e na "minha terra" que é o Xingu. A primeira vez que singrei as águas dos rios, furos e lagos de Porto de Moz foi em janeiro de 1968. Lembro os antepassados do povo que agora me abraça. Revejo em muitos rostos os traços de seus avós. Antigamente as famílias vieram a remo. Hoje um motor "rabeta" diminui mais o tempo da viagem. Mesmo assim têm que enfrentar, às vezes por horas, um sol escaldante ou chuvas torrenciais.

O encontro com o bispo segue sempre o mesmo esquema. Começa com abraços, cantos, poesias, salva de palmas. Um ambiente festivo e descontraído, sem formalidades, etiquetas e protocolos. Sinto-me em casa. "Vós todos sois irmãos" (Mt 23,8). Também o bispo é irmão! É nestas ocasiões que mais me realizo como pastor, no meio dessa gente que amo e que - eu sei disso - também me ama. Todo mundo se conhece. Essa é uma das mais belas características das Comunidades Eclesiais de Base. Não há estranhos.
Faço questão de primeiro ouvir o povo, escutar a sua história, ser informado a respeito de suas esperanças e angústias, avanços e derrotas. São coisas alegres, estórias pitorescas, "causos" que partilham comigo, mas também assuntos tristes, experiências dolorosas. Sempre me admiro que esse povo, apesar de viver uma vida dura e penosa, nunca perdeu a alegria. Sabe sorrir! Aliás, que sorriso límpido, espontâneo, cativante! Nada postiço, só para agradar o bispo.
Falam do salão comunitário que conseguiram construir, da capela que pintaram, das reuniões semanais, do culto dominical e da novena que não deixaram de celebrar. Revelam também problemas familiares. Alguém denuncia a invasão de geleiras para roubar o peixe, até na época da piracema. "Vem com malhadeiras de malha tão fina que nem alma passa". Outro relata com orgulho experiências que fazem com as Reservas Extrativistas comunitárias, mas reclama do IBAMA que cai em cima deles por causa de uma tartaruga que pegam, enquanto faz vistas grossas diante das geleiras, do escandaloso roubo de madeira, de desmatamentos e outras agressões ao meio-ambiente, como por exemplo Belo Monte. "Aí dá até todas as licenças para acabar com o nosso Xingu".
Passo, em seguida, do papel de ouvinte para entrevistado. Jovens e adultos me bombardeiam com perguntas de todo tipo. Assuntos internos da comunidade, do setor, da paróquia, mas também da "conjuntura" econômica e política. Em todas as comunidades, a pergunta principal é sobre Belo Monte. Querem saber detalhes, já que o bispo vem de Altamira, do centro do monstruoso projeto. "Bispo, será que ainda tem jeito de impedir essa desgraça? Ouvimos falar que estão tocando Belo Monte a todo vapor. Dizem que o governo já gastou muito dinheiro e assim certamente não dá mais para parar a obra. Que o Sr. acha?" O que realmente devo responder a esse povo? Decido "abrir o verbo", sem meias-palavras:
"Verdade é que um rolo compressor está passando por cima de todos nós. A promessa que Lula pessoalmente me deu no dia 22 de julho de 2009, segurando-me no braço e afirmando "Não vou empurrar este projeto goela abaixo de quem quer que seja" foi pura mentira. Falou assim para "acalmar" o bispo e livrar-se deste incômodo religioso que recebeu em audiência. O governo empurra sim Belo Monte goela abaixo! E Altamira virou um caos em todos os sentidos. Nada do prometido saneamento básico, uma das condicionantes do IBAMA para dar licença para iniciar a obra! Não tem leito nos hospitais, não há vaga nas escolas, homicídios na ordem do dia, prostituição a céu aberto no centro da cidade. Os aluguéis de uma casa simples pularam de 300 para 2.000 Reais. Os preços de alimentos triplicaram. O transito é uma calamidade. Acidentes a toda hora".
"O que mais vou dizer a vocês? Fui várias vezes "ver" o canteiro de obras, quer dizer, queria ver, porque não me deixaram entrar, mas vi de longe os estragos já irrecuperáveis. Rezei missa com as comunidades ameaçadas de despejo. Os grandes fazendeiros receberam indenizações, mas o coitado do pequeno produtor e agricultor não sabe o que vai ser dele e de sua família. Arrasaram com uma vila inteira: Santo Antônio. O pessoal da Norte Energia é para lá de arrogante. Se o colono não desocupa o seu sitio, a Justiça dá ordem de despejo e manda a polícia em cima do pobre, pois a Norte Energia considera toda a região propriedade sua e os moradores, que lá vivem desde os tempos do bisavô, invasores."
"E para onde vai toda essa gente?" "Pois também eu quero saber. Prometem solução, mas nunca dizem que tipo de solução, onde, quando, de que jeito."
"E o povo de Altamira?" "Muita gente está com o coração despedaçado. Até comerciantes e empresários que antes colaram em seus carros adesivos "Queremos Belo Monte" andam hoje cabisbaixos. Quem pode contra a fúria da "Norte Energia"? Aliás "Norte Energia" é o próprio Governo, antes Lula, agora Dilma. Nunca houve diálogo com o povo daqui, nem com índios, nem com ribeirinhos, nem com o povo da cidade. O governo traiu o povo que o elegeu e ri-se de quem defende os índios, os ribeirinhos, os pobres atingidos pela barragem. Fala de preço a ser pago pelo progresso. Só que esse preço sacrifica o nosso povo e não as famílias de políticos em Brasília. Um terço de Altamira vai para o fundo e o resto vai ficar à margem de um lago podre, criador de carapanã e causador de dengue e malária".
"E os índios? É verdade que estão a favor da barragem?" "Não digo que estão a favor da barragem, estão a favor dos presentes que recebem. Muitos deles que antes viviam abandonados pelo governo e entregues à própria sorte, hoje têm todas as contas pagas no comércio, recebem cestas básicas e combustível e outros benefícios. O governo que negou aos índios se manifestarem em oitivas previstas em lei, agora se esmera em entupi-los de dinheiro para fechar-lhes a boca. Antigamente enganou-se os índios com espelhos e bugigangas, hoje milhões de reais são injetados nas aldeias para paralisar a luta indígena e cooptar as lideranças. O preço é muito alto. Não se mata mais índio a ferro e fogo. O dinheiro farto é a punhalada traiçoeira no coração das culturas indígenas e de sua organização comunitária. E o governo afirma em alto e bom som que nenhuma aldeia será alagada. Aldeia não será alagada, sim! O que a Norte Energia faz, é cortar a água aos índios e ribeirinhos da Grande Volta do Xingu. E o povo da Volta Grande vive e sobrevive da pesca. E tem mais. O que vai acontecer com uma aldeia a poucos quilômetros do canteiro de obras onde trabalham milhares de homens? É muito triste! Dá dó!"
"E nós? Como é que nós vamos ficar, nós que moramos abaixo da futura barragem? Ou, como essa gente de Brasília fala, 'à jusante'?"
"Bem, vocês sabem o que acontece se fazem uma tapagem no igarapé. Acima da tapagem, o que acontece?"
"O igarapé alaga a terra firme!"
"E abaixo da tapagem?"
"Ora, o igarapé seca!"
"Pois é. O Xingu abaixo da barragem vai baixar de nível e os igarapés e afluentes também. Há trechos em que o Amazonas vai entrar no leito do Xingu e nossos peixes que não se dão com a água barrenta do Amazonas vão morrer."
Por um bom tempo o povo ficou apenas me olhando e não me fez mais nenhuma pergunta. Também a conversa já passou da hora. Já é hora de almoço.
A celebração eucarística está programada para as 14 horas. A liturgia está preparada, os cantos escolhidos e as leituras ensaiadas. "Vai ter crisma" avisa-me uma catequista "e a turma precisa ainda se confessar com o bispo". Nada de vexame! Aqui ninguém é escravo do relógio. Terminada a confissão, outra catequista me informa: "As meninas precisam ainda se empiriquitar". Já são lindas por natureza, de traços indígenas ou ascendência negra, mas querem realçar ainda mais sua beleza. Há também senhoras entre as crismandas, com crianças pequenas. Uma me pergunta se pode, mesmo gestante, se crismar. "Sem dúvida, querida! O Espírito Santo descerá sobre você e a criança debaixo de seu coração!"
Apresento os crismandos a toda a comunidade chamando cada um(a) por seu nome: "Senhor, aqui estou!" é a resposta às vezes bem forte, outras vezes um pouco tímida, acanhada. Depois de dois anos de preparação para o sacramento, sabem que a resposta que recorda o que o Profeta Isaias falou quando Deus o chamou: "Eis-me aqui, envia-me" (Is 6,8) significa o compromisso publicamente assumido com a comunidade. No rito da imposição das mãos convido também catequistas e dirigentes para realizar comigo este gesto que remonta ao tempo dos apóstolos quando enviaram discípulos para anunciar e testemunhar o Evangelho (cf. At 13,1-4). Durante a unção com o santo crisma a madrinha ou o padrinho coloca "a mão com que assina o nome" no ombro da afilhada ou do afilhado selando com este gesto uma aliança: "Você pode contar comigo, não apenas hoje, mas pelo resto da vida!". Estou convicto de que muitos padrinhos e madrinhas realmente assumem um compromisso sério e não estão aí como personagens mudas que entram em cena só para figurar. Dou-me conta disso especialmente quando, depois da unção, a crismada ou o crismado pede a bênção de sua madrinha, de seu padrinho. É um momento comovedor. Graças a Deus, o nosso povo não tem vergonha de mostrar suas emoções.
O mais lindo nestas viagens, além do encontro com esse povo bom e simples, é conviver tão de perto com a criação de Deus. Doze dias se foram, desde que partimos de Altamira. A última noite da viagem passamos ancorados na boca do Rio Maxipanã, afluente do Xingu abaixo de Souzel. Chegamos ao entardecer. Cedo atei a minha rede. Noite calma e tranquila, sem carapanã. Acostumei-me a acordar antes do sol raiar e assim desfruto sempre do privilégio de ver o dia nascer.
Como é sublime essa hora matutina. As estrelas deixam de cintilar. As trevas se dissipam. O céu no oriente começa a alvorecer, mas a escuridão ainda predomina. A rubra claridade da aurora enfrenta as trevas. De minuto em minuto a cor purpúrea é mais suavizada com tonalidades acajus e alaranjadas.
O rio ainda dorme. Exala uma bruma esbranquiçada que cobre, como se fosse um véu,a várzea.
Na terra-firme da outra margem guaribas já uivam seu louvor matinal ao Criador. Cada bando tem o seu "capelão". É barbudo. Aqui o chamam de "gorgo". Dizem que as fêmeas permanecem em piedoso silêncio enquanto os gorgos bradam seu salmo milenar. De repente param, como se Deus tivesse lhes passado uma ordem. Silêncio.
Agora se ouve melhor o canto dos pássaros com suas melódicas modulações, umas mais graves e fortes, outras mais contidas e suaves. Chilreiam suas cantigas, também milenares. Um é apelidado de "peito de aço" porque seu assobio é tão forte que assusta a quem estiver por perto. Ouve-se o arrulho esperançoso das rolinhas. Pombinhas selvagens gorjeiam animadas sua saudação ao novo dia. Lá longe uma voz solitária e monótona de uma ave que não sei identificar. Sua cantiga parece com o cuco, aquele pássaro dos Alpes que canta só na primavera. Falam mal dele. Dizem que bota seus ovos em ninho alheio para outra mãe chocar. Não assume a responsabilidade por seus filhotes. Em vez de ficar preso ao ninho, imóvel em cima de ovos, prefere curtir uma vida de vagabundo e voar desimpedido para cantar aqui e acolá.
O sol já alcançou altura, mas ainda é um disco pálido por trás da neblina. Cada vez mais impõe o seu fulgor. Enquanto o primeiro raio não rasgar a cortina, pode-se vê-lo a olho nu. A bruma rapidamente se desvanece e o rio, a selva e os campos à sua margem, respiram o ar límpido de uma manhã ensolarada. O Maxipanã revela agora sua cor clara, contrastando com o verde-esmeralda do Xingu e a floresta ostenta sua fascinante exuberância nas múltiplas matizes de seu verdor.
Que maravilha! "Os céus narram a glória de Deus, e o firmamento proclama a obra de suas mãos. O dia transmite a mensagem a outro dia, e a noite conta a notícia a outra noite" (Sl 18,2-3).
Pena que os homens não se deixam mais encantar pela obra de Deus. Vedaram seus olhos e taparam o ouvido. Não enxergam mais as flores, nem ouvem mais o canto dos passarinhos. O sol e lua não nascem, nem se deitam mais! É a rotação do planeta Terra, pronto! Contemplar a natureza é perder tempo e dinheiro. Tudo é matéria prima para fazer negócios. Tudo vira mercadoria a ser explorada, ser comprada e vendida, exportada e consumida! Por isso os homens derrubam e queimam a floresta, represam e sacrificam os rios, assassinam os animais da mata, envenenam as plantas e os pássaros.
Os homens perderam o coração. Tornaram-se insensíveis, brutos, cruéis. Decidiram matar a vida.
Boca do Rio Maxipanã, São Pedro, março de 2012
(ihu Notícias Terça, 03 de abril de 2012)

Falece Dom Efraim Basílio Krevey

O corpo de dom Efraim Basílio Krevey está sendo velado na Catedral São João Batista, em Curitiba (PR).

 CNBBO corpo de dom Efraim Basílio Krevey está sendo velado na Catedral São João Batista, em Curitiba (PR).
Na madrugada desta segunda-feira, 3, por volta de 1h, morreu o eparca emérito Dom Efraim Basílio Krevey. Seu corpo está sendo velado na Catedral São João Batista, em Curitiba (PR). O bispo que em sua larga trajetória se distinguiu principalmente pelo seu perfil zeloso e empreendedor, deixa um grande exemplo e legado apostólico.
Dom Efraim sempre se destacou pela característica de ser um incansável incentivador do crescimento das eparquias no Brasil. Em 1972, iniciou a construção da sede eparquial, em Curitiba (PR), e esteve à frente de outras obras de caráter social, como a Casa de Repouso para Idosos Nossa Senhora do Amparo, no município de Marcelino Ramos (RS).
O eparca emérito também foi um grande incentivador da cultura, responsável pela construção do Centro Religioso-Cultural Ucraniano Poltava, em Curitiba (PR), além de participar, ativamente, de empreendimentos como os congressos dos profissionais e da juventude ucraniana no Brasil.
O bispo nasceu no dia 12 de dezembro de 1928, na colônia Saltinho, em Ivaí (PR), onde cursou os estudos primários. Em 1940, ingressou no Seminário São José, em Prudentópolis (PR), e posteriormente, em 1943, ingressou no noviciado dos Padres Basilianos, também, em Prudentópolis.
Dom Efraim Basílio Krevey tornou-se o segundo Eparca no dia 10 de maio de 1978, cargo que ele exerceu até o dia 13 de dezembro de 2006. Foi nomeado bispo coadjutor pelo papa João Paulo II, no dia 10 de dezembro de 2003, e foi ordenado bispo no dia 21 de março de 2004, em Curitiba.
Filósofo e Teólogo, por formação, atuou como reitor e professor no Seminário São José (RS). Em Prudentópolis, foi superior do mosteiro São Josafat e mestre do noviciado das Irmãs Maria Imaculada. Em 1951, no Colégio de São Josafat, em Roma, recebeu pelas mãos do bispo dom Ivan Butchko, a ordem diaconal, e em 1951 foi ordenado sacerdote, na igreja de São Sérgio e Bakcha, Roma.
Em 13 de fevereiro de 1972, em Roma, recebe do Santo Padre, o papa Paulo VI a ordenação de bispo, na Basílica de São Pedro, e em 1978 torna-se Eparca da Eparquia São João Batista, em Curitiba. Tornou-se bispo emérito em 2006, quando dom Volodemer Koubetch, é nomeado eparca.

As duas principais cerimônias de exéquias acontecem nos dias 3 e 4 de abril. O sepultamento será realizado na cripta da na Catedral São João Batista, em Curitiba (PR).


FONTE: CNBB

A oração dos 7 passos

Uma forma prática para crescer na vida de oração
Por incrível que pareça é cada vez mais comum as pessoas do nosso tempo buscarem alguma forma para entrar em contato com o “ser superior” (como alguns chamam). Esse Ser Superior, para os cristãos e a maioria da humanidade, se chama “Deus”! Ele traz um profundo desejo de estar cada vez mais próximo de você e de conversar com você. Um dos meios mais comuns para entrar em contato com o Senhor se chama: “oração“. Porém, a maioria das pessoas sente muita dificuldade para orar e costuma dizer:

1. “…não sei o que é isso direito…”
2. “…não sei como começar isso…”
3. “…até sei começar, mas logo paro de rezar (orar)…” [inconstância]
4. “…só rezo (oro) quando passo por dificuldades…”
5. “rezo (oro), sim, mas do meu jeito…”
6. “rezo (oro) sempre, em todo lugar… (na maioria das vezes uma desculpa de que ainda não aprendeu a orar direito).
Então, para tentar resolver alguns desses problemas, quero mais do que ficar dando explicações teológicas sobre oração. Vou lhe mostrar uma forma muito fácil e prática para você aprender a orar, a ter constância e crescer no relacionamento com esse “Ser Superior”, a quem chamamos de Deus. Prepare-se, vamos aprender a “Oração dos 7 Passos“.
1° Passo: Determine um lugar para você orar, esse será o seu “cantinho de oração”; nada daquela história de “oro no ônibus”, “no caminho para a escola”, claro você também pode fazer isso nestes momentos, mas Deus é Pai e não quer que você fique só com “lanchinhos”, entende? A oração pessoal deve ter lugar próprio, porque é refeição completa! Você precisa de um lugar no qual as pessoas não o fiquem atrapalhando ou o interrompendo, estamos em busca de um lugar que lhe proporcione intimidade. Existem muitas opções: uma capela (igreja), um lugar mais afastado da casa, um quarto, etc. Agora descubra o seu lugar de oração!
2° Passo: Geralmente estamos acostumados a orar (rezar) enquanto sentimos vontade de orar (rezar), mas aprendi que “sem disciplina não há santidade” e poderia dizer mais: “sem disciplina não há intimidade”, por isso existem dias em que você ora (reza) muito tempo e outros em que você não quer rezar (orar) nada, e diz: “estou sem vontade”… “estou cansado”… “com sono”… “foi muito corrido o dia”; e por aí vai. Por isso você precisa determinar quanto tempo você vai dar para Deus por dia, talvez para alguns fique fácil de entender assim: é como um dízimo do tempo, pense quanto tempo você deu para a internet? Para a TV? Para os amigos? Para a família? Para o trabalho? Etc. E para Deus? Quanto tempo você tem? Uma dica e uma regra, primeiro a dica: nunca comece com muito tempo, é como na academia: vá devagar no começo (10 minutos?) e depois vá aumentando; e a regra: o tempo sempre pode aumentar, mas nunca diminuir! O importante para Deus não é quantidade, mas o amor com que você reza (ora) e não importa se está cansado ou coisa do tipo; o Senhor o aceita mesmo assim! Não tem desculpa. E aí? Quanto tempo vai dar para Deus? Ah! Escolha também o melhor horário do dia (manhã, tarde, noite ou madrugada?).
3° Passo: Rezar (orar) um Pai-Nosso e uma Ave-Maria. O Pai-Nosso foi a oração que Jesus nos ensinou (cf. Mt 6, 9-13), nela vamos encontrar grandes ensinamentos que o Senhor nos deixou; e também a Ave-Maria, pois, quando recitamos essa oração, realizamos uma profecia bíblica, você sabia? Veja o que a Bíblia diz em Lucas 1, 48: “…Sim, de agora em diante todas as gerações me proclamarão bem-aventurada”. A maior proclamação que ela é “bem-dita” na verdade é feita pelo próprio Deus, o Anjo Gabriel, disse: “Ave Maria, cheia de Graça, o Senhor é convosco” (Lc 1, 28). Recitar a Ave-Maria é fazer eco da voz de Deus no tempo que se chama hoje; e na segunda parte: “Santa Maria mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte, amém”. Não há nada de errado também; que ela é santa todo o mundo sabe, nós a chamamos de Mãe de Deus somente porque Jesus é Deus e, no fim, pedimos que interceda por nós, mais ou menos como muitas pessoas fazem pedindo uns aos outros oração. Fique tranquilo, pode rezar (orar) sem medo.
4° Passo: Chegou a hora de louvar, isso significa agradecer. Neste momento você deve ir se lembrando de tudo o que você passou neste dia ou no dia anterior, ou até mesmo lembranças que vierem à sua mente neste momento, pode agradecer a Deus, pode fazer mais ou menos assim: “Senhor, eu Te louvo, porque hoje eu abri meus olhos e vi as nuvens no céu, elas estavam lindas. Senhor, eu Te louvo, porque hoje não me faltou o alimento, Te louvo porque sei que estás sempre ao meu lado. Eu Te louvo por tudo… por aquilo que foi bom e por aquilo que ainda não foi bom…”.
5° Passo: Todo o mundo erra, não é verdade? Então vamos pedir perdão ao Senhor por todas as coisas que fizemos e não foram muito legais, um dia li no Evangelho que Jesus chorava (cf. Lc 19,41), Ele chorava porque os pecados que aquelas pessoas cometiam não machucavam somente elas mesmas, mas machucavam também o Seu Coração… E o mesmo Jesus que as amava o ama também. Por isso, vamos pedir perdão ao Senhor pelas vezes em que erramos e fizemos aquilo que não deveríamos fazer; pode começar assim: “Senhor, me perdoe… hoje eu menti, tive vergonha de assumir a verdade. Senhor, me perdoe também quando fiquei com muita raiva daquela pessoa… Senhor, perdão…”.
6° Passo: Agora é o mais fácil: chegou a hora de pedir, fazer a sua prece, seus pedidos. Uma dica: você pode começar pedindo pelos outros e deixar para o fim os seus pedidos pessoais. Quando fizer os seus pedidos lembre-se disso: “A confiança que depositamos nele é esta: em tudo quanto lhe pedirmos, se for conforme à sua vontade, Ele nos atenderá” (I Jo 5,14).
7° Passo: Oração é diálogo, é conversa, e em uma conversa sempre existe a hora de ouvir; portanto, chegou a hora de ouvir. Hora de ouvir a Deus, talvez pense: “Nossa! Isso é muito difícil…” Não é não! Vou lhe mostrar: você tem Bíblia? Se não tiver é bom comprar uma, se perdeu é bom achá-la (risos). E se você estiver lendo esse texto no computador é só procurar no Google (ou outro buscador) por “Bíblia”, se quiser tem uma versão em pdf. Então pegue sua Bíblia e leia (ouça… risos) uma parte qualquer e depois em silêncio. Deixe ressoar dentro de você a “Voz de Deus”, viu como é fácil? Uma dica: se você está começando a ter contato com a Sagrada Escritura agora, então comece pelo Novo Testamento, é uma linguagem mais próxima da nossa ou então pelos Salmos, também será um bom começo e quando não entender alguma coisa, procure pessoas que realmente o ajudem e não o deixem mais confuso (a).

Pronto! Agora você já pode ter uma vida de oração constante, seja fiel, se marcou um lugar e uma hora, então você tem um encontro: “Um encontro com Deus”. Não falte, tenha certeza: Ele não vai faltar! Não pare de caminhar, esses simples 7 passos vão levá-lo ao Céu! 
Orar com música também é muito bom.
Deus abençoe!!!
Padre Sóstenes Vieira

  

Postulador da canonização de JPII fala sobre andamento do processo

Padre Slawomir Oder destaca que têm recebido numerosos testemunhos de graças alcançadas por intercessão de João Paulo II
O responsável pela causa de canonização de João Paulo II, padre Slawomir Oder, revelou nesta segunda-feira, 2, que o processo está dependente da confirmação de um “novo milagre” para que possa ser concluído.  Hoje a Igreja recorda os sete anos do falecimento de João Paulo II.

Padre Oder disse que têm recebido “numerosas indicações de graças atribuídas ao beato João Paulo II e algumas são, seguramente, interessantes”.
“De momento, espero pela documentação para poder dar início a um estudo mais aprofundado [dos casos] e fazer um bom discernimento”, acrescenta o postulador da causa.
O Papa polaco foi proclamado beato por Bento XVI no dia 1º de maio de 2011, na Praça de São Pedro.
De acordo com o direito canônico, para a canonização é necessário um novo milagre atribuído à intercessão do beato João Paulo II a partir da data da beatificação.
João Paulo II morreu no dia 2 de abril de 2005, no Vaticano, data que é assinalada com iniciativas em várias partes do mundo, segundo o padre Oder, que destaca a peregrinação das relíquias do beato, atualmente na Nigéria.
Karol Jozef Wojtyla, eleito Papa no dia 16 de outubro de 1978, nasceu em Wadowice, na Polônia, em 18 de maio de 1920.
Entre os seus principais documentos, contam-se 14 encíclicas, 15 exortações apostólicas, 11 constituições apostólicas e 45 cartas apostólicas; realizou 104 viagens internacionais; celebrou 147 ritos de beatificação, nos quais proclamou 1338 beatos, e 51 canonizações, com um total de 482 santos.

Da Redação, com Ecclesia.

Discurso Bento XVI - audiência com jovens espanhóis - 02/04/12

Audiência com jovens participantes da JMJ de Madri - Espanha
Sala Paulo VI- Vaticano
Segunda-feira, 02 de abril de 2012 
 
Senhor Cardeal Arcebispo de Madri
Venerados irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,
Queridos jovens,
Amigos todos,

Agradeço as amáveis palavras que o Senhor Cardeal Antonio María  Rouco me dirigiu, fazendo-se intérprete dos sentimentos de todos aqui presentes, e o saúdo com grande afeto, assim como os senhores bispos da Província eclesiástica de Madrid e ao Senhor bispo de São Sebastião e responsável pelo departamento da pastoral da juventude na  Conferência Episcopal Espanhola.
Tenho o prazer de dar as boas-vindas, junto à cátedra de Pedro, para a qual fizestes a peregrinação, que organizastes com o desejo de agradecer ao Papa pela viagem a Espanha por causa da Jornada Mundial  da Juventude, celebrada em agosto passado.
Saúdo cordialmente as autoridades, organizadores, patrocinadores e voluntários, mas, de modo muito especial aos jovens, que são os  protagonistas e principais destinatários desta iniciativa pastoral impulsionada vigorosamente pelo meu predecessor, o beato João Paulo II, do qual hoje recordamos sua passagem para o céu.
Tenho muito presentes também todos os bispos de Espanha e os delegados episcopais da juventude, que tanto colaboram nas dioceses para o feliz desenvolvimento deste significativo evento eclesial. E  não posso deixar de mencionar aos membros da Vida Consagrada e a tantas outras pessoas e instituições que ofereceram sua valiosa e generosa contribuição  para a realização do mesmo fim.
Sempre que trago à memória a vigésima sexta Jornada Mundial da Juventude de Madri, meu coração se enche de gratitude a Deus pela experiência de graça daqueles dias inesquecíveis. Desde a minha chegada, se sucederam e multiplicaram as demonstrações de acolhida e hospitalidade, junto à fé e a alegria dos jovens, que se converteram em sinais eloquentes de Cristo ressuscitado.
Queridos amigos, aquele esplendido encontro só pode compreender-se à luz da presença do Espírito Santo na Igreja. Ele não deixa de infundir nos corações, e continuamente nos traz para a para o meio da história, como em Pentecostes, para dar testemunho das maravilhas de Deus. Vós sois chamados a cooperar com esta apaixonante tarefa e vale a pena entregar-se a ela sem reservas. Cristo necessita de  vocês para estender e edificar o seu reino de caridade.  Isto será possível se o tendes como o melhor dos amigos e o confessais levando uma vida segundo o Evangelho, com valentia e fidelidade.
Alguém poderia supor que isto não tem nada a ver consigo ou que é uma possibilidade que supera suas capacidade e talentos. Mas não é assim. Nesta aventura, nada excede. Portanto, não deixeis de pedir-lhe para que vos chama o Senhor e como o podeis ajudar. Todos têm uma vocação pessoal que Ele quis propor para vossa via de santidade. Quando alguém é conquistado pelo fogo do seu olhar, nenhum sacrifício parece grande para seguí-lo e dar o melhor de si mesmo. Assim fizeram sempre os santos estendendo a luz do Senhor e a potência do seu amor, transformando o mundo para se tornar acolhedor para todos, onde Deus é glorificado e seus filhos abençoados.
Queridos jovens, como aqueles apóstolos da primeira hora, sois também missionários de Cristo entre vossos familiares, amigos e conhecidos, em vossos ambientes de estudo e trabalho, entre os pobres e enfermos. Faleis do seu amor e bondade com simplicidade, sem complexos e temores. O próprio Cristo os dará força para isto. Da vossa parte, escutem-no e tenhais um contato frequente e sincero com Ele. Contai-lhe com confiança vossos desejos e aspirações, também vossas penas e as das pessoas que precisam de consolo e esperança. Evocando aqueles esplêndidos dias, desejo exortar-vos também a que não limiteis esforço algum para que os que vos rodeiam o descubram pessoalmente e se encontrem com Ele, que está vivo, e com sua Igreja.
Ontem, com a solenidade de Domingos de Ramos, iniciamos a Semana, na  qual, seguimos os passos de Cristo até a celebração de seu mistério pascal. O aclamamos como Messias e Filho de Davi, agitando como as crianças e jovens de Jerusalém, os ramos da salvação e do júbilo. Ao mesmo tempo, contemplamos sua dolorosa paixão e sua humilhação até a morte. Os convido, durante estes dias santos a unirem-se plenamente ao nosso Redentor, recordando aquela solene Via Crucis da Jornada Mundial da Juventude. Nela, nós oramos comovidos diante da beleza daquelas imagens sagradas, que expressavam com profundidade os mistérios da nossa fé. Os animo a carregar também a vossa cruz, e a cruz da dor dos pecados do mundo, para que entendais melhor o amor de Cristo pela humanidade. Assim vos sentireis chamados a proclamar que Deus ama o homem e os enviou a seu filho, não para condená-lo, mas para que alcance uma vida plena e com sentido.
Queridos amigos, estou seguro que  já estais pensando no Rio de Janeiro, onde muitos jovens do mundo inteiro se congregarão, e que sem dúvida, será um marco no caminho da Igreja, sempre jovem, que quer ampliar o horizonte das novas gerações com o tesouro do Evangelho, força de vida para o mundo.
Como agora avançamos com os olhos fixos na aurora iminente da Páscoa, a celebração do Dia Mundial da Juventude no Brasil seja uma nova e alegre experiência de Cristo ressuscitado, que conduz toda a humanidade para a clareza da vida que procede de Deus.
Que Maria Santíssima, a qual permaneceu silenciosa aos pés da cruz de seu Filho e esperou pacientemente o cumprimento de suas promessas, seja sempre para vós Mãe de Misericórdia, vida, doçura e esperança vossa. Muito obrigado pela vossa presença festiva e jovial, queridos jovens. Os abençoo de todo coração.



Boletim da Santa Sé
(Tradução: Mirticeli Medeiros - equipe do CN notícias)

Intenções de oração do Papa para o mês de abril



Neste mês de abril, o Papa Bento XVI reza pelos que vivem na África e pelos vocacionados à vida sacerdotal e religiosa.
Na intenção geral o Santo Padre pede para que "os jovens acolham o chamamento de Cristo a segui-Lo no sacerdócio e na vida religiosa". Como intenção missionária, o Pontífice pede "para que Cristo ressuscitado seja sinal de esperança segura para os homens e mulheres do continente africano".
Todos os meses, o Pontífice confia suas intenções ao Apostolado da Oração, uma iniciativa que é seguida por milhões de pessoas em todo mundo.

FONTE: CANÇÃO NOVA

Papa: Falem do amor com simplicidade, Cristo vos dará força

' Cristo necessita de vocês para estender e edificar o seu reino de caridade ', diz Bento XVI aos jovens

"Sempre que trago à memória a 26ª Jornada Mundial da Juventude de Madri, meu coração se enche de gratidão à Deus pela experiência de graça daqueles dias inesquecíveis", acrescentou.
Bento XVI tem um jeito particular de dirigir-se aos jovens, fazendo com que eles sempre se sintam os protagonistas da evangelização. Não foi diferente no discurso de hoje, no qual, ele lançou um novo desafio a eles.
"Falem do amor com bondade e simplicidade, sem complexos e temores. O Próprio Cristo vos dará a força para isto", destacou."
O Pontífice também os encorajou para que assumam concretamente a tarefa do anúncio da boa nova de Cristo.
"Cristo necessita de vocês para estender e edificar o seu reino de caridade.  Isto será possível se vocês o tem como o melhor dos amigos e o confessais levando uma vida segundo o Evangelho, com valentia e fidelidade", salientou.
Por fim, Bento XVI falou sobre a Semana Santa, a qual iniciou-se neste domingo e fez um convite para que os jovens a vivam intensamente.
"Animo-vos a carregar também a vossa cruz, e a cruz da dor dos pecados do mundo, para que entendais melhor o amor de Cristo pela humanidade".


FONTE: CANÇÃO NOVA

domingo, 1 de abril de 2012

O PROJETO SÓCIO-CULTURAL DA PARÓQUIA STA RITA ESTA DE VOLTA.

VENHA APRENDER AS TECNICAS DE BALLET COM A PROFESSORA SOANNE MARRY!!!!

BALLET  PARA  AS  CRIANÇAS

QUARTAS-FEIRAS =  PELA MANHÃ DAS 9 ATÉ 10HRS  /  PELA TARDE DAS 14 ATÉ 15HRS
 2ª TURMA = DAS 15HRS ATÉ 16HRS.

SEXTAS-FEIRAS=  1ª TURMA DAS 14 ÁS 15HRS,  
2ª TURMA =DAS 15HRS ATÉ AS 16HRS.

 MAIORES INFORMAÇÕES : 3231-4193 SECRETÁRIA DA PARÓQUIA ( NO HORÁRIO COMERCIAL)

VIVER A SEMANA SANTA



Para muitos, um feriado; para outros, uma devoção; para o comércio, oportunidade fantástica de vendas; para outros ainda, um momento especial de meditação, oração e renovação da fé. E para você, o que significa “viver a Semana Santa”?
         Existe um jeito, um lugar, um momento muito especial no qual aprenderemos a “viver a Semana Santa”. É o que nos aponta o saudoso Papa Paulo VI: “Se há uma liturgia que deveria encontrar-nos todos juntos, atentos, solícitos e unidos para uma participação plena, digna, piedosa e amorosa, esta é a liturgia da grande semana. Por um motivo claro e profundo: o Mistério Pascal, que encontra na Semana Santa a sua mais alta e comovida celebração, não é simplesmente um momento do Ano Litúrgico: ele é a fonte de todas as outras celebrações do próprio Ano Litúrgico, porque todas se referem ao mistério da nossa redenção, isto é, ao Mistério Pascal”.
         Eis o sentido do que significa “viver a Semana Santa”: fazer memória do mistério do amor de Deus que se manifestou na entrega confiante de Jesus ao Pai, até a morte na cruz, por fidelidade à sua missão. Mais ainda, significa celebrar o mistério do amor de Deus que sustentou Jesus em seu calvário e o ressuscitou, o glorificou, o fez sentar-se à sua direita, constituindo-o Cristo, Messias e Senhor.
         “Viver a Semana Santa” significa fazer memória destas ações maravilhosas de Deus. Mais, saber que estamos “re-vivendo” todos estes fatos. “De geração em geração, cada um de nós é obrigado a ver-se a si próprio, com os olhos penetrantes da fé, como tendo ele mesmo estado lá no Calvário, na primeira sexta-feira santa, e diante do sepulcro vazio, na manhã da ressurreição. Hoje, todos nós, aqui reunidos para celebrar a eucaristia, estávamos lá, prontos a morrer na morte de Cristo e a ressuscitar em sua ressurreição. Será exatamente nossa comunhão com o corpo sacramental do verdadeiro Cordeiro que nos tornará realmente presentes àquele eterno presente”
         Acolhamos o convite de S. Gregório de Nazianzo, bispo do séc. IV, que certamente também nos dá uma dica de como “viver a Semana Santa”: “Se és Simão Cireneu, toma a cruz e segue a Cristo. Se, qual o ladrão, estás crucificado com Cristo, como homem íntegro, reconhece a Deus. Adora aquele que foi crucificado por tua causa. Se és José de Arimateia, pede o corpo a quem o mandou crucificar; e assim será tua a vítima que expiou o pecado do mundo. Se és Nicodemos, aquele adorador noturno de Deus, unge-o com perfumes para a sua sepultura. Se és Maria, ou a outra Maria, ou Salomé, ou Joana, derrama tuas lágrimas por ele. Levanta-te de manhã cedo, procura ser o primeiro a ver a pedra do túmulo afastada, e a encontrar talvez os anjos, ou melhor ainda, o próprio Jesus”.
         Aí sim, poderemos exclamar: “FELIZ PÁSCOA!”
  É o que desejo a todos os diocesanos, padres, seminaristas, religiosas e religiosos, leigos e leigas; aos meus irmãos bispos; aos meus confrades etigmatinos; aos meus familiares daqui e de longe; aos meus amigos e a todo o Povo de Deus.
QUE A RESSURREIÇÃO DO SENHOR
ACONTEÇA CADA DIA DE NOSSA VIDA.

Ilhéus, abril de 2012

Dom Mauro Montagnoli CSS
Bispo diocesano de Ilhéus


Bento XVI envia mensagem especial aos brasileiros



Após a celebração do Domingo de Ramos, o Papa Bento XVI conduziu a oração mariana do Angelus com os fiéis presentes na Praça São Pedro, no Vaticano.
O Santo Padre saudou os cardeais, bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas e a todos os peregrinos. E enviou uma especial saudação ao Comitê Organizador da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Madri e àqueles que estão organizando o próximo encontro no Rio de Janeiro, em 2013, que estiveram na Itália essa semana para a apresentação dos preparativos para o evento.
Em seguida, o Pontífice saudou os peregrinos em diversos idiomas. Em língua portuguesa, o Papa convidou os brasileiros a viverem a verdadeira "alegria que nasce da união com Cristo".
Leia a saudação na íntegra:  “Quero agora dirigir a minha saudação amiga aos jovens e demais peregrinos de língua portuguesa, que participam nesta celebração do Domingo de Ramos. De modo particular, saúdo o Arcebispo Dom Orani Tempesta, o Governador e o Prefeito do Rio de Janeiro e demais autoridades e membros do comitê responsável pela organização da próxima Jornada Mundial da Juventude, no ano que vem.
Nos trabalhos preparatórios da mesma, procurai viver segundo o convite que hoje nos foi feito: ‘Alegrai-vos sempre no Senhor’. Deste modo, o espírito alegre e acolhedor, conatural aos brasileiros, será sublimado pela alegria que nasce da união com Cristo, o Único Redentor. Assim, podereis de braços abertos – como a imagem do Cristo que domina a paisagem carioca – receber os jovens que virão de todos os cantos do mundo para a vossa cidade. A todos desejo uma feliz e santa Páscoa!”

Fonte :  Canção Nova

"Hoje é dia da decisão de seguir Cristo até o fim", diz Bento XVI

' Somos chamados a seguir o Messias que não garante felicidade terrena fácil, mas a felicidade do céu', disse o Papa
O Papa Bento XVI celebrou neste domingo, 01, a Missa de Ramos, às 9h30 no horário de Roma (4h30 no horário de Brasília), na praça de São Pedro, no Vaticano.
Na celebração que abre oficialmente a semana santa, o Santo Padre explicou na homilia o sentido do 'Hosana', que segundo ele, faz parte parte da invocação de benção dos peregrinos judeus, os quais diante de Jesus, proclamaram que Ele era o Messias esperado.
"Por isso, Aquele que a multidão aclama como o Bendito é, ao mesmo tempo, Aquele em quem será abençoada a humanidade inteira", explicou.
O Papa questionou a todos sobre a visão que cada um tem do seu próprio Senhor. A partir disso, o Papa disse que, na Semana Santa, os cristãos são chamados a seguir o Messias que escolhe a cruz como trono.
"Somos chamados a seguir um Messias que não nos garante uma felicidade terrena fácil, mas a felicidade do céu, a bem-aventurança de Deus", ressaltou.
 O Pontífice concluiu a homilia, dirigindo-se aos jovens, já que neste domingo, também é celebrado o dia mundial da juventude.
"Que o Domingo de Ramos possa ser para vós o dia da decisão: a decisão de acolher o Senhor e segui-Lo até ao fim, a decisão de fazer da sua Páscoa de morte e ressurreição o sentido da vossa vida de cristãos", disse aos jovens.
O Papa concluiu a homilia enfatizando que, durante esta semana, os cristãos são chamados a nutrir dois sentimentos: o do louvor e o da gratidão.
"Agitando os ramos espirituais da alma, aclamemo-Lo todos os dias, juntamente com as crianças, dizendo estas santas palavras: "Bendito o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel", finalizou.

FONTE:  Canção Nova